Parte da tarifa de água poderá proteger mananciais

A proteção aos mananciais poderá ser financiada a partir das tarifas de água pagas pelos consumidores atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A possibilidade foi aberta na última revisão da estrutura tarifária da empresa, concluída neste mês pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Segundo o coordenador de pesquisa do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), Guilherme Checco, a Arsesp deve dar prosseguimento ao processo tão logo receba resposta de uma consulta enviada no final do ano passado para a Procuradoria Geral do Estado.

A expectativa é que seja emitido um parecer que ratifique a competência da agência reguladora para determinar a destinação dos recursos tarifários para proteção dos mananciais.

“A nossa expectativa é que esse parecer saia ainda neste primeiro semestre”, enfatizou o especialista que participou de um debate sobre o tema organizado hoje (27) pelo próprio IDS.

A partir da garantia de segurança jurídica, a Arsesp poderá então conduzir um debate com a Sabesp e a sociedade civil sobre o melhor modelo para ser seguido.

Investimento

Apesar de o projeto ter um pequeno potencial de aumento na conta de água para parte dos consumidores, Checco avalia que se trata de um investimento com retorno. “Do ponto de vista estritamente financeiro, viabilizar esses recursos para essa finalidade é uma decisão lógica, no sentido de que [a água] é um recurso finito que se a gente não cuidar vai acabar”, ressalta.

De acordo com ele, algumas modelagens em que o IDS vem trabalhando excluem de qualquer cobrança extra as faixas de renda mais pobres, que já são beneficiadas por descontos nas tarifas pela Sabesp.

A ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Suely Araújo diz que, como a região metropolitana de São Paulo tem uma base muito grande de consumidores, com pequenos percentuais nas tarifas é possível chegar a valores expressivos.

Para ela, é urgente viabilizar esses investimentos. “De forma geral, a situação do Rio Pinheiros e de outros mananciais de São Paulo são muito vergonhosas, já passou a hora de reverter essa situação de forma mais estrutural”, defendeu.

O gerente nacional de Águas da organização não governamental The Nature Conservancy, Samuel Barreto, destacou que a atual necessidade de a Grande São Paulo buscar água limpa cada vez mais longe levou a um modelo caro, uma vez que as reservas mais próximas não são aproveitadas devido à contaminação. “A gente está perdendo também dinheiro com as pessoas doentes no hospital, perdendo atividade econômica de outros usos de água”, acrescentou sobre os prejuízos causados pela má conservação dos mananciais.

Transparência

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha, em parceria com o IDS e apoio da Sabesp, em 2019, mostrou que 68% dos entrevistados concordariam em pagar mais pela água se o valor extra fosse usado na universalização do saneamento básico. A maioria dos consumidores da cidade de São Paulo (60%) também disse que aceitaria uma tarifa mais alta se houvesse transparência e clareza sobre a forma como os recursos são aplicados.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Dia mundial da água é comemorado hoje

(Arquivo)

A pandemia mudou muitos padrões sociais. Com o isolamento, a maioria das pessoas aumentou o consumo de delivery desde o início do ano passado, o que fortaleceu também o consumo do plástico descartável, um dos maiores vilões dos oceanos.

Hoje (22), é comemorado o Dia Mundial da Água, instituído pela ONU em 1993, com o objetivo de promover a conscientização sobre o uso deste recurso natural tão importante e alguns dados alertam para como o oceano tem sido impactado pelos padrões de consumo. Atualmente, a produção mundial de plástico equivale a 500 milhões de toneladas, segundo o Greenpeace. Muito desse processo tem como produto final os objetos plásticos de uso único, como sacolas, pratos e garrafas que, quando descartados, podem ter dois destinos: um aterro sanitário ou a reciclagem.

O grande problema é que os dados sobre reciclagem não são positivos. Apenas 9% de todo o plástico produzido no mundo foi reciclado, 12% foi incinerado e 79% foi parar em aterros ou foram descartados no meio ambiente, de acordo com dados divulgados pela IBERDROLA .

Além disso, o material já chegou ao ponto mais profundo do planeta, situado a 11 mil metros de profundidade, onde nem mesmo o ser humano, com toda a tecnologia disponível, foi capaz de chegar e, de acordo com uma estimativa divulgada no Fórum de Davos , até 2050, pode haver mais plástico que peixe nos oceanos.

