Reprovação a Bolsonaro volta a aumentar

Aprovação se mantém estável em 24%
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Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (08/07) aponta que a reprovação ao governo do presidente Jair Bolsonaro atingiu a marca de 51%, o índice mais alto entre todos os levantamentos realizados pelo instituto desde a posse, em janeiro de 2019.

Segundo o Datafolha, a pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de julho e já mede o impacto dos casos de corrupção que vem pressionando o governo, entre eles compras suspeitas de vacinas, que levaram a abertura de um inquérito para investigar Bolsonaro por prevaricação.

Os resultados da pesquisa:

Ótimo/bom: 24%

Regular: 24%

Ruim/péssimo: 51%

Não sabe: 1%

Na última pesquisa Datafolha, divulgada em 12 de maio, a reprovação do governo Bolsonaro era de 45%. Já o percentual que avalia o governo como ótimo ou bom se manteve estável, no mesmo nível de 24% detectado em maio. Já o percentual daqueles que avaliam o governo como regular teve uma queda de seis pontos percentuais, passando de 30% para 24%.

A aprovação ao governo está em queda desde o início de dezembro do ano passado, quando alcançou o maior patamar (37%). A satisfação com a gestão de Bolsonaro passou a cair com o agravamento da epidemia de covid-19 no país, o colapso do sistema hospitalar em diversos estados e a lentidão da campanha de vacinação.

A gestão de Bolsonaro na pandemia é atualmente alvo de uma CPI no Senado, que investiga as ações e omissões do governo federal no combate à covid-19. Desde o registro dos primeiros casos no país, o presidente vem negando a gravidade da doença, que já deixou mais de 528 mil mortos, e ignorando medidas sanitárias reconhecidas cientifica e internacionalmente como necessárias para conter a propagação do coronavírus.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.074 pessoas acima de 16 anos em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Bolsonaro é o segundo presidente com a pior avaliação desde a redemocratização de 1985, quando considerados os eleitos pelas urnas e que cumprem seu primeiro mandato. Ele só ganha de Fernando Collor (1990-1992), que era rejeitado por 68% do eleitorado e aprovado por apenas 9% na mesma altura do mandato.

Por Deutsche Welle
jps (ots)

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