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Infarto: sintomas em mulher são diferentes e menos evidentes

(Arquivo/Agência Brasil)

Cansaço, dificuldade para respirar, náuseas, mal-estar gástrico, vômitos, dor nas costas e na região do queixo e da garganta. Quem diria que esses são sinais de um ataque do coração?

A maioria das pessoas não, e é aí que mora o perigo. Isso porque, se o paciente for uma mulher, eles podem, sim, indicar que ela está sofrendo com um problema cardíaco e, por essa razão, precisa procurar um médico o mais rápido possível. E o fato de muitas, eventualmente, serem mais tolerantes à dor, aumenta ainda mais as chances de demorar para procurar ajuda especializada, permitindo que o caso fique mais complicado.

O resultado disso não poderia ser outro: a taxa de mortalidade por infarto é maior entre elas – estimativas apontam que a probabilidade de uma mulher morrer em decorrência deles é 50% maior em comparação aos homens. E, para piorar esse quadro, a incidência desse tipo de problema entre a mulherada vem crescendo muito e não faltam dados para comprovar esse fato. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças do coração são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo. Isso seria equivalente a cerca de 8,5 milhões de óbitos por ano, mais de 23 mil por dia, um número oito vezes maior do que os falecimentos provocados por câncer de mama. Infelizmente essas informações não são bastante difundidas, o que faz com que poucas mulheres visitem o cardiologista regularmente.  

Segundo o cardiologista Marcelo Cantarelli “vários fatores, como o aumento da circunferência abdominal, mais estresse, alimentação inadequada, pressão arterial acima do recomendado e o envelhecimento da população, estão por trás dessas estatísticas. As pílulas anticoncepcionais também podem favorecer a formação de coágulos nos vasos, especialmente se estiverem associadas ao tabagismo, dobradinha que triplica o risco”, finaliza. 

Além disso, o cardiologista Hélio Castello afirma que “o coração delas é menor e as artérias coronárias são mais estreitas, o que faz com que a sua frequência cardíaca em repouso seja mais alta, ou seja, o coração delas é naturalmente mais acelerado, e o fato dos vasos serem mais apertados facilita o processo de entupimento”. 

As alterações hormonais também merecem destaque. Ciclos menstruais irregulares e a síndrome do ovário policístico podem se converter em ameaças para o peito se não forem devidamente tratados. Na menopausa, o estrógeno sofre uma queda progressiva, o que é um grande problema, já que essa substância tem ação protetora dos vasos. Sem falar que a pressão alta e os níveis do LDL, o mau colesterol, tendem a piorar conforme envelhecemos. 

Para finalizar o Marcelo Cantarelli afirma “já as recomendações de fazer exames com frequência (anualmente para quem é considerado saudável e de acordo com a recomendação do médico nos outros casos), conhecer seu histórico familiar relacionado a doenças do coração, tomar cuidado com o aumento de peso, praticar atividades físicas, se alimentar de maneira saudável, reduzir o estresse e apagar o cigarro são recomendações que continuam valendo para todo mundo”.

Angiocardio

Há duas décadas, a Angiocardio, dirigida pelos cardiologistas Hélio Castello e Marcelo Cantarelli, atua na área de Hemodinâmica e Intervenções Cardiovasculares. Sua equipe de alta performance é composta por médicos e profissionais da saúde especializados e treinados para oferecer qualidade e segurança aos pacientes. A Angiocardio realiza cerca de 100 mil procedimentos diagnósticos e terapêuticos por ano, em hospitais localizados na capital paulista, Resende (Rio de Janeiro) e Manaus (capital amazonense).

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