Polícia Flagra Pesca Ilegal e Aplica Multa de R$ 795 Mil

A Polícia Ambiental flagrou a pesca irregular de 22 toneladas de peixes. A ação foi durante fiscalização em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.

Uma equipe do 3º Batalhão de Policiamento Ambiental (BPAmb) localizou duas embarcações, do Rio de Janeiro, praticando a pesca, na modalidade cerco, dentro de uma Área de Proteção Ambiental Marinha (APA), o que é proibido. Além disso, os tripulantes não possuíam licenças para a pesca.

(Foto: SSP/ Divulgação)

As redes foram abertas e, aproximadamente vinte toneladas de tainha foram devolvidas ao mar com vida. As embarcações, de porte industrial, e todo o equipamento, além de 1,5 tonelada de peixes foram apreendidas. O pescado foi doado para instituições assistenciais da região.

(Foto: SSP/ Divulgação)

Os 25 infratores foram autuados por crime ambiental e receberam multas que totalizaram R$ 795 mil.

(Texto: SSP)

De 15 a 35 Anos: USP Busca Voluntários Para Testar Vacina

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) está à procura de voluntários para testar a vacina contra zika, uma das doenças que podem ser transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O perfil desejado é de adolescentes e adultos de 15 a 35 anos de idade que estejam em boas condições de saúde.

Os testes da vacina são feitos pela FMUSP em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Centro de Pesquisa de Vacinas do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos. O Brasil viveu um surto de zika entre 2015 e 2016, que acendeu os holofotes sobre a gravidade da doença e seus impactos econômicos. Mas, principalmente, sobre a ameaça que o vírus ainda pode causar em diversas regiões do planeta.

O desenvolvimento da vacina, que é feita com amostras de DNA do vírus e não com o vírus vivo, é uma estratégia fundamental para a prevenção da doença. Os interessados podem se inscrever pelo e-mail vacinacontrazika@gmail.com ou pelos telefones (11) 2661-3344, 2661-7214, 2661-2276.

O professor Esper Kallás, titular da disciplina de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP, ressalta o importante papel do voluntariado nos testes vacinais. “Testar as vacinas em populações com grande diversidade genética, ou mesmo em diferentes países, é o que nos permite saber se ela vai funcionar bem na população como um todo antes de ser adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma Kallás.

O Brasil possui uma das maiores coberturas vacinais do mundo, o que permitiu o controle, eliminação ou mesmo erradicação de muitas doenças mortais. Ainda não é o caso da zika e da chikungunya, outra doença transmitida pelo mosquito, que hoje são classificadas como doenças negligenciadas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), o que garante prioridade no exame e registro dos produtos.

Ana Maria da Costa, professora do Instituto de Química (IQ) da USP, explica que doenças negligenciadas não são atrativas para a indústria farmacêutica, por se tratarem de doenças mais comuns em países do Terceiro Mundo. “A classificação busca incentivar a pesquisa nessas doenças porque a indústria farmacêutica não lhes dá atenção. A ideia era tratar as doenças de forma diferente e, assim, incentivar o desenvolvimento de medicamentos”, explica a pesquisadora.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP também estão pesquisando sobre as doenças decorrentes do Aedes aegypti e seu impacto na vida selvagem da Região Nordeste do Estado. Eles coletaram sangue, saliva e fezes de primatas em várias cidades e pretendem criar um mapa para ajudar a identificação das zonas de possível risco de infecção por arbovírus, ou seja, vírus transmitidos por picadas de insetos.

“Essas zonas, sendo identificadas visualmente, auxiliam no entendimento da incidência desses vírus na natureza e ainda podem servir como instrumento de tomada de decisão para órgãos públicos. Será possível compreender a dinâmica dos danos desses vírus na natureza, causando doenças como zika, chikungunya, febre amarela e dengue”, explica o pesquisador Leonardo La Serra, aluno de doutorado em Clínica Médica na FMRP e um dos participantes do estudo.

