Crianças e adolescentes em UTI sobem para 61%

O Estado de São Paulo registrou, nos últimos dois meses, uma forte alta nas internações de crianças e adolescentes em leitos de terapia intensiva, em razão da covid-19. As estatísticas do Censo Covid, da Secretaria de Estado da Saúde, mostram aumento de 61,3% no número de pacientes com menos de 18 anos internados nas UTIs, na comparação entre os dias 17 de janeiro de 2022 e 15 de novembro de 2021.

Em entrevista coletiva, o governador João Doria destacou que a vacinação é fundamental para contenção dos números e proteção de crianças e adolescentes.

“Os dados evidenciam a necessidade de acelerarmos a vacinação infantil”, disse o Governador.

Coletiva de imprensa do governo com a área da saúde
João Doria, governador de São Paulo

Em 15 de novembro do ano passado havia no Estado de São Paulo 106 pacientes menores de 18 anos internados em estado grave em decorrência da COVID-19. Já no último dia 17 de janeiro, esse número passou para 171. Os números mostram uma evolução sistemática no período, com pico em janeiro.

No dia 22 de novembro de 2021, eram 109 crianças e adolescentes internados. Em 29 de novembro, 120. Em 6 de dezembro havia 114 internados, número que subiu para 125 uma semana depois e para 132 em 20 de dezembro. No dia 27/12 eram 121 pacientes com menos de 18 anos internados em UTI. Em 3 de janeiro eram 116 e no dia 10, 158 internados.

“Os dados evidenciam que a nova variante Ômicron do novo coronavírus está contaminando rapidamente nossas crianças e que a vacinação é urgente e fundamental para prevenir casos graves, internações e óbitos nessa população”, afirmou Jean Gorinchteyn, Secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

Vacinação de 5 a 11 anos

O Governo de São Paulo iniciou a imunização de menores de 12 anos no último dia 14 de janeiro, em evento no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital paulista. A expectativa é vacinar todas as crianças e adolescentes até março.

Nesta primeira fase, serão imunizadas as crianças de 5 a 11 anos de idade com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas.

Nesta segunda-feira (17), SP recebeu 258 mil doses da vacina pediátrica de COVID-19. Este é o segundo lote recebido pelo Estado. Os imunizantes começaram a ser distribuídos na manhã de ontem (18) aos 645 municípios do Estado. Com isso, a pasta estadual recebeu do Ministério da Saúde 58% das 850 mil doses necessárias para a vacinação da primeira fase da campanha. O total recebido representa 11% do público de 4,3 milhões de doses.

A medida que novas doses forem encaminhadas pelo Ministério da Saúde serão imediatamente disponibilizadas aos municípios.

MP deve fiscalizar vacinação, determina Ricardo Lewandowski

Nesta quarta-feira (19), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski determinou que os Ministérios Públicos dos estados e do Distrito Federal têm a prerrogativa de garantir que as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente referentes à vacinação contra a Covid-19 sejam cumpridas.

O ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) determina que pais e responsáveis pelos jovens devem assegurar a vacinação de crianças e adolescentes para combater doenças.

Na determinação, o ministro destacou trechos do artigo 201 do ECA que cita a competência dos Ministérios Públicos em “zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais assegurados às crianças e adolescentes, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis”, e “representar ao juízo visando à aplicação de penalidade por infrações cometidas contra as normas de proteção à infância e à juventude, sem prejuízo da promoção da responsabilidade civil e penal do infrator, quando cabível”.

Por TV Cultura

Capital vai vacinar estudantes nas escolas

agente de saúde prepara a vacina removendo o imunizante do frasco com um seringa

A partir de amanhã (25), equipes da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) irão às escolas da rede municipal e estadual para aplicar a segunda dose da vacina contra a covid-19. O imunizante será oferecido aos adolescentes de 12 a 17 anos de idade.

Os pais e responsáveis devem assinar um documento autorizando a imunização. O modelo de autorização será levado pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) às escolas.

O objetivo da administração é vacinar o mais rápido possível o público elegível nesta fase da campanha, principalmente os faltosos para a segunda dose da vacina contra a Covid-19.  

agente de saúde prepara a vacina removendo o imunizante do frasco com um seringa
(Edson Hatakeyama/Pref. de São Paulo)

A estratégia é realizar a vacinação nos dias definidos com a unidade escolar, para que os pais possam se organizar e enviar a autorização.

“Com a vacinação nas escolas, será possível completar o ciclo vacinal dos adolescentes e garantir as segundas doses para esse público”, diz Edson Aparecido, secretário municipal de saúde de São Paulo, em nota.

Em adolescentes de 12 a 17 anos, foram aplicadas até esta terça-feira (23) 893.268 primeiras doses, representando uma cobertura vacinal de 105,8%. Também foram aplicadas 338.553 segundas doses nesse público, representando 40,1% de adolescentes vacinados com a segunda dose.

