Estado vai testar fuzil que pode ser usado pela polícia

ARX 100: Uma das armas fabricadas pela Beretta (Reprodução)

Nas próximas semanas, a Polícia Militar começará a fase de testes do processo de licitação internacional para a compra de 300 fuzis 5.56. O objetivo, além de modernizar o arsenal da instituição, é garantir aos policiais condições mais seguras e adequadas no combate à criminalidade e aumentar a percepção de segurança da população.

Conforme previsto no edital, os testes seguirão as normas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e serão realizados de acordo com a classificação das empresas habilitadas, Beretta, da Itália (vídeo abaixo) e FN Herstal, da Bélgica, na etapa anterior. A fabricante italiana apresentou a proposta com o menor valor e agora tem 15 dias para disponibilizar dez armas para as avaliações.

Da amostra disponibilizada, serão selecionados quatro fuzis de forma aleatória para que sejam efetuados 10 mil disparos com cada. Posteriormente, serão realizados testes de precisão com três exemplares já utilizados e um novo para que os resultados possam ser comparados. “Todos [os disparos] tem que ser iguais, sem desgaste do cano”, salienta o tenente-coronel Marco Aurélio Valério, chefe do Centro de Material Bélico da PM.

Modernização

A modernização do arsenal da PM é mais uma iniciativa do Governo do Estado para equipar as forças de segurança no combate à criminalidade. Somente nos sete primeiros meses do ano, 156 fuzis que estavam em poder de criminosos foram apreendidos em todo o território paulista.

Para a definição dos equipamentos a serem adquiridos, a corporação realizou estudos de cada modelo, bem como buscou referências internacionais junto a outras forças de segurança no mundo.

Paralelamente, foram realizados testes com diversos equipamentos para se chegar às especificações técnicas e aos equipamentos que mais se adequam às necessidades do Estado. Somente após esse trabalho é que os respectivos editais foram lançados.

Editais

Neste ano, além da licitação para a aquisição de fuzis, foram lançados editais para a aquisição de 40 mil pistolas semiautomáticas e de mil armas de incapacitação neuromuscular.  Ambas também estão em fase de testes de devem ser concluídas nas próximas semanas.

“A visão de futuro da PM é ser reconhecida nacional e internacionalmente como uma organização de excelência na prestação de serviços na área da Segurança Pública. Para isso, é preciso adotar boas práticas internacionais e usar os melhores equipamentos”, ressalta o tenente-coronel Marco Aurélio Valério.

Abaixo vídeo de demonstração do armamento produzido pela Beretta.

*com informações do Governo do Estado de SP

Homens tinham mais de 5 mil munições presas ao corpo

(PRF/Reprodução)

Dois homens foram presos com 5.208 projéteis presos ao corpo com fitas adesivas. O flagrante foi feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A munição, de uso restrito das Forças Armadas, estava colada no abdome e nas pernas dos suspeitos, que não tiveram o nome divulgado. Ao todo, 5.005 projéteis eram de 9 milímetros, 201 de fuzil 5.56 e dois para fuzil 7,62.

Os dois homens, de 20 anos de idade, estavam em um ônibus que seguia de Foz de Iguaçu para Curitiba, no Paraná. Um dos presos declarou morar em Fazenda Rio Grande; o outro, em Araucária, municípios da região metropolitana da capital paranaense.

*com informações da Agência PRF

*erramos ao dizer no primeiro parágrafo que um homem havia sido preso. Informação corrigida

Centro que atende vítima de violência bate record de atendimento

O Centro de Referência e Apoio à Vítima (Cravi) registrou recorde de atendimento nos primeiros quatro meses de 2019. Foram contabilizados 1.049 atendimentos nos meses de janeiro a abril. No mesmo período de 2018, foram 452. Trata-se do maior número de procedimentos no primeiro quadrimestre desde a criação do programa, em 1998.

