PM executado havia matado assaltante na mesma região

PM levou 5 tiros no rosto enquanto seguia para uma restaurante na zona leste.
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Cabo Wanderley Oliveira de Almeida Júnior, 38 anos, foi atingido pelo menos 5 vezes no rosto; ele estava na Polícia Militar desde 2002

Cabo Wanderleuy Oliveira de Almeida Júnior ingressou na PM em 2002 | Foto: reprodução

O cabo da Polícia Militar Wanderley Oliveira de Almeida Júnior, 38 anos estava de folga às 23h desta quarta-feira (5/2) quando foi assassinado com nove tiros na avenida Ken Sugaya, em Itaquera, zona leste da capital.

Almeida Júnior era lotado no 4º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), considerado uma das unidades mais letais da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Em relatório anual da Ouvidoria da Polícia, divulgado nesta quinta-feira (6/2), o Baep de Santos está em segundo lugar no ranking dos batalhões que mais mataram em 2019, perdendo apenas para Rota.

Segundo investigações do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, dois homens em uma moto, usando roupas semelhantes às de gari, se aproximaram do PM e atiraram nele.

O crime aconteceu nas proximidades de um restaurante japonês, onde a vítima tinha ido pegar comida. Moradores de Itaquera contaram que o cabo fazia bico naquele estabelecimento comercial. A PM não confirma.

O DHPP trabalha com a hipótese de execução, pois Almeida Júnior teria levado cinco dos nove tiros no rosto. Além disso, nada foi roubado do cabo do Baep.

O policial militar foi socorrido no Hospital Santa Marcelina, também em Itaquera, mas não resistiu. Imagens de câmeras de segurança da região onde ocorreu o crime podem ajudar o DHPP a identificar os criminosos.

Almeida Júnior também estava de folga em 17 de novembro de 2009, quando matou com cinco tiros o adolescente Wesley Silva Santos, 16 anos. Na época ele era soldado e trabalhava no 19º Batalhão, na Vila Ema, zona leste da capital paulista. Eram 22h quando Almeida Junior conversava com duas amigas na rua Jacitara Tipiti, Jardim Guairaca, zona leste.

O PM estava ao lado de seu Honda Civic. Na versão dele, dois indivíduos, um deles armado, se aproximaram e anunciaram o assalto. Queriam roubar o veículo. Almeida Júnior reagiu e disparou cinco vezes contra Wesley.

Uma das amigas do PM foi atingida por um disparo na perna esquerda. Ela sofreu fratura no fêmur esquerdo. Wesley levou três tiros no peito, um no abdome e outro no braço. Morreu no Hospital Vila Alpina.

O outro indivíduo que estava com Wesley fugiu e jamais foi encontrado. Até hoje ninguém sabe se o tiro que atingiu a perna da amiga do PM partiu da pistola .40 dele ou da arma apreendido que estaria com o adolescente.

A família da vítima processou o Estado, pedindo indenização e até o ressarcimento das despesas com o funeral de Wesley. Para os pais do garoto, houve excesso por parte do policial.

Tanto o Ministério Público Estadual como a Procuradoria Geral de Justiça e o Poder Judiciário entenderam que Almeida Júnior agiu em legítima defesa.

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo recorreu da decisão judicial. Mas no último dia 27 o desembargador Magalhães Couto, presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça, rejeitou o recurso. 

Na Ficha de Corretivo (abaixo) do policial militar consta o episódio envolvendo Wesley e também outras faltas disciplinares cometidas por ele quando ainda era lotado no 19º Batalhão.

Almeida Júnior também trabalhou no 29º Batalhão, em São Miguel Paulista, zona leste. Ele entrou na 4º Baep, no mesmo bairro, em 11 de agosto de 2016.

Consta ainda na Ficha de Corretivo do policial Almeida Júnior que o comportamento dele no 4º Baep era ótimo.

Segundo informações da Polícia Militar, o cabo era casado e pai de uma menina de 10 anos. Ele ingressou na instituição no dia 1º de abril de 2002. O crime assustou os moradores de Itaquera.

A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública e o DHPP para saber mais detalhes do caso e o andamento das investigações, mas não obteve retorno.

Por Josmar Jozino – Repórter da Ponte

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