Símbolos neonazistas podem ter sido estopim de confusão

Barricada feita por manifestantes na Avenida Paulista (Pam Santos/Fotos Públicas)

Integrantes de grupos que participavam de manifestação em defesa da democracia e apoiadores do governo federal entraram em confronto na tarde de hoje (31) na Avenida Paulista, no centro da cidade de São Paulo. A Polícia Militar (PM) disparou balas de borracha e bombas de gás em direção aos manifestantes. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado informou que houve “briga generalizada na avenida” e que a “PM atuou para impedir o conflito entre os grupos antagonistas”.

De acordo com a secretaria, um homem de 43 anos foi levado para a Santa Casa após ser agredido pelos investigados. A nota informa que cinco pessoas foram detidas e levadas ao 78° Distrito Policial (DP).

O organizador do Somos Democracia, Danilo Pássaro, disse que, durante o confronto, a PM concentrou suas ações contra o movimento. “O objetivo do protesto era bem claro, era a favor da democracia, era fazer uma manifestação pacífica. Porque a gente entende o que está posto no Brasil é uma guerra de narrativas”, disse. Ele contou à Agência Brasil que estava combinado com a PM a dispersão às 14h, mas algumas pessoas ficaram na avenida.

Bombas de gás lançadas pela PM contra manifestantes (Pam Santos/Fotos Públicas)

Segundo Danilo Pássaro, havia um grupo usando símbolos neonazistas e roupas camufladas que passou no meio do que havia restado da manifestação a favor da democracia, o que acabou gerando provocação e tumulto, quando então a PM interveio.

A reportagem procurou os organizadores da manifestação a favor do governo, mas não conseguiu contato com eles até o fechamento desta reportagem.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Protesto pela democracia tem repressão policial e 3 presos

(Globo News/Reprodução)

Um protesto pela democracia foi duramente reprimido pela Polícia Militar, no começo da tarde de hoje (31), na Avenida Paulista. Torcedores se uniram para marchar, mas houve confusão e a PM passou a reprimir os manifestantes.

Apoiadora de Bolsonaro com taco de baseball

Houve a explosão de bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio. Há relatos de fogos de artifício também lançados por manifestantes contra os PMs. A Globo News informa que há, pelo menos, três presos.

Ato pouco tempo antes da repressão policial (Bancada Ativista/via Revista Fórum)

O protesto começou pacífico, segundo a Revista Fórum. Segundo a publicação, o ato foi convocado por coletivos antifascistas da torcida do Corinthians e por lideranças da Gaviões da Fiel, com apoio de “integrantes de outras torcidas organizadas, como do Palmeiras e do Santos”, informa a reportagem.

*em atualização

Casos de Covid-19 no Brasil ultrapassam meio milhão

UBS Fluvial leva serviços de saúde à comunidade ribeirinha Bela Vista do Jaraqui, no Amazonas (Alex Pazuello/Gov. do Amazonas/Fotos Públicas)

O Brasil chegou a 514.849 casos do novo coronavírus, mais de meio milhão de pessoas infectadas com a doença, com a inclusão nas estatísticas de 16.409 novos casos. Com 480 mortes registradas nas últimas 24 horas, o número de óbitos pela covid-19 chega a 29.314. Os números foram atualizados, no início da noite deste domingo (31), pelo Ministério da Saúde.

Do total de casos confirmados, 278.980 (54,2%) estão em acompanhamento e 206.555 (40,1%) pacientes se recuperaram. Há ainda 4.208 óbitos em investigação.

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de mortes: 7.615. O estado é seguido, em número de óbitos, pelo Rio de Janeiro (5.344), Ceará (3.010), Pará (2.923) e Pernambuco (2.807).

