Caixa paga hoje último auxílio emergencial do ano

Depois de sete meses de pagamento, a Caixa Econômica Federal conclui hoje (30) o pagamento da rodada de 2021 do auxílio emergencial. Neste ano, o benefício foi pago a 39,2 milhões de famílias, dos quais 23,9 milhões de trabalhadores informais, 10 milhões inscritos no Bolsa Família e 5,3 milhões inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

O depósito da sétima e última parcela do auxílio emergencial termina neste domingo, com o pagamento aos trabalhadores informais e inscritos no CadÚnico nascidos em dezembro. Na rodada de 2021, o benefício teve parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Após a sétima parcela, os trabalhadores informais e inscritos no CadÚnico deixam de receber o auxílio emergencial. Os inscritos no Bolsa Família serão migrados para o Auxílio Brasil, novo programa social do governo federal, em novembro.

As datas da prorrogação do benefício haviam sido anunciadas em agosto. O benefício começou a ser pago em abril.

 Sétima parcela do auxílio emergencial para beneficiários do CadÚnico

Sétima parcela do auxílio emergencial para beneficiários do CadÚnico – Caixa/Divulgação

O auxílio emergencial se encerraria em julho, mas foi prorrogado até outubro, com os mesmos valores para as parcelas. Neste ano, o benefício foi pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020 e cumpria requisitos adicionais para ter direito à atual rodada.

Ao todo, a Caixa pagou 16 parcelas do auxílio emergencial em 2020 e 2021. Criado em abril do ano passado para ajudar a população vulnerável afetada pela pandemia de covid-19, o auxílio inicialmente teve cinco parcelas de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras). De setembro a dezembro de 2020, o Auxílio Emergencial Extensão pagou mais quatro parcelas com a metade do valor: R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras).

O programa se encerrou no ano passado, mas foi retomado em abril deste ano por causa da segunda onda da pandemia de covid-19, com parcelas entre R$ 150 e R$ 375. A princípio seriam cinco parcelas, mas a lei que autorizou o auxílio emergencial em 2021 permitia a prorrogação por mais três parcelas de igual valor, o que acabou sendo feito.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

Por Agência Brasil

Movida anuncia ampliação da frota de veículos elétricos

(Divulgação)

A Movida anunciou a ampliação da frota de veículos disponíveis para locação movidos a eletricidade. Por meio de uma parceria com a Nissan, a companhia vai incorporar 150 novos carros. Hoje, a marca já dispõe de 70 unidades.

As duas empresas também manifestaram o interesse em fazer investimentos para expandir a infraestrutura de recarga. Em comunicado, a Movida afirmou que passa a ter a maior frota de veículos de passeio 100% elétrica do Brasil, com 220 unidades do Nissan LEAF. “As unidades estarão disponíveis tanto para o cliente pessoa física quanto jurídica, desde o aluguel eventual até o de longo prazo”, explica em comunicado.

Do ponto de vista de infraestrutura, o acordo inclui a instalação de um hub de recarga na loja da Movida localizada na Vila Moreira, em São Paulo, que foi escolhida em função da localização estratégica e do espaço. O hub contará com carregadores rápidos e wallboxes, em uma operação completa e estruturada para atender os usuários, que também será uma espécie de show room para que as empresas interessadas em eletrificar suas frotas possam ver na prática o funcionamento dos carros zero emissões.

“Na Nissan, temos o objetivo e o compromisso de desenvolver esta nova cultura da mobilidade, por meio de acordos que incentivem o uso dos elétricos e apoiem o estudo da tecnologia e soluções ligadas à eletrificação”, afirma Tiago Castro, diretor sênior de Marketing e Vendas da Nissan do Brasil, no comunicado à imprensa.

