Cidadania expulsa Fernando Cury, acusado de assediar deputada Isa Penna

Decisão da Executiva Estadual do Cidadania determinou a expulsão do deputado Fernando Cury nesta segunda-feira (22). Cury foi flagrado, em dezembro de 2020, apalpando a também deputada Isa Penna (PSOL) e acusado de importunação sexual.

Quase dez meses após o ocorrido, o parecer favorável à expulsão de Cury, elaborado pelo Conselho de Ética do partido, recebeu 27 votos a favor e três contra.

O deputado já havia passado por suspensão de 180 dias, determinada pelo Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), como punição ao ato.

Momento em que deputado Fernando Cury apalpa deputada Isa Penna (Reprodução)

Nas redes sociais, Isa Penna se pronunciou sobre a decisão: “O partido respondeu à todas mulheres que se sentiram assediadas junto comigo há quase um ano. Seguirei na luta para que não haja espaço para outros Fernando Cury, um exemplo do que não se deve fazer nem com as câmeras televisionando tudo, nem nos corredores de ônibus, nos becos, vielas, nos espaços de trabalho e nos lares do Brasil”.

Fernando Cury deve seguir como deputado até o final de seu mandato, agora sem partido.

O site da TV Cultura procurou Fernando Cury para falar sobre a decisão, mas não obteve retorno.

Por TV Cultura

Deputados de São Paulo aprovam projeto que proíbe despejos na pandemia

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou hoje (9) o projeto de lei (PL) que suspende o cumprimento de mandados de reintegração de posse, despejos e remoções judiciais ou extrajudiciais no estado durante a pandemia da covid-19. O texto segue para sanção ou veto, que pode ser total ou parcial, do governador João Doria, em um prazo de 15 dias úteis.

De acordo com o projeto de lei, “ficam suspensas a aplicação e cobrança de multas contratuais e juros de mora em casos de não pagamento de aluguel ou das prestações de quitação dos imóveis residenciais”.

O projeto de lei, de autoria dos deputados Leci Brandão (PCdoB), Maurici (PT) e Jorge do Carmo (PT), define que as medidas valem “enquanto vigorar o estado de emergência na saúde ou de calamidade pública do Estado de São Paulo em razão da pandemia do novo coronavírus (covid-19) e mais noventa dias após a sua suspensão”.

Despejos

Ao menos 14,3 mil famílias foram despejadas no Brasil durante a pandemia, de março de 2020 a 6 de junho de 2021, e cerca de 85 mil famílias estão ameaçadas de despejo, segundo o levantamento mais recente da Campanha Despejo Zero, com base em denúncias e monitoramento feitos pelos movimentos sociais organizados, instituições ligadas ao tema e defensorias públicas de vários estados.

Só no estado de São Paulo, foram 3.970 famílias despejadas desde o início da pandemia e outras 34.454 estão ameaçadas de despejo.

As ações da Despejo Zero contribuiu diretamente para a suspensão de pelo menos 54 casos de despejo no país, evitando que mais de 7,3 mil famílias fossem desalojadas.

STF

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, determinou na quinta-feira (3) a suspensão por seis meses de ordens ou medidas de desocupação de áreas que já estavam habitadas antes de 20 de março do ano passado, quando foi aprovado o estado de calamidade pública devido à pandemia. O prazo de seis meses a partir da decisão pode ser estendido, conforme Barroso, caso a situação de crise sanitária continue.

De acordo com a decisão, ficam impossibilitadas “medidas administrativas ou judiciais que resultem em despejos, desocupações, remoções forçadas ou reintegrações de posse de natureza coletiva em imóveis que sirvam de moradia ou que representem área produtiva pelo trabalho individual ou familiar de populações vulneráveis”.

O ministro deferiu parcialmente a medida cautelar em ação apresentada pelo PSOL para, segundo ele, “evitar que remoções e desocupações coletivas violem os direitos à moradia, à vida e à saúde das populações envolvidas”.

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Aprovada na Alesp, terceirização da inspeção agropecuária pode ser judicializada

(Marianna Bonaccini/Alesp)

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, esta semana, o Projeto de Lei 596/2020 que permite a terceirização do serviço de inspeção e fiscalização sanitária de produtos de origem animal. A Associação Paulista de Extensão Rural (APAER) diz que a questão poderá ser judicializada e estuda a medida junto a outras entidades que atuam no setor.

“A lei coloca os produtores e processadores de alimentos do Estado, incluindo o agricultor familiar, à margem da legislação federal, o que pode ser questionado na Justiça”, diz Antônio Marchiori, presidente da APAER.

