‘Ritmo controlado’ retarda entrada do Brasil na OCDE

EUA mantêm apoio, mas Argentina e Romênia passam na frente.
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Jair Bolsonaro durante discurso na reunião Brasil-EUA, no Fórum do Conselho Empresarial, para discutir relações e cooperação e engajamento futuros, em Washington, EUA (Arquivo/Alan Santos/Presidência da República)


O presidente Jair Bolsonaro negou hoje (10) que o governo dos Estados Unidos tenha preterido o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Bolsonaro afirmou que já sabia do apoio dos norte-americanos à entrada de Romênia e Argentina e que o Brasil terá sua oportunidade de integrar o chamado “clube dos ricos”, como a OCDE é conhecida.

“Estamos praticamente chegando lá, só que dois países estavam na frente, Argentina e Romênia, e isso foi mais uma vez externado hoje”, disse o presidente. “Não é chegou e vai entrando. Eles [OCDE] fazem uma seleção, e a seleção é a conta-gotas, para exatamente esse novo país que entra cumpra tudo aquilo que está no Estatuto da OCDE, porque eles não podem errar. E o Brasil vai chegar a sua hora”, acrescentou.  

Mais cedo, a agência de notícias Bloomberg informou que governo dos Estados Unidos, por meio do secretário de Estado, Mike Pompeo, rejeitou um pedido para discutir o aumento de integrantes na OCDE, grupo que reúne 36 países, a maioria da Europa e América do Norte. De acordo com a agência, a informação constava em uma carta enviada por Pompeo ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. No documento, os EUA confirmam apoio formal à entrada da Argentina e da Romênia no grupo.

A Embaixada do Estados Unidos divulgou nota oficial para reafirmar o apoio ao ingresso do Brasil na organização, mas ressaltou que a expansão da OCDE deve seguir “um ritmo controlado que leve em conta a necessidade de pressionar as reformas de governança e o planejamento de sucessão”.

“A primeira vez que estive com Donald Trump [presidente dos EUA], pedi esse apoio. Imediatamente [ele] nos deu. Agora, não depende só dele, nós temos que procurar todos os países, porque tem que haver unanimidade”, disse Bolsonaro.

*Com informações da Agência Brasil

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