Rodrigo Maia chama Bolsonaro de “Frouxo”

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia chamou Jair Bolsonaro de “frouxo” e “covarde” após o chefe do Executivo assinar nota em tom conciliatório sobre o Supremo Tribunal Federal. 

“O evento de terça foi um desastre pro Bolsonaro, e a nota agora uma humilhação”, completou o deputado federal, se referindo às manifestações de 7 de setembro, nas quais Bolsonaro voltou a atacar o STF, com foco no ministro Alexandre de Moraes.

No texto, o presidente afirma não ter “intenção nenhuma de agredir quaisquer dos Poderes” e que quem exerce o poder “não tem o direito de ‘esticar a corda’ a ponto de prejudicar brasileiros e economia”.

A divulgação da nota ocorre após uma reunião com o ex-presidente Michel Temer, que foi chamado a Brasília para discutir a crise entre os Poderes. À CNN Brasil, Temer afirmou que redigiu o texto assinado por Bolsonaro.

Por TV Cultura

Rodrigo Maia assumirá secretaria do Governo Doria

João Doria, governador de São Paulo, e Rodrigo Maia, deputado federal (Gov. do Estado de SP)

O Governador João Doria confirmou na manhã desta quinta-feira (19) que o deputado federal Rodrigo Maia será nomeado amanhã (20) Secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Governo de São Paulo. O ex-Presidente da Câmara dos Deputados será responsável por agilizar os projetos de desestatização, acelerando as parcerias público-privadas e as concessões em andamento do Governo de São Paulo.

“A experiência do Rodrigo Maia à frente da Câmara fortaleceu nele a capacidade de dialogar com governos, sociedade civil e setor produtivo, com eficiência e credibilidade. Todas as reformas que passaram sob sua liderança só foram possíveis por causa do diálogo, do senso de urgência e do olhar estratégico de quem sabe o que é verdadeiramente importante para o país”, diz Doria.

O Governador de São Paulo lembra que Maia, durante o seu mandato como presidente da Câmara, foi essencial para manter o equilíbrio do Estado Democrático de Direito e evitar rupturas institucionais.

Doria observou também que, sob a coordenação de Rodrigo Maia, no Congresso, os brasileiros assistiram projetos vitais ao desenvolvimento do país serem aprovados, como o Teto de Gastos, a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista, o Marco do Saneamento, a Lei da Terceirização, o Novo Ensino Médio e o novo Fundeb.

Rodrigo Maia tem 51 anos e está em seu sexto mandato como deputado federal. E já foi Secretário de Governo da Prefeitura do Rio de Janeiro de 1997 a 1998.

Por Gov. do Estado de SP

Doria convida Rodrigo Maia para se filiar ao PSDB

Rodrigo Maia, deputado federal (DEM) e João Doria, governador de São Paulo (PSDB) (Gov. do Estado de SP)

O governador de São Paulo, João Doria, confirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (8) que convidou o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (DEM), para se filiarem ao PSDB. 

“Seria razão de orgulho para o PSDB ter essas duas grandes figuras da política brasileira. Ambos vão analisar [o convite], evidentemente, eles têm tempo para isso”, disse Doria. Segundo ele, os convites foram formalizados na noite do último domingo (7).

Rodrigo Maia, afirmou em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico nesta segunda-feira (8) que deixará o DEM para integrar uma sigla que faça oposição ao presidente Jair Bolsonaro. A decisão acontece depois do racha que ocorreu no partido, durante as eleições para a nova presidência da Câmara.

Por TV Cultura

DEM abandona Maia e assume postura independente na eleições da Câmara

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (Najara Araujo/Câmara dos Deputados)

O DEM, partido do atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu ficar isento nas eleições que decidem o novo presidente da Casa, nesta segunda-feira (1º). A decisão foi tomada após uma reunião realizada na noite do último domingo (31), em Brasília. 

O acontecimento é mais uma derrota para Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado por Maia. Com o partido, o bloco de Baleia contava com 238 parlamentares, agora são 207. Ele tenta vencer Arthur Lira (PP-AL) no pleito, candidato do presidente Jair Bolsonaro. 

Ter um bloco partidário grande tem importância nas eleições porque isso define a ordem dos partidos na escolha dos componentes da Mesa Diretora e nas comissões. 

Para ser eleito presidente da Câmara dos Deputados em primeiro turno, é preciso ter 257 votos. A Casa conta com 513 deputados no total. 

