Xi Jinping anuncia que China não vai mais financiar usinas a carvão no exterior

Anúncio da China foi feito durante Assembleia-Geral das Nações Unidas
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Xi Jinping, presidente da China (Huang Jingwen/Xinhua)

A China deixará de participar da construção de usinas termelétricas a carvão no exterior, anunciou nesta terça-feira (21/09) o presidente Xi Jinping, em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU.

O anúncio vai ao encontro de uma antiga exigência de ambientalistas. O ativista Li Shuo, do Greenpeace chinês, afirmou que se trata de um sinal importante e positivo para a proteção climática. Ele disse esperar agora mais clareza do governo chinês sobre como isso será implementado.

Em discurso gravado em vídeo, Xi disse na ONU que o governo chinês vai reforçar o apoio a países em desenvolvimento para implementar fontes de energia limpa, com o objetivo de combater a crise climática. “Temos de acelerar a transição para uma economia verde e de baixo carbono”, afirmou o presidente chinês, que é um dos principais apoiadores da construção de grandes infraestruturas em outros países, especialmente através da iniciativa criada por ele e conhecida como Nova Rota da Seda.

A China é o maior emissor mundial per capita de gases do efeito estufa, seguida pelos Estados Unidos, e tem estado sob pressão para reduzir o uso de centrais de carvão para produzir eletricidade. O país continua a obter cerca de 60% da sua energia da queima de carvão e planeja construir mais centrais, apesar de manter o compromisso de reduzir o uso do combustível fóssil.

Segundo organizações ambientalistas, o Banco da China é o maior financiador de projetos de carvão no mundo. A instituição estatal financiou usinas a carvão em vários países, especialmente na África e na Ásia, no últimos anos. Em solo chinês, o governo continua investindo em usinas a carvão e ampliando a capacidade de produção de energia elétrica a carvão ano após ano, complicando os esforços climáticos.

Xi reiterou que a China buscará atingir o pico das suas emissões de dióxido de carbono até 2030, ou seja, as emissões continuarão subindo até lá, e alcançar a neutralidade de carbono, ou seja, emitir a mesma quantidade que é removida de outras formas, até 2060. A China estabeleceu como meta gerar 20% do consumo total de energia do país a partir de fontes renováveis até 2025.

Por Deutsche Welle
as (Efe, Lusa)

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