Governo apresenta ao STF plano de vacinação

Divulgação ocorre após atritos com governo de SP
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

O governo federal entregou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um plano nacional de imunização contra a covid-19. O documento de 93 páginas, elaborado pelo Ministério da Saúde (MS), foi divulgado neste sábado (12/12) pelo ministro Ricardo Lewandowski. O plano, no entanto, não aponta uma data para o início da imunização em massa ou cronograma de vacinação. Também lista como “garantidas” vacinas que ainda estão sendo negociadas pelo governo.

Nas últimas semanas o governo Jair Bolsonaro vinha sendo alvo de críticas intensas por não apresentar um plano nacional de vacinação. Agora, a divulgação ocorre em meio ao agravamento de uma disputa entre Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre o protagonismo na vacinação no país.

Segundo o documento do MS, a data de início da campanha nacional ainda depende do registro de uma vacina na Anvisa e de sua liberação. “Só assim poderemos marcar dia e hora. Pois tudo ainda irá depender das questões de entrega e distribuição”, diz o plano,

O governo estima que serão necessários 108,3 milhões de doses para imunizar todos os grupos prioritários, como trabalhadores da saúde e idosos, entre outros. Isso ocorrer em quatro fases, levando em conta a aplicação de duas doses. O governo ainda estima uma perda de 5% do material durante o processo. Essas doses cobririam 51 milhões de brasileiros, menos de um quarto da população. O documento ainda reconhece que 70% da população precisa ser imunizada para que a campanha seja bem-sucedida. Ou seja, mais de 148 milhões de pessoas precisam ser vacinadas.

Na primeira etapa de vacinação, devem ser incluídos os trabalhadores de saúde, pessoas com mais de 80 anos; pessoas de 75 anos a 79 anos, pessoas de 60 anos ou mais “institucionalizadas” (que vivem em casas de repouso) e indígenas. Devem ser usadas 29,9 milhões de doses apenas nessa primeira fase.

Já a segunda fase inclui pessoas de 70 a 74 anos, de 65 a 69 anos e de 60 a 64 anos. A terceira fase tem como alvo pessoas com comorbidades – diabetes mellitus, hipertensão, doença pulmonar, doença cardiovascular crônica, câncer, doença renal, obesidade grave, entre outras. Na quarta e última fase estão os professores, forças de segurança e funcionários do sistema prisional.

O texto ainda aponta que “o Brasil já garantiu 300 milhões de doses de vacinas covid-19 por meio dos acordos”. “Fiocruz/AstraZeneca: 100,4 milhões de doses, até julho de 2020, mais 30 milhões de doses/mês no segundo semestre; Covax Facility: 42,5 milhões de doses; Pfizer: 70 milhões de doses (em negociação)”, aponta o documento. No entanto, há nessa lista vacinas cujo fornecimento ainda depende de negociações. É o caso do imunizante da Pfizer. Na última semana, o governo federal passou a pressionar a farmacêutica a fornecer doses após ter ignorado ofertas da empresa nos últimos meses. A mudança ocorreu após o governo de São Paulo ter anunciado que pretende começar a vacinar a população do estado em 25 de janeiro.

O documento do governo dederal também lista um total de 13 vacinas que , entre elas a Coronavac, que está sendo fabricada pelo Instituto Butantan, ligada ao governo paulista, em parceria com a fabricante chinesa Sinovac. No entanto, o governo não aponta quantas doses da vacina do Butantan podem eventualmente ser adquiridas. 

Em relação a valores, o o documento aponta: “O Governo Federal já disponibilizou R$ 1,9 bilhão de encomenda tecnológica associada à aquisição de 100,4 milhões de doses de vacina pela AstraZeneca/Fiocruz e R$ 2,5 bilhões para adesão ao Consórcio Covax Facitity associado à aquisição de 42 milhões de doses de vacinas. Além disso, R$ 177,6 milhões para custeio e investimento na Rede de Frio, na modernização do CRIEs e fortalecimento e ampliação da vigilância de síndromes respiratórias. E um destaque orçamentário de R$ 62 milhões para aquisição de mais 300 milhões de seringas e agulhas.”

Po fim, o documento aponta o slogan da campanha publicitária do governo federal para promover a vacinação em massa: “Vacinação contra a Covid-19, é o Brasil em ação pela sua proteção”.

JPS/ots

Por Deutsche Welle

Compartilhe notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

Veja também

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie!.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas