Medicamentos manipulados: o que é importante saber sobre a qualidade dos produtos

A Resolução RDC 67/2007, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), regulamenta a atividade no país e orienta sobre fatores como produção
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp
Medicamentos manipulados: o que é importante saber sobre a qualidade dos produtos
Foto: Adam Nieścioruk/Unsplash

Assim como em qualquer outro ramo de negócio, as empresas de manipulação de medicamentos também devem se preocupar e adotar práticas internas de trabalho que atendam às referências internacionais para o controle da qualidade dos serviços prestados.

A Resolução RDC 67/2007, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), regulamenta a atividade no país e orienta sobre fatores como produção, armazenamento e comercialização deste tipo de medicamento.

As inspeções locais ocorrem regularmente e é importante observar se há disponível, nas lojas físicas ou virtuais, a licença de funcionamento emitida pela Vigilância Sanitária. Há ainda legislações Estaduais e Municipais que devem ser consultadas.

No entanto, ao adquirir um medicamento manipulado, o consumidor também deve cobrar as certificações que garantem que o produto tem comprovação científica da sua segurança e eficácia.

Selos de qualidade

É importante que as farmácias apresentem selos que asseguram a autenticidade e a qualidade dos componentes do produto manipulado. Em geral, as boas farmácias possuem um Sistema de Garantia da Qualidade (SGQ) que incorpora as Boas Práticas de Manipulação em Farmácias (BPMF).

O Morosil, por exemplo, – medicamento que auxilia no emagrecimento e está entre as fórmulas mais populares das farmácias de manipulação –, tem o selo de certificação da Galena.

Os BPMF são um conjunto de medidas que visam justamente garantir que as manipulações de medicamentos sejam consistentemente realizadas sob padrões apropriados para o uso pretendido e requerido na prescrição.

“A qualidade é garantida por procedimentos e processos que ficam sob supervisão de farmacêuticos. Assim, a segurança dos produtos manipulados é similar aos produtos industrializados”, explica Luís Fernando Brum, farmacêutico e consultor da Brum Consulting.

As boas práticas também incluem o treinamento das equipes, para que se tornem especialistas nas normas de controle, e a realização de testes e análises das medicações.

A farmácia deve seguir rigorosamente as metodologias do fabricante da matéria-prima, normalmente indicadas nas certificações, para que o resultado gerado pelos medicamentos atendam ao que cada paciente precisa.

Cuidados com medicamentos manipulados

A busca por farmácias de manipulação está cada vez maior e um dos fatores que explicam essa popularidade é a possibilidade de personalizar os medicamentos.

A oferta de produtos é ampla e eles podem ser usados para questões de saúde e bem-estar, qualidade de vida, beleza e prevenção de doenças, entre outras funcionalidades. Mas o seu uso deve atender aos mesmos critérios de um medicamento industrializado.

“O cuidado é o mesmo que se deve ter nas compras nas farmácias. Tire suas dúvidas com o farmacêutico e não tome remédios sem o conhecimento de seu profissional prescritor”, reforça Brum.

Compartilhe notícia

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no whatsapp

Outras notícias

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie!.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias relacionadas