Republicanos propõem adiar julgamento de impeachment de Trump no Senado

Líder republicano no Senado, Mitch McConnell, pede que julgamento comece apenas em fevereiro
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O líder republicano no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, sugeriu nesta quinta-feira (21/01) que o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump seja iniciado apenas em meados de fevereiro na casa parlamentar. Segundo ele, isso possibilitaria que todos os partidos tivessem tempo para se preparar para o julgamento e que o ex-presidente pudesse organizar sua defesa. O pedido foi enviado ao líder democrata no Senado, Chuck Schumer, que recusou a

Em 13 de janeiro, a Câmara dos Representantesaprovou a abertura de um novo processo de impeachment de Trump, desta vez por “incitação a insurreição”, por causa do episódio que culminou com ainvasão do Capitólio quando o Congresso realizava a sessão para certificar a vitória do presidente Joe Biden na eleição presidencial de novembro. Cinco pessoas morreram, entre elas um policial.

Biden assumiu o poder nesta quarta-feira. No entanto, mesmo longe do cargo de presidente, se condenado, Trump pode sofrer outras punições, como a proibição de ocupar cargos públicos, o que lhe impediria de se candidatar novamente. Ele ainda pode perder privilégios reservados a ex-mandatários, como segurança, plano de saúde e aposentadoria.

McConnell propôs que a Câmara dos Representantes encaminhe formalmente suas acusações contra Trump para o Senado apenas em 28 de janeiro. A partir daí, ambas as partes teriam duas semanas para apresentar seus respectivos documentos. Só então teria início a audiência no Senado, o que ocorreria por volta da metade de fevereiro.

Democratas divididos

O adiamento divide opiniões dentro do partido democrata. Alguns parlamentares acreditam que um início mais tardio poderia beneficiar Biden, já que o Senado precisa aprovar os membros de seu gabinete e outras nomeações importantes, o que seria impossível em meio a discussões sobre impeachment.

Por outro lado, vários parlamentares democratas defendem que o capítulo Trump deva ser encerrado de vez para que Biden possa começar seu governo sem a sombra do republicano.

O poder máximo sobre a data do julgamento está nas mãos da presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, que pode desencadear o início do processo a qualquer momento, enviando ao Senado a acusação. Ela ainda não disse quando fará isso, mas afirmou que será em breve.

McConnell afirmou em que os senadores republicanos “estão fortemente unidos no princípio de que a instituição do Senado, o gabinete da presidência e o próprio ex-presidente Trump merecem um processo completo e justo, que respeite seus direitos e as sérias questões factuais, jurídicas e constitucionais em jogo”.

Embora agora os democratas controlem o Senado – com 48 cadeiras, o apoio de dois senadores independentes e o voto de minerva da vice-presidente, Kamala Harris –, eles ainda precisariam do apoio de pelo menos 17 republicanos para condenar Trump, já que são necessários dois terços dos votos. Na Câmara, dez republicanos votaram com os democratas, a favor do impeachment.

A defesa de Trump

Sem os advogados da Casa Branca para defendê-lo, como ocorreu no primeiro processo de impeachment, em 2020, aliados de Trump têm buscado advogados para essa tarefa. Membros de suas equipes jurídicas anteriores indicaram que não planejam se unir ao esforço. A senadora republicana da Carolina do Sul, Lindsey Graham, disse a colegas na quinta-feira que Trump estava em contato com o advogado Butch Bowers, que foi conselheiro de George W. Bush e de dois ex-governadores da Carolina do Sul, Nikki Haley e Mark Sanford.

Trump foi alvo de um processo de impeachment em janeiro do ano passado, que chegou a ser aprovado na Câmara, mas foi rejeitado no Senado, na época de maioria republicana. Na ocasião, o presidente foi acusado de abuso de poder e obstrução do Congresso, no escândalo que envolveu a pressão exercida por Trump no governo da Ucrânia para que as autoridades do país europeu investigassem Biden, então pré-candidato à presidência dos EUA.

Por Deutsche Welle

LE/ap/dpa/ots

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