Brasil registrou até novembro 528 mortes por dengue

Época das chuvas aumenta chance de reprodução do mosquito que transmite dengue, zika e chikungunya (Paulo H. Carvalho/Agência Brasília/Fotos Públicas)

Com a chegada do verão no Brasil e da chuva em diversas regiões, uma preocupação de saúde pública aumenta: o crescimento da circulação do mosquito Aedes aegypti e das doenças associadas a ele (chamadas de arboviroses urbanas), como dengue, zika e chikungunya.

Conforme o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre o tema, lançado em dezembro, entre janeiro e novembro foram registrados 971.136 casos prováveis de dengue no Brasil, com 528 mortes. As maiores incidências se deram nas regiões Centro-Oeste (1.187,4 por 100 mil habitantes), Sul (931,3/100 mil) e Nordeste (258,6/100 mil).

No mesmo período, as autoridades de saúde notificaram 78.808 mil casos de chikungunya, com 25 óbitos e 19 casos em investigação. As maiores incidências ocorreram no Nordeste (99,4 por 100 mil habitantes) e Sudeste (22,7/100 mil). Já os casos de zika, até o início de novembro, totalizaram 7.006, com incidência mais forte no Nordeste (9/100 mil) e Centro-Oeste (3,6/100 mil).

Na avaliação do professor de epidemiologia da Universidade de Brasília Walter Ramalho, este é o momento de discutir o problema do Aedes aegypti e as medidas necessárias para impedir sua proliferação. O maior desafio é diminuir os focos de criação dele.

O Aedes está no Brasil há mais de 100 anos. Em alguns momentos, já chegou a ser erradicado. Mas nos últimos 30 anos o inseto vem permanecendo e, segundo o professor Ramalho, se adaptando muito bem ao cenário de urbanização do país e do uso crescente de materiais de plástico, que facilitam o acúmulo de água propício à reprodução do mosquito.

“Todos esses materiais, que podem durar muito tempo na natureza, podem ser criadouros do mosquito. A gente tem que olhar constantemente o domicílio, não somente na terra como nas calhas. Este é um momento do começo da chuva. Se não fizermos esse trabalho e se a densidade do mosquito for elevada, não temos o que fazer”, alerta o professor.

Ele lembra que não se trata apenas de um cuidado com a própria pessoa e sua casa, mas com o conjunto da localidade, uma vez que domicílios com foco de criação acabam trazendo risco para toda a vizinhança.

O professor da UnB acrescenta que o cuidado no combate aos focos não pode ser uma tarefa somente do Poder Público. Uma vez que qualquer residência, terreno ou imóvel pode concentrar focos, é muito difícil que as equipes responsáveis pela fiscalização deem conta de cobrir todo o território.

Ramalho destaca que as doenças cujos vírus são transmitidos pelo mosquito são graves. A dengue hemorrágica pode trazer consequências sérias para os pacientes.

“A zika causou microcefalia no Nordeste e em algumas cidades de outras regiões. E precisamos nos preocupar com a chikungunya. Ela causa sintomatologia de muitas dores articulares. Muitas pessoas passam dois, três anos sentindo muitas dores. Isso causa desconforto na vida durante todo esse período”, afirma.

Campanha

No mês passado, o governo federal lançou uma campanha contra a proliferação do Aedes com o lema “Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo”.  O desafio é conscientizar os cidadãos sobre a importância de limpar frequentemente estruturas onde possa haver focos e evitar a água parada todos os dias.A campanha conta com a difusão de peças publicitárias em meios de comunicação, alertando sobre esses cuidados e sobre os riscos da disseminação do mosquito e as consequências das doenças associadas a ele. 

Por Jonas Valente – Repórter da Agência Brasil 

Pesquisadores investigam se vírus Mayaro circula no Brasil

Por  Vinicius Lisboa

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) descobriram que outra arbovirose, com sintomas parecidos com os da febre chikungunya, circulou em Niterói, na região metropolitana do Rio, em 2016. A descoberta dos cientistas acendeu o alerta para a possibilidade de outros casos diagnosticados como chikungunya serem, na verdade, do vírus Mayaro, que também pode ser transmitido pela picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus [vetores da dengue, zika e chikungunya], além do Cúlex [pernilongo] e do Haemagogus [transmissor da febre amarela].

Coordenador do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, Amilcar Tanuri conta que a pesquisa começou com a investigação de casos com as dores caracetrísticas da chikungunya, sem que o diagnóstico pudesse ser fechado ao submeter amostras ao exame de sorologia. A conclusão de que o Mayaro era o causador de ao menos três casos só foi possível por meio de um teste genético chamado de PCR.