Para começar a mudar este cenário já!

Lori Vargas, fundadora da Mapeei , conta como é possível reduzir significativamente o uso do plástico no dia a dia e contribuir para a redução da poluição dos oceanos.

“Não nos damos conta de que muitos itens que usamos diariamente, quando descartados, acabam poluindo o meio ambiente. As escovas dentais, por exemplo, geralmente são feitas de plástico. Se você trocar por uma feita de bambu , é um material que, por ser 95% biodegradável, pode ser compostado, enterrado em jardins ou vasos de plantas. Anualmente, são descartadas 26 bilhões de escovas no mundo, então só com essa prática, a gente consegue melhorar muita coisa”, aponta.

Além das escovas dentais, outros itens podem ser facilmente substituídos por outros, confeccionados com outros materiais, como os canudos de inox , que substituem os de plástico descartável e tem ganhado popularidade, assim como os copos retráteis , fáceis de carregar e que ajudam a reduzir ou até eliminar o uso dos copos descartáveis.

Lori chama atenção também para os itens de beleza e bem-estar: “Outro grande problema são objetos como aparelhos de barbear descartáveis, que são feitos de plástico, para serem usados uma única vez. A solução para isso é voltar a usar os barbeadores de aço , que é um item que causa desperdício zero”, complementa.

Durante a idade fértil, uma única mulher descarta de 10 a 15 mil absorventes íntimos. Hoje, além dos absorventes de tecido , que são laváveis e reutilizáveis, existe a possibilidade de substituir o absorvente convencional pelo coletor menstrual , que é um copinho de silicone medicinal hipoalergênico, que coleta o sangue e ainda facilita práticas como yoga, academia e natação.

“Minha ideia, ao criar a Mapeei, foi justamente oferecer opções para que as pessoas pudessem reduzir drasticamente o uso do plástico descartável. Minha primeira dica para quem está disposto a seguir este caminho é saber dizer não diga não quando te oferecerem sacolas plásticas no mercado, peça uma caixa de papelão ou leve uma de tecido. Dessa maneira você cria o hábito e isso passa a ser cada vez mais natural”, sugere Lori.

Sistema Cantareira opera em estado de alerta

Sistema Cantareira (Arquivo/Sabesp)

Um dos sistemas que abastecem a região metropolitana de São Paulo, o Cantareira, está operando hoje (4) com 36,7% da capacidade, o que é considerado na faixa de alerta pela Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo (Sabesp). O estado de alerta – abaixo de 40% – reduz a quantidade de água que a Sabesp pode retirar do manancial de 33 mil litros por segundo para 27 mil litros por segundo.

A companhia descartou o risco de desabastecimento na região neste momento, mas reforçou a necessidade do uso consciente da água pela população, evitando desperdícios. O sistema integrado que abastece a região metropolitana, além do Cantareira, é composto por mais seis mananciais: Alto Tietê, Guarapiranga, Cotia, Rio Grande, Rio Claro e São Lourenço. Considerando a integração, todo o sistema opera nesta segunda-feira com 47,9% de sua capacidade total.

Segundo a Sabesp, o sistema integrado é flexível e permite a transferências de forma rotineira entre os sistemas produtores para abastecer diferentes regiões e, consequentemente, dá mais segurança ao abastecimento. Apesar disso, a Sabesp afirmou que a economia de água deve ser um hábito permanente, independentemente da época do ano. 

Entre as dicas da companhia para economizar água, estão o uso de vassoura e balde para lavar áreas como garagem e corredores, dentre outras. Mangueiras não devem ser usadas; não dar descarga à toa, nem usar o vaso sanitário como lixeira – em apenas 6 segundos de válvula acionada vão embora cerca de 12 litros de água.

De acordo com a Sabesp, também não se deve usar água corrente para descongelar alimentos. E é preciso ficar atento a possíveis vazamentos, que podem passar despercebidos e são grandes causas do desperdício.

Por Camila Boehm, da Agência Brasil

Lua tem reserva de água em estado líquido

(Arquivo/Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (Sofia, na sigla em inglês) da Nasa, a agência aeroespacial norte americana, anunciou hoje (26) a descoberta de água na superfície iluminada da Lua.

