Com baixo investimento, Fruit Truck inaugura unidade no Rio

(Léo Barrilari/FruitTruckPoint)

Criada em 2016, a Fruit Truck é uma rede de franquias que comercializa açaí, cupuaçu e salada de frutas selecionadas. Com modelo enxuto e de fácil operação, a marca chega, em fevereiro, à sua 20ª unidade. A nova loja está localizada no Condomínio Edifício Vitrine na Barra da Tijuca,  na cidade do Rio de Janeiro e ficará aberta ao público a partir do dia 04 de Março.

“O Rio tem um mercado muito forte para o nosso tipo de produto. A Fruit Truck tem tudo a ver com o calor e as praias cariocas. Esperamos um começo muito promissor no estado. A empresa vem crescendo em um ritmo muito bom e a nossa ideia é sempre levar os franqueados juntos. Desenvolvemos um projeto de gamificação para melhorar a padronização que vem dando muito certo”, explica Adriano Correa, fundador da marca. 

Ao todo, a empresa já conta com 22 unidades. O objetivo da marca, segundo Adriano, é encerrar 2019 com 30 novas operações. Dono da nova loja, Antonio Maciel acredita no sucesso da marca no território carioca. Segundo o empreendedor, a Fruit Truck tem a cara do Rio de Janeiro. 

“É um produto que agrada muito os jovens e as crianças. Escolhi a marca por conta do quiosque, dos produtos e da gestão. O ponto de venda tem uma característica ‘descolada’ que tem tudo a ver com a cidade maravilhosa”, comenta. 

Sobre

Para montar uma unidade da Fruit Truck, o investimento indicado pela franqueadora parte de R$32 mil com tempo médio de retorno que varia entre seis e 12 meses. As operações da marca estão concentradas, em sua maior parte, em universidades, empresas e shoppings.

Sargento é baleado e morre durante operação da PM

Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil

Sargento Carlos Neppel de Araújo estava na corporação desde 2001 (Facebook/Reprodução)

O segundo sargento da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro Carlos Lucio Neppel de Araújo, de 41 anos, morreu hoje (1º) após ser ferido no peito durante uma operação da PM, na comunidade São Jorge, em Japeri, na Baixada Fluminense.

A Polícia Militar lamentou a morte de Carlos Neppel, que era lotado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e estava na corporação desde 2001. O policial deixa esposa e duas filhas.

Segundo a PM, durante a ação, outro policial da unidade foi ferido. Ele foi levado para o hospital da Posse, em Nova Iguaçu, e depois transferido para o Hospital Central da Polícia Militar. Para a unidade da Posse foram levados também dois criminosos feridos no confronto. Outra pessoa ferida foi socorrida por moradores da comunidade. Um fuzil foi apreendido com um criminoso ferido na ação.

De acordo com a PM, o Bope continua operando na comunidade, para localizar os criminosos envolvidos no assassinato do policial.

Pelos números da Polícia Militar, com a morte do sargento sobe para 67 o número de policiais assassinados este ano, sendo que 19 estavam em serviço, 39 em folga e 9 eram reformados ou da reserva.

Aeroportos e hotéis exibem fotos dos suspeitos de furtar medalha

(Polícia Civil do RJ/Reprodução)

As fotos dos dois homens suspeitos de furtar a medalha Fields, do iraniano de origem curda Caucher Birkar, estão sendo divulgadas pela polícia do Rio nos aeroportos e na rede hoteleira, na expectativa de identificá-los. O furto ocorreu na última quarta-feira (1º), no Riocentro, durante a cerimônia de entrega da medalha, considerada o Nobel da matemática. O material também foi enviado à Polícia Federal.

A delegada responsável pela investigação, Valéria Aragão, titular da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista, espera que a divulgação das fotos possa ajudar a elucidar o caso, na expectativa de que alguém faça uma denúncia.

(Polícia Civil do RJ/Reprodução)

“Já divulgamos fotos para a Polícia Federal, para todo o setor hoteleiro e hostels. Vai ser uma investigação muito complexa, pois, ao mesmo tempo em que temos imagens dos autores, não temos pistas sobre quem eles são, se são brasileiros ou estrangeiros”, disse a delegada, que atendeu a Agência Brasil na noite desta quinta-feira (2).

