Jovens em situação de rua ficam mais vulneráveis na pandemia

Pesquisa sobre crianças e adolescentes em situação de rua e em acolhimento institucional com trajetória de vida nas ruas identificou violações de direitos sofridos por essa população, incluindo a luta pela sobrevivência, o racismo estrutural, o trabalho precoce, a baixa escolaridade, a violência vivenciada nas ruas e também no âmbito familiar. Tais situações são agravadas ainda pelo contexto da pandemia de covid-19 no país, e esses grupos tornam-se mais vulneráveis, segundo avaliação de especialistas.

(Jorge Araujo/Fotos Publicas)

Desenvolvida pela Associação Beneficente O Pequeno Nazareno e pelo Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Ciespi/PUC-Rio) no âmbito do projeto Conhecer para Cuidar, a pesquisa tem o objetivo de subsidiar políticas públicas que atendam essa população.

Segundo o coordenador de projetos da associação, Manoel Torquato, a pesquisa mostra que 85% das crianças e adolescentes que vivem nas ruas são negros (soma de pretos e pardos), e este é um dado sempre importante, porque, de certa forma, explica a origem da situação de rua no Brasil. “Ela tem a ver com racismo estrutural”, afirma Torquato, que é também coordenador nacional da Rede Criança Não é de Rua. Nas instituições de acolhimento, o número é mais expressivo: 89% se autodeclararam pretos ou pardos.

O levantamento incluiu 17 cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba, Recife, Porto Alegre, Belém, Goiânia, Guarulhos, Campinas, São Luís, São Gonçalo e Maceió. Cerca de 600 pessoas foram entrevistadas.

Manoel Torquato ressalta que o racismo tem seus desdobramentos na desigualdade social observada até hoje. “Tanto que, se a gente comparar esses dados com os dados de homicídios, de encarceramento, de pobreza extrema, sempre vai encontrar uma maioria negra. Aqui, mais uma pesquisa vai apontar isso, agora com crianças e adolescentes em situação de rua.”

Para Torquato, todas as vulnerabilidades a que estão submetidos crianças e adolescentes são agravadas durante a pandemia. “Entre os que ficam permanentemente na rua, há a impossibilidade de cumprir a regra básica das organizações de saúde, que é o ‘fique em casa’. Ficar em casa em isolamento social pressupõe você ter uma casa”, destaca Torquato, ao lembrar que há uma enorme ausência de oferta por parte do Poder Público de alternativas para esse isolamento social.

“Não se acionou a rede hoteleira, como muitos países fizeram, para acolher essas pessoas provisoriamente, não se abriram as escolas públicas para uso coletivo desses espaços pela população em situação de rua. Manteve-se, então, essa população ainda em maior vulnerabilidade”, afirma Torquato diz ainda que a principal estratégia no país para aplacar os efeitos econômicos da pandemia, o auxílio emergencial de R$ 600, não dispôs de metodologia que incluísse as especificidades da situação de rua. O acesso a esse benefício depende de a pessoa ter internet, um número de celular e o equipamento.

O levantamento mostra ainda que cerca de 60% dos que vivem nas ruas e de 70% dos que estão acolhidos frequentam a escola. Com o fechamento das escolas e a falta de uma alternativa a essa frequência escolar, essas crianças estão mais sujeitas a ir para as ruas do que antes.

Especialista em direitos da infância e juventude e membro do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), o advogado Ariel de Castro Alves afirma que os dados mostram uma realidade que vem de muitos e muitos anos, principalmente nas grandes capitais e regiões metropolitanas. Segundo Alves, diante da pandemia, da crise social e econômica, a situação, que já gravíssima, deve se agravar mais. 

“Grande parte das crianças vai para as ruas em razão do trabalho infantil para contribuir com seu sustento e o de sua família, o que certamente tende a se agravar com o aumento do desemprego, subemprego e falta de renda dos pais, mães e responsáveis. Dia 13 de julho próximo, o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente] completa 30 anos, e o país precisa ter políticas públicas mais efetivas para a proteção de crianças e adolescentes em situações de rua”, destaca o advogado.

Ariel de Castro Alves ressalta que não há censos atualizados sobre essa população. “Ter dados e conhecer os problemas é o primeiro passo para tentar resolvê-los. Essa pesquisa precisa ser usada para os gestores públicos criarem programas e serviços voltados às abordagens de rua”, disse. Ele acrescenta que são necessários serviços e programas de enfrentamento ao trabalho infantil, vinculados àa educação em período integral, com bolsas de estudos e renda básica para as famílias.

