‘Padaria’ do PCC embalava até 900 papelotes por minuto

Galpão usado para embalar cocaína na zona sul.
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A Polícia Militar encontrou um galpão usado para produção e comercialização de drogas na zona sul da cidade de SP

Galpão clandestino era usado para produzir 900 papelotes de cocaína por minuto| Foto: Arquivo Ponte

Um maquinário avaliado em R$ 3,7 milhões, capaz de embalar 900 papelotes de cocaína por minuto, foi um dos maiores e mais modernos investimentos feitos pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) para produzir e comercializar a droga em São Paulo.

O sofisticado equipamento industrial foi descoberto na quinta-feira (16/4) pela Polícia Militar em um galpão clandestino na rua Engenheiro Artur de Miranda, 171, no Jardim Juçara, nas proximidades da Favela Paraisópolis, na zona sul da cidade.

Policiais militares da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Moto), do 2º Batalhão de Choque prenderam três pessoas e apreenderam 712 kg de cocaína refinada, além de 60 kg de pasta base.

No local foram encontradas também seis máquinas industriais de produção em larga escala da droga, cada uma avaliada em R$ 450 mil, e outra no valor de R$ 1 milhão. Os equipamentos estavam funcionando “em pleno vapor” quando os policiais chegaram.

Segundo a Polícia Militar, a droga produzida na “padaria” (nome dado por traficantes ao local onde a droga é preparada e embalada) do PCC era distribuída em toda a zona sul.

O oficial afirmou que os “padeiros” do PCC produziam, diariamente, R$ 300 mil em papelotes com a droga. Ainda de acordo com a PM, os policiais faziam patrulhamento na região e suspeitaram de um homem saindo do galpão, que se assustou quando viu os policiais e tentou entrar em um carro, mas acabou abordado.

Os outros dois traficantes foram presos dentro do galpão. Os PMs informaram que os três homens ofereceram R$ 163 mil aos policiais para não serem presos.

O dinheiro também foi apreendido. Os traficantes foram levados para o 34° DP (Morumbi) e autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação à organização criminosa e corrupção ativa.

Eles foram identificados como Renaldo Ribeiro Moreno, Raphael Francisco da Silva e Paulo Henrique Rodrigues de Oliveira. A Ponte não conseguiu localizar os advogados dos acusados.

A mulher de um dos presos também foi detida para averiguação. O dinheiro que os traficantes queriam utilizar para corromper os PMs foi encontrado na casa dela, de acordo com um dos policiais que participou da ação. “As apreensões e as prisões representaram, sem dúvida, um duro golpe para essa facção criminosa”, comentou.

Por Josmar Jozino – Repórter da Ponte

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