Nesse período, o centro prestou auxílio em Suzano, em razão do ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em 13 de março, numa tragédia que deixou dez mortos. Do dia do ataque até 30 de abril, o Cravi prestou 495 atendimentos, direcionados a alunos sobreviventes, seus familiares, funcionários e professores.

Baixe o aplicativo do SP AGORA

“A experiência da Escola Raul Brasil foi fundamental para difundir a importância de se falar sobre violência, nos mais diferentes contextos, inclusive, no escolar”, avalia Bruno Fedri, psicólogo do Cravi.

Além de Suzano, outros 554 atendimentos foram realizados na sede do Cravi, no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital. Ali são atendidas diariamente as vítimas de crimes graves, entre elas as de violência doméstica.

O Cravi realiza também oficinas mensais para profissionais e servidores das áreas de saúde, assistência social, direito, psicologia, e educação, e a estagiários e estudantes que atuam no atendimento direto à população.

*com informações do Governo de SP

Bolsonaro assina novas regras para atiradores e caçadores

Por  Pedro Rafael Vilela

O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje (7), em cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que regulamenta a posse, o porte e a comercialização de armas e munições para caçadores, atiradores esportivos e colecionadores, os chamados CACs.

Entre as mudanças, o governo sobe de 50 para 1.000 o limite de cartuchos de munições que podem ser adquiridos por ano pelos CACs, além de autorizar o transporte de armas carregadas e municiadas no trajeto entre a casa do portador e os clubes de tiro, o que estava proibido. O decreto também permite a livre importação de armas e munições e amplia o prazo de validade do certificado de registro de armas para 10 anos, bem como todos os demais documentos relativos à posse e ao porte de arma. A íntegra da nova lei será publicada na edição de amanhã (8) do Diário Oficial da União. 

“Eu estou fazendo algo que o povo sempre quis, levando-se em conta o referendo de 2005 [que manteve o comércio de armas no país]. O governo federal, naquela época, e os que se sucederam, simplesmente, via decreto, não cumpriram a legislação e extrapolaram a lei, não permitindo que pessoas de bem tivessem mais acesso a armas e munições”, disse Bolsonaro em rápida entrevista a jornalistas após cerimônia.

O decreto também amplia o uso da arma de fogo para moradores de áreas rurais. Até então, o uso era permitido apenas na casa-sede da propriedade. Com a nova lei, está autorizado o uso em todo o perímetro do terreno. Também há uma permissão expressa na norma para que estabelecimentos credenciados pelo Comando do Exército possam vender armas, munições e acessórios. Na prática, isso deve ampliar o número de estabelecimentos comerciais que vendem armas de fogo.

Outra mudança introduzida pelo decreto é a garantia do porte de arma a praças das Forças Armadas com estabilidade assegurada, que tenham pelo menos 10 anos de serviço, além de garantia das condições do porte a militares inativos. 

Importação



No caso da livre importação, o governo quebra o monopólio da empresa Taurus, maior fabricante de armas e munições do país, já que passa a permitir a aquisição de armas e munições do exterior mesmo quando houver similar no Brasil, o que era vedado pela legislação em vigor. Bolsonaro disse que deve rever a taxação da empresa para não prejudicá-la frente a abertura de concorrência no mercado. 

O presidente ressaltou que o decreto “não é um projeto de segurança” pública, mas defendeu o direito da população se armar. Ele criticou as políticas públicas adotadas por governos anteriores. “Toda a política desarmamentista que começou lá atrás no Fernando Henrique Cardoso até hoje, o resultado foi a explosão do número de homicídios e mortes por arma de fogo. Com toda certeza, dessa maneira, nós vamos botar um freio nisso”, afirmou. 