Na sequência, aparecem Amazonas (2.052), Maranhão (955), Bahia (667), Espírito Santo (604), Alagoas (443), Paraíba (360), Rio Grande do Norte (305), Minas Gerais (271), Rio Grande do Sul (224), Amapá (222), Paraná (182), Distrito Federal (170), Piauí (161), Sergipe (158), Rondônia (156), Santa Catarina (136), Acre (148), Goiás (124), Roraima (116), Tocantins (73), Mato Grosso (61) e Mato Grosso do Sul (20).

Já em número de casos confirmados, aparecem nas primeiras posições do ranking São Paulo (109.698), Rio de Janeiro (53.388), Ceará (48.489), Amazonas (41.378) e Pará (37.961). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (34.639), Pernambuco (34.450), Bahia (18.392), Espírito Santo (13.690) e Paraíba (13.162).

Na comparação internacional, o Brasil figura em segundo lugar no número de pessoas infectadas (514 mil), atrás dos Estados Unidos (EUA), com mais de 1,7 milhão de casos, de acordo com balanço divulgado pela Universidade Johns Hopkins, que reúne os números oficiais dos países. Em número de óbitos, o Brasil ocupa a quarta colocação, atrás de Estados Unidos (104.319), Reino Unido (38.571) e Itália (33.415).

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

São Paulo tem quase 110 mil casos de Coronavírus

Neste domingo (31), o estado de São Paulo registra 109.698 casos confirmados e 7.615 mortes relacionadas à COVID-19. Entre as pessoas diagnosticadas com a doença, 21.073 foram internados, curados e tiveram alta hospitalar.

Cerca de 60% das cidades do estado de São Paulo permanecem sem mortes pelo novo coronavírus. Dos 645 municípios, 379 não tiveram nenhum óbito até o momento. Quanto aos casos, houve pelo menos um em 526 cidades.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na Grande São Paulo está em 84,7 % e de 71.6% no estado. O número de pacientes internados é de 12.920, sendo 8.059 em enfermaria e 4.861 em unidades de terapia intensiva.

Perfil da mortalidade

Entre as vítimas fatais estão 4.422 homens e 3.193 mulheres.

Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 72,8% das mortes.

Observando faixas etárias, nota-se que a mortalidade tornou-se maior entre 70 e 79 anos (1.788), passando para a segunda posição a faixa de 60 a 69 anos (1.761) e 80 e 89 anos (1.483). Entre as demais faixas estão os: menores de 10 anos (13), 10 a 19 anos (22), 20 a 29 anos (63), 30 a 39 anos (297), 40 a 40 anos (568), 50 a 59 anos (1.104) e maiores de 90 anos (516).

Os principais fatores de risco associados à mortalidade são cardiopatia (59% dos óbitos), diabetes mellitus (43%), doenças hematológica e obesidade (11% cada), doença neurológica (9,4%), pneumopatia (7,2%), imunodepressão (6,7%). Outros fatores identificados são asma e doenças renal hepática. Esses fatores de risco foram identificados em 6.142 pessoas que faleceram por COVID-19 (80,7%).

A relação de casos e óbitos confirmados por cidade pode ser consultada em: https://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/

*com informações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo

Bolsonaro sobrevoa protesto a favor do governo e anda a cavalo

(Rede social/Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro participou mais uma vez, neste domingo (31), de uma manifestação de apoiadores do seu governo no centro de Brasília. Os manifestantes se concentraram na área em frente ao Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. Também houve uma carreata que percorreu a Esplanada dos Ministérios.

Antes de caminhar perto da multidão, o presidente sobrevoou, de helicóptero, a região da Esplanada e da Praça dos Três Poderes, de onde acenou para as pessoas. Um trecho desse momento foi transmitido ao vivo pela página de Facebook oficial de Bolsonaro.

Após o pouso da aeronave, o presidente caminhou pela via em frente ao Palácio do Planalto e cumprimentou os apoiadores. Em um determinado momento, Bolsonaro montou em um cavalo da Polícia Militar do Distrito Federal, acenando para os apoiadores. Em seguida, retornou para o Palácio do Planalto, de onde embarcou novamente no helicóptero para retornar ao Palácio do Alvorada, residência oficial. O presidente e boa parte dos manifestantes não usavam máscara, obrigatória em locais públicos do DF. A multa pelo descumprimento da norma pode chegar a R$ 2 mil.