Segundo a entidade, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) tem hoje mais de oito mil cargos vagos, e o Governo usou a falta de pessoal como argumento para aprovar a Lei e justificar a terceirização.  

“A falta de pessoal com certeza implica na precarização dos serviços, mas ela é resultado de uma política do próprio Estado, ao longo de décadas de sucateamento, que agora joga para as costas do produtor e da indústria de alimentos o preço desta ineficiência, por falta de uma gestão que dialogue com os diversos segmentos do agro”, comenta.

A APAER ressalta que a falta de uma infraestrutura mínima impede o Estado de aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (SUASA). Este sistema padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, para garantir a qualidade dos alimentos e a segurança alimentar da população. A privatização dos serviços de inspeção não encontra amparo na legislação federal.

“Como o Estado de São Paulo não conseguiu ter uma estrutura mínima para aderir ao sistema federal, os agricultores familiares, hoje, já encontram dificuldade para vender em outros Estados e são obrigados a concorrer com produtos que vêm de fora. Com a nova lei, a situação do setor ficará ainda mais grave”, sinaliza Marchiori.

A lei, que depende de regulamentação, segue agora para a sanção do governador João Doria, e entra em vigor quatro meses após publicação no Diário Oficial. 

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Violência policial: 1,2 mil adolescentes foram mortos no Estado em seis anos

(Arquivo/ Nivaldo Lima/SP AGORA)

Relatório feito pelo Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostra que em seis anos, de janeiro de 2015 a dezembro de 2020, 1.253 crianças e adolescentes (população com 19 anos ou menos) morreram em decorrência de intervenção policial no estado de São Paulo. 

Segundo o relatório, divulgado na última terça-feira (23), as crianças e adolescentes representam, no período, 24% do total das vítimas de mortes decorrentes de intervenção policial no estado. Os dados do documento foram fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) paulista. O relatório utiliza a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica crianças e adolescentes como as pessoas com 19 anos ou menos.

O documento mostra que, apesar de elevada, a quantidade de crianças e adolescentes mortas em intervenções policiais tem diminuído nos últimos anos. Na faixa etária de 15 a 19 anos, a taxa por 100 mil pessoas caiu de 7,26 em 2016 para 4,28, em 2020, uma diminuição de 41%. No entanto, o risco relativo para esses adolescentes serem mortos pela polícia ainda é maior do que o das outras faixas etárias, em 2020: taxa de 3,77 de mortes para a população de 20 a 29 anos, e de 0,68 para 30 anos ou mais.

“Essa redução entre 2015 e 2020 se deve a uma atuação mais destacada da Ouvidoria de Polícia no controle externo das atividades policiais, com uma cobrança maior, denúncias, visibilidade dos casos de violência policial e também a atuação das entidades de direitos humanos, dando evidência e publicidade a esses casos e cobrando esclarecimentos”, disse o advogado, especialista em direitos da infância e juventude e membro do Grupo Tortura Nunca Mais, Ariel de Castro Alves.

No ano de 2020, as intervenções policiais em SP causaram mortes de jovens de 15 a 19 anos, equiparáveis a mais da metade dos óbitos desse público vítima de homicídios, latrocínio, ou lesão corporal seguida de morte. De acordo com o documento, no ano passado, a taxa por 100 mil jovens, de 15 a 19 anos, mortos por homicídio, latrocínio ou lesão corporal foi de 7,16. Para a mesma faixa etária, de mortes causadas por intervenção policial a taxa foi de 4,28.

“Nós estamos em um dos estados mais violentos do país no que diz respeito à violência policial. [Os policiais] falam abertamente que os adolescentes não são punidos pela legislação e pelas varas da Infância e da Juventude. Então, eles acabam fazendo essa espécie de limpeza social por meio desses assassinatos em supostos confrontos que, na maioria dos casos, são verdadeiras execuções sumárias”, destacou Alves. 

O relatório mostra ainda que as mortes causadas pelas intervenções policiais atingem mais as crianças e adolescentes negros. No período de 2015 a 2020, entre as vítimas meninas de 15 a 19 anos, 43% eram não negras e 57% eram negras. Entre os meninos de até 14 anos, 77% das vítimas eram negros e outros 23% eram não negros; e na faixa etária de 15 a 19 anos, 68% eram negros e 32% não negros.

