Estado amplia aulas de inglês na rede estadual

O Governador de São Paulo João Doria compartilhou, nesta segunda-feira (24), em suas redes sociais, uma nova medida que prevê aulas de inglêsdesde o primeiro ano para alunos da rede estadual de ensino.

De acordo com o governador, os alunos do 6º ano já recebem aulas da língua estrangeira. Com a medida, estudantes do 1º ao 5º ano também terão aulas do idioma. 

Além do inglês, as disciplinas de Convivência e Tecnologia e Inovação também estarão na grade de ensino. “O programa Inova Educação vai beneficiar mais de 630 mil crianças. Trabalhamos para preparar nossos jovens para os desafios do século 21”, acrescenta Doria.

Por TV Cultura

Capital suspende aulas presenciais por duas semanas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (12) a suspensão das aulas presenciais da rede pública municipal e nas escolas particulares a partir da próxima quarta-feira (17) até o dia 1º de abril. Com o feriado prolongado da Páscoa, na prática os estudantes só deverão voltar à sala de aula no dia 5 de abril, depois do domingo de Páscoa (4 de abril). 

A antecipação do recesso de julho na capital paulista complementa a medida que já havia sido tomada pelo governo de São Paulo em relação à rede estadual. O governo paulista anunciou ontem (11) um endurecimento da quarentena contra o novo coronavírus no estado, com  a interrupção das aulas presenciais, fechamento de setores considerados essenciais e toque de recolher a partir das 20h. Na capital paulista, as escolas privadas poderão também antecipar o recesso ou manter as aulas de forma remota.

“Essa medida se faz necessária para que a gente consiga conter o avanço da covid-19 na cidade”, disse Covas ao fazer o anúncio. A ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais municipais está em 82%. No entanto, um balanço do governo estadual divulgado na última quarta-feira (10) apontava que nove hospitais públicos do município estavam com todos os leitos de UTI ocupados e outro só tinha 5% das vagas disponíveis.

Contaminação na cidade

A prefeitura também aprimorou a metodologia do inquérito sorológico que vem acompanhando a evolução da contaminação na cidade. Além do teste imunomatográfico que vinha sendo feito com a coleta de sangue de voluntários, foi realizado o exame Elisa, semelhante ao usado para detecção do HIV. O segundo exame foi aplicado nos casos com resultado negativo na primeira testagem.

Como resultado, foi verificado um aumento significativo no percentual de pessoas contaminadas com o novo coronavírus na cidade. Assim, 25% dos habitantes da capital paulista já tiveram contato com o vírus, de acordo com o inquérito.

A prevalência é maior na zona sul da capital (28,6%) e menor na parte centro-oeste (19,4%). Nas zonas leste e norte o percentual de contaminados ficou em 26%.

Entre a população mais rica, em regiões com índice de desenvolvimento humano (IDH) mais alto, 20,1% já tiveram contato com o vírus, enquanto entre os que vivem nas áreas com o Índice de Desenvolvimento Humano  (IDH) mais baixo, 28,8% já foram contaminados. A faixa de idade com maior contato com o vírus é entre 18 e 35 anos, com um índice de contaminação de 29,4%.

Por Daniel Mello Repórter da Agência Brasil 

Professores não devem voltar às aulas presenciais, determina Justiça

A Justiça de São Paulo proibiu o governo estadual de realizar atividades presenciais com a convocação de professores nas fases Vermelha e Laranja do Plano São Paulo de combate à covid-19. A decisão da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, vale para os filiados das entidades que ingressaram com a ação na Justiça, das escolas de educação básica do estado, públicas ou privadas, estaduais ou municipais.

Os autores da ação foram o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), o Centro do Professorado Paulista (CPP), o Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo (Apase), a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), e o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo).

Na sentença, assinada no último sábado (6), e divulgada hoje (9), a magistrada afirma que a decisão do governo do estado de retornar com as aulas presenciais é contraditória e sem motivação. “Na fase mais aguda da pandemia, com número de mortes diárias ultrapassando o patamar de 1.000 e a incapacidade do sistema de saúde, o retorno presencial das aulas, ainda que com número reduzido e de forma opcional para os alunos, sem evidências científicas sobre o impacto na transmissão da covid, é medida contraditória e sem motivação válida”.