Estado

Manoel Torquato enfatiza ainda a violências praticada nas ruas contra crianças e adolescentes. Perguntada se já tinha sofrido algum tipo de violência nas ruas, a maioria (88%) dos meninos e meninas que viviam nas ruas respondeu que sim. Entre os acolhidos nos serviços, o número foi mais expressivo: 97% disseram que já tinham sofrido violência.

Entre aqueles que estão em situação de rua, metade dos entrevistados apontou agentes de segurança pública como principais autores dos atos de violência sofridos. “Para nós, este é um dado importante porque, primeiro, indica o estado como principal violador. Esses agentes públicos de segurança representam o estado, são formados, capacitados pelo estado, isso indica uma negação do estado de direito.”

Para Torquato, além disso, esse dado da pesquisa aponta a questão de discriminação das pessoas em situação de rua pela política pública. “A política pública que chega a essa população chega através dos agentes de segurança e chega na forma de violência.”

Além da pobreza e da busca pela sobrevivência como principais motivos para crianças e adolescentes irem para as ruas, procuram-se as ruas como lugar de diversão e liberdade  – segunda opção mais apontada pelos entrevistados. Segundo Torquato, o resultado se relaciona com o perfil majoritário do público identificado na pesquisa, que são adolescentes, e com a falta de opções de lazer e diversão para eles.

“Nessa fase da vida, de fato, nós buscamos constantemente esse lugar de diversão e liberdade. Como falta nas comunidades a perspectiva de programas mais arrojados de cultura, de esporte, de lazer, o espaço da rua acaba também virando esse lugar, onde os meninos e meninas podem ocupar as praças, os pontos turísticos da cidade, andar livremente para um lado e para o outro, vivenciando uma experiência de liberdade e diversão, muitas vezes perigosa, porque a rua não tem essa infraestrutura de segurança para todos”, diz Torquato.

Para ele, esse elemento revelado pela pesquisa dá conta de uma demanda de política pública ausente para as pessoas que estão em uma zona de vulnerabilidade e mostra que a implementação de políticas mais atrativas em áreas preventivas  – como esporte, lazer, cultura e educação – poderiam contribuir para evitar a situação de rua em que vivem esses jovens. 

O terceiro aspecto mais citado para a ida às ruas é o conflito familiar. No entanto, Torquato afirma que é preciso cuidado para não cair na armadilha de culpar as famílias e de acusar os lares de desestruturados. Torquato lembra que, no caso dos filhos de classe média, há conflitos, mas eles recebem justificativas como a de que estão na fase da puberdade e ou de que “adolescente é assim mesmo”.

“Há uma série de justificativas para essa classe social [classe média] receber e acolher essa perspectiva de conflito que vivem os adolescentes e seus pais. No campo da pobreza, isso vira motivo de ida pra rua. Então, a gente tem que ter um cuidado na hora de observar esse dado para não cair no senso comum de sempre jogar o problema para a relação familiar”, finalizou.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Isolamento reduz incidência de raios na capital, diz Inpe

Estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu que os raios – aquelas descargas elétricas que vêm para o chão e podem causar prejuízos e mortes – tiveram redução significativa na capital paulista com queda da poluição no período de isolamento social, uma das medidas tomadas para conter a pandemia de covid-19.

(Arquivo/Marcos Ozanan/Fotos Públicas)

Os pesquisadores analisaram dados de descargas atmosféricas de 20 de março a 2 de abril de 2020, período em que houve queda de cerca de 20% da poluição na cidade de São Paulo, de acordo com observações feitas em diversas estações pelo projeto World Air Quality.

“O que nós encontramos foram resultados muito surpreendentes: enquanto, nos três anos anteriores em que houve raios nesse período, a percentagem das descargas que atingiam o solo [variou] de 40% a 63%, neste ano, só 4% das descargas atingiram o solo, e 96% ficaram dentro das nuvens. Então houve uma diminuição dramática de valores”, disse o coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Inpe, Osmar Pinto Junior.

Segundo o Elat, o estudo confirma que as chamadas “supertempestades, com mais de 3 mil raios, que têm ocorrido em São Paulo nos últimos anos são consequência não somente do aumento local da temperatura, conhecido como ‘ilhas de calor’, mas também do aumento da poluição na cidade”.

O estudo comparou os anos de 2015, 2016 e 2018, quando houve tempestades no mesmo período que o analisado em 2020. “Em 2017 e 2019, não houve raios nesse período, então esses anos não foram usados. Não teve tempestade [no período], porque já é final de verão, as tempestades já não são tão comuns em São Paulo”, explicou o pesquisador.