“A desigualdade racial se acentua quando o foco é colocado nas mortes decorrentes das forças policiais: no estado de São Paulo, o risco de um adolescente negro ser morto em uma ocorrência policial é duas vezes maior do que de um adolescente de outra raça/cor: entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa de 2,4 mortes por 100 mil para não negros aumenta para 5,6 por 100 mil para negros”, diz o texto do relatório.

Homicídios, latrocínios e lesão seguida de morte

O documento mostra também que, desde 2015, o número de mortes de crianças e adolescentes de até 19 anos, causadas por homicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte, está reduzindo. Em 2015, 358 menores de 19 anos foram vítimas desses crimes. Em 2020, esse número caiu para 243, uma diminuição de 32%.

“Apesar da importante redução apontada no relatório, é alarmante o total de vidas de crianças e adolescentes que têm sido interrompidas pela violência. É possível e urgente prevenir essa violência”, disse a chefe do escritório do Unicef em São Paulo, Adriana Alvarenga. 

“O estado tem condições de investir em políticas integradas de prevenção, que passem pela criação de oportunidades concretas para adolescentes e jovens mais vulneráveis como também pelo compromisso de apuração e responsabilização pelas mortes ocorridas”, acrescentou.

O relatório ainda aponta que o grupo mais vulnerável a homicídios, latrocínios e lesão corporal seguida de morte são adolescentes negros, do sexo masculino, entre 15 e 19 anos. As taxas de homicídio, latrocínio e lesão corporal para meninos negros são maiores em todas as faixas etárias e, para adolescentes entre 15 e 19 anos, chegam a ser duas vezes maiores do que para não negros.

“A segurança pública tem que assumir a responsabilidade sobre esses números, mas ela sozinha não resolve o problema. Para que políticas de prevenção se desenvolvam, e para que nosso estado não perca nenhuma vida, são necessárias articulações intersetoriais”, destacou a presidente do comitê, a deputada estadual Marina Helou (Rede). 

SSP

Em nota, a SSP destacou que as ocorrências de mortes por intervenção policial envolvendo crianças e adolescentes caíram quase à metade entre 2015 e 2020 no estado de São Paulo. “A redução foi de 49%. Paralelamente, o estado também reduziu taxas de mortalidade para grupo de 100 mil habitantes para os grupos de crianças de 0 a 14 anos e de 15 a 19 anos, 0,02 e 4,28, respectivamente. Ambas são menores do que a atual taxa estadual de homicídios dolosos por 100 mil habitantes, que é de 6,49/100 mil habitantes”. 

Segundo a pasta, todas as circunstâncias relacionadas às mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, pela Polícia Militar, com acompanhamento das corregedorias e do Ministério Público, e relatadas ao Poder Judiciário. 

“O confronto não é opção dos policiais que, ao chegarem às ocorrências, são confrontados por criminosos armados que investem contra eles. A polícia paulista trabalha para prender e levar à Justiça aqueles que infringem a lei”, diz a nota.

De acordo com a SSP, somente em 2020, 197 policiais civis, militares e técnico-científicos foram demitidos ou expulsos.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Conselho de Ética aceita denúncia contra deputado que apalpou parlamentar

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aceitou, por unanimidade, nesta quarta-feira (10), a denúncia da deputada Isa Penna (PSOL) e abriu processo contra o deputado Fernando Cury (Cidadania), por importunação sexual. Em dezembro, Cury foi flagrado passando a mão no seio da colega no plenário da Casa, episódio que foi transmitido ao vivo pela TV Alesp.

O deputado Emidio de Souza foi indicado como relator do caso pela presidente do conselho, a deputada Maria Lúcia Amary. A partir de agora, Fernando Cury tem o prazo de 5 sessões ordinárias do plenário da Alesp para apresentar a sua defesa ao Conselho de Ética, com cópia para todos os integrantes. O documento será analisado pelo relator, que terá 15 dias para elaborar um parecer. 

Na etapa seguinte, os deputados do Conselho de Ética avaliam se concordam ou não com o relator. Caso eles definam por uma condenação, o caso é enviado para o plenário da Câmara. Em caso de condenação, Cury pode ter o mandato suspenso e até cassado.

Cidadania

No começo de janeiro, o Conselho de Ética do partido Cidadania aprovou um relatório em que recomenda a expulsão do deputado. Segundo comunicado divulgado pelo partido, o parecer da Comissão e o relatório vão ser encaminhados para a Presidência do Cidadania, “à qual caberá convocar o Diretório Nacional para deliberar a respeito e decidir pela expulsão ou não do parlamentar”, informa.

