Bandidos fazem arrastão e são presos pela PM

equipes sobre motocicletas da polícia militar de São Paulo - Rocam

A Polícia Militar prendeu dois suspeitos de fazer um arrastão, na noite de ontem (5), na região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo. Dois bandidos e um comparsa, que conseguiu fugir, atacaram ao menos 17 pessoas, levando celulares e dinheiro. Ocupando duas motos, eles abordavam principalmente mulheres e levavam os pertences.

Uma das motocicletas era roubada, enquanto que a outra pertencia a um dos criminosos, que usou fita isolante para adulterar a placa. Após os ataque, uma das vítimas acionou a PM que, em patrulhamento, localizou os suspeitos.

Com a aproximação dos policiais com motocicletas, os assaltantes fugiram e passaram a ser perseguidos. Na Avenida Paulo Guilger Reimberg, os dois suspeitos foram presos.

Objetos recuperados

Com eles, foram encontrados 17 celulares e um simulacro de pistola. Um dos detidos era menor de idade. A dupla foi encaminhada à delegacia do Jardim das Imbuias, onde 14 vitimas compareceram e fizeram o reconhecimento.

O maior de idade foi autuado em flagrante por roubo e corrupção de menor, e o adolescente seguiu para uma unidade da Fundação CASA.

*Com Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

Vídeo mostra arrastão em hipermercado na Capital

Um vídeo que circulou nas redes sociais na noite desta quinta-feira (17) mostra um arrastão a um hipermercado na Capital Paulista. Nas imagens, gravadas com celular, dezenas de pessoas correm carregando aparelhos eletrônicos.

Um deles chega a derrubar um aparelho, que fica jogado no chão. Outros passam correndo com as mercadorias.

Um taxista, estacionado na entrada do mercado, assiste, sem reação, a cena. Alguns dos ladrões usavam capuz e até capacete para esconder o rosto.

O hipermercado Carrefour fica na Rodovia Raposo Tavares, zona oeste de São Paulo. Em nota enviada à TV Band, a empresa confirmou o crime.

Na noite de 17/03, uma unidade da rede foi alvo de um arrastão, envolvendo o furto de alguns aparelhos eletrônicos. Nenhum cliente ou funcionário ficou ferido. A loja foi imediatamente fechada e as autoridades foram acionadas. A empresa irá registrar um boletim de ocorrência e cooperar com as investigações“.

(Redes Sociais)

Bandidos fazem arrastão em restaurante de Paola Carosella

Paola Carosella, chef e empresária (Reprodução)

A Polícia Militar prendeu dois bandidos que realizavam um arrastão no restaurante da chef e empresária Paola Carosella, ex-participante do reality MasterChef Brasil, da Band. O crime foi em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, e Paola não estava no local na hora do crime.

Armados com um revólver, os criminosos renderam, inicialmente, um cliente e o maitre, que estavam na entrada do restaurante Arturito. Já no interior da casa, eles dominaram os outros funcionários e cerca de dez clientes, anunciando o assalto.

Agressivos, os bandidos recolheram objetos pessoais das vítimas,  como carteiras, celulares, alianças, correntinhas e relógios. Enquanto isso, um funcionário conseguiu se esconder e ligar para o sócio da empresária, que acionou o Copom.

Os policiais chegaram rapidamente ao local. Um dos assaltantes fugiu a pé, mas acabou sendo detido quando caminhava em direção à Avenida Rebouças. 

O comparsa dele, ao perceber a chegada dos PMs, foi para a parte de cima do restaurante, na tentativa de escapar por uma janela, mas também foi preso. Todos os pertences das vítimas foram recuperados.

Os bandidos, ambos maiores de idade e com antecedentes criminais, foram encaminhados ao (14º) Distrito Policial, de Pinheiros, e autuados em flagrante. Clientes que estavam no Arturito na hora do ataque compareceram à delegacia para prestar queixa.

Paola Florencia Carosella tem 48 anos e é uma empresária e chef de cozinha argentina, de ascendência italiana, naturalizada brasileira. Ela atuou durante quase sete anos como jurada do reality MasterChef, mas, no começo do mês, deixou o programa para se dedicar aos seus negócios na área de gastronomia.

*Com informações de Paulo Édson Fiore, da Jovem Pan

PM salvou passageiros e a própria vida ao matar assaltantes em ônibus

Especialistas ouvidos pela reportagem avaliaram como correta a ação de PM que matou dois suspeitos; “se fosse descoberto pelos ladrões, teria sido morto”, afirmam

O policial militar que matou dois suspeitos durante um arrastão em um ônibus em Guarulhos, na Grande São Paulo, agiu corretamente e para preservar a própria vida. Essas são as avaliações de um policial civil e um PM da reserva ouvidos pela Ponte. O PM não estava fardado.