A juíza ressaltou ainda que o maior risco de transmissão não ocorre nas escolas, mas no aumento da movimentação na cidade causada pelo trânsito de alunos, professores e funcionários. “O risco maior da transmissão do vírus não está no ambiente escolar, mas no deslocamento dos professores, funcionários da escola, crianças e adolescentes, no trajeto da casa à escola, visto que a maioria faz uso de transporte público, que atua no limite”. 

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo disse que ainda não foi intimada e que assim que for notificada “analisará o conteúdo para a adoção de medidas cabíveis”. 

A Secretaria de Educação do Estado de SP informou que as atividades presenciais nas escolas de toda a rede estadual estão mantidas e seguem cumprindo os protocolos estabelecidos pela Secretaria da Educação de acordo com as normas e fases do Plano SP. 

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Mais de 91 mil mães se inscrevem para trabalhar em escolas

(Pref. de São Paulo/Reprodução)

Mais de 91 mil mães se inscreveram para trabalhar nas escolas da Capital Paulista, por meio do Programa Operação Trabalho – Volta às Aulas, da Prefeitura de São Paulo. As selecionadas vão reforçar o cumprimento das medidas de segurança para evitar contaminação por Covid-19.

As inscrições foram encerradas ontem (17), com 91.783 interessadas que vão disputar as 4.590 vagas. As candidatas devem ter idade entre 18 e 50 anos.  

“É um número recorde de inscrições em nosso programa de apoio aos trabalhadores e trabalhadoras. A alta procura por essas vagas em um período de crise profunda pelo qual estamos passando, evidencia a necessidade de investirmos cada vez mais em políticas públicas com foco na geração de renda das famílias”, diz Aline Cardoso, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.

A seleção das candidatas será feita pelos técnicos do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe), entre hoje (18) e 24 de fevereiro.  A convocação para a entrega da documentação será feita por e-mail e telefone, com horário marcado, nos 25 postos do Cate, para evitar aglomeração.

As selecionadas deverão entregar documentos de comprovação dos critérios de contratação como RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência. As mulheres serão chamadas entre os dias 25 e 26 de fevereiro, com previsão de início das atividades na rede municipal de ensino no dia 1º de março.

As selecionadas receberão uma bolsa auxílio no valor de R$ 1.155,00 mensais, para uma carga de trabalho de 30 horas semanais, divididas em 6 horas por dia. O período de atividades terá duração de seis meses, de fevereiro a julho de 2021.

No total, serão aplicados R$ 31,8 milhões no projeto. Cada escola terá três mulheres.

Com feriado cancelado, alunos seguem com aulas esta semana

Com a decisão do Estado de suspender o feriado de Carnaval, os alunos da rede estadual seguem a rotina da volta às aulas, de segunda a sexta-feira, de forma remota, pelo Centro de Mídias de São Paulo, ou presencial, com no máximo 35% dos alunos matriculados e revezamento dos estudantes, seguindo todos os protocolos.

“No Centro de Mídias o aluno vai encontrar três aulas por dia de todos os componentes curriculares, ele pode interagir com o professor por vídeo ou mensagem. Para semana que vem teremos muitos conteúdos importantes que vão trabalhar temas como acolhimento, protocolos sanitários, uso de tecnologia e as habilidades previstas no currículo”, afirma Bruna Waitman, coordenadora do CMSP.

A suspensão do ponto facultativo no Carnaval já havia sido anunciada pelo governador João Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. A medida visa evitar que sejam feitas aglomerações nas datas que possam agravar situação da pandemia. Desta forma as escolas incluíram os dias 15, 16 e 17 no planejamento e cronograma para o ano letivo.

As aulas na rede estadual retornaram do dia 8 de fevereiro e cada unidade definiu a maneira que realizará o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas. Por isso é importante que pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos entrem em contato com a sua escola para saber os dias e horários em que poderão ir presencialmente na unidade.

*Com Gov. do Estado de São Paulo

Aulas na rede estadual voltam nesta segunda

As aulas nas mais de 5 mil escolas da rede estadual devem retornar nesta segunda-feira (8). O Governo do Estado autorizou a abertura das unidades escolares mesmo nas fases mais restritivas do Plano São Paulo, colocando a Educação como serviço essencial no Estado.  A decisão é baseada em experiências internacionais para garantir a segurança dos alunos e professores, bem como o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças e adolescentes.