“As imagens do plenário por si conferem clareza ao acontecimento, com nitidez, câmeras flagraram um comportamento descabido, rasteiro e incongruente por parte do deputado Fernando Cury contra a deputada Isa Penna. O fato é grave e insolente, não nos permite outra interpretação que não a de estarmos diante de um acontecimento desrespeitoso e afrontoso, que deve ser combatido”, anotou a relatora, Mariete de Paiva Souza.

Justiça

No mês passado, a Justiça de São Paulo autorizou a abertura de investigação contra Fernando Cury. Em depoimento ao Ministério Público (MP) de São Paulo, Penna afirmou que foi surpreendida pela aproximação de Cury enquanto conversava com o presidente da assembleia, deputado Cauê Macris (PSDB).

“Reiterando ter sido sexualmente importunada pelo Deputado Fernando Cury, que lhe surpreendeu ‘com uma apalpada na lateral de seu seio direito, um abraço por trás (que vulgarmente chamamos de encoxada)’, sendo que, ainda, na ocasião ‘pôde identificar um cheiro forte de bebida alcoólica vindo do hálito e das roupas de seu agressor’”, diz o pedido feito pelo MP para a abertura da investigação.

*Com TV Cultura

Importunação sexual: autorizada investigação contra Fernando Cury

Fernando Cury (Cidadania) toca a deputada Isa Penna (PSOL) durante sessão na Alesp (Reprodução)

A Justiça de São Paulo autorizou a abertura de investigação contra o deputado estadual Fernando Cury  (Cidadania) por importunação sexual. Em dezembro do ano passado, a deputada estadual Isa Penna (PSOL) prestou queixa contra Cury após um episódio em que ela afirma que foi apalpada pelo colega.

A cena foi registrada pelas câmeras do plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Em depoimento ao Ministério Público (MP) de São Paulo, Penna afirmou que foi surpreendida pela aproximação de Cury enquanto conversava com o presidente da assembleia, deputado Cauê Macris (PSDB).

“Reiterando ter sido sexualmente importunada pelo Deputado Fernando Cury, que lhe surpreendeu ‘com uma apalpada na lateral de seu seio direito, um abraço por trás (que vulgarmente chamamos de encoxada)’, sendo que, ainda, na ocasião ‘pôde identificar um cheiro forte de bebida alcoólica vindo do hálito e das roupas de seu agressor’”, diz o pedido feito pelo MP para a abertura da investigação.

Filmagens e depoimentos

O desembargador João Carlos Saletti determinou que todas as filmagens das câmeras da Alesp sejam anexadas ao inquérito e o depoimento de 11 deputados presentes na sessão, entre eles o próprio presidente Cauê Macris.

Outro lado

Em nota, o deputado Fernando Cury disse que ainda não teve acesso à íntegra da decisão sobre a investigação, mas negou ter agido de forma inapropriada.  “Através de prova pericial das imagens captadas pelas câmeras da Assembleia Legislativa, a defesa demonstrará, inclusive, que não houve apalpação de seio, mas, exclusivamente, um abraço sem malícia, sem conotação sexual e sem discriminação de gênero”, diz o posicionamento do deputado.

Por Daniel Mello, da Agência Brasil

Conselho de ética do Cidadania defende expulsão de deputado após assédio na Alesp

Fernando Cury (Cidadania) toca a deputada Isa Penna (PSOL) durante sessão na Alesp (Reprodução)

O Conselho de Ética do partido Cidadania aprovou ontem (10) um relatório em que recomenda a expulsão do deputado estadual Fernando Cury. O parlamentar do partido foi gravado apalpando a deputada Isa Penna (PSOL) dentro do plenário da casa.

Segundo comunicado divulgado pelo partido, o parecer da Comissão e o relatório vão ser encaminhados para a Presidência do Cidadania, “à qual caberá convocar o Diretório Nacional para deliberar a respeito e decidir pela expulsão ou não do parlamentar”, informa.

“As imagens do plenário por si conferem clareza ao acontecimento, com nitidez, câmeras flagraram um comportamento descabido, rasteiro e incongruente por parte do deputado Fernando Cury contra a deputada Isa Penna. O fato é grave e insolente, não nos permite outra interpretação que não a de estarmos diante de um acontecimento desrespeitoso e afrontoso, que deve ser combatido”, destacou a relatora, Mariete de Paiva Souza.

Para a relatora do procedimento, a importunação sexual sofrida pela deputada fere frontalmente o Código de Ética do Cidadania em seu artigo 3º, inciso I.