Para Osmar Pinto Junior, o resultado confirma as evidências que já existiam de que a poluição afeta a ocorrência de raios, e este é um alerta para que os cientistas continuem a pesquisar como a poluição e os raios estão associados. “A variação foi muito grande na quantidade de raios que atingiram o solo, o que reforça a ideia de que realmente, para que se possa compreender esse fenômeno dos raios nas grandes cidades, é preciso investigar o papel da poluição. A gente sabe um pouquinho a respeito de como a poluição afeta os raios, mas existem ainda detalhes que a gente não sabe.”

O pesquisador explicou que, em linhas gerais, os raios são formados a partir do choque de partículas de gelo dentro das nuvens de tempestade. Ele disse que as partículas de gelo são alteradas em conseqência dos níveis de poluição. “A gente sabe que existe uma conexão entre essas coisas. Agora, como essa conexão ocorre, os detalhes dessa conexão, é uma coisa que a ciência ainda precisa estudar”.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Nuvem de gafanhotos está em cidade a 100 km do Brasil

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) pede que a população avise se avistar a nuvem de gafanhotos, que está sendo monitorada pela instituição, que aplica defensivos fitossanitários para reduzir a infestação do inseto que ameaça lavouras e pastagens.

(Gov. da Provincia de Cordoba/Reprodução)

Ontem (26), o Senasa localizou a nuvem de gafanhotos 90 quilômetros a oeste da cidade de Argentina de Curuzú. Esta, por sua vez, fica cerca de 100 quilômetros a oeste  de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

A preocupação entre os argentinos é que a nuvem de gafanhotos ataque as plantações de trigo e aveia, que estão em fase de crescimento, além do pasto dos animais. Segundo o Senasa, uma nuvem de gafanhotos é capaz de consumir uma quantidade folhas equivalente a uma colheita capaz de alimentar 2.500 pessoas em um dia.

A dieta do inseto varia, conforme a espécie, entre folhas, cerais, capim e outras gramíneas. De acordo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho. A espécie é Schistocerca cancellata.

O deslocamento dos gafanhotos depende da circulação dos ventos e da temperatura. Os insetos preferem temperaturas mais altas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, os ventos no Rio Grande do Sul terão intensidade entre fraca e moderada na direção sul-leste neste fim de semana.

A previsão para este sábado (27) no estado é de tempo nublado a parcialmente nublado com possibilidade de chuva em áreas isoladas do norte e parcialmente nublado nas demais regiões.Por causa da queda de temperatura, há possibilidade de geada em áreas isoladas.

Na última quinta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A medida permite a implementação de plano de supressão da praga.

Brasil anuncia parceria para produzir vacina

O Brasil fechou acordo para disponibilização no futuro de doses de uma vacina que está sendo testada para o tratamento da covid-19. O medicamento está sendo desenvolvido em uma iniciativa conjunta da Universidade de Oxford e de um laboratório no Reino Unido e já está sendo testado no país.

O acordo prevê a produção de 100 milhões de doses de vacina por meio da aquisição de insumos e transferência de tecnologia para produção no país. 

Caso seja comprovada a eficácia deste tratamento, dois lotes, de 15,2 milhões de unidades cada, serão disponibilizados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, totalizando cerca de 30 milhões de doses, ao custo de US$ 127 milhões. Os primeiros lotes serão destinados aos grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades, além de profissionais de saúde e trabalhadores da segurança pública.

O Brasil poderá ainda contar com mais 70 milhões de doses, por cerca de US$ 160 milhões.

Em entrevista coletiva em Brasília, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, justificou a opção por assumir o risco da pesquisa, mesmo sem a comprovação da eficácia do medicamento. “O risco é necessário devido à urgência de busca de solução efetiva para as demandas de saúde pública. Consideramos um avanço para a tecnologia nacional e uma amostra do esforço do governo de encontrar soluções para a população brasileira.”

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, destacou a situação promissora deste tratamento. “A vacina já está na fase 3, em fase clínica. O Brasil é representante do conjunto de nações que estão testando a vacina. A gente tem uma oportunidade de produzirmos e avançarmos com a oferta desta parceria e encomenda tecnológica. É óbvio que toda e qualquer entrega à população será feita com respeito aos critérios farmacológicos e clínicos e da segurança à população”, declarou.

Caso não seja comprovada a eficácia, o secretário de Vigilância em Saúde informou que não haverá aplicação da vacina, mas que permanece a transferência de tecnologia prevista no acordo para continuar avaliando soluções de tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, há 460 projetos de pesquisa aprovados sobre diferentes aspectos relacionados à covid-19, de tratamentos ao entendimento da doença. Há também 114 ensaios clínicos e 44.262 participantes dessas iniciativas.