Em Ribeirão também há um grupo que pesquisa vacinas contra zika, numa parceria entre o Supera, parque de inovação tecnológica da USP, e a empresa norte-americana BioProphecy.

“Estamos contribuindo para que o Brasil seja pioneiro no desenvolvimento da vacina contra o zika vírus. O objetivo é iniciar testes e produção de ensaios clínicos no Brasil ainda em 2018. A maior beneficiada será a população, que terá acesso, com redução dos custos, ao que há de mais moderno na área da saúde,” diz Cleverson Fernandes, CEO da empresa.

(Texto: Portal do Governo de São Paulo)

Você Viu? EUA Autorizam Primeiro Medicamento à Base de Maconha

A Food and Drugs Administration (FDA), órgão que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos, anunciou na última quarta-feira (26) a aprovação, pela primeira vez, de um medicamento à base de maconha. O produto foi autorizado para tratar convulsões associadas a duas formas raras e severas de epilepsia em pacientes com 2 anos de idade ou mais.

Em nota, a FDA destacou que a aprovação do medicamento demonstra como o avanço da pesquisa científica sólida para investigar ingredientes derivados da maconha pode levar a terapias importantes.

“Este é um avanço médico importante. Mas também é importante notar que isso não é uma aprovação da maconha ou de todos os seus componentes. Esta é a aprovação de um medicamento específico à base de CBD [canabidiol] para um uso específico. E foi baseado em ensaios clínicos bem controlados avaliando o uso do composto no tratamento de uma condição específica”, diz a nota da entidade.

A FDA destacou ainda que o remédio constitui uma forma purificada de canabidiol, a ser entregue aos pacientes em forma de dosagem confiável no intuito de garantir que as pessoas em tratamento obtenham os benefícios esperados. “É assim que a ciência médica sólida avança”, concluiu o órgão.

(Texto: Paula Laboissière /Agência Brasil)

Metrô: Linha 15 – Prata Não Funcionará no Fim de Semana; Entenda

Devido aos testes do novo sistema de controle dos trens, a Linha 15-Prata do monotrilho ficará fechada neste fim de semana (30 e 1º). Na segunda-feira (2), os usuários da Linha 15-Prata voltam a ser atendidos normalmente, a partir das 4h40.

(Foto: Diogo Moreira/ Portal do Governo de São Paulo)

Durante o período de interdição, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que circularão no trecho entre as estações Oratório e Vila Prudente.

Para informar os usuários sobre as alterações programadas, o Metrô emitirá mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, colocará cartazes nas estações e publicará informativos nas redes sociais.

Em caso de dúvidas, a Central de Informações do Metrô (0800 770 7722) atende diariamente, das 5h à meia-noite.

(Texto: Portal do Governo de São Paulo)

Alexandre de Moraes Nega Libertade à Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu negar pedido de liberdade feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro também rejeitou outro pedido para que o recurso seja julgado pela Segunda Turma da Corte, e não pelo plenário.

Ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

A defesa de Lula recorreu da decisão do relator do pedido de liberdade, ministro Edson Fachin, que, na sexta-feira (22), enviou pedido de liberdade ou prisão domiciliar do ex-presidente para julgamento pelo plenário, e não na turma, como queria a defesa.

No colegiado, há maioria de três votos a favor de mudar o entendimento que autoriza prisão após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça. A turma é formada pelos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, além de Fachin e Celso de Mello.

Ao justificar o envio, Fachin disse que a questão deve ser tratada pela Corte por exigir análise do trecho da Lei da Ficha Limpa que prevê a suspensão da inelegibilidade “sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal”.

Ontem (28), a defesa de Lula, em novo recurso ao próprio Fachin, afirmou que análise da questão não foi solicitada, e Fachin deve rever sua justificativa.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP) e teve a pena executada pelo juiz federal Sergio Moro após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça, conforme definiu o STF.

Com a confirmação da condenação na Operação Lava Jato, o ex-presidente foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa, que impede a candidatura de condenados pelos órgãos colegiados da Justiça. No entanto, Lula ainda pode ser beneficiado por uma liminar e disputar as eleições.

