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Bolsonaro vencerá no primeiro turno?

Opinião/Eduardo Negrão

Com mais de 25 anos de atuação na área de marketing político, tenho acompanhado atentamente os processos eleitorais desde 1989 posso afirmar com segurança, nunca vi uma massa de apoiadores espontâneos como o Bolsonaro, estava em Araçatuba nessa quinta e oque se viu foi uma aglomeração que remetia aos grandes showmícios dos anos 90, à época permitidos.

Num país onde desembargadora invade presídio para libertar filho traficante, fica difícil não ser cético em relação aos institutos de pesquisas. Para não viajar muito no tempo basta lembrar as eleições suplementares em Tocantins, em junho desse ano, onde os grandes institutos erraram deforma grosseira (ou desonesta?)  apontando a Senadora Katia Abreu em primeiro lugar quando abriram as urnas ela nem sequer foi para o segundo turno. Ressalte-se  que a crise econômica e as novas mídias causaram um impacto muito profundo nas empresas de comunicação (institutos de pesquisas , incluídos) fragilizando-as frente aos anunciantes, comprometendo assim sua isenção. Quem viu o candidato do PSL arrastando multidões em Presidente Prudente, em Araçatuba onde a carreata mais lembrava um trio elétrico no carnaval soteropolitano e, depois assiste a ‘segunda colocada’ do Rede conversando com 4 ou 5 agricultores orgânicos, chega a ser digno de pena.

Por outro lado imaginar que o ex-presidente Lula, condenado em três instancias e preso na ‘Republica de Curitiba’, tem números quase iguais à da sua primeira eleição em 2002, simplesmente não é verossímil. O vórtice eleitoral formado por Bolsonaro é tão forte que pode causar feitos colaterais imprevisíveis no principal estado da federação, SP, por um lado a eleição que parecia certa de João Dória, subiu no telhado do segundo turno, por outro pode catapultar um deputado do baixo clero, Major Olímpio, que até fevereiro desse ano sequer pontuava nas pesquisas, agora já está em empate técnico com o segundo colocado que carrega o nome de Mario Covas (Neto).

Marquem minhas palavras: o jurássico horário eleitoral gratuito não terá agilidade para competir com as interativas plataformas digitais e a débil esquerda brasileira não terá forças para conter o tsunami conservador que já atingiu a Itália, Polônia, Filipinas, Áustria e os Estados Unidos, de Donald Trump. A irresistível ascensão das hordas bolsonarianas podem até sinalizar um país mais ‘opressor’ mas também aponta para uma nação muito mais segura, menos acadêmica e mais patriota. O Brasil o eterno pais do futuro, assiste o inexorável futuro chegar e não importa se você gosta ou não. Depois de 500 longos anos, a infância da nossa nação chegou ao fim.

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Eduardo Negrão é consultor politico filiado a mais de 25 anos à ABCOP (Ass. Bras. de Consul. Politicos) e jornalista, seu livro mais recente é Terrorismo Global , Editora Scortecci – Instagram: @prof.eduardonegrao.

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