Professor armado invade Secretaria de educação

Uma besta, flechas e faca de caça são apreendidos na Secretaria de Educação com um homem que invadiu o local (PMDF/Reprodução)

Um professor de 53 anos entrou no prédio da Secretaria de Educação do Distrito Federal (DF) com uma faca, dardos e uma besta, mesmo tipo de arma usada pelos jovens envolvidos no atentado na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP). O homem foi preso e encaminhado à 5º Delegacia de Polícia do DF. De acordo com a Polícia Militar, não houve feridos.

Segundo a PM, o homem chegou à secretaria dizendo que queria uma conversa com o Secretário de Educação, Rafael Parente. A segurança chamou a Polícia Militar, porque o homem estava muito alterado.

Policiais chegaram ao local e abordaram o professor. Em nota, a PM diz que o homem ofereceu resistência, mas os policiais conseguiram imobilizá-lo. Dentro da mochila dele foram encontrados uma faca Imbel, uma besta e três dardos. “O homem alegou que queria encontrar o secretário, que queria mostrar esse armamentos, depois iria cometer suicídio”, informa o comunicado.

A Secretaria de Estado de Educação do DF informou que o professor subiu até a assessoria do gabinete, no 12ª andar. “Funcionários perceberam o cabo da besta para fora da mochila que ele carregava e acionaram a PM. Dois policiais chegaram rapidamente e o renderam”, diz também em nota. O professor não chegou a utilizar as armas.


https://spagora.com.br/estudante-ameaca-atacar-escola-de-manaus/

Pelo Twitter, Parente disse que o governador em exercício, Paco Britto, determinou o afastamento imediato do professor e abertura de processo administrativo disciplinar (PAD) contra ele. Nem a Secretaria de Educação nem a PM confirmaram, até o momento, a identidade do homem.

Também na rede social, o secretário de Educação diz que registrou alguns casos de ameaças de alunos. “A Secretaria de Segurança e toda a inteligência do GDF [governo do Distrito Federal] já estão em ação, dentro de algumas escolas e à paisana”.

Justiça decide sobre policiais armados em voos

Jonas Valente/Agência Brasil

Juiz do caso afirmou que disparos acidentais em aeronaves têm consequências “catastróficas” (Arquivo/Reprodução)

A Justiça Federal negou pedido de liminar de diversos sindicatos de policiais rodoviários federais para permitir o embarque armado em voos. Eles entraram com ação para suspender parte da norma da Polícia Federal de julho deste ano que regulamentou o controle de pessoas com armas de fogo em viagens, garantindo que apenas os agentes da corporação ficaram fora de proibições da Agência Nacional de Aviação (Anac).

O juiz federal substituto da 21ª Vara da Seção Judiciária do DF argumentou em sua negativa que a lei delega o controle do embarque armado à Polícia Federal e à Anac. Neste sentido, a publicação da norma da PF sobre o tema não teria incorrido em nenhuma irregularidade ou invasão de competência.

“O agente público policial federal está regularmente investido das prerrogativas constitucionais para proferir avaliação sobre a necessidade do embarque armado, num pleno exercício do poder discricionário inerente à administração pública, escorado na lei, máxime por exercer seu específico munus no caso em tela, não havendo espaço para alegação de ilegalidade ou arbitrariedade”, justificou o magistrado.

Além da prerrogativa da PF para esse tipo de autorização, ele avaliou que a restrição do embarque armado a outros policiais mitiga o dever destes de agir, é “desprovida de qualquer utilidade tanto prática como para garantia da prerrogativa” e “gera um risco infundado e desproporcional para o transporte aéreo civil brasileiro”.

Segundo o juiz federal, disparos acidentais em aeronaves têm consequências “catastróficas”, como machucar alguém ou danificar a fuselagem, pondo em risco todos os passageiros do voo. Ele citou como exemplo o caso de tribunais, onde agentes policiais ou de escolta que não estão no cumprimento de suas funções devem recolher suas armas. 

O magistrado solicitou a réplica dos autores da ação e dispensou audiência ou produção de outras provas, indicando que irá já proferir sentença após receber os argumentos dos sindicatos de policiais rodoviários.