A volta às aulas presencias ainda está condicionada as determinações locais das prefeituras. Mesmo nos municípios autorizados, a presença dos alunos nas escolas não é obrigatória nas regiões que estejam na fase vermelha ou laranja do Plano São Paulo, mas as escolas poderão permanecer abertas e com atividades nessas etapas.

Cada unidade poderá definir como irá realizar o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas. Por isso é importante que pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos entrem em contato com a sua escola para saber os dias e horários em que poderão ir presencialmente na unidade.

Para garantir o cumprimento dos protocolos de a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) publicou no Diário Oficial a resolução SEDUC 11, de 26-01-2021 que estabelece as normas a serem seguidas na retomada das atividades presencias. Confira os principais pontos:

  • Na fase vermelha ou laranja a presença é limitada a até 35% do número de alunos matriculados;
  • Na fase amarela a presença limitada a até 70% do número de alunos matriculados;
  • Na fase verde, admitida a presença de até 100% do número de alunos matriculados;
  • A presença dos estudantes nas atividades escolares será obrigatória nas fases amarela, verde e azul do Plano São Paulo e facultativa nas fases vermelha e laranja;
  • Os estudantes pertencentes ao grupo de risco para a COVID-19 que apresentem atestado médico poderão participar das atividades escolares exclusivamente por meios remotos, enquanto perdurar a medida de quarentena;
  • As unidades escolares registrarão as ocorrências de casos suspeitos e confirmados de COVID-19 no Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para COVID-19 – SIMED, disponível na Secretaria Escolar Digital – SED, mantendo o constantemente atualizado;
  • O aluno, quando em atividades escolares não presenciais, deverá interagir com os professores da respectiva unidade escolar por meio do Centro de Mídias da Educação de São Paulo;
  • As unidades escolares da rede estadual somente poderão realizar atividades presenciais quando dispuserem, em quantidade suficiente, de produtos de higiene e equipamentos de proteção individual necessários ao cumprimento dos protocolos sanitários.

A resolução ainda determina que a escolas devem adotar as diretrizes sanitárias do Protocolo Intersetorial do Plano São Paulo, aplicável a todos os setores, empresas e estabelecimentos, complementadas pelas medidas constantes nos Protocolos Específicos para o Setor da Educação. Além dessas medidas a publicação também acrescenta o Protocolo Adicional da Rede Estadual.
Veja os destaques:

  • Servidores, pais, responsáveis e alunos devem aferir a temperatura corporal antes da ida para a escola e ao retornar. Caso a temperatura esteja acima de 37,5°C, a recomendação é ficar em casa;
  • Os estudantes e servidores devem usar máscaras de tecido no transporte escolar e público e em todo o percurso de casa até a escola;
  • Nos veículos do transporte escolar devem ser disponibilizados álcool em gel 70% para que os estudantes possam higienizar as mãos; Deve-se realizar limpeza periódica dos veículos do transporte escolar entre uma viagem e outra, especialmente das superfícies comumente tocadas pelas pessoas; Deve-se manter janelas de transporte escolar semi-abertas, favorecendo a circulação de ar;
  • Higienizar os prédios, as salas de aula e, particularmente, as superfícies que são tocadas por muitas pessoas antes do início das aulas em cada turno e sempre que necessário; Higienizar os banheiros, lavatórios e vestiários antes da abertura, após o fechamento e, no mínimo a cada três horas; Utilizar marcação no piso para sinalizar o distanciamento de 1,5 metro; Organizar as salas de aulas e as carteiras, respeitando o distanciamento de 1,5 metro; Separar uma sala ou uma área arejada e ventilada para isolar pessoas que apresentem sintomas até que possam voltar para casa;
  • Evitar que pais, responsáveis ou qualquer outra pessoa de fora entre na escola; Organizar a entrada e a saída para evitar aglomerações, preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público; Separar as crianças em grupos ou turmas fixos e não misturá-las; Aferir a temperatura dos estudantes e servidores a cada entrada na escola; Durante a formação de filas cumprir o distanciamento de 1,5 metro;
  • Estudantes e servidores devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola; É obrigatório o uso de máscara de tecido dentro da escola; Os servidores devem utilizar além da máscara de tecido e o face shield (protetor de face) durante sua jornada laboral presencial;
  • É proibido beber água nos bebedouros colocando a boca no bico de pressão ou na torneira. Cada estudantes deve ter seu próprio copo ou garrafa ou utilizar copos descartáveis; Não utilizar objetos compartilhados que não sejam higienizados antes do uso;
  • Orientar os estudantes e servidores que ao retirar a máscara para se alimentar, ela deve ser guardada adequadamente em um saco plástico ou de papel.