(Texto: André Richter/ Agência Brasil)

Sindicatos Criticam e Empresários Aprovam Decisão Sobre Contribuição Sindical

Entidades sindicais de trabalhadores criticaram a decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve, hoje (29), o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado como parte da reforma trabalhista.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5794 movida por dezenas de federações sindicais alegava que o imposto só poderia ser extinto com a aprovação de uma lei complementar, e não uma lei ordinária.

A Força Sindical destacou que a decisão frustrou as expectativas de entidades que “têm nessa verba o financiamento de suas atividades sindicais em prol da classe trabalhadora”. Apontou também que ainda negocia no Congresso Nacional o estabelecimento de uma nova forma de financiamento. “Da mesma forma, também seguimos na luta por modificações na reforma trabalhista, que penaliza a classe trabalhadora”, complementa a nota assinada pelo presidente interino da Força Sindical, Miguel Eduardo Torres.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) apontou que a decisão já era esperada e é uma forma de avalizar a reforma trabalhista. “É um golpe contra os trabalhadores, que não têm sequer uma regra contra as práticas antissindicais”, afirmou, em texto da entidade, Valeir Ertle, secretário de Assuntos Jurídicos da CUT. Ertle apontou que a central já vem discutindo formas de contribuição que sejam facultativas e decididas em assembleias de trabalhadores.

“O STF não modulou a forma de contribuição e agora vamos trabalhar com as demais centrais sindicais, com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Justiça do Trabalho, para que prevaleça que a decisão em assembleia seja válida para toda categoria”, declarou. O dirigente lembrou ainda que, no Brasil, os sindicatos defendem toda a categoria, seja filiado ou não, diferentemente de outros países em que apenas os sindicalizados são atendidos. “Daí a necessidade da contribuição dos trabalhadores”, reforçou Ertle.

Empresários

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por outro lado, considera que a manutenção do fim da obrigatoriedade da contribuição sindical representa um avanço na “modernização das relações entre sindicatos, trabalhadores e empresas, pela melhor prestação de serviços e efetiva representação das respectivas categorias”. A nota da entidade avalia que a decisão do Supremo confere segurança jurídica para a aplicação da reforma trabalhista.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz, considerou a decisão do judiciário acertada, pois a contribuição sindical foi tornada facultativa “em um processo legítimo e regular do Poder Legislativo”. “Assim a vontade do trabalhador e das empresas será respeitada, pois poderão contribuir com seus sindicatos de forma espontânea – e não por uma imposição legal”, disse em nota.

(Texto: Camila Maciel/ Agência Brasil)

Entenda os Três Recursos que Pedem a Liberdade de Lula

Antes de os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) entrarem em férias coletivas, durante todo o mês de julho, a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu ao menos três frentes para tentar libertá-lo, todas ainda pendentes de decisão final.

Nesta sexta-feira (29), o STF realizou sua última sessão plenária antes do intervalo do meio de ano. Com isso, o Supremo jogou para o segundo semestre o julgamento da liberdade de Lula . A próxima sessão será em 8 de agosto, faltando poucos dias para o prazo final de registro de candidaturas para as eleições deste ano, que é 15 de agosto.

(Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

Lula está preso desde 7 de abril, após ter sido condenado em segunda instância a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex no Guarujá. Confira abaixo os caminhos pelos quais a defesa tenta libertar o ex-presidente.

Execução da pena

Na primeira frente, aberta em 5 de junho por meio de uma petição, a equipe de oito advogados pediu que o STF garanta o direito do ex-presidente de recorrer em liberdade aos tribunais superiores contra a condenação a 12 anos e um mês de prisão no caso do triplex no Guarujá (SP). A esse direito se dá o nome de efeito suspensivo sobre a execução de pena.