Já a Movida é a primeira locadora de veículos no mundo, listada em bolsa, a emitir um Sustainability Linked Bond e a conquistar a certificação internacional de Empresa B. A companhia, dona do primeiro programa Carbon Free que neutraliza as emissões de carbono dos veículos locados, há muitos anos aposta na sustentabilidade como modelo de negócios e na mobilidade elétrica como alternativa para as grandes cidades. Além disso, a Movida instituiu como meta para os próximos anos aumentar toda sua frota de veículos elétricos e híbridos em 20% e de reduzir em 30% sua emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

“Essa parceria com a Nissan vai ajudar a desmistificar o uso do carro elétrico”, acredita Renato Franklin, CEO da Movida. “Temos investido bastante para mostrar para todo mundo como é fácil e prazeroso utilizar um carro elétrico, além de ser muito eficiente e sustentável”.

Queda de avião da Tam completa 25 anos

Avião da Latam, antiga TAM, se aproxima para pouso em Congonhas (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Em 1996, quando o Fokker 100 da TAM caiu sobre residências no bairro do Jabaquara, em São Paulo, as companhias aéreas ainda não eram obrigadas a fornecer assistência para as famílias de vítimas de acidentes. De lá para cá, após muitas batalhas, garantir o amparo e a assistência aos familiares foi uma das conquistas da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), criada por familiares de vítimas do voo da TAM e que se tornou a primeira agremiação desse tipo no Brasil. Depois dela, outras associações foram criadas para cada um dos grandes acidentes com aeronaves que ocorreram no país.

“O grande problema é que, em 1996, o Brasil ainda não tinha uma norma de assistência a familiares de vítimas como tem hoje. Isso também foi conquista nossa. Quando tem um acidente de maior proporção, logo os familiares são instalados em hotéis e começa a ter padre e psicólogo. Essa norma passou a ser uma obrigação para toda as aéreas em 2005, com a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]”, disse Sandra Assali, que perdeu o marido no acidente, e é a presidente da associação.

“Naquela época, a coisa foi muito complexa. Foi um divisor de águas. Uma das questões foi essa, mudou totalmente a forma de lidar com familiares de vítimas”, acrescentou.

Quase dez anos depois, em 2005, foi criada a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma agência para regular e fiscalizar as atividades de aviação civil e de infraestrutura aeroportuária e aeronáutica. Neste mesmo ano, a Anac criou e publicou um plano de assistência aos familiares e vítimas de acidentes aéreos, tornando-o obrigatório a empresas áreas nacionais e estrangeiras. Cabe à Anac fiscalizar a prestação desse suporte.

plano de assistência, de 2005, estabelece, por exemplo, que a empresa aérea deve elaborar a lista de vítimas do acidente aéreo em até três horas e que as famílias devem ser informadas e notificadas  antes da imprensa ou do público. As empresas aéreas também devem prover transporte para as vítimas ou familiares das vítimas, fornecer informações sobre o acidente, devolver objetos pessoais e, também oferecer acomodação, alimentação e assistência médica, psicológica e religiosa aos familiares das vítimas e aos sobreviventes.

Mas no acidente com o Fokker 100, as famílias e vítimas ficaram desamparadas. “Era uma empresa que não se preparou para a eventualidade de um acidente aéreo. As famílias ficavam absolutamente largadas. Não tivemos assistência nenhuma”, disse Sandra Assali. Na época, ela teve a confirmação de que o marido estava no voo após ver uma lista de nomes pela TV. A empresa jamais a procurou para falar sobre a morte do marido.

Jornalista Jorge Tadeu da Silva, um dos afetados pelo acidente com o avião modelo Fokker 100 da TAM que vitimou 99 pessoas em 1996, segura foto de como ficou a casa dele na rua Luís Orsini de Castro, no Jabaquara (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quem também reclama do tratamento dado pela empresa é o jornalista Jorge Tadeu da Silva, que teve sua casa destruída com a queda do avião. Seus pais, que moravam na casa ao lado, também tiveram a residência destruída e, naquela noite, tiveram de dormir na casa de parentes.

