Desemprego aumenta na região metropolitana da capital

Por Daniel Mello

Em fevereiro, a taxa de desemprego ficou praticamente estável na Região Metropolitana de São Paulo, segundo a pesquisa divulgada hoje (26) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação Seade). O índice de desemprego passou de 15,3% em janeiro para 15,5% em fevereiro, totalizando 1,71 mil pessoas sem ocupação.

Em comparação com fevereiro de 2018, quando 16,4% da população economicamente ativa estava sem trabalho, o nível de desemprego registra queda. No período, o contingente de desempregados teve redução de 90 mil pessoas. Entre janeiro e fevereiro deste ano, o número de pessoas sem emprego aumentou em 12 mil.

O município de São Paulo teve alta de 14,4% na taxa de desemprego de janeiro para 14,9% no último mês de fevereiro. Na parte leste da Grande São Paulo, que inclui Guarulhos e Mogi das Cruzes, o nível de desemprego passou de 17,7% para 19,3%. O Grande ABC teve queda de 16,5% para 14,8%.

Em 12 meses, o setor de serviço foi o que mais abriu vagas, em um total de 95 mil novos postos, uma elevação de 1,7%. O comércio e reparação de veículos criou mais 90 mil postos, crescendo 5,6%. A construção, por outro lado, fechou 74 mil vagas, reduzindo em 12% o nível de emprego no setor.

Ocupados e rendimentos

O número de ocupados na região metropolitana passou de 9,4 milhões em janeiro para 9,32 milhões em fevereiro. O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho, com o corte de 85 mil vagas. Enquanto o comércio e reparação de veículos abriu 24 mil novos postos.

Entre janeiro de 2018 e janeiro de 2019, o rendimento médio dos ocupados passou de R$ 2.145 para R$ 2.077, uma retração de -3,2%. O rendimento médio dos assalariados caiu de R$ 2.202 em janeiro do ano passado para R$ 2.145 no primeiro mês de 2019.

Prefeitura vai substituir mural de grafite do Anhangabaú

Por Daniel Mello

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Prefeitura de São Paulo vai substituir um mural de grafite no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. A obra realizada em 2015, ao lado da Praça das Artes, um dos equipamentos da Secretaria Municipal de Cultura começou a ser apagada ontem (20). Nas redes sociais, um dos grafiteiros responsável pela pintura, o porto-riquenho Alexis Diaz, lamentou a remoção do mural, gerando centenas de comentários em desaprovação.

Em nota divulgada hoje (21), a Secretaria de Cultura disse que a intervenção foi realizada em um imóvel privado e o contrato já estava vencido. Por isso, foi tomada a decisão de fazer um novo mural, com consentimento dos artistas Alexis Diaz e o chileno Inti, que fizeram a pintura original. De acordo com o comunicado, eles deverão assinar um outro grafite no mesmo local.

“A nova obra irá dialogar com o projeto de reabertura da Praça das Artes, espaço público vizinho, que será reinaugurado no sábado (23) com enfoque no direito à cidade, ocupação de espaços públicos e multiculturalismo. O mural atual será apagado até sexta-feira (22), como informado aos artistas, e trará a seguinte frase ‘reservado para Inti e Alexis Diaz’ ”, diz a nota da secretaria.

A secretaria disse que “reconhece a arte urbana como uma vertente relevante e fundamental para a cultura contemporânea e para identidade da cidade” e que novos artistas serão selecionados para fazer trabalhos em outros espaços da Praça das Artes. “Reforçamos o compromisso da Secretaria Municipal de Cultura com o diálogo e a valorização das expressões artísticas e culturais na cidade de São Paulo”, finaliza o comunicado.

Condenação

No final de fevereiro, a Justiça de São Paulo condenou o ex-prefeito João Doria (PSDB), atual governador do estado, e a prefeitura de São Paulo ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 782,3 mil pela remoção do mural de grafites da Avenida 23 de maio.

O caso ocorreu em fevereiro de 2017, primeiros meses de Doria à frente da administração municipal. Inicialmente, as laterais da avenida foram pintadas de cinza para, em seguida, ser instalado um jardim vertical.

Na decisão, o juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara da Fazenda Pública, considera que a iniciativa deveria ter sido submetida à análise do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo.“Uma preocupação do espaço público, que, a pretexto de proceder à legítima zeladoria urbana, lesionou patrimônio cultural imaterial de São Paulo”, disse o magistrado.

Na ocasião, a defesa do governador João Doria afirmou que a sentença é nula, pois ele não teria sido formalmente citado. Os advogados disseram que vão recorrer para anular o processo e a sentença.

Mesmo com chuva, dez mil atletas participam de corrida no Centro

(Sérgio Shibuya/Fotos Públicas)

O tempo instável neste domingo (25) não espantou cerca de dez mil atletas que participaram da ‘Corrida Mulher Maravilha – Summer Edition’. As corredoras enfrentaram duas provas, de quatro e oito mil metros. 

O evento é promovido pela Yescom e pela DC Comics and Warner Bros, com apoio da Prefeitura de São Paulo.