Moléculas de H²O foram achadas na cratera Clavius, localizada no hemisfério sul lunar, uma das maiores crateras visíveis do satélite natural a partir da Terra. Observações anteriores já haviam mostrado a presença de hidrogênio no local, mas essa é a primeira vez que água é detectada na Lua.

A quantidade de água observada é o equivalente a 354,9 mililitros, um pouco mais da metade de uma garrafinha de água mineral. O líquido está contido em um metro cúbico de solo espalhado pela superfície lunar.

“Tínhamos indicação de possibilidade da presença de H²O no lado iluminado pelo Sol da Lua”, afirmou Paul Hertz, diretor da divisão de Astrofísica da Nasa, durante o evento de divulgação da descoberta. “Agora sabemos onde está. Essa descoberta desafia nossa compreensão da superfície lunar e levanta questões intrigantes sobre recursos na exploração do espaço profundo”, concluiu.

Recurso escasso

Apesar da importância da descoberta, a quantidade de água achada em solo lunar serve para confirmar novamente uma afirmação antiga da ciência: a água é um recurso extremamente escasso e raro na natureza. Segundo dados da Nasa, em comparação, o Deserto do Saara tem 100 vezes a quantidade de água detectada em solo lunar.

“A água é um recurso precioso, tanto para propósitos científicos quanto para os nossos exploradores”, disse Jacob Bleacher, chefe de Exploração Científica da Nasa. “Se pudermos usar o recurso na Lua, podemos levar menor quantidade [de água] e mais equipamento para ajudar em novas descobertas científicas”, salientou.

Com informações da Nasa

Pedro Ivo de Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

Isenção das contas de água é prorrogada no Estado

O governo do estado de São Paulo anunciou, hoje (14), a prorrogação por mais um mês da isenção de pagamento da tarifa de água para famílias de baixa renda. A medida está em vigor desde abril e beneficia, segundo o vice-governador, Rodrigo Garcia, aproximadamente 2,5 milhões de pessoas. A medida também impede o corte do fornecimento por não pagamento das contas.

“Consumidores das camadas mais pobres que de alguma maneira tiveram a sua renda afetada passam a contar com esse benefício por mais 30 dias”, disse o vice-governador ao anunciar a prorrogação do benefício, que, agora, vale até o dia 15 de setembro.

A medida beneficia os clientes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) inclusos nas tarifas residencial social e residencial favela. A ação tem como objetivo minimizar os impactos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) no estado.

Para os consumidores em geral, a Sabesb ampliou o prazo para o pagamento das contas, com a possibilidade de negociação das contas não pagas em até dez parcelas iguais.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil 

Água encanada chega a 99,6% das casas brasileiras

O percentual de municípios brasileiros com abastecimento de água por rede chegou a 99,6% (5.548 cidades) em 2017. Em 2008, essa proporção era de 99,4% (5.531). Nas regiões Sudeste e Sul, o serviço está em 100% das cidades. Os dados estão na Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) 2017, divulgada hoje (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

(Arquivo)

Entre a entrada no sistema de distribuição e o consumo final, perde-se 38,9% de água no Brasil. No Norte, esse índice é de 48,3% de desperdício, no Nordeste, de 44,5%, no Sul, de 37,7%, no Sudeste, de 37,1% e no Centro-Oeste, de 32,9%.

Segundo o levantamento, em 2017, 52,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia) foram captados (água doce 50,98 milhões m³/dia e salobra 1,47 milhão m³/dia); 45 milhões m³/dia tratados, 46,1 milhões m³/dia distribuídos (com tratamento 43,6 milhões m³/dia e sem tratamento 2,5 milhões m³/dia) e apenas 26,6 milhões m³/dia consumidos.

Quanto ao tratamento, 4.873 (88,3%) dos municípios com o serviço em funcionamento tinham estações de tratamento de águas e/ou unidades de tratamento simplificado em operação em 2017. O Centro-Oeste (97,6%) e o Sul (97%) têm os maiores percentuais de cidades com estações e/ou unidades de tratamento em operação, enquanto o Nordeste tem o menor (75,8%).

Água sem tratamento

Entre as localidades com serviço de abastecimento de água em funcionamento, 11,7% não tinham tratamento, chegando a 24,2% no Nordeste, 21,6% no Norte, 4,6% no Sudeste, 3% no Sul e 2,4% no Centro-Oeste.

