Pedrada: Preso Suspeito de Participação na Morte de Caminhoneiro

As investigações sobre a morte do caminhoneiro José Batistela, vítima de uma pedrada, em Vilhena, interior de Rondônia, levaram a prisão de um homem suspeito de organizar a manifestação dos caminhoneiros. Na tarde de quarta-feira (30), a carreta de José Vilhena foi atingida por uma pedra que atravessou o para-brisa e acertou a cabeça do motorista, que morreu na hora.

O crime aconteceu depois do anúncio de fim da paralisação, em um acordo entre o Governo Federal e as entidades que representam os caminhoneiros, que não foi cumprido em várias partes do país. Segundo o Ministério da Segurança Pública, Vagner de Souza Nava foi preso por agentes da Polícia Federal com base em duas leis, o Código Penal e a Lei de Segurança Nacional.

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Caminhoneiro morto com pedrada tinha 70 anos (Foto: PRF / Divulgação)

A nota do Ministério cita o artigo 265 do Código Penal, que considera “atentar contra a segurança ou o funcionamento de serviço de água, luz, força ou calor, ou qualquer outro de utilidade pública” um crime com pena de prisão que vai de um a cinco anos, e multa. Já o artigo 23 da Lei de Segurança Nacional fala sobre “incitar à subversão da ordem política ou social, à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as instituições civis e à luta com violência entre as classes sociais”, com pena de um a quatro anos.

A nota ainda cita que o suspeito vai responder pela morte do caminhoneiro na Justiça Estadual, mas, segundo a imprensa local, a polícia civil não confirma.

 

Nota do Ministério da Segurança Pública:

“Vagner de Souza Nava está foi preso em flagrante na DPF em Vilhena por infração aos crimes previstos no art 265 do CP e art 23,I da lei de segurança nacional.

O cidadão foi preso pela Polícia Federal durante as ações investigativas relacionadas às manifestações violentas, dentre elas a que resultou na morte do motorista JOSE BATISTELA, ocorrida no kM 08 da rodovia BR 364, município de Vilhena/RO.

A PF prendeu por crime contra a segurança nacional e a Polícia Civil pelo homicídio. As investigações continuam.”

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