Febraban reafirma apoio a manifesto em defesa da democracia

Febraban diz que texto defende harmonia entre os Poderes
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A Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, declarou nesta quinta-feira (02/09) apoio a um manifesto que defende a democracia e pede harmonia entre os Poderes.

Em nota, a Febraban afirma que o conteúdo do manifesto, intitulado A Praça é dos Três Poderes, tem o papel de pedir “equilíbrio e serenidade” aos Poderes, e disse que não ficará mais vinculada às decisões da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A publicação da peça estava programada para ocorrer na última terça-feira, mas foi adiada por decisão de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, entidade encarregada da coordenação da coleta de adesões e divulgação do documento.

Em nota oficial divulgada na última segunda-feira, a Fiesp afirmou ter adiado a publicação do manifesto para dar mais tempo para as entidades aderirem ao texto.

O manifesto, assinado por cerca de 200 entidades de classe, como a Associação Brasileira de Agronegócio (Fecomercio) e a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, foi elaborado após a intensificação dos ataques de Jair Bolsonaro contra a legitimidade das urnas eletrônicas, ameaçando também a realização das eleições de 2022, e contra instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF).

Resistência de bancos públicos

A ação desagradou o presidente, que viu no texto críticas à sua gestão, levando dois bancos públicos, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ameaçarem sair da Febraban caso a federação assinasse o texto.

Apesar da resistência dos bancos públicos e do adiamento da divulgação oficial, a Febraban reiterou apoio ao documento, afirmando que sua “única finalidade é defender a harmonia do ambiente institucional no país”.

“A Febraban considera que o conteúdo do manifesto, aprovado por sua governança própria, foi amplamente divulgado pela mídia do país, cumprindo sua finalidade. A federação manifesta respeito pela opção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que se posicionaram contrariamente à assinatura do manifesto”, diz o texto.

Ao considerar o assunto encerrado, a Febraban ressalta também que “não ficará mais vinculada às decisões da Fiesp, que, sem consultar as demais entidades resolveu adiar sem data a publicação do manifesto”.

Manifesto do agronegócio

Na segunda-feira, sete entidades que representam o agronegócio no Brasil divulgaram um manifesto expressando preocupação com os “atuais desafios à harmonia político-institucional” no país e possíveis reflexos na estabilidade econômica e social, e reforçam a importância do Estado democrático de direito.

“Somos responsáveis pela geração de milhões de empregos, por forte participação na balança comercial e como base arrecadatória expressiva de tributos públicos. Assim, em nome de nossos setores, cumprimos o dever de nos juntar a muitas outras vozes responsáveis, em chamamento a que nossas lideranças se mostrem à altura do Brasil e de sua história agora prestes a celebrar o bicentenário da independência”, afirma o texto.

O texto diz que o desenvolvimento econômico e social do Brasil depende de “paz e tranquilidade” para seguir avançando na construção de uma nação “que reconhece a maioria sem ignorar as minorias, que acolhe e fomenta a diversidade, que viceja no confronto respeitoso entre ideias que se antepõem, sem qualquer tipo de violência entre pessoas ou grupos”.

O manifesto é assinado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) e Croplife Brasil.

Por Deutsche Welle
md/ek (ots)

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