“Na minha avaliação, foi uma situação extrema e não sobrou muita alternativa para o policial. As normas indicam que quando houver a possibilidade de colocar a vida de terceiros em risco, deve-se evitar ao máximo a ação. O ônibus estava com passageiros, o policial atirou contra a pessoa que estava praticando o roubo e poderia acertar outras pessoas. Esse é um fator que tem que ser levado em consideração. O outro, é que ele poderia ser identificado como policial e ser morto pelos criminosos. Ele se antecipou para não ser morto”, avaliou o tenente-coronel aposentado da PM paulista Adilson Paes de Souza, mestre em Direitos Humanos e autor do livro “O Guardião da Cidade – Reflexões sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares”.

O policial civil Alexandre Félix Campos, integrante do Movimento Policiais Antifascismo concorda. “Uma prática que é bastante comum em roubos em coletivo é que os caras entram e falam ‘se tiver polícia aqui vai morrer’. A ação desse policial foi 100 por cento correta. Ele agiu em defesa própria e de terceiros. Ele não é herói, mas também não é vilão. Ele é só um trabalhador da segurança pública, que provavelmente estava andando de ônibus por não ter condições de ter um carro próprio, que agiu adequadamente”, explicou.

Alexandre rejeita a expressão “uso progressivo da força”, adotada por especialistas em segurança pública, e afirma que o correto é “uso proporcional da força” e cita como exemplo uma reintegração de posse. 

“Uma ocupação de sem teto, como aconteceu há alguns anos o caso de Pinheirinho, onde havia muitas crianças e mulheres. Em que momento vai ter uma ação violenta por parte dessas pessoas que vai ser necessário a tropa de choque? Nunca. O máximo de resistência que elas vão oferecer é não se retirar do lugar. O uso, nesse caso, não foi proporcional e por isso que virou um caso emblemático de uma ação equivocada. A escolha é entre vidas e patrimônio e o pacto social diz que a vida vale mais. A ação desse policial no coletivo foi completamente adequada e proporcional, porque existia uma violência colocada e ele estava vulnerável”, explicou.

O caso aconteceu no bairro Ponte Grande, na sexta-feira (14/2), e, no dia seguinte, o governador João Doria usou o Twitter para anunciar que o PM será homenageado. “A opção de confronto é do criminoso. Em SP, bandido que enfrentar a polícia perderá”, escreveu.

Na avaliação do investigador Alexandre Félix, a questão não é se o policial merece ou não ser homenageado, mas a intenção do governador e o recado dado. “Será que isso não gera um novo paradigma para que o policial entenda que só é valorizado quando ele mata? [A homenagem] pode reforçar a ideia de que o policial bom é o que mata. Naquela sexta-feira, milhares de policiais voltaram para a casa e tinham protegido vidas, cumpriram a lei e fizeram o uso proporcional da força, como esse policial. Então quer dizer que todos merecem ser homenageados”, disse Alexandre Felix.

Para o policial, há também o risco de expor o profissional ao homenageá-lo. “Ele pode encontrar pessoas ligadas a essas pessoas que morreram no seu dia a dia. Não é segredo para ninguém que a maioria dos policiais moram em periferia e escondem a farda por segurança. A gente esta mais uma vez falando de um trabalhador em situação de vulnerabilidade que precisa ser cuidado”, alerta. “Ele agiu corretamente, mas será que ele está bem? Será que não precisa de um acompanhamento psicológico?”.

Alexandre Félix também questiona a intenção por trás da homenagem. Segundo ele, João Doria pode estar querendo ficar bem entre os policiais, uma vez que ele vetou um projeto de lei do deputado estadual Raul Marcelo (Psol-SP), que previa auxílio a policiais vítimas de violência e seus familiares, uma demanda da categoria. 

“Será que essa homenagem não é uma cortina de fumaça para esconder o desprezo que o governo tem do policial? Talvez o policial mereça, sim, uma homenagem. Mas questiono o governo sobre qual a intenção. E os cuidados a esse policial, quando serão oferecidos?”, conclui.

Ponte procurou a Secretaria de Segurança Pública de SP, através de sua assessoria privada InPress, é questionou como a pasta avaliava a ação do policial e quais seriam os desdobramentos do caso.

Em nota, a SSP-SP confirmou as informações de que duas pessoas foram mortas, duas fugiram e uma quinta foi baleada no ombro. “O Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da cidade investiga e já iniciou diligências para esclarecer todas as circunstâncias e localizar os dois fugitivos. A PM instaurou um inquérito para apurar o caso”.

Por Maria Teresa Cruz – Repórter da Ponte

Arrastão na Avenida Paulista reúne 100 ladrões, diz tv

Um arrastão, no fim da tarde de ontem (19), provocou pânico para quem estava na Avenida Paulista. Cerca de cem bandidos, incluindo mulheres, furtaram celulares de quem aproveitava o ponto turístico de São Paulo. A informação foi divulgada pela TV Globo, no Hora 1 de hoje (20).

Segundo a reportagem, 12 vítimas registraram boletim de ocorrência na delegacia dos Jardins. A polícia chegou a prender 4 pessoas, incluindo um adolescente de 13 anos, e investiga quem são os outros envolvidos no arrastão.

A informação de que seriam cem bandidos foi baseada nos relatos das vítimas e de policiais que trabalhavam na avenida. Aos domingos, a Avenida Paulista fica fechada para os carros e aberta para o público.