Teste

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com 2 mil voluntários em São Paulo e com 1 mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or.

Por Jonas Valente – Repórter Agência Brasil 

Repórter da CNN é assaltada e roubo é exibido ao vivo

A repórter Bruna Macedo, da CNN Brasil, foi assaltada na manhã de hoje (27) durante cobertura das chuvas que atingiram a cidade São Paulo. O roubo, praticado por um homem, foi transmitido ao vivo.

Bruna Macedo é roubada ao vivo na CNN Brasil (CNN/Reprodução)

Bruna estava posicionada na Ponte das Bandeiras, na Marginal Tietê, de onde passava informações ao vivo sobre a situação de momento. Quando o apresentador informava o local de cada repórter na cobertura, um homem surgiu na imagem e surpreendeu a repórter.

Minutos depois a própria CNN noticiou o que havia acontecido. Usando uma faca, o ladrão roubou dois celulares. Apesar do susto, Bruna não se feriu.

Bruna Macedo faz parte do time da CNN Brasil desde 2019. Foi uma das primeiras repórteres contratadas, considerada uma das melhores profissionais da nova geração. Antes, ela havia trabalhado na Record TV de São Paulo e de Sorocaba.

Chuva provoca deslizamento e risco de alagamentos em SP

A capital paulista amanheceu com céu encoberto e chuva por toda a cidade, com intensidade variando entre fraca e moderada, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da prefeitura de São Paulo. Áreas de instabilidade associadas com a propagação de uma frente fria pelo litoral paulista deixaram o tempo fechado e chuvoso durante a madrugada, com temperatura em torno dos 14,1°C.

Rio Tietê na altura da Ponte da Casa Verde (Nivaldo Lima/SP Agora)

O solo encharcado e a continuidade da chuva ainda devem manter elevado o potencial para formação de alagamentos e deslizamentos de terra nas áreas de risco da Grande São Paulo, alertou o CGE.

A cidade chegou a entrar em estado de atenção para alagamentos entre o fim da noite de sexta-feira (26) e a madrugada deste sábado (27).

A previsão é que, no decorrer do dia as instabilidades enfraqueçam e as chuvas diminuam gradativamente, porém o céu deve permanecer com muita nebulosidade e as temperaturas não sobem muito. Os termômetros variam entre mínimas de 13ºC e máximas que permanecem abaixo dos 19ºC. A umidade relativa do ar permanece acima dos 60%.

O domingo (28) ainda deve começar com muita nebulosidade, chuviscos e sensação de frio durante a madrugada, mas o tempo melhora e o sol deve aparecer entre nuvens no decorrer do dia. As temperaturas variam entre mínimas de 12°C e máximas que não devem superar os 20°C.

Deslizamento

Houve deslizamento no município de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, na manhã de hoje. Oito pessoas estavam dentro de um imóvel na Rua Fortaleza quando o deslizamento e um barranco impediu a saída delas da casa.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e socorreu as vítimas, que não tiveram ferimentos.

Terminais de ônibus passam por reforço na limpeza

A Prefeitura, por meio da SPTrans, reforçou a limpeza diária dos terminais municipais de ônibus que passam por lavagens noturnas das plataformas, gradis, pistas de rolamento e áreas comuns. Além disso, ao longo do dia são realizadas varrições de todas as plataformas, recolhimento de lixo, higienização e desinfecção dos equipamentos de uso comum.

(Pref. de São Paulo/Reprodução)

A SPTrans também orientou as empresas que prestam serviço de limpeza nos terminais a ampliar a frequência da higienização dos banheiros, para que seja realizada mais vezes ao longo do dia. Os terminais mais movimentados contam com funcionários fixos nesses locais, que higienizam os equipamentos nos horários de menor movimentação e à noite fazem a lavagem geral dos mesmos.

A limpeza é realizada com desinfetante e água sanitária para prevenir a disseminação da covid-19. A higienização dos terminais fica a cargo de duas empresas que, juntas, somam mais de 470 funcionários. A SPTrans acompanha diariamente a prestação do serviço de limpeza nestes locais e, em caso de irregularidades, atua imediatamente para garantir a qualidade do serviço prestado à população.

Além disso, a Prefeitura adotou diversas ações para reduzir o risco de contágio dos usuários do transporte público pelo novo coronavírus, entre elas:

 – Uso obrigatório de máscaras nos ônibus e terminais;

– Marcação no solo nos terminais para sinalizar a distância de um metro entre os usuários nas filas;

– Higienização dos ônibus entre as viagens, principalmente nos locais onde há contato dos passageiros como balaústres, corrimãos e assentos;

– Higienização do ar-condicionado;

– Autorização do uso de cortina em “L” para proteção do motorista;

– Ações de orientação e conscientização sobre cuidados e higiene pessoal, por meio de mensagens sonoras e cartazes nos terminais, redes sociais e no Jornal do Ônibus;

– Monitoramento diário para ampliação e remanejamento da frota, se necessário.