Vestindo roupas verdes e amarelas, parte dos manifestantes protestou contra o Supremo Tribunal Federal (STF), com faixas e cartazes contendo dizeres como “Abaixo a ditadura do STF” e pedidos de intervenção militar na Corte. Uma operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, cumpriu, na semana passada, mandados de busca e apreensão contra pessoas investigadas por disseminação ilegal de notícias falsas. Em entrevista no dia seguinte ao da operação, o presidente Jair Bolsonaro disse que a ação foi uma forma de censurar as mídias sociais.

Ontem (30), o presidente foi de helicóptero para a cidade de Abadiânia (GO), a cerca de 120 quilômetros de Brasília. Ele estava acompanhado do deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), líder do governo na Câmara, do ministro Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e por um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Na cidade goiana, o presidente parou em uma lanchonete e cumprimentou populares.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

Toffoli recebe alta, mas está afastado das atividades

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, recebeu alta hospitalar, em Brasília, na noite de sábado (30), após permanecer internado durante uma semana se recuperando de uma cirurgia para retirada de um abscesso. A informação foi dada pela sua assessoria. Toffoli ainda ficará de licença médica por mais uma semana, até o próximo domingo (7).

Apesar de a cirurgia, realizada no dia 23, ter transcorrido bem, o ministro apresentou sintomas da covid-19 e ficou internado para observação. Os exames realizados pelo ministro deram negativo para o novo coronavírus.

Na ausência de Toffoli, o Supremo é comandado pelo vice-presidente, o ministro Luiz Fux.

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil

PM paulista mata uma pessoa a cada 6 horas

Pela primeira vez desde maio de 2006, quando houve confronto entre as forças de segurança do Estado e o PCC, PM paulista mata mais de 100 pessoas em um único mês

PM matou 116 pessoas em abril desse ano; no mesmo mês do ano passado foram 76 | Foto: Divulgação/SSP

Durante a quarentena no mês de abril, a Polícia Militar de São Paulo matou 116 pessoas em casos registrados como “morte decorrente de intervenção policial” no Estado. Os números apontam que a cada seis horas uma pessoa tem a vida tirada por um PM paulista. 

Para o professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Rafael Alcadipani, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, “esses números são absolutamente inaceitáveis em qualquer país democrático, e em qualquer país minimamente decente do mundo”. 

A quantidade de mortos pela Polícia Militar comandada pelo coronel Fernando Alencar Medeiros em abril deste ano é a maior para o mês desde o início da divulgação dos dados de letalidade policial mensalmente pelo Governo de São Paulo (em 2001).

Abril de 2020 tem também o segundo maior número de vítimas da PM para um único mês, sendo menor apenas do que maio de 2006 — quando houve o histórico massacre policial após ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Conforme os dados publicados no Diário Oficial deste sábado (30/05), o número de mortos por policiais militares em serviço no Estado saltou 43,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, indo de 71 para 102 pessoas mortas em supostas resistências. Já os mortos por PMs de folga foram de cinco para 14, na comparação do quarto mês deste ano com o de 2019 — aumento de 180%. 

Na avaliação de Alcadipani, o esvaziamento das ruas de São Paulo devido à quarentena decretada pelo Governo de São Paulo como medida de combate do novo coronavírus facilitou o deslocamento policial, ficando mais rápidas as ações e, com isso, aumentando a possibilidade de confrontos. 

“Também não se pode esquecer que a gente tem neste momento um clima de acirramento político muito forte no Brasil, no qual a posição extremada do presidente também é considerada”, afirma o professor. 

No total, a Polícia Militar de São Paulo matou 373 pessoas nos quatro primeiros meses de 2020, sendo que 320 pessoas foram mortas após supostos confrontos com policiais militares fardados, e outras 51 morreram após suposta resistência à PMs de folga.