Leia a nota divulgada pelo DEM:

Em reunião realizada neste domingo (31), a Executiva Nacional do Democratas decidiu assumir postura de independência no processo de eleição da Mesa Diretora da Câmara, sem a formalização de apoio a nenhum dos blocos.

A definição foi tomada pela unanimidade dos membros da Executiva, visando a preservação da unidade partidária.  

Executiva Nacional
Democratas

Por TV Cultura

Maia defende CPI para investigar possíveis crimes de Pazuello

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (25) que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cometeu crime de responsabilidade na gestão da pandemia e defendeu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e uma investigação por parte da PGR para apurar. Ele destacou que cabe à Procuradoria-Geral da República, e não ao Legislativo, afastar o ministro do cargo. Segundo Maia, a CPI vai poder investigar o papel do governo no enfrentamento da crise sanitária.

“Em relação ao ministro da Saúde, ele já cometeu crime. A irresponsabilidade de orientar o tratamento precoce, de não ter respondido à Pfizer, de não ter se aliado ao Butantan para acelerar a vacina. Tudo isso caracteriza crime e a PGR vai investigar”, criticou.

Rodrigo Maia reafirmou a responsabilidade de Pazuello em relação ao não atendimento da oferta do laboratório Pfizer de propor acordo sobre o envio de 2 milhões de doses. Maia ressaltou que é preciso fazer uma ampla investigação e por isso reforçou a necessidade de uma CPI.

“É crime, crime contra a população de não ter respondido à Pfizer, de ter tratado de forma irrelevante. Só que os crimes precisam ser investigados e esperamos que essa CPI possa esclarecer tudo e dizer quais responsabilidades de cada um no momento mais grave de todos”, disse.

Maia culpou ainda o ministro da saúde pelo agravamento da crise econômica. Segundo ele, se 70% da população fosse vacinada até o meio do ano, a economia poderia crescer 8% e sem a vacina, o Brasil não chega a 3% de crescimento.

“Pela incompetência e irresponsabilidade do ministro da Saúde, vamos ter um crescimento abaixo de 3%, o que significa que vamos perder emprego e renda. A questão da vacina é crucial para qualquer país sair da paralisia na economia”, defendeu Maia.

Reformas

Maia criticou ainda o governo pelo pouco empenho na aprovação das reformas administrativa e tributária e da PEC Emergencial. Segundo ele, o governo desistiu dessas propostas e não vai gastar capital político para projetos polêmicos. Rodrigo Maia voltou a defender a aprovação da PEC Emergencial antes do orçamento para garantir aos investidores que o País tem responsabilidade fiscal. “Nenhum debate sobre gasto extraordinário vai ser visto de forma tranquila”, disse.

Eleição

Maia voltou a se posicionar contrariamente à votação presencial para eleição da Mesa Diretora, sem flexibilizar uma votação remota para os deputados do grupo de risco. Segundo ele, somente uma pressão por parte desses deputados pode reverter a decisão da Mesa. Maia destacou, no entanto, que pode não haver tempo hábil para criar um sistema híbrido.

Por Luiz Gustavo Xavier, da Agência Câmara de Notícias

Líderes mundiais cumprimentam novo governo dos EUA

Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos durante a cerimônia de posse (WhiteHouse/Reprodução)

Momentos após Joe Biden prestar nesta quarta-feira (20/01) o juramento como 46º presidente dos Estados Unidos, vários líderes internacionais saudaram o novo chefe de Estado americano e a vice-presidente Kamala Harris.

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, disse que “hoje é um bom dia para a democracia” e expressou “alívio”. “Estou aliviado que Joe Biden tomou posse como presidente hoje e está entrando na Casa Branca. Sei que esse sentimento é compartilhado por muitas pessoas na Alemanha.”

“Apesar de toda a alegria que temos hoje, não devemos esquecer que o populismo seduziu a democracia mais poderosa do mundo. Devemos nos opor resolutamente à polarização, proteger e fortalecer o espaço público de nossas democracias e moldar a política com base na razão e nos fatos”, completou Steinmeier.

“Esperamos ter os EUA novamente ao nosso lado no futuro como um parceiro indispensável em muitas questões: na luta conjunta e solidária contra a pandemia de covid-19, na proteção climática global, em questões de segurança, incluindo controle de armas e desarmamento, e em muitos conflitos urgentes no mundo.”

