Estado mantém início das aulas para fevereiro

O governo de São Paulo informou hoje (12) que o início das aulas no estado será mantido para o dia 2 de fevereiro, apesar do avanço de casos da variante Ômicron do novo coronavírus.

“As aulas serão reiniciadas no dia 2 de fevereiro, conforme previsto, independentemente de qualquer circunstância”, disse o governador João Doria.

“Vamos continuar a pressionar o Ministério da Saúde para que possa fornecer mais vacinas [para as crianças]. Temos 20 milhões de crianças na faixa de 5 a 10 anos no Brasil”, complementou.

(Gov. do Estado de SP)

Segundo o Ministério da Saúde, há previsão de envio de 1,2 milhão de doses para o estado até o momento.

Durante o evento, o governador afirmou, ainda, que o prazo de retomada da jornada escolar presencial será mantido tanto na rede pública quanto na privada.

Vacinação infantil

A primeira remessa de imunizantes da Pfizer, específica para crianças, com cerca de 1,2 milhão de doses deve chegar ao Brasil amanhã (13), só então será distribuída aos estados para o início da vacinação. Para esse público, a vacina é diferente da que está sendo aplicada em pessoas acima dos 12 anos: a dose é menor e a composição do imunizante é diferente.

Na semana passada, o governador João Doria havia dito que o estado de São Paulo está pronto para iniciar a vacinação de crianças e que tem capacidade de aplicar até 250 mil vacinas por dia, caso estas doses estejam disponíveis.

A faixa etária entre 5 e 11 anos é estimada em 4,3 milhões de pessoas no estado, sendo que 850 mil delas apresentam alguma comorbidade ou são indígenas ou quilombolas e terão prioridade na vacinação.

Para agilizar a vacinação em São Paulo, o governo estadual solicita que os pais façam o cadastro dos filhos no site Vacina Já. O pré-cadastro é opcional e não é um agendamento, mas agiliza o atendimento nos locais de imunização, evitando filas e aglomerações.

Vacina segura

O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reafirmou a segurança dos imunizantes e e assegurou a eficácia da vacina contra covid-19 em crianças. “Nós temos vacinas que se mostram seguras e eficazes”, disse ele. 

“Não temos risco de vacinar, mas o risco de negligenciar a vacina. Vacinas já se consagraram como proteção. A segurança da vacina é infinitamente maior do que eventuais riscos”, reforçou.

Por Agência Brasil

Escolas municipais da Capital podem receber todos os alunos

(Rovena Rosa/Agência Brasil)

As escolas municipais da capital paulista já podem receber 100% dos estudantes, ou seja, a partir de hoje (25) o rodízio entre os alunos no atendimento presencial nas escolas terminou. Agora, as unidades de ensino fundamental e médio poderão receber os alunos sem a necessidade de distanciamento.

A participação presencial nas atividades, no entanto, segue facultativa às famílias, de acordo com a Lei 17.437, de 12 de agosto de 2020. A medida foi baseada nas orientações dos órgãos de saúde.

“Desde o início nós seguimos as orientações da saúde e da vigilância sanitária, tanto para o fechamento quanto reabertura das escolas. Neste momento, a área da Saúde diz que todos os alunos podem ser atendidos todos os dias”, disse o secretário municipal de Educação Fernando Padula, no anúncio feito semana passada. As escolas terão 10 dias para se adaptar, assim como para contactar e orientar as famílias.

Como a participação nas atividades presenciais ainda está a critério dos pais e responsáveis, quem optar por manter a criança ou adolescente no sistema remoto deve assinar um termo de responsabilidade e se comprometer a retirar as atividades na escola e participação nas aulas remotas.

Escolas abertas

Na rede municipal, as unidades foram reabertas em 15 de fevereiro, com limite de capacidade de até 35% dos estudantes, em formato de rodízio. Para a educação infantil também havia o limite de até 35%, porém sem rodízio.

Em 17 de março, por conta da piora da pandemia na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal de Educação adiantou o recesso do mês de julho. As atividades foram retomadas em 12 de abril, ainda com até 35% dos estudantes, em formato de rodízio.

Em 8 de setembro, os Centros de Educação Infantil retomaram o atendimento a 100% das crianças, sem rodízio, também sem a obrigatoriedade de presença.

