Presidente do Haiti é assassinado dentro de casa

Grupo armado invadiu a casa de Jovenel Moïse
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Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, em 2017 durante visita ao país, ao lado de Jovenal Moïse
(Ximena Navarro/Governo do Chile/via Fotos Públicas)

O presidente do Haiti, Jovenel Moïse, foi assassinado nesta quarta-feira (07/07) por um grupo armado armado que invadiu sua casa na capital Porto Príncipe, nas primeiras horas da manhã.

Moïse, de 53 anos, governava por decreto há mais de dois anos, depois que o país não conseguiu realizar eleições, numa crise que levou à dissolução do Parlamento. Não está claro quem está no poder no país atualmente.

O primeiro-ministro interino, Claude Joseph, garantiu que “a situação de segurança no país está sob controle” e condenou o assassinato, que descreveu como “um ato de barbárie”.

Didier le Bret, ex-embaixador francês no Haiti, disse à rádio France 24 que a situação política no Haiti, já volátil, ameaça sair totalmente de controle. Um novo primeiro-ministro, Ariel Henry, deveria ter tomado posse nesta quarta-feira. Segundo o diplomata, como isso não aconteceu, não está claro quem está dirigindo o país.

Crise constante

O Haiti tem uma longa história de ditaduras e golpes de Estado, e a democracia nunca se estabilizou completamente.

O país vive uma forte crise política desde meados de 2018 e enfrentou seu momento mais grave no último dia 7 de fevereiro, data em que Moïse denunciou que a oposição, com o apoio de juízes, tramava um golpe contra ele.

Ao mesmo tempo, o Haiti atravessa uma profunda crise de segurança, agravada desde o início de junho pelas lutas territoriais entre organizações criminosas que disputam controle dos bairros mais pobres de Porto Príncipe

A primeira-dama, Martine Moïse, que está recebendo atendimento médico, também foi baleada no ataque. Seu estado de saúde não está claro, e mais detalhes sobre o atentado não foram divulgados.

Temor de anarquia

O país ainda tenta recuperar do devastador terremoto de 2010 e do furacão Matthew, de 2016.

A inflação tem aumentado, e faltam alimentos e combustível. No país de 11 milhões de habitantes, 60% vivem com menos de 2 dólares por dia.

A situação levou Moïse a ser acusado de inação e a enfrentar uma forte desconfiança de boa parte da sociedade civil.

Em meio ao temor de anarquia generalizada, o Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos e a Europa apelaram à realização de eleições legislativas e presidenciais livres e transparentes até o final de 2021.

Jovenel Moïse tinha anunciado na segunda-feira a nomeação do novo primeiro-ministro Ariel Henry, precisamente com a missão de realizar eleições no país.

Por Deutsche Welle
rpr/lf (AFP, AP)

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