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Caminhoneiros: mais da metade têm problemas de visão

Pesquisa foi feita por concessionárias de rodovias.
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Por  Flávia Albuquerque 

(Daniel Guimarães/Fotos Públicas)

Pesquisa feita pelas concessionárias dos sistemas Anhanguera-Bandeirantes e Castello-Raposo, estradas que ligam a capital paulista ao interior do estado, mostrou que 65% dos caminhoneiros atendidos em 2018 por um programa de saúde apresentaram algum tipo de alteração na acuidade visual. São pelo menos 3.062 dos 4.268 motoristas atendidos no período. 

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2016, mostram que mais de 35 milhões de brasileiros são afetados por algum problema de visão, o que equivale a 19% da população. Isso mostra que o percentual de caminhoneiros com algum tipo de problema de visão está acima da média nacional.

O coordenador médio da CCR ViaOeste, concessionária da Castello-Raposo, Marcelo Okamura, disse que o fato é preocupante, pois a maior parte dos motoristas não está ciente da condição. “O teste avalia se o motorista enxerga de perto, de longe, a reação para o caso de ofuscamento noturno, a amplitude do campo de visão e a capacidade de diferenciar as cores.”

O uso prolongado e a curtas distâncias de aparelhos eletrônicos é um dos fatores que ajuda a aumentar os problemas visuais, e o tabagismo também, segundo Okamura.. “Doenças cardiovasculares, pulmonares, o câncer, o uso do cigarro podem acarretar a perda da visão central e acelerar o desenvolvimento de catarata”, afirmou.

A recomendação é que os motoristas fiquem atentos a sintomas como coceira excessiva nos olhos, lacrimejamento constante, vermelhidão ou dor de cabeça que perdure por dias. 

Segundo o coordenador médico da CCR AutoBAn, concessionária que administra a Anhanguera-Bandeirantes, Mário Jorge de Castro Kodama, ao identificar motoristas com acuidade visual alterada, a equipe de saúde do Programa orienta que ele procure  atendimento especializado para fazer um diagnóstico mais detalhado e o tratamento recomendado. 

“Há muitas alterações pequenas que o caminhoneiro não percebe. Elas podem ocasionar o surgimento de dores de cabeça constantes, situações que a pessoa muitas vezes não associa à visão, e que não a impede de dirigir, por exemplo. A boa visão é fundamental para que o profissional possa executar em segurança o seu trabalho. Quando nós oferecemos este tipo de serviço ao motorista, estamos contribuindo para que o caminhoneiro possa identificar uma situação, tratá-la e continuar a conduzir pelas nossas rodovias em segurança”, ressaltou.

O levantamento foi feito nas estradas em bases do Programa Estrada para a Saúde, em parceria com a Agência Reguladora de Transporte de São Paulo (ARTESP).

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