Cerca de 5,5% do volume de água distribuído no país não recebem tratamento antes de chegar à população. Do volume distribuído tratado, 75,1% recebem tratamento convencional, que contempla as etapas de floculação, decantação, filtração, desinfecção e, eventualmente, etapas adicionais. Já outros 4,2% recebem tratamento não convencional em que não constam todas essas etapas, e 20%, apenas simples desinfecção e, eventualmente, fluoretação e correção de pH.

Havia, em 2017, 59,8 milhões de domicílios com abastecimento de água com pagamento de conta e/ou consumo no país, um crescimento de 32% em relação a 2008 (45,3 milhões). Esse número corresponde a 86,1% dos domicílios do país.

Na Região Norte, 2,7 milhões de domicílios (52,4%) não tinham abastecimento de água por rede em 2017. Na outra ponta está o Sudeste, em que 912,8 mil domicílios (3%) não tinham acesso a esse serviço.

De acordo com o IBGE, o consumo de água por habitante é de 140 litros por dia no Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 110 litros de água por dia é o consumo suficiente por pessoa.

Em 2017, houve interrupção do abastecimento por seis horas ou mais em 44,5% (2.454) dos municípios com o serviço em funcionamento e racionamento em 20,8% (1.146). Essas ocorrências foram mais comuns no Nordeste, onde 67,7% das localidades sofreram intermitência no abastecimento, e 42,5% sofreram racionamento.

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

Ilhabela fecha com Sabesp para gestão da água e esgoto

O Governo de São Paulo, por meio da Sabesp, e a Prefeitura de Ilhabela anunciaram nesta terça-feira (30) a assinatura do contrato para a prestação dos serviços de água e esgoto do município. O acordo prevê investimentos de R$ 193 milhões para ampliar a oferta de água, além da coleta e do tratamento de esgoto.

(Pref. de Ilhabela)

Após São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba, Ilhabela fecha o ciclo de contratualizações no Litoral Norte pelos próximos 30 anos. As principais obras estão previstas já nos primeiros seis anos de contrato, o que resultará em índices de cobertura de água e esgoto de 98%.

Até 2022, a expectativa de investimentos é de R$ 66,9 milhões em abastecimento e R$ 74,2 milhões em sistemas de esgoto, somando R$ 141,1 milhões do montante previsto. A médio prazo, entre 2023 e 2030, serão investidos R$ 22,7 milhões em água e R$ 6 milhões em esgoto. E, de 2031 a 2048, os valores são de R$ 11,1 milhões e R$ 4,2 milhões.

“No nosso Estado, temos preocupação com o saneamento, colocando-o no mesmo nível da educação e da saúde. Ele é um insumo básico para a qualidade de vida e para a questão do sustento das famílias, porque nós temos que ter água tratada e um lugar saudável para morar. Isso é uma questão fundamental para nós: a questão do saneamento. Vamos trabalhar e melhorar o saneamento básico de Ilhabela”, disse Marcos Penido, secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, que destacou ainda a eficiência dos trabalhos da Sabesp.

Captação e tratamento

Em abastecimento, a Companhia fará obras importantes como a ampliação da captação e tratamento do Sistema Produtor Água Branca, que passará de 100 para 150 litros/segundo; do Sistema Produtor do Pombo, de 40 para 70 litros/segundo. Uma inovação prevista é a implantação do sistema de dessalinização com captação, tratamento e reservação, ampliando a segurança hídrica do município.

A Companhia prevê ainda reforço na reservação com 5,1 milhões de litros em benefício das comunidades atendidas pelo sistema Água Branca, como Engenho D’Água, Piúva/Barra Velha e Siriúba, e mais 1,5 milhão de litros no sistema Pombo para os moradores das regiões Portinho/Feiticeira e Ponta da Sela, que, somados aos 3 milhões de litros de água dos reservatórios Green Park e Pombo, contribuirão para a melhoria no abastecimento do município.

No que se refere ao tratamento de esgoto, a região central ganhará uma Estação de Tratamento de Esgotos (ETE), em local a ser definido pela prefeitura. Outros investimentos previstos são a ETE Siriúba e Portinho/Feiticeira – projeto do município. A Estação de Pré-Condicionamento (EPC) Itaquanduba será desativada e seus equipamentos destinados a outras instalações. Todo o esgoto dessas sub-bacias será encaminhado para o tratamento na nova ETE.