“Naquele dia não tivemos nenhuma informação. Meus pais ficaram na casa da minha tia e eu dormi na casa do meu irmão. No dia seguinte, através de colegas da imprensa, a gente soube que a TAM havia disponibilizado um flat ao lado do aeroporto. E a gente ficou lá por três meses. Quando acabaram os três meses, mesmo eu ainda não tendo sido indenizado, eles [da TAM] disseram que era para arrumar um lugar para alugar e que iriam pagar três meses de aluguel. E daí encerrava. Bateu os três meses, saímos [da casa alugada]. Conseguimos alugar uma outra casa [aluguel que foi bancado pela própria família]. Felizmente meu pai tinha uma reserva de dinheiro e deu para a gente começar a reconstruir uma das casas [que foram destruídas no acidente]”, contou Silva.

Cenas do dia do acidente (Arquivo/TV Brasil)

A indenização que ele buscava pela destruição de sua residência demorou muito a chegar. Silva entrou na Justiça para tentar obter o dinheiro da empresa para a reconstrução das casas. “Foi levado para a Justiça porque não houve acordo [com a empresa]. Levou muito tempo para a gente conseguir receber alguma coisa. Levou, na verdade, onze anos”, relembrou.

“Justamente quando caiu o outro avião da TAM, que atravessou Congonhas [em julho de 2007, causando a morte de 199 pessoas], a imprensa questionou como foi esse acidente [de 1996]. E aí começaram a fazer levantamento do acidente anterior e verificaram que boa parte das indenizações estavam pendentes – não somente dos moradores, mas principalmente das viúvas”, destacou.

Por meio de nota, a Latam informou não ter hesitado em “dar assistências às famílias das vítimas, mesmo não tendo protocolos e normas globais para assistência humanitária”.

Ainda segundo a empresa, “todas as famílias das vítimas envolvidas [no acidente] foram indenizadas”.

Outras mudanças

Outra conquista da Abrapavaa diz respeito ao seguro obrigatório, o chamado Reta. Antigamente, o valor do seguro no Brasil para um acidente aéreo era de R$ 14 mil por vítima. Um valor considerado muito baixo pelas famílias. Em 2009, a associação conseguiu mudar esse valor para R$ 41 mil (corrigido pelo IPCA).

“Entendemos que o valor do Seguro Reta deva ser um valor digno para que as famílias envolvidas possam, num primeiro momento, ver suas primeiras necessidades mais básicas atendidas pois, muitas vezes, essas famílias perdem seu provedor e esse valor deve ser ao menos suficiente para o início de todo um processo que demandará inúmeras despesas, tanto judiciais, como domésticas, médicas, etc”, descreve a associação em seu site.

“Quando aconteceu o acidente em 2007, falei que não dava mais [para ser esse valor de seguro]. Era absurdo. Nos Estados Unidos, são 120 mil dólares [de seguro]. Na Europa, 130 mil euros. E, no Brasil, era R$ 14 mil.”, relembrou.

“Recorri ao MPF [Ministério Público Federal], que abraçou nossa causa e, junto à Anac, fizemos todo um trabalho e conseguimos, em 2009, obter o valor de R$ 41 mil, porém com correção pelo IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo]. Hoje, em 2021, está por volta de R$ 82 mil”, disse Sandra. “A gente ainda acha que pode melhorar esse valor, mas já é uma conquista.”

Mário Luiz Sarrubbo, procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, concorda que a mudança no Reta era necessária. 

“Por ser o primeiro grande acidente pós-Constituição de 1988, com imprensa livre, com informações com transparência, descobriu-se a questão do seguro, o Reta, era algo muito precário que não atendia as necessidades dos passageiros, não trazia segurança”, afirmou.