A delegada contou que já há imagens suficientes, gravadas por cinegrafistas e fotógrafos que trabalhavam no evento ou por câmeras de segurança, para concluir que os dois homens foram os responsáveis pelo crime, mostrando a forma como agiram.

“Nós temos as imagens dos autores, inclusive praticando o crime. Temos os rostos deles, em boa qualidade. Por trás da vítima, se vê dois homens cochichando e trocando olhares. Um deles faz um movimento e, em seguida, a pasta marrom desaparece”, relatou a delegada.

(Polícia Civil do RJ/Reprodução)

Valéria já ouviu, no mesmo dia do furto, Caucher Birkar. Segundo ela, pela repercussão negativa internacional que o caso teve, se pudesse, comprava uma medalha do próprio bolso para dar ao iraniano: “Eu estou quase tirando dinheiro da minha conta para comprar outra medalha. Queria poder cunhar outra. Foi a primeira vez que o evento veio para o Hemisfério Sul. Me sinto muito triste por isso”.

(Vladimir Platonow/Agência Brasil)

Sérgio Cabral: ex-governador quer ficar preso em batalhão da PM

Ex-governador Sérgio Cabral sendo levado pela Polícia Federal no banco de trás da viatura durante uma das ações da Lava Jato. (Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil)

A defesa de Sérgio Cabral, preso desde o final de 2016, encaminhou, na última sexta-feira (27), um pedido ao presidente da República, Michel Temer, para que o ex-governador fluminense seja transferido do complexo penitenciário de Gericinó (Bangu) para a sala de Estado-Maior de algum batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Segundo o pedido, por ser ex-governador, Cabral teria direito a uma prisão especial, assim como o ex-presidente Lula (preso em uma sala da Polícia Federal) e o ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (preso em um quartel dos bombeiros).

A defesa alega ainda que os constantes deslocamentos de Cabral do presídio, na zona oeste, para audiências na Justiça Federal, no centro, colocam em risco a integridade do ex-governador, uma vez que o caminho usado é a Avenida Brasil – “o trajeto mais perigoso do todo o estado”, segundo os advogados.

Os advogados também citam riscos à integridade do ex-governador dentro do presídio, uma vez que no complexo há assassinos, ex-policiais e milicianos presos entre 2007 e 2014, quando Cabral era governador do estado. Há preocupação ainda com a segurança dos parentes que visitam o ex-governador na prisão.

Entre as alternativas apresentadas pela defesa de Cabral estão as salas de Estado-Maior dos batalhões do Centro (5º BPM) e do Batalhão de Choque, também no centro.

O pedido, chamado de Recurso Hierárquico Administrativo, foi feito a Temer porque a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) está sob administração do Gabinete de Intervenção Federal. Uma vez que o interventor federal, Walter Braga Netto, negou o primeiro pedido, restou, segundo o advogado Rodrigo Roca, recorrer ao superior do interventor, que é o presidente da República. O recurso não foi encaminhado diretamente ao Palácio do Planalto, mas ao Gabinete da Intervenção Federal, no Rio.

Bangu foi o primeiro destino de Cabral. Ele chegou a passar algum tempo no presídio de Benfica e, depois, em Curitiba, mas voltou a Bangu em abril deste ano. O pedido da defesa foi feito dois dias depois de o ex-governador passar várias horas em uma cela de isolamento em Bangu.

(Vitor Abdala/Agência Brasil)

Paciente que teve rim retirado por engano vai receber R$ 100 mil

A Justiça do Rio decidiu que o estado do Rio terá que pagar indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil a Adriano da Silva que, em setembro de 2006, por erro médico, teve retirado o rim esquerdo em cirurgia realizada no Hospital Estadual Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense. Em 2005, após sofrer queda de uma cachoeira, Adriano sofreu fratura exposta do fêmur e apresentou quadro de traumatismo craniano.

Em ação contra o estado, Adriano contou que, devido à demora na realização dos procedimentos necessários, acabou contraindo infecção hospitalar, sendo obrigado a se submeter a novas cirurgias. Em uma delas, o hospital estadual deveria ter extraído o baço do paciente. Meses depois, porém, ao se submeter a exame de imagem, descobriu que teve removido erroneamente o rim em lugar do baço, o que acabou lhe provocando várias sequelas.

