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Carnaval: Exposição ao som alto pode levar a problemas de audição

Estima-se que até 48 milhões de brasileiros sofram de zumbido.
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Adolescentes também podem ter problemas auditivos por causa da exposição ao som alto (Arquivo/Agência Brasil)

No período de Carnaval algumas pessoas ‘extravasam’ e a exposição ao som alto, por exemplo, pode trazer prejuízos à saúde. Um dos problemas mais frequentes é o zumbido, sintoma comum entre muitos brasileiros.

“O zumbido é uma indicação de que algo de errado está acontecendo no organismo, como se fosse um desajuste, devido ao excesso de som alto, ingestão de gordura, cigarro, álcool e até alguns medicamentos ingeridos. E é neste período que as consultas no consultório com pessoas com o zumbido e outros problemas aumentam”, explica a médica Tanit Ganz Sanchez.

A médica Tanit Ganz Sanchez (Divulgação)

O som alto dos ensaios das Escolas de Samba, dos shows e das baladas podem causar o chamado “Trauma Acústico”, uma lesão no ouvido interno frequentemente causada pela exposição a ruídos com decibéis elevados e  que  pode levar a  perda de audição entre 30 e 40 anos de idade. Embora, a maioria dos casos de zumbido seja diagnosticada após a idade de 50 anos, devido aos medicamentos e maus hábitos alimentares, o quadro persistente pode ocorrer em qualquer idade.

A especialista diz que uma dica interessante é usar protetor nos ouvidos quando estive exposto ao som alto, como já ocorre com as celebridades durante ensaios e desfiles de escolas de samba. Fazer um intervalo de hora em hora também ajuda a proteger o ouvido.

“Esse cuidado é necessário para que os tímpanos, ou qualquer outra parte do canal auditivo, não seja afetado”, complementa.

Números

O zumbido no ouvido ocorre em pessoas de todas as idades, inclusive em crianças e adolescentes, podendo comprometer o sono, a concentração na leitura, o equilíbrio emocional e até a vida social, profissional e familiar.

Um levantamento do ‘Instituto Ganz Sanchez’ estima que no Brasil existam de 34 a 48 milhões de pessoas com zumbido, um aumento que preocupa os especialistas se comparado com o número de pacientes há 20 anos, estimado em 28 milhões de pessoas com o problema.

Perfil

  • Tanit Ganz Sanchez: Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez, criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja) e do Grupo de Apoio Nacional a pessoas com Zumbido. Assumiu a missão de desvendar os mistérios do zumbido e é pioneira nas pesquisas no Brasil, sendo reconhecida por sua didática, objetividade e compartilhamento aberto de ideias. É especialista em Zumbido, Hiperacusia, Misofonia e Distúrbios do Sono.
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