Repasses

Com o contrato, Ilhabela também receberá ao longo dos 30 anos repasses previstos em R$ 26 milhões no Fundo Municipal de Saneamento, para investimentos em regularização fundiária, sistemas de drenagem, resíduos sólidos e educação ambiental. Será ainda incluída no Programa de Uso Racional da Água (PURA), com desconto de 25% nas contas de consumo de prédios públicos. Estima-se que o valor a ser economizado será equivalente a R$ 509,7 mil/ano.

É importante destacar ainda o Imposto Sobre Serviços (ISS) das obras a serem executadas pela Sabesp e que, portanto, retornará aos cofres públicos, chegando a R$ 44 milhões até 2028.

O diretor-presidente da Sabesp, Benedito Braga, salientou a parceria com o município. “Foi um longo trabalho e, com esse contrato, a Sabesp está em todos os municípios do nosso litoral. Queremos trabalhar em parceria. Temos uma série de ações já previstas, incluindo as estações de tratamento de esgoto. A Sabesp está a postos para prover o melhor serviço de água e saneamento em Ilhabela”, afirmou.

Para a prefeita da cidade, Maria das Graças Ferreira, trata-se de um “momento histórico” para a cidade. “Foi uma discussão ampla. Nosso governo sempre lutou pelo saneamento básico. Concordo com o secretário Penido em que o saneamento precisa estar nos mesmos níveis da educação e da saúde e essa é a nossa bandeira, porque havendo saneamento conseguiremos economizar em saúde e proporcionar mais qualidade de vida para a população”, pontuou.

*com informações do Governo do Estado de SP

Ubatuba assina contrato com a Sabesp

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Prefeitura de Ubatuba assinaram contrato para a prestação dos serviços de água e esgoto do município. Após São Sebastião e Caraguatatuba, Ubatuba é o terceiro município do litoral norte a estabelecer um compromisso com a Sabesp pelos próximos 30 anos, com investimentos de R$ 687 milhões em obras de saneamento básico a curto, médio e longo prazos, além da previsão de antecipação das principais obras e investimentos para os primeiros seis anos de contrato, em prol da população.

Ubatuba, no litoral norte do Estado (Sabesp/Reprodução)

Até 2022, a expectativa de investimentos é de R$ 49,9 milhões em abastecimento e R$ 78,7 milhões em sistemas de esgotos. A médio prazo, entre 2023 e 2035, serão investidos R$ 87 milhões em água e R$ 313,7 milhões em esgoto e, de 2036 a 2048, os valores são de R$ 26,7 milhões em abastecimento e R$ 108,8 milhões em esgotamento sanitário.

Água

Em abastecimento, a Companhia fará obras importantes como a ampliação do sistema de abastecimento Carolina e instalação de 3 novos reservatórios, o que irá beneficiar 24 mil famílias. A Praia Dura também contará com reforço no sistema de abastecimento com mais 2.400 ligações.

O sistema Itamambuca também será ampliado e vai beneficiar 1.280 imóveis incluindo nesse montante 500 novas residências. As interligações dos reservatórios Toninhas e Lázaro às estações de água tratada beneficiarão 900 famílias e 3 mil famílias, respectivamente.

Esgoto

Em esgotamento sanitário, haverá a ampliação da estação de tratamento de esgotos Principal, com investimentos de R$ 18 milhões já iniciados com a instalação do canteiro de obras. Dentro desse sistema central, a Estação Elevatória de Esgotos Tamoios também será ampliada, possibilitando 8 mil novas ligações que, somadas às existentes, beneficiarão um total de 13 mil residências.

O sistema Maranduba, que englobará também os bairros Sapê, Lagoinha e região do Sertão da Quina, possibilitará mais 3.600 ligações. E o sistema Perequê-Mirim, que inclui Domingas Dias, Lázaro, Perequê-Mirim e Enseada, contará com 2.600 novas ligações.

Ubatuba hoje conta com cobertura de 93% de água e 51% de esgotos. Com os investimentos previstos, até 2028 esses índices devem chegar a 98% (água) e a 96% (esgoto).

Além disso, com a formalização do contrato de prestação de serviços entre a Sabesp e Ubatuba, ao longo dos próximos 30 anos a Companhia fará o repasse de R$ 163 milhões ao município, que será depositado a cada semestre no Fundo Municipal de Saneamento para investimentos em regularização fundiária, sistemas de drenagem, resíduos sólidos e educação ambiental, que beneficiarão diretamente toda a população do município.