Ainda para garantir a segurança na retomada, o Estado distribuiu insumos destinados a estudantes e servidores, como 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil protetores faciais de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

*Com Gov. do Estado de São Paulo

ABC adia volta às aulas e Capital avalia retorno dia 4

(Gov. do Estado de SP)

Prefeitos de sete cidades do Grande ABC Paulista, que fazem parte do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, decidiram adiar a volta às aulas em 2021. Pelo planejamento do governo de São Paulo, as aulas presenciais do novo ano letivo, tanto para escolas particulares quanto públicas, seriam retomadas em 1º de fevereiro. Entretanto, em reunião realizada ontem (12), os sete prefeitos resolveram marcar o retorno para 18 de fevereiro na rede privada e para 1º de março na rede pública.

Os gestores municipais condicionaram o início das aulas presenciais ao cronograma de vacinação contra o novo coronavírus. Caso haja atraso no início da vacinação, previsto inicialmente pelo governo paulista para 25 de janeiro, ou de reclassificação dessas regiões no Plano São Paulo, os prefeitos deverão se reunir novamente, em assembleia extraordinária, para deliberar sobre a manutenção das datas.

Participaram da reunião de ontem os prefeitos de Santo André, Paulo Serra, que preside o Consórcio ABC; de São Bernardo do Campo, Orlando Morando; de São Caetano do Sul, Tite Campanella; de Diadema, José de Filippi Júnior; de Mauá, Marcelo Oliveira; de Ribeirão Pires, Clovis Volpi; e de Rio Grande da Serra, Claudio Melo.

“A principal deliberação dos prefeitos da região sobre a volta às aulas considera o início da vacinação contra a covid-19. O Grande ABC está totalmente preparado para receber as doses e iniciar a aplicação da vacina. As cidades estão somente aguardando definição por parte dos governos estadual e federal para começar o processo”, disse Paulo Serra. 

Apesar de concordar com a decisão do Consórcio ABC, a prefeitura de São Caetano informou que ainda não decidiu se o retorno se dará em todas as etapas de ensino (infantil, fundamental e médio) de forma simultânea. Isso será estudado ao longo desta semana.

Hoje (13), em entrevista coletiva, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, questionou a decisão dos prefeitos de voltar reiniciar as aulas nas escolas particulares antes das públicas. Ele também questionou a condicionalidade da vacinação. Segundo o secretário, a decisão dos prefeitos do consórcio poderá ser judicializada.

Rossieli disse que a educação precisa ser prioridade. “Quando se estabelece que a escola municipal vai fecha,r é preciso ter uma justificativa epidemiológica. Apenas dizer que vai esperar a vacinação,não é justificativa epidemiológica porque teríamos também que fechar outros setores que estão funcionando”, afirmou o secretário.

“Estamos abertos para manter o diálogo, mas, se for necessário, vamos judicializar o caso. Não há motivo para começarem primeiro as escolas particulares e depois as públicas depois. O que me parece é que não há preparação para o retorno”, acrescentou.

Capital

Na capital, a intenção é promover a volta às aulas presenciais no dia 4 de fevereiro. À Agência Brasil, a prefeitura informou, porém, que isso vai depender das recomendações das autoridades de saúde.

Em Guarulhos, segunda maior cidade do estado, o ano letivo de 2021 terá início no dia 3 de fevereiro. De acordo com a prefeitura, a volta será gradual e facultativa, respeitando o limite de 30% da capacidade.

Os alunos de Guarulhos matriculados na rede municipal terão propostas de atividades presenciais e remotas. A prefeitura informou ainda que solicitou aos governos estadual e federal a inclusão dos professores nos grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19 para que a volta presencial possa ocorrer de forma segura.

