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Coreia do Norte fala em reagir a eventual ataque americano

Exército de Kim Jong-un reagiu à fala de Trump na Otan.
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Por NHK

Trump e Kim durante encontro no Vietnã (Arquivo/Shealah Craighead/Casa Branca/Reprodução)


O chefe do Exército da Coreia do Norte, Park Jong Chon, disse que seu país vai responder com rapidez caso os Estados Unidos (EUA) lancem um ataque militar. Ele fez o alerta nessa quarta-feira (4).

Na terça-feira (3), durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Londres, o presidente norte-americano, Donald Trump, deu a entender que forças militares poderiam ser usadas contra Pyongyang.

A imprensa norte-coreana citou Park, segundo o qual se os EUA realizarem um ataque, a Coreia do Norte “adotaria imediatamente medidas correspondentes em qualquer nível”, e que os americanos enfrentariam “algo terrível”.

O chefe do Estado Maior do Exército do Povo Coreano disse que o líder Kim Jong-un não estava satisfeito com o comentário de Trump. Acrescentou que a relação próxima entre os dois líderes é a única garantia que impediria “um conflito físico”.

Negociações sobre desnuclearização estão paradas desde que a cúpula entre Trump e Kim, realizada em fevereiro no Vietnã, acabou sem acordo.

A Coreia do Norte pede aos EUA que apresentem um plano para acabar com o impasse até o fim do ano.

ONU

Membros europeus do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) divulgaram declaração conjunta, condenando os lançamentos de mísseis balísticos pela Coreia do Norte.

Ontem, o Conselho de Segurança promoveu reunião a portas fechadas, após Pyongyang ter disparado, em 28 de novembro, dois mísseis balísticos que caíram no Mar do Japão.

A embaixadora da Polônia na ONU, Joanna Wronecka, leu o documento em nome de seis países europeus. Eles condenaram os contínuos testes de mísseis balísticos e afirmaram que as ações provocativas representam uma clara violação de resoluções do Conselho de Segurança.

A declaração pede à Coreia do Norte que se engaje em negociações significativas com os Estados Unidos visando à desnuclearização.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Kelly Craft, presidiu a reunião. Contudo, o lado americano não aderiu à declaração.

Segundo a maioria dos membros, os testes de mísseis pela Coreia do Norte representam violação de sanções das Nações Unidas. No entanto, o Conselho de Segurança não expressou solidariedade porque o governo do presidente americano, Donald Trump, busca o diálogo com Pyongyang.

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