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A relevância da família na vida do dependente químico em tratamento

Por Edna Glauber Felipe – psicóloga

Você vai encontrar pessoas na vida que vão dizer para você experimentar.

Saiba! Você é livre para experimentar, MAS VOCÊ TAMBÉM É LIVRE PARA NÃO EXPERIMENTAR. E desse ponto de vista, VOCÊ NÃO É OBRIGADO A SER COMO OS OUTROS SÃO QUANDO ELES NÃO SÃO CORRETOS.
VOCÊ é SIM…OBRIGADO A SER COMO OS OUTROS SÃO QUANDO ELES SÃO CORRETOS. Isto é, um benefício precisa ser imitado, o malefício não. Aqui está; a escolha agora é tua.”

Mário Sérgio Cortella

É de conhecimento geral em nosso progresso cultural, a dimensão do desequilíbrio que se manifesta na invasão incontrolável da droga entre os jovens. Consideramos o dependente químico (DQ) como um elemento doente em relação aos pais e a família – que é o elemento inalienável ao qual ele se liga concretamente – bem como um doente em relação à coletividade.

Os pais ficam desesperados quando percebem que seus filhos são prováveis candidatos à toxicomania, e uma grande maioria não sabem o que fazer para evitar que ocorra nos jovens a angústia do esmagamento pelo tóxico. Daí a necessidade do psicoterapeuta compreender a importância do fato de que a família é o elemento que salva, sendo o psicólogo ou médico apenas o intermediário entre as relações difíceis que passam a estabelecer-se, ás vezes por períodos longos. Assim, trabalhamos com os aspectos sadios do grupo familiar, visando à recuperação de um de seus elementos – o DQ.

Sabemos que nem todos que procuram a droga tornam-se DQ. As circunstâncias familiares e sociais são de uma importância extraordinária, assim como os determinantes pessoais não sejam menos importantes.

A relevância da família na vida do dependente químico em tratamento

Em “Drogas e Drogados”, Charbonneau nos diz que, “(…) os psicólogos e psiquiatras não podem substituir os pais, a drogadição dos jovens passa pelo problema estabelecido em nossa cultura no que diz respeito à educação. Por sua vez, a educação em respeito à drogadição, relaciona-se com a responsabilidade e a compreensão dos pais.”

Considerando que somente a família, em especial através de alguns de seus elementos mais significativos para o paciente, tem o poder de amparar o paciente em recuperação, a partir do momento em que são preparados pelo psicoterapeuta para compreenderem o processo pelo qual o jovem está passando, levando-os assim a ter um sentido permanente de esperança na ação do psicoterapeuta.

O psicoterapeuta, por sua formação teórica, trabalha em conjunto com os elementos familiares com os quais o jovem convive diariamente ou com alguns outros familiares – tios, primos e avós, com os quais o jovem possa relacionar-se e confiar nos momentos de crise ou depois de tê-los ultrapassados.

A cura tem que acontecer dentro da família, porque, muitas vezes, o DQ fica no centro de recuperação por determinado tempo, entende tudo que foi passado, mas a família está num outro contexto de vida e quando ele chega a casa, tudo se passa ao contrário do que ele aprendeu enquanto esteve internado. Isso dentro da cabeça dele é uma desilusão muito grande. Ele se sente frustrado e isso pode levá-lo a uma recaída. A família só arcou com o desprazer da droga, e o crescimento da família é muito importante.

O resgate começa quando ela também toma a atitude de rever algumas coisas. A família deve demonstrar muito amor e tem que participar do tratamento do parente que estiver internado.

O DQ é sempre dominado por angústias e temores cuja qualidade e intensidade transformam-se em sentimentos internamente insuportáveis para a sua autoestima – que se encontra notadamente rebaixada, daí a necessidade do auxílio nesta área altamente necessária que é a escolaridade, tão significativa em nossa cultura.

Por: Edna Glauber Felipe – Psicóloga e Life Coach

Conheça mais sobre o trabalho da psicóloga Edna Glauber Felipe acessando o seu site https://ednaglauber.com.br/

Página no Facebook: https://www.facebook.com/clinicaglauber/

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