O relator da petição, ministro Edson Fachin, enviou o pedido para ser julgado pela Segunda Turma do STF, nesta semana, mas depois cancelou o julgamento devido a uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que não admitiu os recursos às instâncias superiores, prejudicando, assim, o pedido de efeito suspensivo feito pela defesa.

Os advogados então recorreram do cancelamento por meio de um agravo regimental. Fachin, no entanto, enviou o recurso para ser julgado pelo plenário e não pela Segunda Turma, como queria a defesa. Ele deu ainda 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar na petição.

Inelegibilidade de Lula

Entre as justificativas de Fachin para enviar o caso ao plenário, está a de que a petição trata da eventual inelegibilidade de Lula, tema que só poderia ser decidido pelo pleno.

A defesa do ex-presidente entrou então com embargos de declaração sobre a justificativa do ministro, pedindo para que ele retire a questão da inelegibilidade de pauta, mantendo somente o pedido de liberdade. Em despacho desta sexta-feira (29), Fachin argumentou que foram os próprios advogados que levantaram o ponto na petição inicial, e deu cinco dias para responderem se de fato querem ou não sua discussão.

Somente após ser resolvido esse ponto, levantado no embargo de declaração, é que a petição original, com o pedido de liberdade, será julgada em plenário, afirmou a ministra Cármen Lúcia nesta sexta. Na prática, se Lula for julgado inelegível pelo pleno do STF, antes do assunto ser apreciado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele fica sem ter a quem recorrer da decisão.

Reclamação

Em uma segunda frente, os advogados de Lula protocolaram ontem (28) no STF um outro recurso, em paralelo, chamado reclamação constitucional, também contra a decisão de Fachin de enviar ao plenário a primeira petição com o pedido de liberdade.

Na reclamação, a defesa argumenta que Fachin agiu de forma “arbitrária”, sem respaldo no regimento interno do STF, e que o juízo adequado para julgar a petição seria a Segunda Turma, não o plenário. Na peça, entretanto, os advogados embutiram um pedido de liminar (decisão provisória) para que Lula seja solto ao menos até que o pedido de liberdade inicial seja julgado pelo Supremo.

A estratégia nesse caso foi para que outro ministro decida sobre a liberdade de Lula, pois como a reclamação tem como alvo decisão do próprio Fachin, o processo teve de ser distribuído a um de seus pares. O sorteado foi Alexandre de Moraes, que disse que vai proferir rapidamente uma decisão.

Embargos de declaração

A terceira frente de ação da defesa de Lula se deu por meio da interposição de embargos de declaração, protocolado nesta sexta (29), contra decisão de 4 de abril do plenário do STF, que por 6 a 5 negou um habeas corpus preventivo para impedir a prisão de Lula. Ele foi preso três dias depois.

Lula foi preso com base no entendimento atual do Supremo que permite a execução de pena após a condenação em segunda instância.

Nos embargos, os advogados argumentam não ter ficado claro, no resultado do julgamento, se a prisão deveria ter se dado de forma automática após o fim da tramitação do caso na segunda instância, como ocorrido. Diante do que diz ser uma omissão, a defesa pede que Lula seja posto em liberdade. Não há prazo para que este recurso seja julgado.

No fim da tarde desta sexta-feira (29), o Ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou pedido de liberdade para o ex-Presidente. Leia clicando aqui.

(Texto: Felipe Pontes/ Agência Brasil)

“O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato” é Atração em São Paulo

A Secretaria Municipal de Cultura inaugura em 1º de julho a exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”, concebida para homenagear o criador do Sítio do Picapau Amarelo e um dos principais autores da literatura brasileira. Como a data também é o início das férias escolares, esta exposição é uma opção de cultura e lazer para crianças e jovens neste período. A entrada é gratuita.

As crianças vão se divertir adentrando este universo colorido e os adultos voltarão a ser crianças.