Ministério da Saúde recua e volta a recomendar vacinação de adolescentes

O Ministério da Saúde recuou nesta quarta-feira (22/09) e voltou a recomendar a vacinação de adolescentes sem comorbidades contra a covid-19, uma semana após ter recomendado a suspensão.

“Concluímos que os benefícios da vacinação de adolescentes são maiores do que eventuais riscos dos efeitos adversos, então vamos retomar a imunização desse grupo”, disse o secretário-executivo Rodrigo Cruz.

O ministério afirmou que a investigação da morte de um jovem em São Paulo não revelou relação entre o óbito e a vacinação de adolescentes. “Por isso decidimos que é seguro retomar a imunização de adolescentes no Brasil”, acrescentou Cruz.

Em 16 de setembro, quando vários estados já estavam vacinando adolescentes com menos de 18 anos, o Ministério da Saúde recomendara a suspensão da vacinação afirmando que os benefícios não estavam “claramente definidos”, apesar de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter atestado a eficácia e segurança da vacina da Pfizer para o grupo.

O ministério também apontou uma alegada “desordem” existente em algumas regiões, que anteciparam a imunização dos jovens em relação à data inicialmente agendada. Na ocasião, apontou que cerca de 3,5 milhões de adolescentes já tinham sido vacinados em vários estados do país, havendo suspeitas de mais de mil “reações adversas”, além da morte em São Paulo.

Assim, o governo federal restringiu a recomendação de vacinação apenas a adolescentes com deficiência permanente, com patologias ou que estivessem privados de liberdade.

Contudo, a Secretaria estadual da Saúde de São Paulo anunciou logo depois que a vacina da Pfizer, a única aprovada no país para administração em adolescentes, não foi a causa provável do óbito de uma adolescente de 16 anos em São Bernardo do Campo, mas uma doença autoimune.

Nesta quarta-feira, ao voltar atrás na suspensão, o Ministério da Saúde argumentou que ela foi feita como uma medida cautelar.

“A mensagem chave é essa. O Ministério suspendeu de forma cautelar a vacinação de adolescentes sem comorbidades, passou uma semana investigando as causas que fizeram com que se adotasse essa estratégia de suspensão, e entendeu-se que podemos sim retomar a imunização dos adolescentes”, frisou Cruz.

Por Deutsche Welle
as (Lusa, OTS)

Morte de adolescente não tem relação com vacina, conclui Anvisa

Representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) receberam informações do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo que negam a relação entre a morte de uma adolescente no estado e sua vacinação contra covid-19. Segundo a Anvisa, os dados apresentados foram considerados “consistentes e bem documentados”.

Uma adolescente de São Paulo morreu sete dias depois de ter tomado vacina contra a covid-19. A causa provável, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foi atribuída ao diagnóstico de doença autoimune, denominada púrpura trombótica trombocitopênica (PTT), identificada com base no quadro clínico e em exames complementares.

“O relatório de investigação elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo foi recebido pela agência na noite deste domingo, 19 de setembro, contendo detalhes de todo o processo de avaliação que concluiu não ser possível atribuir diretamente o óbito à vacinação”, informou a Anvisa em nota.

A agência notificará a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as investigações para avaliação quanto a qualquer possível sinal de segurança. Por fim, a Anvisa afirmou manter sua posição acerca dos benefícios das vacinas e de sua importância no combate à pandemia.

“Até o momento, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”.

Por Agência Brasil

Estado mantém vacinação de adolescentes, apesar de recomendação do Ministério

agente de saúde prepara a vacina removendo o imunizante do frasco com um seringa

O governo de São Paulo informou hoje (16) que seguirá vacinando adolescentes de 12 a 17 anos de idade por recomendação do Comitê Científico do Estado.

Em nota técnica publicada ontem (15), o Ministério da Saúde recomenda a vacinação apenas para pessoas desse grupo que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

“A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles”, diz a nota do governo paulista.

Ainda segundo o governo estadual, “três a cada dez adolescentes que morreram com covid-19 não tinham comorbidades em São Paulo”. Aponta também que esse público responde por 6,5% dos casos no estado e, assim como os adultos, “está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais”.

A vacinação de adolescentes em São Paulo começou em 18 de agosto. Já foram imunizadas cerca de 2,4 milhões de pessoas desse grupo, ou seja, 72%.

Capital paulista

A prefeitura de São Paulo também informou, por meio de nota, que não vai interromper a imunização com doses da vacina da Pfizer para adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidade na capital.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que tomou ciência da recomendação do ministério, mas que, “em virtude do estágio avançado no Programa Municipal de Imunizações (PMI), seguirá com as diretrizes” já publicadas no instrutivo número 35.

Segundo o governo municipal, até ontem (15) foram aplicadas mais de 712 mil doses em adolescentes de 12 a 17 anos, o que representa 84,4% da cobertura vacinal deste público, restando, portanto, cerca de 15%.