Os desembargadores da 4a Câmara Cível do Tribunal de Justiça acompanharam, por unanimidade, o voto da relatora, desembargadora Myriam Medeiros da Fonseca Costa.

O estado ajuizou recurso contra a decisão da primeira instância, quando havia sido condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais e a R$ 10 mil por danos estéticos.

Na decisão, a desembargadora Myriam Costa escreveu: “Resta claro, portanto, que o autor foi vítima de uma série de falhas por parte do Estado do Rio de Janeiro, seja no tocante ao retardo no atendimento, seja em relação às inúmeras intercorrências apuradas, sendo a mais grave delas, a meu sentir, a retirada desnecessária de um dos rins.”, avaliou a magistrada.

(Douglas Corrêa/Agência Brasil)

Whatsapp: Justiça usa aplicativo em audiências

(Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Linguagem Brasileira de Sinais (Libra) e o aplicativo de comunicação whatsapp têm sido usados para solução de casos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

O aplicativo foi utilizado, por exemplo, na audiência em que o juiz decidiu manter o pagamento da pensão para Virgínia da Silva Siqueira, de 101 anos, moradora da comunidade da Cidade Alta, em Cordovil, na zona norte do Rio. O benefício corria o risco de suspenso em setembro, quando terminaria a validade da procuração da filha de moradora, Myriam da Silva, de 69 anos.

No ano passado, Myriam entrou com um pedido de interdição da mãe para conseguir a curatela e continuar respondendo em nome da mãe, inclusive no recebimento da pensão. O processo encontrou duas barreiras: a dificuldade de locomoção da idosa e a ida de peritos da Justiça até a casa dela, que fica em uma área de risco.

“A assistente falou que eles não vinham até a minha casa e eu tinha que levá-la para rebeber o benefício. Eu disse que não podia, nem para colocar ela em um carro. Ela não dobra mais as pernas”, disse Myriam, em entrevista à Agência Brasil.

Para resolver o caso, foi feita uma audiência, por meio de whatsapp, com o juiz André Tredinnick, no Fórum da Leopoldina. “Graças a Deus está tudo resolvido e já estou com a curatela dela para agir”, contou a filha.

O uso da tecnologia faz parte do projeto Justiça Digital do Núcleo Permanente de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJRJ, que também tem ajudado quem mora fora do país. Em uma outra audiência, da Vara de Família, o aplicato serviu para solucionar disputa de um casal, que há dez anos estava em processo de partilha de bens. Enquanto a mulher vivia no Rio, o homem estava radicado em Angola. Com o aplicativo, as partes apresentaram suas propostas e foi marcada uma nova audiência para o dia 7 de agosto, quando o juiz irá tomar a decisão final.

“Com a videochamada, a parte participa graças ao telão. Só que, em vez de o advogado falar remotamente com o cliente, ele fala ao mesmo tempo. É um grande avanço para evitar adiamentos sucessivos”, destacou o juiz Tredinnick.

Libras

O projeto também prevê o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras) nas audiências. Em um processo sobre pensão alimentícia e guarda de uma criança, os pais, que têm deficiência auditiva, discutem o futuro da filha de um ano e seis meses. A comunicação foi feita com a ajuda da intérprete de Libras, Suzana Alves de Souza, contratada pelo tribunal. Desde 2002, a legislação reconhece a Libras como forma legal de comunicação e estabelece que os serviços públicos devem apoiar o uso e a difusão da língua.

A mãe não pôde comparecer à audiência. Quem a representou foi a avó materna da menina. O pai aprovou a aplicação da Libras. “A falta de comunicação atrapalha, mas consegui conversar melhor e me sentir mais integrado”, revelou depois da audiência.

Suzana Alves de Souza é professora municipal graduada em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e especialista em comunicação com surdos há dez anos. “Muitas vezes a pessoa surda fica dependente de um familiar ou alguém que não tem o hábito de fazer a tradução para Libras, o que dificulta a comunicação e cria barreiras”.

