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Africanos dominam a São Silvestre e brasileiros pedem investimento

Por Fernanda Cruz, da Agência Brasil

Dois etíopes, Belay Tilahun Bezabh e Dawit Fikadu Admasu, fazem dobradinha na 94ª Corrida Internacional de São Silvestre (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Os brasileiros mais bem colocados na Corrida de São Silvestre – Jenifer Nascimento Silva e Giovani dos Santos – terminaram a prova em oitavo lugar. O pódio foi dominado por atletas africanos e os brasileiros mantiveram o jejum de oito anos. Na tradicional corrida, disputada na manhã desta segunda-feira (31), os primeiros lugares foram da queniana Sandrafelis Tuei e do etíope Belay Tilahun.

Jenifer e Giovani revindicaram mais investimentos para melhorar os resultados do atletismo no país. “O Brasil está precisando de mais apoio. Precisamos nos unir mais, com a própria Confederação Brasileira de Atletismo, para podermos chegar à São Silvestre e ganhar. Os africanos sempre estão treinando em grupo, e isso faz a diferença”, afirmou Giovani.

“O esporte está caindo de rendimento por falta de apoio, [é] um momento difícil no atletismo. A gente fica muito triste, porque esperava sempre ter condições melhores. Falta apoio nas categorias de base”, disse Jenifer. Apesar do bom resultado individual, a atleta lamentou a situação do esporte. “Com o meu resultado, fico muito satisfeita, mas essas outras questões rodeando deixam a gente triste. Não é o que a gente queria”, acrescentou.

Campeão passa mal

O etíope Belay Tilahun, que ficou em primeiro lugar, passou mal, devido ao esforço excessivo. No momento em que entrava na sala em que daria entrevista coletiva, Belay foi levado de maca para uma tenda de atendimento médico e depois encaminhado para a Santa Casa de São Paulo.

A vencedora da prova feminina, Sandrafelis Tuei, revelou que não estava se sentindo bem no início da competição, tendo ficado atrás de outra queniana, Pauline Kamulu, na maior parte da prova. Ao final, na subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, parte mais emocionante da corrida, Sandrafelis inverteu o resultado. “Quando chegou ao Km 14, senti que a chegada estava próxima, senti que podia um pouco mais e dei uma arrancada”, disse a queniana.

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