O professor da FGV compara os casos e reações das mortes causadas por policiais brasileiros e estadunidenses. “Neste momento, a gente assiste nos Estados Unidos uma revolta no país, da comunidade negra, contra a morte em decorrência de intervenção policial, e no Brasil a gente vê que esses números são muito mais expressivos e que as autoridades parecem não tomar atitudes corretas”. 

Nos Estados Unidos, o policial branco Derek Chauvin foi demitido e responderá pelo homicídio do homem negro George Floyd, no estado americano de Minnesota, na última segunda-feira (25/05). Depois disso, o país vive uma série de protesto, principalmente da comunidade negra, contra a violência policial. 

“Nos Estados Unidos, o policial rapidamente foi preso. Além dos protestos que, evidentemente, levaram isso, lá tem um controle externo da atividade policial maior do que a gente tem no Brasil. Hoje, o controle externo da atividade policial aqui no país é muito tênue, não se exerce esse controle”, afirma Alcadipani.

Procurado pela reportagem, o ouvidor de polícias de São Paulo, advogado Elizeu Soares Lopes, disse que o papel da Ouvidoria é ajudar a melhorar o trabalho policial no Estado. “Vou analisar os dados com a minha equipe, tentar entender as circunstâncias de cada uma das ocorrências e discutir com o comando da Polícia Militar, a Secretaria de Segurança Pública e a sociedade em geral tudo o que envolve os fatos”. 

Elizeu ainda defendeu a atuação policial. Segundo ele, “as forças de segurança atuam dentro da legalidade e qualquer desvio de conduta tem de ser devidamente apurado, visando sempre às demandas e necessidades da população de São Paulo”. 

Ponte questionou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo e a Polícia Militar sobre os números. No entanto, não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Por Maria Teresa Cruz – Repórter da Ponte

Cai número de mortes no trânsito da Capital

Acidente na Marginal Pinheiros em junho de 2019 (TV Globo/Reprodução)

O número de mortes causadas no trânsito em 2019 na cidade de São Paulo foi de 791, o que representa uma redução de 6,8% na comparação com 2018, quando foram registrados 849 óbitos. Os dados fazem parte do relatório anual da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). 

O número de óbitos dos motociclistas foi reduzido em 18,9%, passando de 366 mortes, em 2018, para 297 no ano passado. Os números são resultados de uma série de medidas de segurança adotadas pela Prefeitura da Capital em defesa da vida de quem se desloca de moto na cidade.

Entre as medidas adotadas em prol da segurança dos motociclistas estão a restrição da circulação de motos na pista expressa da Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, a fiscalização com uso de radar pistola em toda a cidade e a assinatura de um termo de cooperação com as empresas de aplicativo para extinguir a bonificação atrelada ao tempo da entrega (o que, na prática, incentivava os deslocamentos em alta velocidade e o desrespeito às leis de trânsito).

Entrada do Túnel Ayrton Senna, sentido Marginal Pinheiros (Marcelo Pereira/Prefeitura de São Paulo)

“A ação da Prefeitura foi fundamental para reduzir o número total de mortes no trânsito de São Paulo, pois estamos atuando em diversas frentes ao mesmo tempo. No caso dos motociclistas, por exemplo, aumentamos a fiscalização, criamos campanhas educativas, fizemos alterações em pontos considerados críticos e estreitamos ainda mais o diálogo com as associações representativas e com as empresas para as quais os motociclistas prestam serviço”, explica o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Edson Caram.

Outro ponto de destaque foi a expansão do programa educativo Motociclista Seguro, realizado em conjunto com a Polícia Militar. Antes realizado apenas nas marginais, eles passaram a acontecer em outros 13 pontos como Radial Leste, Ponte João Dias e Av. Aricanduva, impactando cerca de 4,5 mil motociclistas.

Vale destacar que, em 2018, os motociclistas haviam sido as maiores vítimas do trânsito (366) superando, pela primeira vez, a quantidade de pedestres mortos (349).

