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Estado registra 224 mortes por coronavírus em 24 horas

Estado tem 24 mil pessoas infectadas.
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O número de óbitos por coronavírus no estado de São Paulo cresceu 12%, com o registro de mais  224 mortes entre ontem (27) e hoje (28). Com isso, o estado agora soma 2.049 mortes por coronavírus desde o início da pandemia.

Já o número de casos cresceu 11% em 24 horas, passando de 21.696 para 24.041. Segundo o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, a taxa de isolamento social no estado de São Paulo chegou ontem a apenas 48%. O isolamento social no estado tem diminuído nos últimos dias, o que ajuda a aumentar o número de casos e de óbitos e de ocupação de leitos hospitalares.

“Não há dúvida de que o contato social, o isolamento social, o distanciamento social menor [abaixo de 50%, valor considerado satisfatório pelo governo], são casos a mais e, casos a mais significam óbitos a mais. Estamos trabalhando em alerta amarelo. A taxa de ontem foi de 48%. Mais uma vez descemos abaixo de 50%. Isso é muito perigoso e temos que reverter esse quadro”, disse o secretário. A taxa considerada ideal é acima de 70%.

“Se temos isolamento social de 50% a mais, você tem impacto na curva de infectados, de doentes e de óbitos. [Com] menos que isso é muito difícil. Quanto mais isolamento, melhor”, disse o infectologista David Uip, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo.

Há ainda 1.437 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva (UTIs) e 1,8 mil em enfermaria. A taxa de ocupação de leitos no estado chegou a 61,6% em UTIs e 44,5% em enfermarias. Na Grande São Paulo, o número é muito superior e preocupa o governo: a taxa de ocupação em UTIs está em torno de 81% e é de 70% em enfermarias.

“A taxa de ocupação nas nossas UTIs está chegando a mais de 80%, o que passa a ser um dado de risco. Um dado ideal de segurança de UTI é que ele fique sempre abaixo desse número”, afirmou o secretário municipal da Saúde de São Bernardo do Campo, Geraldo Reple. “A média de permanência de um doente com covid-19 positivo em uma UTI é de mais de 15 dias. Isso quer dizer que, em um leito de UTI, é possível colocar dois pacientes por mês. Então, estamos chegando em um limite altamente perigoso”, acrescentou.

Interior

Segundo o professor Carlos Fortaleza, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e membro do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, os casos de coronavírus estão se alastrando pelo interior do estado. “Existe uma sensação no interior de que ele é protegido. Isso de fato não é real”, disse Fortaleza, citando um estudo segundo o qual o coronavírus tem saído da capital e chegado ao interior por “rotas de disseminação ao redor da capital e pelas grandes rodovias do estado”.

“O que identificamos basicamente são dois fatores. Um deles é a população, que tem a ver com densidade demográfica, relevância regional e conectividade entre municípios. Os municípios que têm mais essa característica, não importa se sejam distantes da capital, eles têm um risco até cinco vezes maior [de casos de coronavírus] do que os demais municípios. E há também o fator distância: o risco imediato é 25% menor a cada 100 quilômetros que se distancia da capital”, acrescentou o professor.

O infectologista David Uip alertou que a sensação de que a epidemia do coronavírus não chegou até o interior é falsa. “Há difusão evidente da epidemia no interior. E ela está atrasada em relação ao município de São Paulo e à região metropolitana mais ou menos em duas semanas. Isso por conta das medidas de afastamento social e confinamento que foram adotadas precocemente no estado de São Paulo”,disse.

Em entrevista à imprensa no início da tarde de hoje (28), Uip enfatizou que, até o dia 10 de maio, “não há qualquer possibilidade” de as prefeituras do interior determinarem o relaxamento das medidas de quarentena e isolamento social.

Além disso, o governo de São Paulo já anunciou um plano para a retomada gradual das atividades não essenciais, que estão fechadas desde o início da quarentena, em 24 de março. No entanto, disse Uip, esse relaxamento, só poderá ocorrer se a taxa de isolamento no estado se mantiver satisfatória, acima de 50%, e se a taxa de ocupação de leitos não estiver alta.

Por Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

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