“As doses destinadas à imunização desse grupo estão reservadas pelo município e seu uso não compromete a vacinação dos demais públicos elegíveis. Em relação à aplicação da segunda dose nos adolescentes, a pasta adianta que vai seguir normalmente”, disse a prefeitura em nota.

Por Agência Brasil

Ministério da Saúde suspende vacinação de adolescentes

O Ministério da Saúde revisou a recomendação de vacinação de adolescentes contra a covid-19. Em nota técnica publicada hoje (16) pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade.

Uma nota técnica anterior da pasta, também de setembro, recomendava que a imunização dos adolescentes tivesse início ontem (15), com a ressalva de que os que não apresentassem comorbidades deveriam ser os últimos a ser vacinados.

A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos e que a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades.

A OMS, entretanto, não chegou a afirmar que a imunização de adolescentes não deveria ser realizada. Em vídeo publicado em junho, a organização disse apenas que, neste momento, a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos não é prioritária.

O ministério também argumentou que a decisão foi tomada devido ao fato de a maioria dos adolescentes sem comorbidades acometidos pela covid-19 apresentarem evolução benigna da doença.

Outro ponto levantado foi o de que houve uma redução na média móvel de casos e óbitos (queda de 60% no número de casos e queda de mais de 58% no número de óbitos por covid-19 nos últimos 60 dias) com melhora do cenário epidemiológico.

Após a publicação da nota, algumas cidades anunciaram a suspensão da vacinação de adolescentes, entre elas, as prefeituras de Natal (RN) e Salvador (BA). Agora há pouco, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, decidiu seguir a recomendação do ministério e também suspendeu a imunização de adolescentes na capital federal.

Atualmente, apenas a vacina da Pfizer/Biontech tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em adolescentes a partir de 12 anos.

por Agência Brasil

Adolescentes de 12 a 14 anos começam a ser vacinados contra covid-19 nesta segunda

A cidade de São Paulo inicia nesta segunda-feira (6) a vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos sem comorbidades ou deficiência física permanente, com expectativa para vacinar cerca de 360 mil pessoas. Também nesta segunda será iniciada a vacinação com a dose adicional para idosos acima de 90 anos, que segue até o dia 12 de setembro, com expectativa de público de 52 mil pessoas.

Toda a rede estará aberta para a vacinação do público elegível para D1, D2 e dose adicional nesta segunda-feira (6).

Os idosos devem comparecer a uma unidade de saúde, com o comprovante de vacinação, ciclo vacinal completo, com pelo menos seis meses da segunda dose aplicada, documento com foto e comprovante de residência. Com relação aos pacientes acamados em domicílio, a vacinação é feita pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do usuário, assim como nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e população indígena aldeada na cidade de São Paulo.

A vacinação deste público acontecerá com a vacina que estiver disponível, no momento, nos postos de saúde.

Já para os adolescentes, o imunizante da Pfizer é o único liberado, até o momento, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os jovens devem ser acompanhados pelos pais ou responsável no ato da vacinação. No caso de impossibilidade desse acompanhamento, é preciso ir com um adulto e apresentar autorização assinada por um responsável.

Doses remanescentes

A partir de segunda-feira (6), os idosos com mais de 60 anos também podem fazer a inscrição nas UBSs para receber as doses remanescentes. Vale para quem tomou a segunda dose há seis meses na capital. Para isso, é preciso apresentar o comprovante de vacinação, ciclo vacinal completo, documento com foto e comprovante de residência.

Documentos necessários e pré-cadastro

Para garantir as doses à população do município de São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça a obrigatoriedade de apresentar no ato da vacinação, documentos pessoais, preferencialmente Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

É preciso levar um comprovante de endereço da cidade de São Paulo, de forma física ou digital. No caso dos adolescentes são aceitos documentos em nome dos pais.

O preenchimento do pré-cadastro no site Vacina Já (www.vacinaja.sp.gov.br) agiliza o tempo de atendimento nos postos de vacinação. Basta inserir dados como nome completo, CPF, endereço, telefone e data de nascimento.

A SMS recomenda que antes de se deslocar a um posto, o munícipe consulte a movimentação de cada local na página De Olho na Fila para escolher o melhor momento para se vacinar.

Onde se vacinar

A lista completa de postos pode ser encontrada na página Vacina Sampa.

Anvisa libera vacina da Pfizer para adolescentes com mais de 12 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a indicação da vacina Comirnaty, da Pfizer, para adolescentes com mais de 12 anos. Com isso, a bula da vacina passará a indicar essa nova faixa etária para o Brasil.

De acordo com a agência, a ampliação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para esse grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela Anvisa.

Antes, a vacina Comirnaty estava autorizada para pessoas com 16 anos de idade ou mais. Até o momento, esta é a única entre as vacinas autorizadas no Brasil com indicação para menores de 18 anos.

A vacina da Pfizer foi a primeira a receber o registro definitivo para vacinas contra covid-19 no Brasil.

*Com Agência Brasil