“Hoje já há outro nível até porque as empresas, pela legislação civil, são responsáveis independente de culpa. Quando se compra passagem, seja de avião, ônibus, barco, a empresa tem o dever de te entregar no seu destino. Se ela não entregar, não importa a razão, ela tem que te indenizar. Agora, essa questão de seguro está mais bem resolvida”, disse Sarrubbo.

Segundo a Anac, a atualização monetária do seguro Reta passou a ser ajustada pelo IPCA após publicação de uma resolução em 2008. Ainda segundo o órgão, os valores variam conforme o porte, a categoria e o tipo de operação da aeronave.

A Abrapavaa continua em funcionamento, com grande atuação em acidentes de pequeno porte ou envolvendo aeronaves menores.

“Fundamos a associação e já começaram a surgir inúmeros acidentes menores, de aviação geral, que não tinham solução. Nos acidentes menores, como tem poucas vítimas, você tem menos familiares envolvidos. E é até mais difícil para eles conseguirem informações. Então acabamos sendo uma referência. Por isso, 25 anos depois, a gente já trabalhou, seguramente, com mais de 200 acidentes aéreos”, disse Sandra Assali, em entrevista à Agência Brasil.

Ela cita como exemplo o caso de uma mãe que perdeu o filho que trabalhava em um avião que pulverizava uma fazenda.

“Não sei se você sabe, mas tem um acidente aéreo a cada dois dias no Brasil. Nos últimos dez anos tivemos 1.843 acidentes, média de 184 acidentes por ano, considerando tudo: agrícola, táxi-aéreo, experimental”, destacou.

Transparência na investigação

Segundo Sarrubbo, outra mudança provocada pelo acidente com o Fokker 100 da TAM diz respeito à transparência.

“Esse acidente foi um grande paradigma também na questão da transparência. A comissão de investigação da Aeronáutica, naquela oportunidade, se negou a enviar seus pareceres e conclusões ao sistema de Justiça”, relembrou. 

“O Ministério Público de São Paulo entrou no STJ [Superior Tribunal de Justiça] e conseguiu obter a medida cautelar que obrigava os órgãos de segurança, no caso, o Cenipa [Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos], a entregar ao sistema de Justiça todas as conclusões técnicas relacionadas ao acidente. A partir daí, já não houve mais dificuldade. No acidente de 2007, requisitamos as informações e elas vieram sem maior dificuldade”, disse.

Latam

Procurada pela Agência Brasil, a Latam [empresa formada em 2012 pela fusão entre a LAN e a TAM]  informou que a aviação mundial “não é a mesma quando se compara com o cenário em 1996, tanto para a empresa quanto para o setor de forma geral”.

“Após 25 anos, muito se avançou em termos de regulamentação e protocolos globais de segurança da aviação, reduzindo aproximadamente em 96% os acidentes aéreos entre 1996 e 2021”, diz a empresa, em nota. “Com o crivo do presente, situações como o acidente do voo 402 de 31/10/1996 coloca sempre uma luz e atenção ainda maior pela segurança e principalmente, pela capacidade de a empresa responder a emergência de forma estruturada, com agilidade e transparência”, acrescentou.

Ainda segundo a empresa, caso um “pior cenário aconteça”, ela “está preparada para agir”, já que tem um plano de resposta à emergência. “Este plano de resposta a emergência é parte da cultura do Grupo Latam com foco em sua premissa número 1: segurança é valor inegociável”, escreveu a empresa, em nota encaminhada à Agência Brasil.

Segundo a aérea, esse plano passa constantemente por um processo interno de revisão de procedimentos e contempla atendimento e assistência às famílias envolvidas.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Mega-sena acumula em R$ 65 milhões; veja as dezenas

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 2.424 da Mega-Sena, sorteado na noite deste sábado (30) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo. As dezenas sorteadas foram 03, 16, 17,37, 38 e 53.

A estimativa da Caixa é que o prêmio acumulado para o próximo sorteio, na quarta-feira (3) às 20h, chegue a R$ 65 milhões.