Em Osasco, um dos maiores municípios paulistas, a prefeitura ainda não tem uma data prevista para a volta às aulas. A data está sendo discutida entre as secretarias da Educação e de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica. A prefeitura informou que o retorno será gradual e vai respeitar os protocolos do Plano São Paulo. 

Datas mantidas

Na entrevista de hoje, o secretário Rossieli Soares disse que o governo vai manter a data para o retorno presencial e gradual das aulas no ano letivo de 2021, estabelecida em 1º de fevereiro. 

Por meio de decreto publicado em dezembro, as escolas de educação básica (do ensino infantil ao médio) poderão receber até 35% dos alunos matriculados, mesmo que estejam localizadas em regiões da Fase 1-Vermelha do Plano São Paulo, onde só os serviços considerados essenciais podem funcionar. Se as escolas estiverem em regiões da Fase 3-Amarela, poderão atender até 70% dos estudantes matriculados. Já na Fase 4-Verde, poderão receber a totalidade dos alunos.

Em quaisquer situações, os protocolos sanitários deverão ser seguidos. No caso do ensino zuperior, as instituições de ensino só poderão receber alunos quando a região onde estiverem localizadas estiverem, no mínimo, na Fase 3-Amarela.

Rossieli Soares disse ainda que o retorno às aulas será feito por meio de rodízio. “O retorno é de até 35% no dia, mas 100% dos alunos vão retornar em forma de rodízio. É para voltarem todos os estudantes. O aluno vai uma ou duas vezes [por semana à escola], faz o acompanhamento, entrega e recebe materiais para continuar no centro de mídias (com aulas pela internet) ou na TV”, explicou o secretário.

“Nas duas primeiras semanas, mesmo naquelas que estiverem nas fases Amarela ou qualquer outra cor  [do Plano São Paulo], vamos voltar com no máximo um terço [dos alunos], porque vamos focar no acolhimento e na formação dos estudantes para que aprendam comportamento. Nas últimas duas semanas de fevereiro, aí, sim, vai para os percentuais indicados de acordo com a classificação das cores”, acrescentou.

Histórico

As aulas presenciais estão suspensas em todo o estado de São Paulo desde o fim de março do ano passado por causa da pandemia do novo coronavírus. 

Desde o dia 8 de setembro, no entanto, escolas estaduais estavam autorizadas a reabrir para atividades de reforço e acolhimento emocional. O governo autorizou também a retomada de aulas para o ensino médio em 7 de outubro e em 3 de novembro para o ensino fundamental. Mas coube a cada um dos 645 prefeitos do estado decidir se as escolas de seus municípios seriam reabertas, seguindo o planejamento estadual.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Escolas estaduais retomam atividades presenciais até a próxima semana

Até o início da próxima semana, 1.300 escolas da rede estadual de São Paulo localizadas em 219 municípios paulistas vão retomar as atividades presenciais. As aulas para os alunos do ensino fundamental foram autorizadas pelo Governo de São Paulo a partir desta terça-feira (3).

Do total das unidades que optaram pelo retorno, 500 estão na capital. Juntas, as 1.300 unidades devem atender cerca de 400 mil alunos. 

“A escola organiza seu plano com seus estudantes, com a sua comunidade para a atividade de retorno respeitando sempre todos os protocolos. Sem eles, nós não autorizamos as atividades. Estamos dando passos vagarosamente, mas com segurança. Temos tido sucesso neste retorno, porque não tivemos nenhum caso de transmissão de covid dentro das nossas escolas. Fazemos acompanhamento e monitoramento desses dados”, afirmou o secretário da Educação Rossieli Soares, que esteve na Escola Estadual Milton Rodrigues na manhã desta terça-feira. 

A retomada opcional das aulas regulares presenciais escalonadas ocorre desde o dia 7 de outubro para alunos do ensino médio e da modalidade Educação para Jovens e Adultos (EJA). Mas o retorno, entretanto, está condicionado à autorização dos prefeitos de cada um dos 645 municípios paulistas. 

As prefeituras são autônomas para decidir se vão ou não acompanhar o cronograma estadual. Os municípios podem adotar calendários mais restritivos, de acordo com dados epidemiológicos locais.

Regras para reabertura 

A reabertura deve respeitar limites máximos de alunos e protocolos sanitários. Nas redes privadas e municipais, a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental podem ter até 35% dos alunos por dia em atividades presenciais. 

