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Morte de morcegos pela raiva põe em alerta rede de saúde em Botucatu (SP)

O objetivo é evitar que a raiva, doença infecciosa aguda e de cura difícil, chegue ao homem. O último caso da doença em humanos, no Estado, foi registrado em 2001 e evoluiu para óbito.

De acordo com a prefeitura, dos cinco morcegos que tiveram resultado positivo para a raiva, dois foram achados esta semana, nos bairros Altos do Paraíso e Vila Antártica. Os animais recolhidos não são hematófagos, ou seja, não se alimentam de sangue, o que reduz o risco de propagação do vírus. Podem, no entanto, passar o vírus se forem mordidos por cães ou gatos que, por sua vez, podem transmitir ao homem principalmente pela mordedura.

A Secretaria de Saúde divulgou alerta para que as pessoas não toquem os morcegos caídos – vivos ou mortos -, devendo cobrir o animal com um balde ou caixa de papelão e entrar em contato com a Vigilância.

O supervisor de Saúde Ambiental e Animal, Valdinei Campanucci, lembra que os morcegos, presentes nos ambientes urbano e rural, são essenciais à preservação do ecossistema, por isso não devem ser caçados ou mortos.

“Entre outubro e o final de fevereiro, período de reprodução da espécie, muitos morcegos jovens arriscam os primeiros voos e não conseguem encontrar o caminho de volta ao abrigo, por isso acabam caindo”, relata.

Segundo ele, os morcegos são os principais reservatórios do vírus da raiva e, embora não sejam animais agressivos, podem morder caso se sintam acuados, transmitindo a doença se estiverem contaminados.

Das sete pessoas que morreram no Brasil pela raiva nos últimos três anos, três pegaram o vírus por meio de morcegos, outras três de gatos e apenas uma por mordedura de cão, segundo dados do Ministério da Saúde. No Estado de São Paulo, em 2017, o vírus da raiva foi encontrado em 91 morcegos – três deles hematófagos -, 31 bovinos, 27 equinos, três caprinos e ovinos e um cão. O caso de raiva canina foi registrado em Jacupiranga, no Vale do Ribeira.

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