A quina registrou 101 apostas ganhadoras. Cada uma vai pagar R$ 41.070,64. A quadra teve 6.968 apostas vencedoras e cada apostador vai receber R$ 850,44.

As apostas para o concurso 2.425 podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) da quarta-feira em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. O volante, cm seis dezenas, custa R$ 4,50.

Por Agência Brasil

Gruta desaba e deixa bombeiros civis soterrados

(Reprodução)

O teto de uma gruta desabou, em Altinópolis, interior do Estado, durante o treinamento de bombeiros civis. As primeiras informações indicavam 26 pessoas soterradas, mas, segundo o Corpo de Bombeiros Estadual, este número foi atualizado para 12, já que 14 não se feriram.

O acidente aconteceu no começo da manha de hoje (31) durante um trabalho de aperfeiçoamento de técnicas de uma escola particular que forma bombeiros civis. Seis equipes do Corpo de Bombeiros de Ribeirão Preto, com 20 militares, além do policiamento local e do Samu, atuam para socorrer as vítimas.

Três vítimas já foram socorridas com vida. Elas apresentam fraturas e hipotermia. O socorro continua no local.

*atualizada às 12h14

Santos se prepara para a retomada dos cruzeiros

(Pref. de Santos)

Santos, no litoral de São Paulo, se prepara para a retomada dos cruzeiros marítimos. A prefeitura da cidade lançou um plano operacional para assegurar a infraestrutura necessária de saúde, segundo o que é exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Anvisa determina que cada cidade, segunda comunicado da prefeitura, necessita de uma estratégia para dar suporte às regras nacionais com relação aos eventuais casos de covid-19 que possam ser identificados entre os passageiros e tripulantes dos navios.

“A secretaria de saúde e a Anvisa sempre atuam em parceria em questões sanitárias que envolvem o Porto de Santos, que é uma área federal”, afirma em comunicado Adriano Catapreta, secretário municipal de saúde.

Em nota à imprensa, Santos afirma que “ao detectar caso de covid-19, de pessoa sintomática ou assintomática, caberá ao navio de cruzeiro ou agente marítimo informar município, Estado e Anvisa sobre essa situação e a necessidade de desembarque”. Um relatório médico, emitido pelo profissional a bordo, deve conter detalhes das condições do paciente.

“Assintomáticos ou com sintomas leves permanecerão em isolamento na embarcação até o desembarque no porto de origem para o retorno a sua residência”, afirma o comunidado.

Quem necessitar de internação será encaminhado para hospital privado, da rede conveniada da empresa marítima, diz a prefeitura. “O transporte será providenciado pela companhia de cruzeiros, em ambulância ou veículo com motorista fazendo uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) e protocolos de higienização, além de previamente testado”.

Passageiros ou tripulantes que necessitarem de quarentena ou isolamento serão encaminhados ao hotel conveniado à empresa marítima ou companhia de seguros, onde permanecerão até o término do período. “Quem não cumprir o período de quarentena e desejar retornar para a sua residência, deve assinar um termo de responsabilidade”.

Passageiros e tripulantes hospitalizados serão acompanhados por equipe especializada e designada pela empresa marítima ou companhia de seguros, sob supervisão do Município e do Estado.

Quem estiver hospedado em hotel será acompanhado por equipe de saúde e representantes da empresa marítima e da companhia de seguros, que farão contato diário para atualização do quadro clínico. Todos assinarão termo de responsabilidade para o cumprimento das regras de isolamento. O hotel também ficará com a responsabilidade de cumprimento das regras sanitárias para o isolamento.

Em caso de óbito, a companhia marítima será responsável pela remoção e translado dos corpos.

Passageiros e tripulantes saudáveis, que desembarcam na cidade, serão supervisionados pelo município, seguindo os protocolos locais nos transportes, restaurantes, atrações, comércios, entre outros locais.