Já o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, declarou: “Rituais como a posse de hoje mostram que as instituições democráticas nos EUA funcionam – apesar das dificuldades dos últimos dias e da polarização na sociedade americana.” 

Em seu discurso nesta quarta-feira, Biden mencionou que pretende colocar os EUA novamente no caminho do multilateralismo, após quatro anos de política isolacionista promovida por seu antecessor, Donald Trump. “Vamos restaurar nossas alianças e nos reunir com o mundo novamente, não para enfrentar os desafios de ontem, mas os de hoje e de amanhã”, disse o novo presidente.

Macron celebra volta ao Acordo de Paris

O presidente da França, Emmanuel Macron, também se manifestou. “Muitas felicidades neste dia tão significativo para o povo americano! Estamos juntos”, afirmou, em mensagem a Biden e Kamala Harris.

Macron ainda saudou o plano já anunciado de Biden de retornar ao Acordo Climático de Paris, após Trump ter determinado a saída em 2017. “Estaremos mais fortes para enfrentar os desafios do nosso tempo. Mais fortes para construir nosso futuro. Mais fortes para proteger nosso planeta. Bem-vindo de volta ao Acordo de Paris!”, escreveu no Twitter o presidente francês.

Um dos primeiros líderes a felicitar Biden foi o primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, que se referiu ao novo presidente dos EUA como um “verdadeiro amigo” do país, lembrando as raízes irlandesas do político democrata.

“Ao fazer o juramento, sei que o presidente Biden sentirá o peso da história, a presença dos seus ancestrais irlandeses que deixaram Mayo e Louth em tempos de fome em busca de vida e de esperança”, disse Martin, afirmando ainda que pretende “aprofundar a cooperação” entre os dois países.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, também felicitou Biden e a vice-presidente Kamala Harris, declarando estar “ansioso para trabalhar” com o novo chefe de Estado americano.

“Parabéns a Joe Biden por ter tomado posse como presidente dos Estados Unidos e a Kamala Harris [a primeira mulher no cargo] pela sua posse histórica. A liderança americana é vital em questões que preocupam a todos, desde as mudanças climáticas até a covid-19, e estou ansioso para trabalhar com o presidente Biden”, escreveu o britânico no Twitter.

Reação de Israel e Irã

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também felicitou o novo presidente e aproveitou para tentar convencer o democrata a abraçar a política externa do governo israelense.

“Estou ansioso para trabalhar com vocês para fortalecer a aliança EUA-Israel, para continuar a expandir a paz entre Israel e o mundo árabe e para enfrentar os desafios mútuos, começando pela ameaça representada pelo Irã”, afirmou o primeiro-ministro num vídeo publicado momentos depois de Biden assumir o cargo.

Irã também reagiu à posse. Embora o país não tenha parabenizado o democrata, o governo fundamentalista de Teerã manifestou que espera que o governo americano volte ao acordo nuclear de 2015, que foi abandonado pelo agora ex-presidente Donald Trump.

“A bola está na quadra dos EUA agora. Se Washington voltar ao acordo nuclear de 2015 com o Irã, também respeitaremos totalmente nossos compromissos sob o pacto”, afirmou o presidente iraniano, Hassan Rouhani, em uma reunião de gabinete transmitida pela televisão.

“Hoje, esperamos que a próxima administração dos EUA retorne ao Estado de direito e se comprometa e, se puder, nos próximos quatro anos, remova todas as manchas dos quatro anos anteriores”, disse ele.

Também a Rússia declarou que espera trabalhar “de forma mais construtiva” com a nova administração americana liderada por Biden, especialmente na prorrogação do tratado de desarmamento nuclear New START, que expira em 5 de fevereiro. “Esperamos que a nova administração americana mostre uma posição mais construtiva no diálogo conosco”, indicou a diplomacia russa num comunicado.

“Grande dia para a democracia”

O chefe de governo da Itália, Giuseppe Conte, também se juntou às felicitações a Joe Biden e Kamala Harris, afirmando que esta quarta-feira é “um grande dia para a democracia”. Já o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, ofereceu apoio à nova administração americana.

papa Francisco dirigiu igualmente algumas palavras ao novo presidente americano, encorajando Biden a promover a “reconciliação e a paz” nos Estados Unidos e entre as nações do mundo, com o objetivo de “promover o bem comum universal”. Biden é o segundo presidente católico da história dos EUA.