As três pessoas que contraíram o Mayaro se recuperaram e estão bem, segundo o pesquisador, que conta ainda que elas não viajaram, o que indica que foram infectadas na região metropolitana do Rio. Ele diz que a notícia não deve causar alarde na população, mas é importante em termos de vigilância. 

“É um estudo mais demorado de vigilância epidemiológica. Vamos ter que revisar esses diagnósticos e correr atrás desses pacientes que tiveram esses sintomas”, disse Tanuri. “É um vírus pouco estudado. O que a gente tem de saber é se ele vai se adaptar às condições urbanas e começar a transmitir aqui dentro”.  

O pesquisador lembrou que, desde 1956, o Brasil registrou menos de 300 casos isolados de Mayaro. Com mais de 26 mil casos de chikungunya somente em 2019, o estado do Rio de Janeiro deve passar agora por uma investigação para verificar se o Mayaro continua a circular neste ano. A pesquisa deve contar com a parceria da Secretaria Estadual de Saúde, que já entrou em contato com o laboratório da UFRJ.

Em visita ao estado, o ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, destacou a importância de combater os focos do Aedes aegypti, que precisa de água parada para que suas larvas se desenvolvam. 

“É um vírus selvagem, é primo do chikungunya. Enquanto o Aedes estiver livre e solto no mundo, com as pessoas sem fazer prevenção e sem se atentar, ele já demonstrou que dá carona para uma série de vírus”, disse ele. “No mais, é monitorar e alertar os médicos do quadro clínico e da maneira de conduzir essa doença [o Mayaro]”.

Mandetta lembrou ainda os esforços para desenvolver uma vacina para a dengue e para produzir uma prevenção biológica às arboviroses. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trabalha na utilização de uma bactéria que, ao infectar os mosquitos, impede que eles se tornem vetores das viroses.

Casos de dengue preocupam Bauru, no interior de SP

Por  Paula Laboissière 

A prefeitura de Bauru (SP) confirmou nesta semana 682 novos casos de dengue no município, sendo um importado. Com isso, a cidade de cerca de 365 mil habitantes já registra 4.875 casos confirmados da doença entre 1º de janeiro e 11 de março. Também foram confirmadas 10 mortes por dengue e três seguem em investigação, aguardando confirmação laboratorial pelo Instituto Adolf Lutz.

Na noite de ontem (13), a secretaria de saúde iniciou uma nova etapa de nebulização na cidade. Os bairros que receberam a aplicação de inseticida são Vila Falcão, Vila Pacífico, Vila Souto, Vila Paraíso e adjacentes. A ação ocorre desde o início do ano e segue critérios de avaliação técnica sob supervisão da Superintendência de Controle de Endemias para o combate ao Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue.

Controle

Por meio de nota, a prefeitura destacou que a aplicação espacial de inseticida tem como objetivo o controle do vetor em áreas com grande concentração de casos, mas que o inseticida pulverizado mata apenas mosquitos adultos que estiverem dentro e fora da casa no momento da aplicação.

“Portanto, é muito importante evitar que outros mosquitos se criem, eliminando todos os recipientes que contenham ou venham a conter água parada”, informou.

Estações da CPTM terão postos de vacinação contra febre amarela

(Tomaz Silva/ Agência Brasil)

As estações Piqueri e Pirituba (Linha 7-Rubi) e estação Guaianases (Linha 11-Coral) darão continuidade à campanha de vacinação contra a febre amarela nos próximos dias na CPTM. Para receber o atendimento é necessário apresentar um documento de identificação e, se houver, a caderneta de vacinação atualizada.

Em Pirituba, a ação ocorre entre segunda (14) e terça-feira (15), das 10h às 16h. Na Estação Piqueri, os usuários poderão se imunizar na quinta-feira (17), em dois horários: das 10h às 12h e das 13h30 às 15h. Já na Estação Guaianases, a vacinação será na quarta-feira (16), das 10h às 15h.

Devido ao aumento da temperatura, entre os meses de dezembro e maio, o mosquito transmissor da febre amarela, o Aedes aegypti, tem maior proliferação. Os principais sintomas incluem: febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios, náuseas, vômitos e fadiga.



Após os sintomas iniciais, a maioria das pessoas melhora. Entretanto, cerca de 15% dos pacientes desenvolvem a fase crítica da doença, que pode apresentar febre alta, icterícia, hemorragia e insuficiência de múltiplos órgãos. A vacinação é o principal meio de prevenção.