Os óbitos de motoristas e passageiros de veículos também tiveram queda. Foram 115 em 2018 e 104 no ano passado, redução de 9,6%.

Os dados consolidados pela CET revelam que 81% de todos os óbitos no trânsito, em 2019, foram de homens e 19%, mulheres. Entre os motociclistas, 92% dos mortos foram homens, a maioria entre 18 e 29 anos de idade. 

A predominância masculina também se dá entre os ciclistas vitimados. Das 31 mortes, 29 foram de homens, a maioria entre 30 e 59 anos de idade.

Já os idosos, a partir de 60 anos de idade, são as maiores vítimas entre os pedestres, com 72% do total de óbitos sendo do sexo masculino e 28% do sexo feminino.

Também foi possível constatar que a maior parte dos acidentes fatais ocorre de sexta-feira a domingo, tanto no período noturno como durante a madrugada.

Dentre os dez locais que registraram os maiores índices de acidentes fatais na capital em 2019, quatro deles são rodovias que não estão sob a jurisdição da Prefeitura de São Paulo. A primeira colocação, inclusive, é da Via Anhanguera (SP-330), com 21 óbitos.

Pedestres e ciclistas: os mais vulneráveis

(Arquivo/Rovena Rosa/Agência Brasil)

 Com a expressiva redução dos óbitos de motociclistas, os pedestres voltaram a ser as principais vítimas do trânsito, mesmo com uma relativa estabilidade de 349 mortos em 2018 para 359 no ano passado.

O aumento de mortes dos ciclistas, de 19 para 31, chama a atenção para uma maior conscientização geral no trânsito. Dados coletados pela CET em diversos pontos da cidade mostram que houve aumento em média de 16% no número de ciclistas circulando pela cidade de 2018 para 2019. Com mais bicicletas nas ruas, os motoristas de veículos motorizados devem estar ainda mais atentos em preservar a vida dos que estão em modais mais frágeis e dos que são mais vulneráveis no viário.

 Ações da Prefeitura de proteção no trânsito

Uma das principais iniciativas para mudar esse quadro é o programa Pedestre Seguro, que visa ampliar em 20%, em média, o tempo da travessia nos cruzamentos semafóricos. No total, 43 corredores que representam aproximadamente 900 cruzamentos já tiveram o tempo semafórico de seus cruzamentos alterado. Em 2020, outros 7 corredores passarão pela readequação.

Outro programa voltado para a segurança do pedestre é o Vias Seguras, que já existe em avenidas como M’Boi Mirim, Celso Garcia e Carlos Caldeira Filho. Já estão em fase de obras os Vias Seguras da Avenida Dona Belmira Marin e Estrada de Itapecerica. As intervenções focam a segurança dos pedestres e contemplam a readequação de cruzamentos, a ampliação da quantidade de travessias para pedestres e a colocação de novos semáforos. Ainda receberão o programa as avenidas Raimundo Pereira de Magalhães, Teotônio Vilela e Marechal Tito.

Já as chamadas Áreas Calmas estão sendo implantadas em São Miguel Paulista e em Santana. Há previsão de que Lapa de Cima, Lapa de Baixo e Centro Velho também recebam intervenções. O objetivo é melhorar a segurança com limitação da velocidade em 30 km/h, estreitamento de vias, lombadas e faixas elevadas, sinalização horizontal e vertical, melhoria das calçadas, adequação e implantação de semáforos.

Transporte 

A SPTrans passou a identificar com adesivos nas laterais dos ônibus os pontos considerados “cegos” durante as manobras no trânsito. Esse novo elemento na identidade visual dos coletivos chama a atenção para os mais vulneráveis no trânsito, ou seja, motociclistas, pedestres e ciclistas.

Já os operadores do transporte público participam do programa Viagem Segura, que inclui itens como condução segura, prevenção de acidentes, postura profissional e respeito aos passageiros.

