Coronavac é menos eficaz contra variante gama, mostra estudo

Vacina protege contra hospitalizações e mortes, mas tem dificuldade em neutralizar variante
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(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Os anticorpos produzidos pela vacina Coronavac são menos eficazes para neutralizar a variante gama (identificada pela primeira vez em Manaus) do que o coronavírus Sars-Cov-2 original, afirmou um estudo sob liderança do microbiologista José Módena, da Unicamp, e publicado nesta quinta-feira (08/07) na revista The Lancet Microbe.

A variante gama pode, assim, circular entre pessoas vacinadas com a Coronavac, inclusive onde a taxa de vacinação é elevada, advertem os cientistas responsáveis.

Eles ressalvam, porém, que sua conclusão não significa que a Coronavac não proteja os vacinados, mas comprova que a variante gama tem uma elevada capacidade de contágio mesmo entre imunizados. “Em hipótese alguma estamos dizendo que a vacina não funciona”, declarou Módena ao jornal O Globo .

Estudos anteriores mostraram que a Coronavac é eficaz para evitar hospitalização e morte. O que o novo estudo reforça é a necessidade de pessoas que já foram vacinadas ou infectadas continuarem usando máscara e mantendo distância dos outros devido à elevada capacidade de contágio da gama mesmo entre vacinados.

Além disso, estudos em outros países já mostraram que outras vacinas também podem ser menos eficazes contra variantes do novo coronavírus.

Outro fator: linfócitos T

Os cientistas fizeram testes de laboratório com o plasma sanguíneo de 53 pessoas que haviam recebido a Coronavac e de 21 pessoas que haviam sido infectadas recentemente.

Os anticorpos produzidos por pessoas que apenas receberam uma dose entre 20 e 23 dias antes e duas doses entre 134 e 260 dias antes não tiveram nenhum efeito detectável sobre a variante gama, afirmaram.

Já os anticorpos dos vacinados com segunda dose entre 17 e 38 dias antes foram eficazes, mas menos do que contra o coronavírus original, que era anteriormente o dominante no Brasil.

Os autores ainda ressalvaram que estudos baseados em anticorpos não levam em consideração um outro aspecto da resposta imune: a imunidade celular (que se deve aos linfócitos T), que também desempenha um papel protetor depois da vacinação.

Por Deutsche Welle
as/ek (AFP, ots)

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