(Foto: Facebook/ Reprodução)

“Monteiro Lobato introduziu crianças e adultos à leitura e as adaptações da sua obra para a televisão fizeram com que os personagens ficassem ainda mais conhecidos do grande público, de geração a geração. Nossa expectativa é que pessoas de todas as idades possam adentrar nesse universo mágico relembrando este autor que foi tão importante para a Literatura Brasileira”, ressalta o secretário de cultura, André Sturm.

O público será recepcionado por um corredor colorido com os tons do arco-íris na entrada da biblioteca, como um portal que dará acesso às duas salas no andar térreo. Neste primeiro ambiente, o público encontrará um livro pop-up em grande escala com personagens do Sítio do Picapau Amarelo como Narizinho, Emília, Pedrinho e Dona Benta, oferecendo uma experiência imersiva.

Confira a divisão dos ambientes

Túnel do Pirlimpimpim – A marquise que liga a entrada da praça à biblioteca é transformada em um túnel colorido, cujo teto vai diminuindo de altura para dar a sensação de que o público está ficando pequeno, voltando a ser criança.

Sítio do Picapau Amarelo – Um gigante livro pop-up aberto, no qual o público pode entrar no sítio de Lobato e interagir com seus personagens. Confeccionados em madeira bidimensional, saltando das páginas do livro, personagens como Narizinho, Emília e Pedrinho têm o tamanho de uma pessoa real, assim como o cenário.

Livros expositivos – No foyer da biblioteca, cinco livros gigantes, abertos na vertical, servem como espaço expositivo sobre a vida e a obra do autor.

No próximo dia 4 de julho, completam 70 anos da morte de Monteiro Lobato e o objetivo da exposição é reviver seus grandes momentos literários por meio de suas obras, expostas em grande formato, além de homenagear seu legado e sua contribuição para a literatura e cultura nacional.

Sobre Monteiro Lobato
Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, Monteiro Lobato é criador de personagens como Narizinho, Pedrinho, a boneca de pano Emília e o sabugo de milho Visconde de Sabugosa, entre outras figuras fascinantes da literatura infantil brasileira. Desde a publicação de seu primeiro livro infantil, A Menina do Narizinho Arrebitado (1920), o escritor se inspirou em histórias folclóricas brasileiras, mitologia grega e contos de fadas, entre outras referências.

Em 1916, começou a carreira como jornalista e, no ano seguinte, publicou seu polêmico artigo “Paranoia ou Mistificação?”, no qual criticava a influência das vanguardas europeias no trabalho da pintora Anita Malfatti, em nome do ideal da construção de uma estética nacional, sem estrangeirismos. Em 1918, fundou a primeira editora brasileira de livros, antes impressos em Portugal. Ao longo de sua carreira, Lobato publicou e traduziu obras clássicas da literatura infantojuvenil mundial, mas foi com o seu trabalho de escritor que ele se destacou, produzindo 26 títulos infantis.

Serviço

Exposição “O Mundo das Maravilhas de Monteiro Lobato”.
Biblioteca Monteiro Lobato. Rua General Jardim, 485 – Vila Buarque. Abertura: dia 1º de julho, das 10h às 19h. Visitação: de 2 de julho a 1º de dezembro de 2018, de segunda a sexta, das 8h às 18h. Sábados das 10h às 17h e domingos das 10h às 14h. Entrada Gratuita. Livre.
Como chegar: Estações de metrô mais próximas: República (Linha Vermelha) e Higienópolis-Mackenzie (Linha Amarela).

(Texto: Prefeitura de São Paulo)

Supremo Decide: Imposto Sindical é Opcional

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (29), por 6 votos a 3, manter a extinção da obrigatoriedade da contribuição sindical, aprovado pelo Congresso no ano passado como parte da reforma trabalhista.

Desde a reforma, o desconto de um dia de trabalho por ano em favor do sindicato da categoria passou a ser opcional, mediante autorização prévia do trabalhador. A maioria dos ministros do STF concluiu, nesta sexta-feira, que a mudança feita pelo Legislativo é constitucional.

