Mundo supera 100 milhões de casos de covid-19

EUA, Índia e Brasil concentram quase metade dos casos

O mundo ultrapassou nesta terça-feira (26/01) a marca de 100 milhões de casos confirmados de infecção pelo coronavírus Sars-Cov-2, segundo contagem mantida pela Universidade Johns Hopkins. Uma em cada 76 pessoas no planeta foi diagnosticada com covid-19.

Estados Unidos, Brasil e Índia lideram a lista de países mais afetados. O total de mortes associadas à covid-19 no mundo passa de 2,1 milhões.

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O continente americano lidera em quantidade de casos identificados, com 43 milhões. A Europa aparece sem segundo lugar, com 33 milhões. A Ásia identificou 12,7 milhões. Só os EUA registraram mais de 7 milhões de casos nos últimos 30 dias. Já o Brasil registrou mais de 1 milhão de casos no último mês e voltou a passar por uma aceleração no número de mortes, com seguidos dias com mais de mil óbitos.

Os EUA são de longe o país mais afetado pela pandemia, com mais de 25,3 milhões de casos e 423 mil mortes. A Índia aparece em segundo lugar, com 10,6 milhões de casos e 153 mil mortes. O Brasil tem 8,87 milhões de infecções identificadas, mas tem mais mortes que a Índia: 217 mil.

Número é provavelmente mais alto

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser muito maiores em todo o mundo, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação. Nos EUA, o número de casos é provavelmente o dobro do divulgado, ou 50 milhões, estima um estudo da Universidade de Washington.

Nos últimos dias, vários países têm superado marcas trágicas em relação à pandemia. Nesta terça-feira, o Reino Unido ultrapassou a marca de 100 mil mortes por covid-19. Na última sexta-feira, a Alemanha superou as 50 mil mortes. Números da mortalidade excessiva divulgados pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia, indicam que 297.500 mais mortes ocorreram na UE entre março e outubro de 2020 em comparação com o mesmo período de 2016 a 2019.

O avanço do coronavírus tem ocorrido mesmo com a imposição de lockdowns severos em vários países europeus e proibição de voos internacionais. No final de dezembro, o coronavírus chegou ao último continente não afetado: a Antártida, após a detecção de um surto numa base chilena. Mesmo países considerados modelos na gestão da pandemia ao longo de 2020, como a Alemanha, observaram nas últimas semanas um aumento robusto em casos e mortes. A Alemanha acumula 2,1 milhões de casos e 53 mil mortes.

A marca de 100 milhões foi atingida menos de três meses depois de o planeta ter superado 50 milhões de casos identificados. E quase um ano após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter declarado emergência de saúde pública internacional por causa do coronavírus.

Vacinação

No entanto, o cenário deste final de janeiro tem elementos mais promissores do que aquele de novembro, quando o mundo superou a marca de 50 milhões de casos. Campanhas de vacinação foram inciadas em mais de 50 países. Nesta terça, o mundo se aproxima de 70 milhões de doses de vacinas aplicadas, segundo contagem do projeto Our World in Data.

Por outro lado, em dezembro, foram identificadas novas variantes do coronavírus, aparentemente mais infecciosas do que as anteriores.

Nesta terça-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que as vacinas são “uma janela de oportunidade” para controlar a pandemia de covid-19, que não deve “ser desperdiçada”.

Por Deutsche Welle

JPS/ots

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