Por Agência Brasil

Aula presencial será obrigatória a partir de segunda-feira

Alunos com mochilas nas costas sobem escada pintada de verde, com corrimão verde, na entrada de uma escola. Na parede, partes de palavras escritas em várias cores.
(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A partir da próxima segunda-feira (18), as aulas presenciais na rede pública estadual de Educação do estado de São Paulo serão obrigatórias. A medida foi anunciada hoje (13) pelo governador de São Paulo, João Doria. A medida vale para as escolas estaduais.

No caso das particulares, haverá um prazo definido pelo Conselho de Educação para que se preparem para o cumprimento da regra. Já para escolas municipais, as cidades que têm conselhos municipais de Educação próprios poderão definir as regras de retorno, como é o caso da capital paulista. As demais instituições devem seguir a determinação do governo estadual.

Quanto às universidades, a volta das atividades presenciais ainda está sendo discutida e deve ser anunciada nos próximos dias.

Apenas crianças e adolescentes, mediante apresentação de atestado médico, gestantes e puérperas poderão ficar em casa. Segundo o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, para esses alunos, será mantido o ensino remoto. “Criança que tiver alguma comorbidade e que tiver atestado, não precisará ir presencialmente”, disse o secretário, ao lembrar que pessoas sintomáticas não devem ir à escola.

O uso de máscaras continua obrigatório, e a retirada só delas será permitida na hora da alimentação. De acordo com o secretário, as refeições serão feitas preferencialmente com horários intercalados.

Até o início de novembro, os alunos devem manter distanciamento de pelo menos 1 metro. As escolas em que não puder ser mantido esse distanciamento, poderão funcionar no esquema de revezamento. A partir do dia 3, porém, tal distanciamento não será mais exigido e, com isso, também não será mais permitido o revezamento.

Desde o dia 2 de agosto, as escolas estaduais, particulares e municipais do estado de São Paulo estavam autorizadas a retomar as aulas presenciais, podendo atender até 100% dos alunos, mas a presença não era obrigatória.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) é contra a decisão.

Em suas redes sociais, a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha (Bebel), criticou a volta presencial obrigatória. “O desprezo pela vida e pela saúde da comunidade escolar atingiu o auge com a decisão do secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, de obrigar a volta às aulas presenciais para 100% dos estudantes, sem distanciamento social”, escreveu Bebel.

Histórico

Por causa da pandemia de covid-19, as aulas no estado de São Paulo foram suspensas em março do ano passado. Em setembro, as escolas foram abertas para atividades de reforço.

Em março deste ano, com o aumento dos casos de covid-19 e com o estado entrando na fase emergencial do Plano São Paulo, as escolas voltaram a ser fechadas totalmente. Em abril, foram reabertas, com presença permitida de até 35% dos alunos. Em agosto, as escolas foram autorizadas a receber a totalidade dos alunos, mas a presença não era obrigatória.

Por Agência Brasil

Estado amplia aulas de inglês na rede estadual

O Governador de São Paulo João Doria compartilhou, nesta segunda-feira (24), em suas redes sociais, uma nova medida que prevê aulas de inglêsdesde o primeiro ano para alunos da rede estadual de ensino.

De acordo com o governador, os alunos do 6º ano já recebem aulas da língua estrangeira. Com a medida, estudantes do 1º ao 5º ano também terão aulas do idioma. 

Além do inglês, as disciplinas de Convivência e Tecnologia e Inovação também estarão na grade de ensino. “O programa Inova Educação vai beneficiar mais de 630 mil crianças. Trabalhamos para preparar nossos jovens para os desafios do século 21”, acrescenta Doria.

Por TV Cultura

Capital suspende aulas presenciais por duas semanas

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou hoje (12) a suspensão das aulas presenciais da rede pública municipal e nas escolas particulares a partir da próxima quarta-feira (17) até o dia 1º de abril. Com o feriado prolongado da Páscoa, na prática os estudantes só deverão voltar à sala de aula no dia 5 de abril, depois do domingo de Páscoa (4 de abril). 

A antecipação do recesso de julho na capital paulista complementa a medida que já havia sido tomada pelo governo de São Paulo em relação à rede estadual. O governo paulista anunciou ontem (11) um endurecimento da quarentena contra o novo coronavírus no estado, com  a interrupção das aulas presenciais, fechamento de setores considerados essenciais e toque de recolher a partir das 20h. Na capital paulista, as escolas privadas poderão também antecipar o recesso ou manter as aulas de forma remota.

“Essa medida se faz necessária para que a gente consiga conter o avanço da covid-19 na cidade”, disse Covas ao fazer o anúncio. A ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais municipais está em 82%. No entanto, um balanço do governo estadual divulgado na última quarta-feira (10) apontava que nove hospitais públicos do município estavam com todos os leitos de UTI ocupados e outro só tinha 5% das vagas disponíveis.

