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Voluntários podem responder questionário sobre comportamento na pandemia

Pesquisadoras da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão realizando uma pesquisa com o objetivo de levantar informações sobre o comportamento da sociedade brasileira e a sua compreensão sobre o impacto das medidas de distanciamento social diante da pandemia da Covid-19.  A pesquisa (que pode ser respondida no link no fim desse texto) está sendo desenvolvida pelas professoras do Setor de Ciências da Saúde e Grupo de Pesquisa em Sociologia da Saúde UFPR/CNPq Dra Rubia Carla Formighieri Giordani, Dra Milene Zanoni, e a pesquisadora Dra Camila Muhl.

(Filipe Araujo/Fotos Publicas)

A coordenadora, professora Rubia Giordani, ressalta que atualmente, com a situação pandêmica instalada, são os países em desenvolvimento, sobretudo a América Latina e o continente africano, que elevam os níveis de preocupação com relação aos óbitos, colapso dos sistemas de saúde e contenção da disseminação do novo coronavírus, além da extensão e gravidade das consequências sociais e econômicas da crise pandêmica. Diante do agravamento do cenário brasileiro, a pesquisa se propõe a elucidar pontos relevantes às crenças de saúde e percepções de risco que condicionam o comportamento social.

“O comportamento é regido por normas e sistemas sociais e culturais extremamente complexos e a sua compreensão para a extração de fatores pragmáticos pode ser útil para gestores públicos na abordagem adequada de aspectos críticos no controle da epidemia”, explica.

A pesquisadora destaca que a intenção é verificar o nível de conhecimento sobre a COVID-19 e adesão às medidas de prevenção à infecção devido ao novo coronavírus.

“A intenção é compreender como a percepção de risco de exposição ao SARS-CoV-2 afeta a resposta do comportamento social às intervenções não-farmacológicas na comunidade, assim como descrever o comportamento de cuidado adotado na comunidade durante a pandemia”, afirma.

Outro aspecto importante destacado pela professora da UFPR é que o estudo quer avaliar a adesão às medidas de distanciamento social, seus benefícios e dificuldades sentidas pela população do estudo, e também verificar a percepção da comunidade sobre as campanhas de saúde e conteúdos veiculados durante a pandemia.

A coordenadora do estudo  salienta ainda que diante da emergência de saúde pública provocada pela pandemia da COVID-19, a qual não se dispõe ainda de vacinas ou tratamentos específicos, são as medidas individuais, domésticas, comunitárias e ambientais que tem sido empregadas na contenção da pandemia. Destaca que a crise sanitária pela COVID-19 desenha novos cenários de risco no Brasil, mas ainda acentua riscos à saúde derivados de condições pré-existentes, como extrema desigualdade social, habitabilidade precária e falta de saneamento básico. São novos cenários que se sobrepõem aos existentes e afetam a capacidade de resposta do setor saúde à pandemia, capacidade de resposta afetada pelo subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) aos longos dos últimos anos. 

Rubia ressalta que no momento são essas intervenções consideradas não farmacológicas adotadas em vários países no mundo que tem sido apontadas como as estratégias mais eficazes para atenuar a propagação do novo coronavírus.

“Mas precisamos destacar que essas estratégias dependem substancialmente da adesão das pessoas e da mudança de comportamento para conter a disseminação da infecção”, reforça Rubia.

A pesquisadora avalia que as informações levantadas pelo estudo podem orientar decisões políticas mais coordenadas com base em evidências científicas, bem como direcionar campanhas de cuidados preventivos e mensagens de campanhas de saúde. 

O estudo tem como foco a participação voluntária e sem identificação de pessoas em todo território brasileiro por meio de resposta a questionário eletrônico disponibilizado em uma plataforma pública e compartilhado por meio de redes sociais.

“O estudo é transversal, com amostra não probabilística, por voluntariado e com viés de conveniência em meio à população do território brasileiro”, explica a coordenadora da pesquisa. 

Rubia detalha ainda que o estudo contém questões que buscam informações sociodemográficas, estado da federação e tamanho da cidade em que reside, nível de escolaridade, tipo de ocupação e renda familiar, prática/identificação religiosa e habitabilidade incluindo tamanho do domicílio, quantas pessoas co-habitam e se tem morador na casa com comorbidade para agravamento da  infecção devido à COVID-19, presença de criança, idoso ou profissional da saúde no domicílio.  Ela explica que também são abordadas questões sobre nível de informação sobre a COVID-19, a percepção acerca das campanhas de saúde e acesso à informação, assim como busca verificar a adesão e confiança nas medidas de distanciamento social e confiança no serviço de saúde (considerando a assistência à saúde e atendimento médico).     

PARTICIPE DA PESQUISA 

Caso tenha interesse, você pode participar usando o link abaixo. Você vai demorar entre 4 e 8 minutos. 

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