Como a maior proteção aos ciclistas está na existência de uma malha cicloviária segura e eficiente, a Prefeitura está construindo 173 km de conexões e requalificando outros 310 km dessas estruturas, um investimento de R$ 325 milhões que vem acompanhado de um projeto de recapeamento de R$ 250 milhões do programa Asfalto Novo. Assim, a cidade passará dos atuais 503 km de malha cicloviária para 676 km até o fim de 2020.

O modelo adotado pelo Plano Cicloviário traz mais segurança e qualidade para os usuários com sinalização com tinta antiderrapante, aplicação de tachão a cada metro e manutenção de guias e sarjetas.

As novas conexões vão permitir que a população acesse de forma mais fácil terminais de ônibus, trens, metrô, escolas, parques e postos de saúde. O objetivo é ligar diferentes modais, permitindo que o início e o fim de um deslocamento sejam realizados por bicicleta.

Para quem quiser aprender boas práticas na condução de bicicletas, a CET oferece gratuitamente o curso Pedalar com Segurança, que tem duração de oito horas e é realizado em um único dia. Em 2019, 284 ciclistas fizeram o curso, sendo 85 na modalidade presencial e 199 pela internet. Os interessados precisam ser maiores de 16 anos de idade e se cadastrar para receber mais informações pelo e-mail [email protected].

 Relatório anual

O relatório anual completo da CET traz um maior detalhamento dos dados já apresentados e o cruzamento com os registros da Secretaria Municipal da Saúde, resultando em informações relevantes sobre a gravidade dos acidentes, tempo de internação e o custo dos acidentes de trânsito para o poder público.

*Com informações da Prefeitura de SP

Crises de cefaleia podem ser agravadas no isolamento

(Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A cefaleia é considerada a segunda condição médica mais comum da humanidade e atinge, aproximadamente, 15% da população brasileira, ou seja, cerca de 30 milhões de pessoas. As fortes dores de cabeça provocadas pela doença a classificam como incapacitante. Segundo a secretária do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a neurologista Célia Roesler, a patologia causa um grande impacto socioeconômico e é um dos principais motivos de falta ao trabalho. “Ela interrompe, muitas vezes, bons e importantes momentos da vida”.

Para conscientizar sobre a doença, especialistas em neurologia trabalharam durante o mês de maio, Mês Nacional de Combate à Cefaleia, em uma campanha para alertar a população sobre as dores de cabeça e orientar sobre os riscos e formas de prevenção.

Além disso, devido à quarentena, houve um aumento de queixas dos pacientes que tiveram as crises agravadas nesse período. Célia explica que isso acontece porque um indivíduo diagnosticado com cefaleia não pode sair muito da rotina.

“Com a pandemia, eles estão comendo diferente, com o sono desregulado, ingerindo alimentos mais calóricos e não estão fazendo atividades físicas. Além disso, há também o estresse, o sentimento de incerteza e a angústia de ficar o tempo todo dentro de casa”, explica a neurologista.

Crises durante o isolamento

A doula e educadora perinatal Laura Muller viu suas crises de cefaleia voltarem durante o isolamento social. “Tive muito problema de cefaleia na minha adolescência e no início da fase adulta fiz um tratamento com acupuntura e nunca mais tive. Não sou de reclamar de dor de cabeça, é muito difícil, mas este ano já tive várias crises de cefaleia, uma dor incômoda, impressionante”.

Laura conta que recorreu à aromaterapia e ao do-in (técnica de automassagem de origem oriental), para aliviar a dor. “Como a cefaleia é uma dor que acomete algumas grávidas e até puérperas, eu aprendi algumas técnicas de aromaterapia para dor de cabeça e do-in e apliquei em mim. Utilizei os óleos essenciais próprios para alívio de dor de cabeça e já ajudou bastante”.