Bolsonaro se manifesta após Maia e Alcolumbre publicarem felicitações

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, publicou uma mensagem de felicitações horas depois de os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), respectivamente, terem parabenizado Biden. Em uma carta de três páginas reproduzida no Twitter, Bolsonaro expôs sua “visão de um excelente futuro para a parceria Brasil-EUA”.

Em tom moderado, em contraste com suas declarações anteriores hostis ao democrata, Bolsonaro listou uma série de pontos em que o Brasil e os EUA podem buscar cooperação. “É minha convicção que, juntos, temos todas as condições para seguir aprofundando nossos vínculos e agenda de trabalho, em favor da prosperidade e do bem-estar de nossas nações”, diz a carta assinada por Bolsonaro.

“Ao desejar a Vossa Excelência pleno êxito no exercício de seu mandato, peço que aceite, Senhor Presidente, os votos de minha mais alta estima e consideração”, finaliza o documento.

O tom do documento também contrasta com as atitudes de Bolsonaro nos últimos meses. Após o anúncio da vitória de Biden, em novembro, o brasileiro deixou claro que não ficou contente com o resultado e a consequente derrota do seu ídolo e aliado Donald Trump. Bolsonaro demorou mais de um mês para reconhecer a vitória de Biden e chegou a endossar as acusações infundadas de Trump de que o pleito havia sido fraudado.

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, outro fã de Trump, também não escondeu sua insatisfação com a vitória democrata. Nos últimos dias, ele tem usado o Twitter para reclamar da exclusão do ex-presidente republicano de várias redes sociais.

Mais cedo, o vice-presidente, Hamilton Mourão, mencionou a posse, mas se limitou a falar de sua expectativa sobre as futuras relações entre EUA e Brasil. “A relação Brasil-EUA é uma relação que vem desde a nossa independência, é uma relação de Estado para Estado e, desta maneira, ela vai continuar. É um parceiro comercial importante, é um parceiro tecnológico importante. E sempre colocando que os Estados Unidos, o modelo democrático americano, é um farol para o mundo ocidental e, desta forma, ela vai prosseguir”, afirmou o vice.

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), respectivamente, haviam parabenizado Biden e a vice Kamala Harris de maneira mais direta, antes da manifestação de Bolsonaro. “Que as duas nações atuem em conjunto em favor do fortalecimento da democracia, do combate ao radicalismo e da proteção do meio ambiente”, escreveu Maia no Twitter.

“Que os nossos países possam manter abertos os canais do diálogo e do entendimento, sempre buscando o equilíbrio”, escreveu Alcolumbre.

Por Deutsche Welle

JPS/lusa/ots

Para Maia, Câmara assumiu a liderança em momento crucial para o país

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que as dificuldades do ano de 2020 não impediram que a Câmara liderasse as principais pautas. “Encerramos um ano que foi muito difícil para os brasileiros e, especialmente devido à pandemia, muito desafiador para o Parlamento. Isso não impediu, no entanto, que a Câmara dos Deputados exercesse um protagonismo e liderasse as principais pautas em um momento crucial no país”, afirmou ele em suas redes sociais.

“Ao lado dos 512 deputados, aprovamos a PEC da Guerra, que deu todas as condições orçamentárias para que o poder público enfrentasse a Covid-19. Além da aprovação do auxílio emergencial e de outros projetos na área da Saúde, capitaneados pela Câmara e pelo Senado Federal”, prosseguiu.

Maia lembrou que, no meio da pandemia, os deputados aprovaram o novo Fundeb, que considera um marco na qualidade da educação pública brasileira.
“Foi um período difícil, mas de reafirmação da importância das instituições democráticas. Não podemos retroceder. O Brasil em 2021 precisará de uma Câmara forte, independente e que continue a ser uma fortaleza na defesa da democracia em nosso país”, disse.

Orçamento de 2021

Maia disse que analisou com a equipe da Câmara o Orçamento de 2021 enviado pelo governo ao Congresso. “Sem a aprovação da PEC emergencial, só existe uma forma de cumprir o teto de gastos: acreditar que o governo federal enviou a o projeto de lei orçamentária com superestimativa nos valores encaminhados para a Previdência.”

Por Agência Câmara de Notícias

STF se posiciona contra reeleição de Maia e Alcolumbre

(Michel Jesus/Câmara dos Deputados)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no fim da noite desse domingo (6), durante sessão de julgamento em plenário virtual, que os atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP); não podem disputar a reeleição na mesma legislatura.