Economia de água

Outra vantagem é a inclusão de Ubatuba no Programa de Uso Racional da água, com desconto de 25% nas contas de consumo de prédios públicos do município. Estima-se que o valor a ser economizado será equivalente a R$ 491 mil/ano.

É importante destacar ainda que o ISS (Imposto Sobre Serviços) das obras que serão executadas pela Sabesp e que, portanto, retornará aos cofres públicos, chegará a R$ 2,3 milhões até 2021 e R$ 18,6 milhões até 2046.

Para o diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, Ricardo Daruiz Borsari, a contratualização com Ubatuba é um marco. “Quero parabenizar os poderes Executivo e Legislativo de Ubatuba pela assertiva e sábia decisão. Digo isso porque manter na cidade os serviços da Companhia, uma empresa que tem como missão prestar serviços de saneamento, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente, significa respeito à população fixa e flutuante que frequenta essa linda e progressista cidade do nosso litoral”, destacou.

O superintendente da Sabesp no Litoral Norte, Rui César Rodrigues Bueno, também falou sobre a importância da contratualização. “É uma oportunidade para a Sabesp organizar, planejar e executar obras essenciais na área de saneamento e, com isso, atingir índices de cobertura e atendimento para abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos compatíveis com o do estado de São Paulo, de forma estruturada e articulada com os anseios do município que, sabemos, necessita de altos valores de investimento. Para a cidade e para o executivo municipal, é a equalização de suas necessidades e a oportunidade de efetivamente buscar a universalização do abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos, em sua área formal de forma organizada e com prazos estabelecidos”, avaliou.

O prefeito de Ubatuba, Délcio Sato, avalia a contratualização como uma grande vitória. “A celebração desse contrato é o resultado da nossa luta travada desde o início da gestão. Foram três anos realizando reuniões com a Sabesp em São Paulo, que vinha operando em Ubatuba há 12 anos sem contrato. A partir de agora, Ubatuba receberá um grande volume de investimento que trará a universalização dos serviços básicos de água e esgoto. Essa é uma conquista histórica para Ubatuba, um legado para a cidade e às futuras gestões que estarão acompanhando a evolução”, finalizou.

*Com informações do Governo do Estado de SP

Veja quem não terá que pagar conta de água em SP

Coletiva de imprensa

O Governador João Doria anunciou ontem (19), que a Sabesp suspenderá a cobrança da tarifa social de água para 506 mil famílias carentes em todo o Estado. A medida, que vale a partir de 1º de abril, tem o objetivo de combater o impacto econômico do novo coronavírus na economia popular.

“São as famílias de menor renda, as mais prejudicadas pela crise econômica. Essa tarifa não será cobrada em abril, maio e junho, exatamente das famílias mais vulneráveis no Estado de São Paulo”, afirmou Doria.



A Tarifa Social Residencial é destinada a residências unifamiliares, desempregados, habitações coletivas ou remoção de área de risco que atendam aos critérios definidos pelo comunicado tarifário.

Quem tem direito

(Arquivo)

Para usufruir do benefício, o cliente atende a uma série de critérios: possuir renda familiar de até três salários mínimos; morar em habitação subnormal com área útil de até 60 m²; consumo de energia de até 170 kWh mensais; não haver débitos para o imóvel; comprovar o enquadramento na tarifa social a cada 24 meses; consumo máximo de 15 metros cúbicos; demissão que não tenha ocorrido por justa causa.

*Com informações do Governo do Estado de São Paulo

Vítimas de acidentes são levadas por helicóptero da PM

Rodovia Anhanguera, em Jundiaí (Reprodução)

O helicóptero da Polícia Militar foi acionado duas vezes na manhã de hoje (6) para socorrer vítimas de acidentes de trânsito em rodovias que servem São Paulo. O primeiro foi na rodovia Castello Branco, em São Roque.

Dois carros capotaram após uma colisão. Uma das vítima sofreu ferimentos graves.

O outro acidente foi na rodovia Anhanguera, em Jundiaí. Uma vítima de atropelamento foi levada para o hospital também por uma aeronave do grupamento militar.

A pista chegou a ser interditada. Nos dois casos, o trânsito flui sem problemas.

*Com informações do Correio do Interior