Em nota ao G1, Cury disse que não tem “dúvidas de estar sendo submetido a um julgamento ilegal, sumário e de exceção, que viola o Código de Ética do próprio partido e a Constituição Federal.”

Vídeo mostra deputado apalpando seio de colega na Assembleia de SP

A situação foi gravada às 0h36 desta quinta-feira (17/12), durante sessão lesgialativa após a votação da Lei do Orçamento.

Vídeo gravado por câmera da Assembleia Legislativa de São Paulo mostra o deputado Fernando Cury (Cidadania) passando a mão no seio da deputada estadual Isa Penna (PSOL) durante sessão extraordinária para votar o orçamento do estado na noite desta quarta-feira (16).

Pelas imagens, é possível ver o deputado Fernando Cury conversando com outro deputado. Depois, ele faz um movimento em direção à deputada Isa Penna, que está apoiada na mesa diretora da Casa, e retorna a conversar com outro parlamentar, mas volta a se dirigir à deputada. Cury, então, para atrás da deputada apalpando seu seio e ela, imediatamente, tenta o afastar.

Segundo nota da deputada, ela e outras parlamentares já foram assediadas em outras ocasiões.

“A deputada Isa Penna é conhecida por atuar em prol do combate à violência contra as mulheres e afirma que a violência política de gênero que sofreu publicamente na ALESP infelizmente não é um caso excepcional, dado que ela e as deputadas Mônica Seixas e Erica Malunguinho, do mesmo partido, já foram assediadas em ocasiões anteriores”, diz a nota.

Em discurso no plenário nesta quinta-feira (17), a deputada do PSOL afirmou que vai registrar um boletim de ocorrências contra o parlamentar do Cidadania e abrir uma representação contra ele no Conselho de Ética da Casa.

“O caso que a gente vive não é isolado. A gente vê a violência política e institucional contra as mulheres o tempo todo. O que dá direito de alguém encostar numa parte íntima do meu corpo. Meu peito é íntimo. É o meu corpo. Eu estou aqui pedindo pelo direito de ficar de pé e conversar com o presidente da Assembleia sem ser assediada”, afirmou Isa Penna.

Também em plenário, o deputado Cury pediu desculpas por “abraçar” a colega. Ele negou que houve assédio ou importunação sexual.

“Subo aqui hoje nessa tribuna muito constrangido e muito triste pelo fato que foi aqui ocorrido e relatado, pelo julgamento feito, mas estou aqui para passar a minha versão para vocês. Em primeiro lugar, gostaria de frisar a todos, principalmente as mulheres que estão aqui, que não houve, de forma alguma, da minha parte, a tentativa de assédio, importunação sexual ou qualquer outra coisa ou qualquer outro nome semelhante a esse. Eu nunca fiz isso na minha vida toda. E quero dizer, de forma veemente, principalmente para as colegas deputadas que estão aqui, eu nunca fiz isso. Mas se a deputada Isa Penna se sentiu ofendida com o abraço que eu lhe dei, eu peço, de início, desculpa por isso. Desculpa se eu a constrangi. Desculpa se eu tentei, como faço com diversas colegas aqui, de abraçar e estar próximo. Se com esse gesto eu a constrangi e ela se sentiu ofendida, peço desculpas.”

Em outro momento do discurso, Cury disse que “sua chefe de gabinete é mulher e está acostumado a abraçar e beijar suas assessoras.”

“Queria dizer para vocês que não fiz por mal nada de errado. Meu comportamento com a deputada Isa Penna é o comportamento que tenho com cada um dos deputados aqui. Com os colegas deputados, as colegas deputadas, com os assessores e com as assessoras, com a Polícia Militar femininas aqui. De cumprimentar, de abraçar, de beijar, de estar junto. A minha chefe de gabinete é uma mulher. Eu tenho assessoras mulheres aqui, no escritório em Botucatu. Eu nunca ia fazer isso na frente de 100 deputados. Quantas câmeras tem aqui na Assembleia Legislativa? Estava na frente do presidente. Pelo amor de Deus. Eu não fiz nada disso. Não fiz nada de errado. O que eu diz foi abraçar. Vocês viram o vídeo”.

Em nota, a Alesp afirmou que o Conselho de Ética fará a avaliação do caso.

 

Cinema drive-in gratuito vai até dia 23 de agosto na Capital

A capital paulista terá cinema ao ar livre para que o espectador assista aos filmes gratuitamente dentro de seu carro. O Drive-in Paradiso será instalado no estacionamento da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na zona sul, onde funcionará deste sábado (1º) até dia 23 de agosto. Com curadoria de Marina Person, o foco é a celebração das produções nacionais.