Projeto

Segundo a advogada Evelyn Isabel Castillo Arevalo, coordenadora e idealizadora do projeto Justiça Digital, o uso de tecnologia permite que a Justiça está chegando às pessoas de renda mais baixa nas varas de Família, Cíveis e Criminais. E que as audiências estão ocorrendo em todos dos fóruns regionais do Rio de Janeiro. “Esse realmente é o propósito e o futuro. A gente poder chegar ao cidadão em qualquer momento ou lugar que ele se encontrar”, disse.

No caso das pessoas que vivem em áreas de risco, a advogada acrescentou que, em muitas situações, elas não recebem os comunicados judiciais para comparecer às audiências, por não terem condições de pagar uma taxa às associações de moradores para retirar a correspondência. “Os Correios quando entregam a correspondência deixam na associação que se encarrega de entregar nas casas. Se não pagar à associação de moradores, não recebe as correspondências”, disse.

(Cristina Índio do Brasil/Agência Brasil)

Queda de ultraleve mata duas pessoas

(Foto: Twitter/Reprodução)

A queda de um ultraleve em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, deixou duas pessoas mortas na tarde de hoje (21).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, o quartel do bairro foi acionado por volta de 14h devido à queda da aeronave. Ainda não há informações sobre a identificação das duas pessoas, que morreram no local.

A aeronave não atingiu nenhuma residência ao cair na Rua Mariana, em uma parte pouco habitada do bairro e nas proximidades de um clube esportivo de voo.

Na queda, a aeronave pegou fogo, e os bombeiros conseguiram controlar as chamas quando chegaram no local da ocorrência.

(Foto: Twitter/Reprodução)

(Vinícius Lisboa/Agência Brasil)

Cinema público de Paraty será reaberto depois de 45 anos

(Foto: Prefeitura de Paraty/Divulgação)

A programação de Paraty para a festa literária internacional deste ano contará com uma contribuição audiovisual na Praça da Matriz, coração do centro histórico da cidade. O Cinema da Praça será reinaugurado hoje (19), após 45 anos, e terá programação especial para o evento literário e continuará aberto depois que os turistas forem embora. Para o espaço, estão programadas sessões escolares, oficinas introdutórias ao audiovisual e exibições de filmes nacionais e estrangeiros para todo o público da cidade.

O sobrado que ele ocupa foi restaurado em uma obra que durou dois anos e contou com recursos da Prefeitura de Paraty, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Comunitas, do Ministério da Cultura e da Petrobras. O casarão tem uma sala com 80 lugares e será reaberto com a exibição de um documentário sobre as experiências de moradores de Paraty com a casa da sétima arte na época em que ela ainda funcionava.

No fim de semana de inauguração (19 a 22 de julho), a programação começa às 14h e se estende até a noite. Nos três primeiros meses, a entrada será gratuita, com retirada de senha uma hora antes das sessões.

A secretária de cultura de Paraty, Cristina Maseda, conta que o cinema fazia parte do cotidiano da cidade e que lembra de histórias contadas por seus pais e tios sobre filmes vistos lá. A cidade discute agora com a Universidade Federal do Rio de Janeiro uma parceria para oferecer cursos de curta duração em produção audiovisual. “A ideia é que o Cinema da Praça seja um pólo formador de audiovisual e que a gente atraia produções”.

Após a Flip, quando o espaço receberá também performances e uma mostra de realizadores de Paraty, a agenda de eventos do cinema já tem pela frente o Festival Varilux de Cinema Francês, programado para 4 a 12 de agosto, e está prevista para data ainda não confirmada uma mostra temática sobre filmes já gravados em Paraty, com longas como Gabriela (1983, Bruno Barreto), Como era Gostoso Meu Francês (1971, Nelson Pereira dos Santos), e Quem é Beta? (1973, Luiz Carlos Lacerda).

O prefeito de Paraty, Casé Miranda, conta que o trabalho de restauração teve o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e combina as características dos sobrados da cidade com tecnologias como ar condicionado, elevador, projetor digital e poltronas novas. “Esse cinema deve ter sido [o local] onde todos os pais da minha geração deram o primeiro beijo”, brinca.

(Vinicius Lisboa/Agência Brasil)

STJ nega habeas corpus a investigado pela morte de Marielle

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Humberto Martins negou hoje (20) pedido de transferência feito pela defesa do ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo, conhecido como Orlando Curicica, investigado pela suposta participação no homicídio da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março, no Rio de Janeiro.