Para os anos finais dos ensinos fundamental e médio, o limite máximo é de 20%. Na rede estadual, só é permitido o atendimento de até 20% em todas as etapas.

*Gov. do Estado de SP

Municípios descartam volta às aulas mesmo após liberação

(Gov. do Estado de SP)

Em meio ao atual cenário de pandemia, escolas privadas, estaduais e municipais pelo Brasil vêm, cada qual a seu modo, buscando maneiras de voltar a receber alunos neste cenário de pandemia. No estado de São Paulo, onde o retorno começou no dia 8 de setembro, com aval do governo estadual, a adesão ainda é baixa – na maior parte dos municípios, as escolas permanecem fechadas, e muitos já decretaram que em 2020 não haverá mais ensino presencial.

Em Taquarituba, por exemplo, onde a rede municipal tem cerca de 2,7 mil alunos, a decisão foi tomada em 28 de agosto. Segundo a coordenadora municipal de Educação, Rosimeire da Cunha Casseverini, a medida resultou de uma consulta participativa: o processo foi conduzido por uma comissão composta por representantes de escolas municipais, estaduais, privadas e filantrópicas e profissionais das áreas de saúde e assistência social.

Casseverini ressalta que foram consideradas questões como ocupação de leitos nos hospitais e também pesquisas internacionais de países que retornaram às aulas e tiveram aumento no número de contaminados. Uma vez tomada a decisão, a mesma foi submetida ainda a um comitê da prefeitura e encaminhada ao Ministério Público.

O município paulista de Vinhedo tomou decisão semelhante a partir de uma consulta pública on-line realizada em agosto. Pais, professores e alunos foram convidados a opinar, e 70% deles afirmaram ser contra a retomada presencial em 2020. Conforme nota enviada à reportagem pela assessoria de imprensa da prefeitura, a maioria dos pais ouvidos enfatizou que não permitiria a volta de seus filhos às salas de aula mesmo com uma eventual reabertura.

“Com o resultado dessa consulta pública em mãos, o parecer técnico da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria de Segurança Pública, decidiu-se pela suspensão das aulas presenciais no ano de 2020”, diz o texto.

São 10,3 mil alunos na rede. A decisão municipal não deve interferir nas escolas particulares e estaduais – mas, caso estas optem pela retomada, precisarão submeter seus protocolos de segurança à secretaria municipal de Saúde.

A situação é parecida em Sorocaba, onde a prefeitura decretou em 27 de agosto que o ensino público municipal – que atende a 60 mil alunos – não retornará de forma presencial este ano, mas autorizou a retomada tanto das escolas estaduais quanto privadas.

“A decisão foi tomada após a realização de uma pesquisa de interesse feita pela secretária da Educação […] com pais ou responsáveis de estudantes da rede municipal. O resultado apontou que 84,8% das pessoas consultadas optaram  que os estudantes não retornassem às aulas presenciais”, esclareceu, em nota, a prefeitura.

Já no município de Itapeva, até o momento não houve um consenso entre as diferentes redes escolares. De acordo com a secretária de Educação Patrícia Aparecida Felício Matos, embora a decisão seja não voltar a ter ensino presencial nas 60 escolas municipais em 2020 – que atendem a 16 mil alunos –, escolas particulares e estaduais podem ser reabertas.

Havia uma decisão de que isso ocorreria em outubro, mas uma reunião ocorrida com o Ministério Público na última sexta-feira acabou definindo um prazo de 15 dias para reavaliação.

São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia do novo coronavírus, com 893.349 casos e 32.642 mortes confirmadas até esta segunda-feira (14/09), segundo dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde. O total de infectados no território paulista supera os registrados em praticamente todos os países do mundo, exceto Estados Unidos (6,5 milhões), Índia (4,8 milhões) e Rússia (1 milhão).

Possíveis adaptações

A convite do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o departamento de São Paulo do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-SP) elaborou um manual com orientações para adaptações que poderiam ser feitas nos espaços físicos das escolas numa eventual retomada.

Contudo, a própria instituição não avalia com bons olhos a volta do ensino presencial no momento. “O retorno antes da vacina exige cuidado com os espaços e atitudes, e uma série de protocolos. A gente não vislumbra capacidade de que isso seja feito com o rigor necessário. Isso demanda muita preocupação”, diz o arquiteto Fernando Túlio Franco, presidente do IAB-SP.

