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Tite destaca boa fase de Neymar e versatilidade de convocados

Técnico também revelou que Gabriel Menino terá a função de articulador
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Tite, técnico da Seleção Brasileira de Futebol Masculino (Lucas Figueiredo/CBF)

Apesar de o título da Liga dos Campeões  ter escapado do Paris Saint-Germain, da França, o futebol apresentado por Neymar na reta final da competição deixou Tite animado. O técnico da seleção brasileira comemorou a possibilidade de ter o atacante em grande fase técnica e física para o início das Eliminatórias da Copa do Mundo, em outubro, contra Bolívia e Peru.

“O Neymar, nesse grande grande momento, é extremamente importante e diferenciado, sem os problemas clínicos que o afetaram, e dando sequência à plenitude da condição. Estava tentando lembrar da última vez que a gente o teve nessa plenitude”, destacou Tite, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (18), transmitida pela CBFTV. “A seleção procura o atleta no melhor momento, para que ele nos transfira o conjunto da obra. Neymar é um líder técnico extraordinário”, completou.

Neymar (Arquivo/C.Gavelle/PSG/via Fotos Públicas)

Entre 2018 e 2019, Neymar raramente esteve 100% com a seleção. Uma fratura no quinto metatarso do pé direito, além de uma lesão no tornozelo da mesma perna, atrapalharam o atacante na Copa do Mundo da Rússia. As contusões voltaram a incomodar o camisa 10 no ano passado. Em junho, antes da Copa América, ele voltou a sentir o tornozelo logo no início de um amistoso contra o Catar, em Brasília, e foi cortado da competição.

A expectativa da comissão técnica é que Neymar seja um dos líderes em uma convocação que também reúne caras novas, como o meia Bruno Guimarães, do Lyon (França), o atacante Rodrygo, do Real Madrid (Espanha), e o volante Gabriel Menino, chamado como lateral, mas que também atua como meio-campo pelo Palmeiras.

“Ele [Neymar] terminou a Champions jogando com muita qualidade. A gente o espera como um esteio para essa meninada, com liderança técnica, e outros atletas também com liderança de comando, de postura forte, de combatividade”, disse Cleber Xavier, auxiliar de Tite, também na coletiva.

As presenças de Rodrygo e Gabriel Menino, aliás, foram temas recorrentes na entrevista. Sobre ambos, Tite e comissão técnica enalteceram a polivalência dos atletas. Especificamente a respeito do palmeirense ter sido chamado como lateral, e não como volante, o treinador revelou que as coleta de informações não se limitou aos jogos do Verdão na temporada.

“Ele teve formação como lateral, também. Falamos com Ângelo, do sub-15 do Guarani, com o Paulo [Vitor Gomes], da seleção sub-17 e que era da sub-15. Temos as informações das características pessoais e técnicas do atleta, além do acompanhamento in loco em quatro jogos e oito pela TV. É um novo talento surgindo em uma posição importante. Em termos táticos, o Daniel Alves, que joga no meio pelo São Paulo, faz uma função de armação que é a mesma que faz na seleção. O inverso serve para o Menino. Ele trabalha pelo centro, mas sua função ofensiva será de articulador, similar ao Palmeiras”, explicou o técnico.

Já sobre Rodrygo, Cléber Xavier destacou a capacidade do atacante cair pelos dois flancos.

“Ele é um jogador de lado esquerdo, mas também atuou no Santos pela direita. No Real, incorporou esse lado direito. É muito forte no um contra e um e nos traz essa opção para determinados momentos do jogo”, justificou o auxiliar. “Ele abre o campo, para dar espaço de infiltração, e tem naturalidade nos movimentos”, completou Tite.

A seleção brasileira estreia nas eliminatórias no próximo dia 9 de outubro, contra a Bolívia, na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). Quatro dias depois, visita o Peru, em Lima. Devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19) e às medidas de segurança sanitária que têm sido adotadas para os jogos, não haverá presença de torcedores.

“Estar perto do torcedor é uma energia inconteste. Fui assistir a um jogo no Maracanã, da cabine. Você olha, não vê público, é estranho. Você quer voltar a trabalhar em um ritmo normal e pensa: ‘não é normal ainda, calma’. As coisas estão voltando aos poucos. Nada substitui o contato humano”, concluiu o técnico brasileiro.

Por Lincoln Chaves – Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional 

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