PM vai atuar dentro das estações da CPTM

Roubo, assédio sexual e venda de bilhete ilegal serão prioridade de PMs.
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Por Arthur Stabile

Segundo companhia, convênio com a Secretaria da Segurança Pública prevê atuação de 445 policiais por dia em casos de roubo, assédio sexual e venda de bilhete ilegal

Estações e trens passaram a contar com policiamento neste início de 2020 | Foto: Instagram/CPTM

Desde quinta-feira (2/1), policiais militares passam a fazer rondas nas estações e trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) com a corporação. A ação é reflexo de um convênio assinado com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), em dezembro de 2019.

Serão 445 policiais em trabalho feito de forma extra ao que prestam para a PM. De acordo com o termo assinado pelas partes (clique aqui para ter mais detalhes), publicado no Diário Oficial do Estado, eles receberão uma espécie de jornada extra, chamada Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar). 

Além de receberem seus salários por parte da PM, os policiais que aceitarem esse “bico oficial”, como é chamado entre a tropa, ganharão o benefício que será custeado pela CPTM. O investimento é de R$ 68.429.592,00 por um período de dois anos, prorrogáveis por até cinco.

A explicação da SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo, comandada pelo general João Camilo Pires de Campos neste governo de João Doria (PSDB), é de que os policiais ajudarão em ocorrências como “furtos, roubos, assédio sexual e venda de bilhete ilegal”.

“A fiscalização do comércio irregular continua sendo tarefa da equipe de segurança da CPTM que, ao flagrar a prática, apreende a mercadoria e retira o ambulante do sistema. A Companhia poderá solicitar a presença da PM em caso de confronto para garantir a segurança dos envolvidos e dos passageiros”, sustenta a SSP.

O acordo é similar à Operação Delegada, um convênio da PM com a Prefeitura de São Paulo para que os policiais reforcem o policiamento em seus dias de folga, ganhando salário extra por conta disso. Esta atuação tem como foco combater o comércio de ambulantes ilegais na capital paulista.

Para o tenente-coronal da reserva da PM Adilson Paes de Souza, a ideia de colocar policiais nos trens e plataformas pode ser positivo. “Todo e qualquer aumento de efetivo que vise melhora segurança é bom. Quanto mais agentes estiverem presentes, mais se terá a capacidade de prevenir delitos, sim. Sobre esse aspecto, pode prevenir”, avalia. 

Ponte questionou a SSP como será feita a seleção dos policiais, sua carga horária de serviço, as ações específicas que exercerão, se atuarão sozinhos ou em dupla e se a atuação combaterá denúncias de violência contra ambulantes. No entanto, a assessoria de imprensa terceirizada da pasta, a InPress, se limitou a enviar um link (que pode ser acessado clicando aqui) como resposta.

*Esta reportagem foi publicada originalmente pela Ponte.

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