Contaminação na cidade

A prefeitura também aprimorou a metodologia do inquérito sorológico que vem acompanhando a evolução da contaminação na cidade. Além do teste imunomatográfico que vinha sendo feito com a coleta de sangue de voluntários, foi realizado o exame Elisa, semelhante ao usado para detecção do HIV. O segundo exame foi aplicado nos casos com resultado negativo na primeira testagem.

Como resultado, foi verificado um aumento significativo no percentual de pessoas contaminadas com o novo coronavírus na cidade. Assim, 25% dos habitantes da capital paulista já tiveram contato com o vírus, de acordo com o inquérito.

A prevalência é maior na zona sul da capital (28,6%) e menor na parte centro-oeste (19,4%). Nas zonas leste e norte o percentual de contaminados ficou em 26%.

Entre a população mais rica, em regiões com índice de desenvolvimento humano (IDH) mais alto, 20,1% já tiveram contato com o vírus, enquanto entre os que vivem nas áreas com o Índice de Desenvolvimento Humano  (IDH) mais baixo, 28,8% já foram contaminados. A faixa de idade com maior contato com o vírus é entre 18 e 35 anos, com um índice de contaminação de 29,4%.

Por Daniel Mello Repórter da Agência Brasil 

Professores não devem voltar às aulas presenciais, determina Justiça

A Justiça de São Paulo proibiu o governo estadual de realizar atividades presenciais com a convocação de professores nas fases Vermelha e Laranja do Plano São Paulo de combate à covid-19. A decisão da juíza Simone Gomes Rodrigues Casoretti, da 9ª Vara de Fazenda Pública, vale para os filiados das entidades que ingressaram com a ação na Justiça, das escolas de educação básica do estado, públicas ou privadas, estaduais ou municipais.

Os autores da ação foram o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), o Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São Paulo (Afuse), o Centro do Professorado Paulista (CPP), o Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo (Apase), a Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), e o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo).

Na sentença, assinada no último sábado (6), e divulgada hoje (9), a magistrada afirma que a decisão do governo do estado de retornar com as aulas presenciais é contraditória e sem motivação. “Na fase mais aguda da pandemia, com número de mortes diárias ultrapassando o patamar de 1.000 e a incapacidade do sistema de saúde, o retorno presencial das aulas, ainda que com número reduzido e de forma opcional para os alunos, sem evidências científicas sobre o impacto na transmissão da covid, é medida contraditória e sem motivação válida”.

A juíza ressaltou ainda que o maior risco de transmissão não ocorre nas escolas, mas no aumento da movimentação na cidade causada pelo trânsito de alunos, professores e funcionários. “O risco maior da transmissão do vírus não está no ambiente escolar, mas no deslocamento dos professores, funcionários da escola, crianças e adolescentes, no trajeto da casa à escola, visto que a maioria faz uso de transporte público, que atua no limite”. 

Em nota, a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo disse que ainda não foi intimada e que assim que for notificada “analisará o conteúdo para a adoção de medidas cabíveis”. 

A Secretaria de Educação do Estado de SP informou que as atividades presenciais nas escolas de toda a rede estadual estão mantidas e seguem cumprindo os protocolos estabelecidos pela Secretaria da Educação de acordo com as normas e fases do Plano SP. 

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil 

Mais de 91 mil mães se inscrevem para trabalhar em escolas

(Pref. de São Paulo/Reprodução)

Mais de 91 mil mães se inscreveram para trabalhar nas escolas da Capital Paulista, por meio do Programa Operação Trabalho – Volta às Aulas, da Prefeitura de São Paulo. As selecionadas vão reforçar o cumprimento das medidas de segurança para evitar contaminação por Covid-19.

As inscrições foram encerradas ontem (17), com 91.783 interessadas que vão disputar as 4.590 vagas. As candidatas devem ter idade entre 18 e 50 anos.  

“É um número recorde de inscrições em nosso programa de apoio aos trabalhadores e trabalhadoras. A alta procura por essas vagas em um período de crise profunda pelo qual estamos passando, evidencia a necessidade de investirmos cada vez mais em políticas públicas com foco na geração de renda das famílias”, diz Aline Cardoso, secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo.

A seleção das candidatas será feita pelos técnicos do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (CATe), entre hoje (18) e 24 de fevereiro.  A convocação para a entrega da documentação será feita por e-mail e telefone, com horário marcado, nos 25 postos do Cate, para evitar aglomeração.