Os últimos votos foram dos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Luiz Fux. Todos tiveram entendimento contrário ao voto do relator Gilmar Mendes, e decidiram pela inconstitucionalidade da reeleição de Maia e Alcolumbre.

No entendimento do relator, Maia e Alcolumbre poderiam se reeleger, mas deveria haver uma regra para que fosse permitida apenas uma recondução. Ele foi seguido pelos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski. Nunes Marques acompanhou o relator, mas em relação à candidatura de Alcolumbre.

Fachin, Barroso e Fux seguiram os votos das ministras Carmen Lúcia e Rosa Weber e do ministro Marco Aurélio Mello, contrários à reeleição. Ao proferir seu voto, o presidente do STF, ministro Luiz Fux, disse que a norma constitucional “impede a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente a do primeiro ano da legislatura”.

Segundo Fux, “não há como se concluir pela possibilidade de recondução em eleições que ocorram no âmbito da mesma legislatura sem que se negue vigência ao texto constitucional.”

Resultado final

Como o ministro Nunes Marques votou contrário à candidatura da reeleição de Rodrigo Maia, na mesma legislatura, para a presidência da Câmara; e a favor da candidatura de Davi Alcolumbre, para o Senado; o placar final da votação, em sessão de julgamento no plenário virtual, ficou em 7 votos a 4 contra a Maia e 6 a 5 contra Alcolumbre.

A votação foi para decidir sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) impetrada pelo PTB. Nela, o partido pedia para que fosse proibida a recondução dos presidentes das casas legislativas do Congresso Nacional.

Por Agência Brasil

Maia sugere restrições para quem não se vacinar contra coronavírus

Rodrigo Maia, presidente da Câmara (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), propôs que o Congresso e o governo federal construam, conjuntamente, uma proposta legal estabelecendo restrições a quem se negar a tomar a vacina contra a covid-19 que venha a ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Acho que seria bom que os poderes Executivo e Legislativo chegassem a um caminho sobre este tema. Para que ele não fique sem solução e o Poder Judiciário tenha que resolver e, depois, fiquem todos reclamando que o Judiciário o resolveu”, declarou Maia ao participar, hoje (2), de uma live realizada pelo jornal Valor.

Maia não se manifestou favorável à obrigatoriedade, mas disse ser possível pensar em medidas que desestimulem as pessoas a deixarem de tomar a vacina que for aprovada pela Anvisa. “Este debate sobre obrigatoriedade tem que ser feito com todo cuidado. Tem alguns caminhos com os quais não é preciso obrigar, mas [pode-se] restringir o acesso a alguns equipamentos públicos”, disse Maia, citando o exemplo de países que proíbem que crianças não vacinadas contra outras doenças frequentem escolas.

O presidente da Câmara defendeu a capacidade técnica da Anvisa e dos institutos de pesquisa brasileiros atestarem a segurança de uma futura vacina. Destacando a importância de que mais de uma vacina que cumpra os requisitos de segurança seja autorizada a ser comercializada no país, o deputado comentou a polêmica em torno da CoronaVac, um dos medicamentos experimentais em fase de teste, produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

“Depois que a Anvisa aprovar uma vacina, esta deixará de ser de A ou de B. Será uma vacina autorizada pelo órgão brasileiro responsável e que tem a condição de garantir a imunização de todos. O importante é termos duas ou três vacinas aprovadas. E todas elas vão ter, de alguma forma, insumos chineses. Grande parte dos produtos e equipamentos usados no enfrentamento à covid-19 foram importados da China e ninguém deixou de usá-los. Imagina se fossemos vetar [produtos da] China em outros setores da economia. Como faríamos com os nossos celulares? E o que aconteceria com nossa economia se fôssemos proibidos de exportar para a China?”, acrescentou Maia.

Economia

Maia voltou a dizer que, até ele deixar a presidência, em 1º de fevereiro de 2021, a Câmara dos Deputados não votará nenhuma eventual proposta de prorrogação do estado de calamidade em função da covid-19 ou de extensão do auxílio emergencial pago a quem foi financeiramente afetado pela pandemia.

“Nenhum destes dois assuntos será pautado na Câmara. O governo que esqueça isto”, declarou Maia, alegando que a aprovação destas medidas causaria uma “profunda crise econômica e social no país”.

