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Ansiedade e estresse podem causar descontrole alimentar

(Arquivo/Agência Brasil)

Quem não gosta de aproveitar uma boa refeição? Um dos maiores prazeres tem explicação. Quando as pessoas comem algo que gostam, o nível de dopamina e serotonina, os conhecidos hormônios do prazer, aumentam. É por isso que em situações de ansiedade as pessoas têm a tendência de se aliviar com a comida.

A alimentação emocional acontece quando a pessoa come mesmo sem fome em resposta a determinadas emoções. Ganho de peso e efeito sanfona são as principais consequências dessa prática, com riscos à saúde. Entre os sentimentos mais comuns, a ansiedade e o estresse lideram os fatores responsáveis pelo descontrole alimentar.

De acordo com a nutricionista Lara Natacci, sensações como tristeza, raiva ou culpa não melhoram depois que comemos. “Ao contrário, depois de comer demais para compensar esses sentimentos, vêm à frustração e a sensação de fracasso”, alerta.

Orientação

Ela diz que associar comida como alívio para os problemas pode ficar “programado” no cérebro. “O mais indicado, nos casos de alimentação emocional, é buscar orientação psicológica para trabalhar o comportamento compulsivo em relação à comida, além de acompanhamento nutricional e atividades físicas”, explica.

Identificar o que dispara o desejo de comer, além da necessidade do corpo, e descobrir a verdadeira relação com a comida são os primeiros passos para emagrecer com saúde. “Eu comecei a ter vontade de comer de madrugada e percebi que isso tinha relação com problemas no trabalho. Comecei a me controlar e tratar o problema”, explica o empresário Vilson dos Santos.

Confira dicas para identificar o consumo emocional e como evitá-lo:

  1. A fome emocional aparece de repente, enquanto a fome fisiológica surge gradualmente.
  2. Normalmente, o alimento emocional é de um tipo específico, que “conforta” a pessoa, e o consumo é urgente, não sendo possível esperar.
  3. Quando o impulso de comer for desencadeado pela fome emocional, se o indivíduo se distrair com uma atividade prazerosa, ele pode desaparecer. Se for desencadeado pela fome fisiológica, ele não desaparecerá.
  4. Se a pessoa come por emoção, muitas vezes, ela não consegue parar de comer, mesmo de já estiver saciada.
  5. O fato de comer por emoção causa sensações de culpa e frustração, enquanto em condições normais a ingestão alimentar pela fome não causa essas sensações negativas.

Como evitar

  1. Bom fracionamento da alimentação. Pequenos lanches ao longo dia, além do café da manhã, almoço e jantar.
  2. Evitar restrição alimentar severa.
  3. Consumir alimentos fontes de triptofano, um precursor da serotonina (grão de bico, lentilha, laticínios, cereais), magnésio (cereais integrais e folhas verde-escuras), e carboidratos complexos (cereais ricos em fibras), que ajudam a melhorar o ânimo e a sensação de bem-estar
  4. Técnicas de relaxamento.
  5. Atividade física regular.
  6. Sono adequado.

*Com informações do Governo do Estado de SP

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