‘Tempos estranhos’: políticos reagem a operação contra Márcio França

Ciro, Lula, Haddad e Orlando Silva comentaram ação policial na casa de ex-governador

Políticos de diferentes partidos se manifestaram pelas redes sociais sobre a operação que cumpriu mandado de busca em endereços ligados ao ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB). A ação de hoje (5) é uma etapa da Operação Raio X que investiga desvios de recursos na área da saúde, e envolve o Ministério Público de São Paulo e a Corregedoria Geral da Administração estadual.

Além de França, outros locais sofreram buscas feitas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, totalizando 34 mandados. Logo após a ação, o próprio França usou as redes sociais para se manifestar.

“Vivemos tempos estranhos neste país quando o jogo dos interesses políticos atropela normas e códigos”, escreveu o pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), que também foi alvo recente de uma ação da Polícia Federal.

(Arquivo/Gov. do Estado de SP)

Também presidenciável, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscou argumentos constitucionais para se solidarizar com Márcio França. “Nossa constituição é clara sobre a presunção de inocência”, pontuou, antes de defender a investigação sem espetacularização.

“Que se investigue tudo, mas com direito de defesa e sem espetáculos midiáticos desnecessários contra adversários políticos em anos eleitorais”, comentou Lula.

Também petista, Fernando Haddad disse que não ser contra investigar político, “muito pelo contrário. O problema é o espetáculo extemporâneo. Não devemos abdicar do princípio da presunção da inocência”, disse ao se solidarizar com França e a família.

Haddad ainda completou: “Reputação é obra de uma vida. Espero que tudo se esclareça o quanto antes”.

Orlando Silva, ex-ministro de Estado, disse que confia em França. “Qualquer denúncia deve ser apurada, mas que se respeite a presunção de inocência e devido processo legal”, escreveu.

Silva também destacou a importância de ter instituições de Estado isentas. “Que nenhuma instituição do Estado sirva a luta política”, finalizou.

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