A prefeitura avalia o cenário epidemiológico e, em caso de impossibilidade das operações, informa ao Estado e este, à Anvisa, para a adoção das medidas pertinentes à situação epidemiológica. “Após os desembarques, o município deve monitorar casos de covid-19 possivelmente associados a cruzeiros que tenham pacientes e/ou tripulantes internados ou em isolamento”, complementa, destacando que os casos serão repassados imediatamente ao Estado.

“Desde que o governo federal autorizou a temporada de cruzeiros marítimos no Brasil, participamos de uma série de reuniões com o Ministério da Saúde, a Anvisa e outros municípios que recebem os navios para a construção dos protocolos de segurança necessários para a retomada dessa atividade”, destaca Ana Paula Valeiras, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos.

Tornado provoca estragos na Amazônia

(Iury Lima/Agência Cenarium)

Uma forte ventania, chuva intensa, raios e granizo assustaram os mais de 500 mil moradores da capital de Rondônia, Porto Velho, na última quinta-feira, 28. O temporal acabou classificado como um tornado pelo Centro Gestor e Operacional de Proteção da Amazônia (Censipam). 

Na Escala Fujita, que classifica a intensidade dos tornados, o fenômeno obteve o nível mais brando, que vai de “F0” a “F5”. De acordo com o Censipam, os ventos ficaram em uma média de 50 km/h, mas foram suficientes para destelhar casas, prédios comerciais, derrubar árvores e causar alagamentos. Os momentos de terror duraram poucos minutos. Parte da cidade chegou a ficar sem energia elétrica, pois, segundo a concessionária Energisa, fios de alta tensão foram rompidos.

Força dos ventos destelhou casas e arrancou árvores. (Reprodução/ Redes sociais)

Por meio de nota, a Defesa Civil Municipal disse que apesar dos estragos, não houve vítimas e que os danos materiais foram identificados entre duas avenidas da região central e em bairros da Zona Leste de Porto Velho. “A Defesa Civil faz o acompanhamento nos locais afetados, incluindo com serviços de psicólogos e assistentes sociais, e está sendo feito um levantamento dos danos causados durante o temporal para verificar de que forma o município pode ajudar essas famílias”, destacou outro trecho. 

Há relação com a emergência climática?

Apesar de incomum para o Estado de Rondônia, bem como a região amazônica, a ocorrência de tornados, segundo o meteorologista do Censipam, Marcelo Gama, nada tem a ver com os efeitos das mudanças climáticas debatidas na 26ª Conferência das Nações Unidas, em Glasgow. Ele explica que o fenômeno se deu, apenas, por condições favoráveis.

“O tornado nada mais é do que um grande redemoinho. Ele não é comum aqui na nossa região, apesar de existir, mas não com certa frequência. Ele é mais comum nas regiões Sul, Sudeste e na região central do País. Ele ocorre, geralmente em função do encontro de duas massas: uma massa de ar quente e uma massa de ar frio, e sempre ele se desenvolve em nuvens de extensão vertical, que são as nuvens cumulonimbus, que são muito comuns aqui na nossa região”, detalhou o especialista, referindo-se a um tipo de nuvem que se forma em posição vertical, podendo atingir 10 mil metros de altura desde sua base.

O meteorologista do Censipam, Marcelo Gama, em entrevista à Cenarium. (Iury Lima/Cenarium)

“No momento em que tivermos condições meteorológicas favoráveis para que ocorra esse evento, ele pode voltar. Agora, dependendo da área onde ele atingir, ele pode causar mais ou menos danos”, complementou Gama.

Outro episódio

Esta não é a primeira vez que um fenômeno como este assusta os rondonienses. Em setembro de 2007, outro tornado com ventos de 150 km/h atingiu o município de Ji-Paraná, a 372 quilômetros da capital. O fenômeno causou destruição em uma faixa de dois quilômetros.