O ministro Alexandre de Moraes, que votou nesta sexta-feira para que o imposto seja facultativo, avaliou que a obrigatoriedade tem entre seus efeitos negativos uma baixa filiação de trabalhadores a entidades representativas. Para ele, a Constituição de 1988 privilegiou uma maior liberdade do sindicato em relação ao Estado e do indivíduo em relação ao sindicato, o que não ocorreria se o imposto for compulsório.

“Não há autonomia, não há a liberdade se os sindicatos continuarem a depender de uma contribuição estatal para sobrevivência. Quanto mais independente economicamente, sem depender do dinheiro público, mais fortes serão, mais representativos serão”, afirmou Moraes. “O hábito do cachimbo deixa a boca torta”, disse o ministro Marco Aurélio Mello, concordando com o fim da obrigatoriedade.

Como votaram os ministros

Votaram para que o imposto continue opcional a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e o os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux, que foi primeiro a divergir e a quem caberá redigir o acórdão do julgamento.

Em favor de que o imposto fosse compulsório votaram os ministros Rosa Weber, Dias Toffoli e Edson Fachin, relator das ações diretas de inconstitucionalidade que questionavam o fim da obrigatoriedade. Não participaram do julgamento os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Em seu voto, no qual acabou vencido, Fachin sustentou que a Constituição de 1988 foi precursora no reconhecimento de diretos nas relações entre capital e trabalho, entre eles, a obrigatoriedade do imposto para custear o movimento sindical.

“Entendo que a Constituição fez uma opção por definir-se em torno da compulsoriedade da contribuição sindical”, afirmou.

O Supremo começou a julgar ontem (28) ações protocoladas por diversos sindicatos de trabalhadores contra alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), feitas pela Lei 13.467/2017, a reforma trabalhista. Entre os pontos contestados está o fim da contribuição sindical obrigatória.

Federações sindicais

As dezenas de federações sindicais que recorreram ao STF alegam que o fim do imposto sindical obrigatório viola a Constituição, pois inviabiliza suas atividades por extinguir repentinamente a fonte de 80% de suas receitas. Para os sindicatos, o imposto somente poderia ser extinto por meio da aprovação de uma lei complementar, e não uma lei ordinária, como foi aprovada a reforma.

Durante o julgamento, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, defendeu a manutenção da lei. Segundo a ministra, a contribuição sindical não é fonte essencial de custeio, e a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) prevê a possibilidade de recolhimento de mensalidade e taxas assistenciais para o custear das entidades.

“Esse aprimoramento [da lei] é salutar para o Estado Democrático de Direito, que não inibiu, por parte das entidades, o seu direito de se estruturar e de se organizar. Há no Brasil, aproximadamente, 17 mil entidades sindicais, a revelar que essa liberdade sindical vem sendo bem observada”, argumentou a advogada-geral da União.

(Texto: Felipe Pontes/ Agência Brasil)

Cães Encontrados em Canil Clandestino Eram Vendidos na Internet

A Polícia Civil resgatou 116 cães de um canil clandestino, em Cidade Ademar, na zona sul da Capital.

Veterinária e policiais no local onde funcionava o canil clandestino. (Foto: SSP/ Divulgação)
(Foto: SSP/ Divulgação)

Uma equipe do 13º Distrito Policial (Casa verde) cumpria intimações na região, quando foi chamada por um morador. Ele informou sobre os constantes latidos em uma casa, na Rua Pastor Rubens Lopes, e da suspeita do local ser utilizado como um canil clandestino.

Os policiais foram até a residência, onde estava um homem, de 56 anos. Ele confessou que tinha mais de 100 animais e os utilizava para venda pela internet e procriação.

Os cães das raças Yorkshire e Maltês, segundo os investigadores, estavam em local sujo, sem comida e eram maltratados.

O homem foi encaminhado ao 13º DP, onde foi registrado um Termo Circunstanciado de pratica de ato de abusos aos animais. Ele foi liberado em seguida.

Os cachorros foram colocados aos cuidados do Projeto Anjo de Quatro Patas.

(Foto: SSP/ Divulgação)