O investigado está preso na penitenciária federal em Morroró (RN) e pretendia retornar ao sistema prisional do Rio de Janeiro. A defesa alegou no STJ que o acusado está sofrendo constrangimento ilegal ao cumprir prisão preventiva em um presídio federal. Para os advogados, não há motivo para a manutenção da prisão em regime mais gravoso.

Ao decidir o pedido de habeas corpus, o ministro entendeu que a decisão da justiça do Rio que determinou a transferência foi fundamentada e não há motivos da cassá-la por meio de uma liminar.

“O caso em análise não se enquadra nas hipóteses excepcionais passíveis de deferimento do pedido em caráter de urgência, não veiculando situação configuradora de abuso de poder ou de manifesta ilegalidade sanável no presente juízo perfunctório, devendo a controvérsia ser decidida após a tramitação completa do feito”, decidiu.

(André Richter/Agência Brasil)

‘Dr. Bumbum’ e a mãe são presos no Rio

O médico, Denis Barros Furtado, conhecido como ‘Dr. Bumbum’, foi preso no Rio de Janeiro junto com a mãe. Ele era considerado foragido da Justiça desde que teve a prisão temporária decretada.

Ele é acusado de ter feito procedimento estético na cobertura de um apartamento na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, no último sábado (14), que resultou na morte da paciente Lilian de Lima Jamberci, de 46 anos.

(divulgação)

A prisão foi decretada pelo juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho, da 1ª Vara Criminal da Capital, que também decretou a prisão temporária de Maria de Fátima Furtado, mãe de Denis.

O juiz negou, no entanto, os pedidos de prisão temporária para Rosilane Pereira da Silva, empregada doméstica do médico, e a namorada dele, Renata Fernandes, que trabalhava como secretária, e participaram do procedimento.

Na decisão, o magistrado destacou que os depoimentos de testemunhas e as provas apresentadas até agora no inquérito são suficientes para decretar as prisões do médico e da mãe dele.

“Observa-se a necessidade inafastável da custódia cautelar, pelo prazo de 30 dias, vez que imprescindível para as diligências do inquérito policial, posto que a liberdade do indiciado compromete sobremodo a regular colheita da prova, além de configurar induvidoso risco de fuga”, disse o juiz. Os quatro foram indiciados por homicídio doloso qualificado e associação criminosa.

O crime ocorreu na noite do último dia 14. Lilian veio de Cuiabá para um procedimento de preenchimento do glúteo a ser feito por Denis Furtado. Durante o procedimento, feito no apartamento do médico na Barra da Tijuca, a paciente passou mal. Ela foi levada pelo médico para o Hospital Barra D’Or, no mesmo bairro, onde morreu na madrugada de domingo (15).

O comunicado do Poder Judiciário ressalta, ainda, que, de acordo com o inquérito, após a confirmação da morte de Lilian, um policial civil foi a um shopping na região para localizar Denis. Ele fugiu de carro assim que o policial se identificou. O documento também diz que a mãe, Maria de Fátima, teve o registro cassado de médica e é dona da clínica onde Denis atendia.

O ‘Dr. Bumbum’, tem mais de 650 mil seguidores em rede social.

O médico já tem passagem pela polícia e responde a mais de dez inquéritos, um dos quais por assassinato, porte de armas e ameaça.

A polícia apreendeu o veículo em que o médico e a namorada prestaram os primeiros socorros a paciente. Também foi apreendido um segundo veículo onde foram encontrados os medicamentos que teriam sido usados no procedimento.

Em seu site, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) lamentou a morte da paciente e afirmou que Denis Barros Furtado não tem formação em cirurgia plástica e realizou o procedimento em sua residência, o que é proibido.

A SBCP disponibiliza em seu site, Facebook, e-mail ou telefone, uma consulta para saber se o médico é ou não credenciado para fazer uma cirurgia plástica.

Hospital

Em nota, o Hospital Barra D’Or informou que a bancária Lilian de Lima Jamberci deu entrada na emergência do hospital no último sábado (14), às 23h, em quadro extremamente grave, não responsivo às manobras de recuperação e morreu à 01h, da madrugada do dia 15. Segundo o hospital, o caso foi informado às autoridades e está sob apuração nas devidas instâncias.’

(com informações da Agência Brasil)