Tornado em Ji-Paraná (RO), em 2007. (Reprodução/ Internet)

“Infelizmente, nós não temos um estudo, uma característica, que você mostre ou que você possa se prevenir e prognosticar a chegada de um tornado. Importante é que as pessoas tentem se proteger, dentro de casa, ou em um espaço em que se sintam seguras. A recomendação é evitar sair à rua nessa hora, evitar estar próximo de redes elétricas, porque dependendo da intensidade do tornado, pode haver quedas de postes ou de fios de alta tensão”, alertou Marcelo Gama. 

Por Iury Lima, da Agência Cenarium

Orquestra Sinfônica de São Paulo apresenta série de concertos

Masp (Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas)

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) apresentam a série de concertos OSESP MASP, que combina arte e música no palco do Masp Auditório. 

O projeto estabelece diálogos entre as duas formas artísticas, relacionando similaridades estéticas e históricas. Cada apresentação é comentada por um especialista convidado, que faz a conexão entre as obras de arte da coleção do Masp com composições musicais interpretadas pela Osesp.

A próxima apresentação está marcada para o dia 3 de novembro, às 20h, no auditório do museu. Na ocasião, o palestrante Sérgio Molina irá relacionar a obra O navio, 2017, de Emanoel Araújo, a composições de Leonard Bernstein, Duke Ellington, Billy Strayhorn, Heitor Villa-Lobos e André Mehmari. A interpretação ficará por conta do Camaleon Bassoons. Além de presencial, a apresentação e palestra serão transmitidas pelo canal do Masp no YouTube.

Desde o início da pandemia, o projeto foi realizado unicamente no ambiente digital. A partir da edição do dia 6 de outubro, com o abrandamento das restrições sanitárias, o auditório do Masp voltou a ser aberto, com capacidade reduzida e distanciamento social. A entrada é gratuita e o agendamento online no dia 3 de novembro, a partir das 10h, é obrigatório. 

Ingressos gratuitos na página do Masp.

Por Agência Brasil

Acidente com ambulância mata 13 pessoas

(Polícia Civil/via Agência Brasil)

Um acidente entre uma ambulância e uma caminhonete, neste sábado (30), deixou 13 mortos e duas pessoas gravemente feridas na BR-174, em Comodoro, a 677 km de Cuiabá (MT). Segundo o delegado Ricardo Marques Sarto, da Polícia Civil de Comodoro, os dois veículos bateram de frente. A perícia apura as causas do acidente. Os feridos, um da ambulância e outro da caminhonete, foram encaminhados para um hospital na cidade de Cárceres.

Segundo informações, 11 vítimas são da cidade de Comodoro, sendo que oito delas iam fazer hemodiálise no município de Vilhena, em Rondônia. Além dos pacientes, estavam na ambulância dois acompanhantes e um servidor público. O prefeito de Comodoro, Rogério Vilela, decretou luto oficial por três dias.

Por Agência Brasil

Brasileiros abastecem carros na Argentina após altas seguidas da gasolina

(Unsplash/via TV Cultura)

O último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás, Natural e Biocombustíveis (ANP) mostra que o preço da gasolina sofreu um novo aumento no país pela quarta semana consecutiva. Com a nova alta de 3,1%, o valor do combustível chega, em média, aos R$ 6,56 por litro.

Por conta dos valores, que não param de subir, brasileiros foram registrados buscando combustível em Porto Iguaçu, na Argentina, onde a gasolina custa o equivalente a R$ 3,10 por litro. O município do país vizinho é ligado com o Brasil por Foz do Iguaçu, no Paraná. Para atravessar a fronteira, é preciso utilizar a Ponte Tancredo Neves.

Na cidade paranaense, o litro do produto atingiu R$ 6,14, quase o dobro do preço encontrado na vizinha argentina. Dentre todas as unidades federativas brasileiras, 13 estados observam o valor ultrapassar os R$ 7,00. Na semana passada, eram apenas seis.

Por TV Cultura