Um exemplo está no tamanho das salas de aula. Considerando as dimensões padrões de uma sala, o arquiteto avalia que as turmas não poderiam exceder 20 alunos, para que um certo isolamento fosse possível. Entretanto, eles identificaram que em 93,4% dos casos o número de estudantes por sala é superior a isso.

“A perspectiva é para a realização de atividades didáticas em espaços livres, como pátios e até mesmo espaços públicos, como praças”, sugere.

Dificuldades de acesso

No cenário atual de aulas on-line, garantir que todos tenham acesso mínimo às aulas tem sido o grande desafio dos gestores de educação. Uma pesquisa realizada pela prefeitura de Vinhedo, por exemplo, identificou que 15% dos seus alunos têm pouco ou nenhum acesso às plataformas de ensino à distância.

Em geral, as secretarias têm distribuído versões impressas das aulas, além das teleaulas, com foco prioritário naqueles que não têm acesso.

“Mesmo sem aulas, estamos com as escolas abertas para que os pais possam tirar uma dúvida, buscar o material. Esse movimento pedagógico não pode deixar de acontecer”, diz Matos, de Itapeva.

A secretária conta que os professores foram orientados a montar grupos de WhatsApp com as famílias dos estudantes, para conseguir acompanhar um pouco melhor as atividades. “O direito é de todos. Não podemos deixar ninguém para trás, mesmo que alguns tenham mais e outros menos facilidade de acesso.”

A coordenadora educacional de Taquarituba concorda que haverá níveis de defasagem diferentes quando as aulas presenciais forem retomadas. “Será feito todo um planejamento de compensação para que os alunos não tenham perdas ainda maiores”, diz.

“Como professora, posso afirmar que, como os conteúdos trabalhados ao longo da escolaridade básica são os mesmos desde o início, mudando apenas o grau de complexidade devido ao nível de desenvolvimento cognitivo do aluno, poderemos, com um bom planejamento e com boas estratégias de ensino, conseguir diminuir as lacunas de aprendizagem dos alunos”, conclui.

Por Edison Veiga, da Deutsche Welle

Estado anuncia volta às aulas e bônus para professores

(Gov. do Estado de SP)

Os professores da rede estadual que aumentarem a carga horária para participar das atividades presenciais nas escolas, a partir do próximo dia 8 de setembro, receberão um valor adicional sobre o salário. O benefício integra a resolução que define regras e protocolos para a retomada das escolas do estado de São Paulo, tanto das redes públicas como das privadas, e foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (1º).

O retorno no dia 8 de setembro não é obrigatório e deve ocorrer, ou não, mediante escuta da comunidade escolar. Os municípios também têm autonomia de interferir no calendário, embasados por dados epidemiológicos de suas regiões.

As atividades presenciais poderão ocorrer somente em unidades escolares localizadas em áreas classificadas, no período anterior de 28 dias consecutivos, na fase amarela do Plano São Paulo. As escolas estaduais que retornarem poderão receber, no máximo, 20% dos alunos por dia, independente da etapa do ensino.

Já as redes municipais e privadas devem seguir o decreto do governo do estado que prevê o limite de 35% para educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, e 20% para anos finais do ensino fundamental e ensino médio. Todas as unidades também ficam autorizadas a funcionar em horário reduzido.

Atividades permitidas 

No caso de as atividades presenciais serem retomadas, a oferta de atividades deve ser planejada com a comunidade. Dentre as atividades possíveis estão: atividades de reforço e recuperação da aprendizagem; acolhimento emocional; orientação de estudos e tutoria pedagógica; plantão de dúvidas; avaliação diagnóstica e formativa; atividades esportivas e culturais.

Prevê-se, ainda, a possibilidade da utilização da infraestrutura de tecnologia da informação da escola para estudo e acompanhamento das atividades escolares não presenciais para os alunos que não conseguem o fazer de suas casas.

Os estudantes que compõem o grupo de riscos devem permanecer em casa fazendo as atividades remotas. Também é recomendável que os profissionais que estejam neste grupo não retornem ao trabalho presencialmente.

*Com informações do Governo do Estado de SP