*Com informações da Prefeitura de São Paulo

Bia Doria participa da entrega de cobertores na ZL

A presidente do Fundo Social de São Paulo, Bia Doria, realizou a entrega de 700 cobertores novos para pessoas em situação de rua, no Centro de Acolhimento Arsenal da Esperança, na Mooca, Zona Leste (ZL) da Capital.

Bia Doria, primeira dama do Estado, durante entrega dos cobertores (Gov. do Estado/Reprodução)

Essa foi a terceira entrega realizada pelo Fundo Social desde do início da Campanha do Inverno Solidário. As peças foram doadas pela Sabesp.

“É muito importante contarmos com a solidariedade de todos para podermos dar um pouco de conforto àqueles que hoje estão precisando da nossa ajuda”, disse Bia Doria.

Campanha Inverno Solidário

O Governo do Estado junto ao Fundo Social visa arrecadar 100 mil cobertores até o dia 22 de setembro. As doações recebidas serão destinadas para moradores de rua, hospitais de campanha e centros de acolhida em todos os 645 municípios de São Paulo. Devido à pandemia do coronavírus, somente cobertores novos serão arrecadados.

Para doar cobertores novos em qualquer um dos postos de coleta espalhados por todo o Estado, acesse www.invernosolidario.sp.gov.br, digite o seu CEP e descubra o local mais próximo.

As doações também podem ser feitas em horário comercial diretamente no depósito do Fundo Social, localizado na Avenida Marechal Mario Guedes, 301, na zona oeste da capital.

Sobre o Centro de Acolhimento Arsenal da Esperança

O Centro de Acolhimento Arsenal da Esperança deu início a suas atividades em 23 de março de 2020 tendo em vista proteger pessoas em situação de rua dos riscos de contaminação do novo coronavírus. O espaço que já contava com a estrutura para abrigar 1.200 pessoas, tornou-se uma espécie de abrigo formado na quarentena para manter o isolamento social. Atualmente, a casa funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana.

*Com informações do Governo do Estado de São Paulo

São Paulo entra em estado de atenção para alagamentos

A chuva que atingiu São Paulo na noite desta sexta-feira (26) colocou a cidade em estado de atenção para alagamentos. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) emitiu os alertas para todas as regiões por volta das 23h.

O estado de atenção foi encerrado por volta 4h30 deste sábado (27). Segundo o CGE, as chuvas perderam força em toda a Grande São Paulo, ficando apenas chuviscos em alguns pontos e muita nebulosidade.

Temporal atingiu a capital paulista na noite de sexta-feira (26) e madrugada deste sábado (Nivaldo Lima/SP AGORA)

Estado de atenção para alagamentos

Zona Norte das 22h58 às 04h26
Zona Sul das 22h58 às 04h26
Zona Leste das 22h58 às 04h26
Zona Sudeste das 22h58 às 04h26
Zona Oeste das 22h58 às 04h26
Centro das 22h58 às 04h26
Marginal Pinheiros das 22h58 às 04h26
Marginal Tietê das 22h58 às 04h26

Apesar da chuva, o Corpo de Bombeiros informou que não foi chamado para atender nenhuma ocorrência na capital paulista ou Grande SP.

Carro de jogador cai em penhasco após acidente

O volante Henrique, do Cruzeiro, passa bem após acidente automobilístico sofrido na noite de sexta-feira (26). Em tuíter publicado neste sábado (27), o clube mineiro publicou informa que o jogador passou por exames e não apresenta qualquer tipo de lesão ortopédica ou neurológica. Entretanto, por precaução, o atleta ficará internado por um ou dois dias no Hospital Mater Dei.

Henrique, jogador do Cruzeiro (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

O carro de Henrique caiu de um penhasco na noite de ontem, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. O local chamado de Mirante do Jatobá é de difícil acesso e tem altura aproximada de 200 metros.

O jogador, de 35 anos, estava sozinho no automóvel e foi atendido por bombeiros. Os primeiros atendimentos médicos foram realizados no hospital público João XXIII. Em seguida, ele foi removido o Mater Dei, um hospital particular.

Henrique estava emprestado ao Fluminense e foi anunciado, nesta última semana, como reforço da equipe celeste para a temporada.

Por Rodrigo Ricardo – Repórter da Rádio Nacional