Em Praia Grande, o cinema drive-in já é um sucesso (Ivan Ferreira/Divulgação/via G1)

As sessões serão realizadas aos sábados e domingos, às 17h, às 20h e às 23h. Serão disponibilizados ingressos para cem carros por sessão, que deverão ser reservados pela plataforma online de eventos Sympla. Cada carro pode ter até quatro pessoas. O projeto é uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich, com correalização da prefeitura e parceria do Cine Autorama e apoio da Alesp.

“O que mais me empolgou nessa curadoria foi a possibilidade de trazer filmes que fazem parte da memória afetiva brasileira, com títulos que foram grandes sucessos de bilheteria, quanto de exibir outros que provocam reflexões sobre o momento que estamos vivendo”, disse a curadora Marina Person.

A programação conta com a faixa #vidasnegrasimportam, com co-curadoria de Rayanne Layssa, exclusivamente dedicada a filmes de diretores negros brasileiros, que abre o primeiro dia do Drive-in Paradiso, neste sábado, com a exibição do longa Café com Canela, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, premiado no 50º Festival de Brasília.

No mesmo dia, haverá a pré-estreia do longa de Caru Alves, Meu Nome é Bagdá, vencedor do prêmio do júri na mostra Generation do Festival de Berlim neste ano. O primeiro dia do evento termina com Central do Brasil, de Walter Salles, uma homenagem aos grandes clássicos brasileiros que continua ao longo do mês.

No domingo (2), o público poderá assistir ao infantil As Aventuras do Avião Vermelho, à biografia musical Elis e à comédia De Pernas pro Ar 3.

Programação gratuita de qualidade

Segundo o secretário municipal da Cultura, Hugo Possolo, o projeto oferece uma programação gratuita de qualidade com o devido distanciamento social. “A pandemia nos obrigou a pensar em diferentes formas de manter a oferta de cultura para a população e o Drive-In Paradiso se apresenta como uma excelente alternativa”, disse o secretário.

Ao longo do mês, serão exibidos outras produções do audiovisual nacional, como Bacurau em sessão dupla com filme surpresa escolhido por um dos diretores do longa, Kleber Mendonça Filho, e Pacarrete, de Allan Deberton. Antes dos longas, haverá a exibição de curtas-metragens produzidos por cineastas das periferias de São Paulo.

Protocolos

A prefeitura divulgou o protocolo sanitário para o evento:

– Ocupação de até quatro pessoas por veículo, com uso obrigatório de máscara

– Ingressos gratuitos adquiridos online e recebidos diretamente no celular/tablet

– Leitura de ingressos realizada à distância, através de leitores ópticos

– Todos os ocupantes do veículo terão as temperaturas aferidas

– O público não terá contato com a equipe de produção e somente poderá sair do veículo para uso dos sanitários (acendendo o pisca-alerta dos carros para que alguém da produção os acompanhe até a área dos sanitários)

– Os sanitários estarão equipados com lavatórios, sabão e álcool em gel 70%

– Todos os sanitários serão higienizados após cada uso

– Será disponibilizada uma ambulância UTI durante todo o período do evento

Por Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil 

Alesp aprova antecipação do feriado de 9 de julho

(Sergio Galdino/Alesp)

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou na madrugada de hoje (22) a antecipação do feriado de 9 de julho para a próxima segunda-feira (25). Com cinco votos contrários, a maioria dos deputados paulistas concordou com o projeto enviado pelo Governo do Estado de São Paulo.

A aprovação aconteceu após as 3h da madrugada. Apesar do resultado, deputados contrários criticaram a proposta sob o argumento de que a antecipação do feriado poderia estimular as pessoas a viajarem e, com isso, espalhar o vírus pelo Estado.

Na Capital paulista, que cumpriu feriado de Corpus Christi e do Dia da Consciência Negra, na quarta-feira e ontem (21), houve aumento no índice de isolamento da cidade, apesar do percentual ter ficado abaixo do previsto pela Prefeitura e pela Secretaria Estadual de Saúde.

No caso do feriado de 9 de julho, logo após a aprovação, os deputados passariam a analisar as emendas apresentadas. Mas, por falta do mínimo de deputados presentes na votação online, a sessão foi encerrada às 4h02 da madrugada.

O presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), convocou nossa sessão para às 10h de hoje.