Insira suas palavras-chave de pesquisa e pressione Enter.

Haddad diz estar aberto a incorporar propostas de Ciro

Declaração ocorreu após reunião com governadores no nordeste.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

Camila Maciel/Agência Brasil

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad (PT), disse nesta terça-feira (9), na capital paulista, que está aberto a incorporar propostas de Ciro Gomes (PDT), terceiro lugar no primeiro turno, em seu programa de governo. Ele falou sobre o assunto após participar de reunião com governadores da Região Nordeste em um hotel na zona sul paulistana em que discutiu estratégias e propostas para a campanha.

“Eu conversei ontem com o Roberto Mangabeira Unger [representante de Ciro] e disse a ele que estaria aberto a incorporar propostas que fossem compatíveis com os princípios [do PT]. E não há incompatibilidade entre os programas”, disse o candidato. Haddad destacou ainda que as diretrizes dos programas são similares, entre elas: soberania nacional, soberania popular, direitos trabalhistas e direitos sociais. “Enfim, os dois programas estão muito afinados”, acrescentou.

Entre os governadores eleitos ou reeleitos presentes estavam Wellington Dias, governador do Piauí; Camilo Santana, governador do Ceará; Rui Costa, governador da Bahia; Flávio Dino, governador do Maranhão. Gleisi Hoffmann, presidenta do PT, e Jaques Wagner, senador eleito pelo PT na Bahia também participou. Wagner passou a integrar a coordenação da campanha. Amanhã (10), segundo Haddad, o PT irá se reunir com governadores do PSB, partido que oficializou hoje (8) apoio ao petista.

Segundo Haddad, durante a reunião com os governadores, foram discutidas propostas “sensíveis ao Nordeste”, como a questão da segurança pública e da saúde. “A Polícia Federal vai passar a atuar no próximo governo contra o crime organizado nacionalmente. A ideia é que nós avancemos no programa que foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral [TSE] com a ideia de que parte grande do crime hoje tem organizações nacionais”, apontou. No tema da saúde, ele disse que vai criar policlínicas para oferta de serviços de especialidade e cirurgias eletivas.

“Aceno ao mercado”

Questionado sobre um possível aceno ao mercado, Haddad disse que a profissão de professor lhe rendeu a capacidade de rever posições. “Um professor que não seja curioso e nem generoso está na profissão errada. E essa característica me faz todo tempo rever posições, aprender com debate”, declarou.

Ele acrescentou que o partido vem, inclusive, reformulando o plano de governo, como fizeram no tema de uma nova Constituinte. “Deixamos claro que faremos a reforma da Constituição por emenda constitucional. Não tenho nenhum problema com isso. Isso é uma maneira de dizer para a sociedade que nós estamos aqui para aperfeiçoar o nosso programa”, apontou.

Já Jaques Wagner, por sua vez, foi mais duro sobre possíveis declarações do candidato para acalmar o mercado financeiro. “Nós não podemos interferir. Se o mercado escolheu o [Jair] Bolsonaro [do PSL] como o seu candidato, nós queremos que o Haddad seja o candidato do povo brasileiro”, afirmou, acrescentando que é legítimo o mercado dizer quem quer como presidente, mas que “vai ter que conviver com quem for eleito”.

Gratidão

Em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, Haddad descartou hoje a possibilidade de se afastar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril em Curitiba. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse que Lula pediu que Haddad se dedique mais à campanha e deixe de visitá-lo. Porém, ele avisou que: “Não cospe no prato que come”.

Para o candidato, o ex-presidente é uma referência para todos. “Lula é um grande líder e foi o melhor presidente que o país já teve. O Brasil teve bons presidentes, mas ele foi o melhor. Nessa condição, ele pode contribuir muito.”

Ao ser questionado se manterá atenção aos conselhos de Lula, ele reiterou sua lealdade ao ex-presidente.

“Eu não cuspo no prato que eu comi e jamais farei isso”, afirmou o candidato. “Outra coisa é que eu não compartilho com injustiça mesmo que eu fique sozinho. Se eu ficar sozinho defendendo uma posição justa, eu prefiro do que ficar com 100% defendendo uma posição injusta. Eu só cheguei ao segundo turno por defender o projeto que Lula representa.”

Para Haddad, a sociedade como um todo tem uma cota de responsabilidade sobre a democracia e a liberdade. Segundo ele, tem três semanas para defender o projeto que ele acredita: do bem-estar do Estado, preservando os direitos e buscando melhor qualidade de vida. “Estou muito disposto a brigar pela vitória.”

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos Relacionados

Últimas - notícias

Orelhas & Tiaras

Play
Play
Play
previous arrow
next arrow
previous arrownext arrow
Slider

Podcast

SP AGORA - O melhor conteúdo de São Paulo
SP AGORA - O melhor conteúdo de São Paulo
As últimas notícias de São Paulo e do Brasil.
As manchetes dos principais jornais do país
by SPAGORA

Você vai ouvir na voz do repórter Paulo Édson Fiore as manchetes dos principais jornais brasileiros.

As manchetes dos principais jornais do país
Comandante da PM afasta policial após ele apreender carro de vereadora
As manchetes dos principais jornais do país

Outras - notícias

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no pinterest