A ação é promovida pelas UBS (Unidades Básicas de Saúde) Moinho Velho e Vila Zatt e pela UVIS (Unidade de Vigilância em Saúde) de Guaianases e recebe apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas a promoção de saúde e bem-estar dos usuários.

SERVIÇO

Campanha de vacinação contra a febre amarela

  • Estação Pirituba (Linha 7-Rubi)

Data: segunda (14/1) e terça-feira (15/1)

Horário: das 10h às 16h

  • Estação Piqueri (Linha 7-Rubi)

Data: quinta-feira, 17/1

Horário: das 10h às 12h e das 13h30 às 15h

  • Estação Guaianases (Linha 11-Coral)

Data: quarta-feira, 16/1

Horário: das 10h às 15h

*com informações do Governo do Estado de SP

Startup lança produto que promete eliminar larva do mosquito da dengue

Por Assessoria de Imprensa

(Divulgação)

O verão está chegando e, com ele, a preocupação redobrada com a Dengue, Chikungunya e Zika, doenças perigosas, que se espalham rapidamente e que podem até matar. Nessa época do ano é comum que surtos de todas essas doenças aconteçam pelo País. Por isso, os alertas são reforçados para que a população evite o acúmulo de água, que é onde o mosquito transmissor Aedes aegypti se prolifera. Pensando em solucionar definitivamente o problema de maneira prática, eficiente e sustentável, a BR3 criou o DengueTech.

Diferente de outras soluções existentes no mercado, o DengueTech não oferece perigo à saúde de humanos, animais de estimação e ao Meio Ambiente. Ele é apresentado em forma de tablete para ser aplicado em até 50 litros de água e mata as larvas, impedindo que elas se tornem mosquitos e transmitam as doenças.

O produto é feito à base de um microrganismo chamado BTI, que mata as larvas do mosquito em poucas horas e seu efeito dura por até 60 dias após a aplicação.



“Enxergamos a necessidade de um produto que solucione o problema e não que apenas o amenize. O DengueTech realmente atua no controle do Aedes, pois um único tablete é capaz de eliminar centenas de larvas, sem gerar resistência dos mosquitos e sem desequilibrar o meio ambiente. Com ele, agora podemos transformar criadouros em armadilhas. E sabemos que 80% dos criadouros estão nas nossas casas, ” afirma Rodrigo Perez, fundador da BR3.

Ainda segundo Rodrigo, com surtos crescentes, é essencial o desenvolvimento de soluções que permitam a capacidade e velocidade de resposta para controlar o mosquito. A tecnologia foi aprovada pela ANVISA para que as comunidades se sirvam livremente e se somem aos esforços do Estado na prevenção e enfrentamento das epidemias. Exatamente como a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda. “Oferecemos tudo isso numa pílula. Simples assim”, completa.

Com o objetivo também de gerar melhores resultados para a população, a BR3 atua junto à comunidade para o controle do mosquito e, em breve, terá em seu novo site uma área voltada à educação e conscientização que será gratuita e acessível para todos.

Como Funciona o DengueTech

A ideia teve início há duas décadas, quando a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) criou a fórmula que daria fim ao mosquito da Dengue. Anos mais tarde, a startup BR3 assinou autorização para o uso da receita. No seu laboratório do CIETEC (Centro de Inovação e Empreendedorismo Tecnológico, no IPEN, e com o apoio da USP (Universidade de São Paulo), a BR3 desenvolveu o DengueTech e obteve a licença para livre comercialização junto à ANVISA ao final de 2015.   

Nesta trajetória, ao longo de 5 anos, a startup aumentou em 700% a sua eficiência e iniciou a comercialização. Neste ano, com apoio da FAPESP e FINEP, se prepara para entrar forte no varejo. Atualmente, a venda é online e o produto é vendido nos principais e-commerces do país.

A BR3 possui capacidade para produzir 10 milhões de doses por ano, permitindo que sejam instaladas até 20 milhões de armadilhas contra o Aedes. Ou, visto de outra forma, são criadas 2 armadilhas por residência em 4 meses de verão. Assim, estima-se que seria o suficiente para proteger 5 milhões de famílias, ou 20 milhões de brasileiros.

Sobre a BR3

A BR3 é uma startup que está no mercado desde 2001 e que criou o DengueTech, produto  à base de BTI que elimina definitivamente as larvas do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika, Febre Amarela e Chikungunya. Com isso, a BR3 segue garantindo a segurança e saúde de diversas famílias brasileiras sem prejudicar o Meio Ambiente. Também faz parte do portfólio da BR3 o Fegatex, fungicida para controle de doenças agrícolas.

Para saber mais, acesse os sites: http://www.denguetech.com.br  e http://www.br3.ind.br