Três ou mais dores de cabeça por mês

Quando um paciente apresenta três ou mais dores de cabeça por mês, durante três meses seguidos, é indispensável a procura por ajuda especializada. A campanha da Academia Brasileira de Neurologia também alerta sobre a contraindicação da automedicação, pois o uso constante e excessivo de analgésicos pode tornar crônica aquela dor que aparecia esporadicamente.

Apesar de não ter cura, contar com acompanhamento médico e cuidado adequado são ferramentas essenciais para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a doença. O tratamento preventivo é feito por uma combinação entre medicamentos e terapias não medicamentosas.

Os métodos alternativos podem auxiliar no alívio e na diminuição da frequência das crises. Célia recomenda, principalmente durante a quarentena, fazer meditação, alongamento, pegar quinze minutos de sol para ajudar a sincronizar o sono, procurar dormir nos horários habituais, alimentar-se de forma regrada, fazer atividade física regular e terapia cognitiva comportamental. “Tudo isso pode ajudar e evitar a piora do quadro”, recomenda a neurologista.

Por Ludmilla Souza – Repórter da Agência Brasil 

Vídeo mostra empresário de Alphaville desacatando PMs

Polícia Militar foi acionada para atender ocorrência de violência contra mulher; ao chegar no local, empresário resistiu à prisão e humilhou policiais

Empresário humilhou PMs em Alphaville | Foto: Reprodução/Facebook/YouTube

O empresário Ivan Storel, 49 anos, foi detido na tarde desta sexta-feira (29/5), depois de a polícia ter sido acionada para atender um caso de violência contra mulher em Alphaville, bairro rico em Santana do Parnaíba, região metropolitana de São Paulo. Quando a Polícia Militar chegou no local, o homem resistiu à prisão e humilhou os policiais que foram atender a ocorrência.

“Você é um bosta. É um merda de um PM que ganha mil reais por mês, eu ganho 300 mil reais por mês. Quero que você se foda, seu lixo do caralho”, disse o empresário. Em seguida, após supostamente falar no telefone, ele continua: “Você não me conhece. Você pode ser macho na periferia, mas aqui você é um bosta. Aqui é Alphaville, mano”. 

Entre insultos e xingamentos, Storel proíbe a aproximação do policial com ameaças. “Não pisa na minha calçada, não pisa na minha rua. Eu vou te chutar na cara, filho da puta”. No vídeo, os PMs não esboçam qualquer reação.

Vídeo mostra reação de empresário diante de PMS (Ponte Jornalismo/Reprodução)

De acordo com informações policiais, a esposa do empresário ligou para a Polícia Militar por causa de uma briga entre eles, com possível agressão ou ameaça. Um policial militar homem e uma mulher foram mandados para atender a ocorrência.

Chegando no local, o empresário teria se recusado a falar com os policiais e, então, começaram os xingamentos. O PM pediu para a companheira de viatura filmar as agressões verbais por parte de Storel e solicitou apoio do Comando de Grupo Patrulha. 

Quando os outros carros da Polícia Militar chegaram, prenderam o empresário a força e o conduziram para a Delegacia de Defesa da Mulher de Santana de Parnaíba, onde houve registro de dois boletins de ocorrência. Em um, os PMs apresentaram como resistência e desacato. No outro, a mulher não quis dar continuidade no registro de ameaça e injúria.

Na delegacia, a mulher confirmou ser casada com o empresário e ter dois filhos com ele. Para Polícia Civil, ela disse que o marido estava agressivo e chamando-a de “idiota, vagabundo, puta”, entre outras coisas, mas não quis dar continuidade à denúncia.

Já Storel disse aos policiais civis que teve um desentendimento com a mulher, mas negou ter ameaçado ou agredido. Com relação aos xingamentos contra os PMs, o empresário disse na delegacia que estava muito nervoso e não se lembra de nada.

Depois do registro do boletim de ocorrência, o empresário foi liberado para voltar para casa. A reportagem entrou em contato com Storel, que disse estar abalado psicologicamente e, por isso, não vai se manifestar.

Por Maria Teresa Cruz – Repórter da Ponte