O parlamentar também falou contra a prorrogação do chamado Orçamento de Guerra, regime extraordinário fiscal, financeiro e de contratações para enfrentamento da situação de calamidade. “Não haverá prorrogação da Emenda Constitucional da guerra e não haverá, em hipótese nenhuma, votação de nenhuma mensagem que chegue prorrogando o estado de calamidade.”

Maia também voltou a dizer que o Congresso está convencido da importância de aprovar uma Reforma Tributária. Segundo ele, falta apenas um acordo com o governo federal para que o tema possa ir à votação. “Falta só organizar o texto [da proposta] com o governo. O ministro [da Economia] Paulo Guedes às vezes fica com dúvidas se queremos um fundo que vai tirar dinheiro do governo federal [para reparar eventuais perdas de estados e municípios], mas temos um acordo com o ministro: vamos escrever juntos a redação sobre [a operação do] fundo”, disse Maia.

Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil 

Maia e Centrão saem em defesa de Ramos em briga com Salles

Rodrigo Maia, presidente da Câmara (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

Os presidentes da Câmara e do Senado e parlamentares do Centrão do Congresso reagiram neste sábado (24/10) à ofensiva do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) contra seu colega de Esplanada Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). A crise teve início nesta semana quando Salles passou a criticar Ramos publicamente, canalizando a insatisfação da chamada ala ideológica do governo e dos filhos do presidente contra o general.

A reação mais contundente contra a atitude de Salles partiu do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”, escreveu Maia no Twitter.

Em seguida, foi a vez de o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), tomar partido. “Sem entrar no mérito da questão, faço duas ressalvas. 1. Como chefe do Legislativo, registro a importância do ministro Luiz Eduardo Ramos na relação institucional com o Congresso. 2. Não é saudável que um ministro ofenda publicamente outro ministro. Isto só apequena o governo e faz mal ao Brasil”, publicou Alcolumbre.

Reações parecidas foram divulgadas por parlamentares proeminentes do chamado Centräo do Congresso, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e  o deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Ricardo Salles em audiência na Câmara dos Deputados
(Arquivo/Lula Marques/Fotos Públicas)

Na última quinta-feira, Salles usou as redes sociais para atacar o ministro Ramos. Em uma publicação que foi posteriormente apagada, chamou Ramos de “banana de pijama” e de “maçã podre”. Depois, criticou que chamou de atitude de “Maria fofoca” do general, que atua como principal interlocutor do Planalto no Congresso.

O estopim para explicitar a crise entre Salles e Ramos foi uma uma nota no jornal O Globo que apontou que o titular do Meio Ambiente havia decidido ampliar a pressão sobre a ala militar em relação ao direcionamento de recursos para o Ibama, anunciando que os brigadistas do órgão suspenderiam suas atividades no combate a incêndios. Em agosto, ao anunciar uma paralisação similar, Salles havia sido criticado pela ala militar. Segundo o jornal, a publicação da nota levou Salles a ligar para Ramos e acusá-lo de ter vazado informações para a imprensa.

Ao assumir publicamente a briga com Ramos, Salles explicitou que há um movimento mais amplo de setores radicais não-militares do governo para fritar o general. Na sua briga pública, Salles recebeu apoio de um dos filhos do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP),  “O Brasil está contigo e apoiando seu trabalho”, escreveu Eduardo a Salles no Twitter. A deputada extremista Bia Kicis (PSL-DF) também publicou uma mensagem e apoio a Salles. Segundo jornais brasileiros, a articulação contra Ramos conta ainda com a participação do vereador Carlos Bolsonaro.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os filhos do presidente e membros da ala de extrema direita não militar tentam desgastar a imagem de Ramos perante Jair Bolsonaro e convencer o chefe do Executivo a demitir o general na reforma ministerial prevista para fevereiro. A ofensiva repete o movimento que ocorreu com general Carlos dos Santos Cruz em 2019, que também comandava a Secretaria de Governo.

Na primeira metade do ano passado, Santos Cruz foi alvo de repetidos ataques de Carlos Bolsonaro e do guru extremista Olavo de Carvalho, que exerce forte influência nos filhos do presidente. Santos Cruz, que era considerado moderado demais por esses setores, acabou sendo demitido em junho de 2019.

Por enquanto, Jair Bolsonaro ainda não tomou partido explícito de nenhum dos lados da disputa. Na manhã de sexta-feira, o presidente esteve com Ramos e Salles na cerimônia de apresentação do caça F-39E Gripen, em Brasília, e levou ambos para um almoço, com outros convidados.

JPS/ots

Por Deutsche Welle