Campanha reforça importância da rede de apoio e autocuidado para evitar o suicídio

“Bem Me Quer, Bem Me Quero” estará nas estações do Metrô, em São Paulo
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Durante o mês de setembro uma arte sobre o papel da rede de apoio será exposta nas estações do metrô da Consolação, Luz e Sé em São Paulo. A iniciativa em parceria com o Metrô Social e o Governo do Estado de São Paulo tem como objetivo alertar sobre a depressão e ansiedade, além de abordar a importância do autocuidado.

A Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) em união com a empresa global de saúde Viatris lançam a campanha “Bem Me Quer, Bem Me Quero: O diálogo sobre depressão e ansiedade pode salvar vidas”.

A iniciativa é um convite ao acolhimento e à reflexão da rede de apoio em ajudar quem precisa, além de estimular as pessoas a procurar e aceitar ajuda.

Depressão e ansiedade são problemas de saúde conhecidos no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o país lidera o ranking de casos de depressão na América Latina.

Ainda de acordo com a organização, a pandemia agrava ainda mais esse cenário que já era preocupante. Os motivos vão desde o medo de contágio até o sentimento de perda e luto, além do estresse causado pelos efeitos do confinamento.

Para a psiquiatra e membro do Conselho Científico da ABRATA, Alexandrina Meleiro, no Brasil quase todos os casos de suicídio têm relação com transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida pelo transtorno bipolar e abuso de substâncias.

“Praticamente todos aqueles que tentam ou cometem esse ato têm alguma doença psiquiátrica e as estatísticas mostram que mais da metade deles estava em acompanhamento médico até uma semana antes do episódio. Quem pensa em suicídio quase sempre dá sinais, mas a maioria das pessoas não está preparada para identificá-los”, acrescenta a médica.

O atentado à própria vida é a segunda causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos no mundo. No entanto, não é exclusivo dos adolescentes. Alexandrina explica que idosos e populações vulneráveis, como os indígenas, LGBTQIA+, médicos, policiais e membros das forças armadas também são grupos que demonstram alta incidência no Brasil.

A arte

A campanha adotou o girassol como o símbolo da vida que assim como os seres humanos precisa do apoio de todo o ecossistema para se manter firme mesmo em dias nublados.

O artista visual Apolo Torres, pintor e muralista paulistano, foi convidado para desenvolver uma arte exclusiva, que retrata a importância do autocuidado e do suporte da rede de apoio na qual o paciente está inserido.

O personagem principal que fica no centro da obra reforça o protagonismo que o paciente com depressão e ansiedade deve buscar assumir para estar no controle do tratamento e da sua vida. A mulher ao lado ocupa o lugar da rede de apoio, já a flor é símbolo da campanha e representa uma fonte de luz e proteção, que ajuda o personagem a tentar ver o mundo de outra maneira.

“A predominância do roxo e do amarelo conversa diretamente com as cores das peças da campanha. Optei pela combinação de tons mais quentes com mais escuros e saturados em um cenário ensolarado e ao mesmo tempo chuvoso para representar a mistura de sentimentos que os pacientes costumam passar”, detalha Apolo.

O público também poderá apreciar e fazer download gratuito da arte no site da campanha, além de encontrar diversas informações sobre.

Durante o mês de setembro, a campanha vai desafiar o público por meio das redes sociais da ABRATA e do artista, a manifestar seus sentimentos através de expressões artísticas como música, poesia, dança e arte gráfica. Quem quiser participar poderá postar a arte nas suas redes com a hashtag #BemMeQuero.

Por TV Cultura

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