As selecionadas deverão entregar documentos de comprovação dos critérios de contratação como RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de residência. As mulheres serão chamadas entre os dias 25 e 26 de fevereiro, com previsão de início das atividades na rede municipal de ensino no dia 1º de março.

As selecionadas receberão uma bolsa auxílio no valor de R$ 1.155,00 mensais, para uma carga de trabalho de 30 horas semanais, divididas em 6 horas por dia. O período de atividades terá duração de seis meses, de fevereiro a julho de 2021.

No total, serão aplicados R$ 31,8 milhões no projeto. Cada escola terá três mulheres.

Com feriado cancelado, alunos seguem com aulas esta semana

Com a decisão do Estado de suspender o feriado de Carnaval, os alunos da rede estadual seguem a rotina da volta às aulas, de segunda a sexta-feira, de forma remota, pelo Centro de Mídias de São Paulo, ou presencial, com no máximo 35% dos alunos matriculados e revezamento dos estudantes, seguindo todos os protocolos.

“No Centro de Mídias o aluno vai encontrar três aulas por dia de todos os componentes curriculares, ele pode interagir com o professor por vídeo ou mensagem. Para semana que vem teremos muitos conteúdos importantes que vão trabalhar temas como acolhimento, protocolos sanitários, uso de tecnologia e as habilidades previstas no currículo”, afirma Bruna Waitman, coordenadora do CMSP.

A suspensão do ponto facultativo no Carnaval já havia sido anunciada pelo governador João Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes. A medida visa evitar que sejam feitas aglomerações nas datas que possam agravar situação da pandemia. Desta forma as escolas incluíram os dias 15, 16 e 17 no planejamento e cronograma para o ano letivo.

As aulas na rede estadual retornaram do dia 8 de fevereiro e cada unidade definiu a maneira que realizará o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas. Por isso é importante que pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos entrem em contato com a sua escola para saber os dias e horários em que poderão ir presencialmente na unidade.

*Com Gov. do Estado de São Paulo

Aulas na rede estadual voltam nesta segunda

As aulas nas mais de 5 mil escolas da rede estadual devem retornar nesta segunda-feira (8). O Governo do Estado autorizou a abertura das unidades escolares mesmo nas fases mais restritivas do Plano São Paulo, colocando a Educação como serviço essencial no Estado.  A decisão é baseada em experiências internacionais para garantir a segurança dos alunos e professores, bem como o desenvolvimento cognitivo e socioemocional das crianças e adolescentes.

A volta às aulas presencias ainda está condicionada as determinações locais das prefeituras. Mesmo nos municípios autorizados, a presença dos alunos nas escolas não é obrigatória nas regiões que estejam na fase vermelha ou laranja do Plano São Paulo, mas as escolas poderão permanecer abertas e com atividades nessas etapas.

Cada unidade poderá definir como irá realizar o rodízio de alunos e suas atividades presenciais e remotas. A carga horária também poderá ser adaptada para o cumprimento das normas. Por isso é importante que pais, responsáveis ou alunos maiores de 18 anos entrem em contato com a sua escola para saber os dias e horários em que poderão ir presencialmente na unidade.

Para garantir o cumprimento dos protocolos de a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) publicou no Diário Oficial a resolução SEDUC 11, de 26-01-2021 que estabelece as normas a serem seguidas na retomada das atividades presencias. Confira os principais pontos:

  • Na fase vermelha ou laranja a presença é limitada a até 35% do número de alunos matriculados;
  • Na fase amarela a presença limitada a até 70% do número de alunos matriculados;
  • Na fase verde, admitida a presença de até 100% do número de alunos matriculados;
  • A presença dos estudantes nas atividades escolares será obrigatória nas fases amarela, verde e azul do Plano São Paulo e facultativa nas fases vermelha e laranja;
  • Os estudantes pertencentes ao grupo de risco para a COVID-19 que apresentem atestado médico poderão participar das atividades escolares exclusivamente por meios remotos, enquanto perdurar a medida de quarentena;
  • As unidades escolares registrarão as ocorrências de casos suspeitos e confirmados de COVID-19 no Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para COVID-19 – SIMED, disponível na Secretaria Escolar Digital – SED, mantendo o constantemente atualizado;
  • O aluno, quando em atividades escolares não presenciais, deverá interagir com os professores da respectiva unidade escolar por meio do Centro de Mídias da Educação de São Paulo;
  • As unidades escolares da rede estadual somente poderão realizar atividades presenciais quando dispuserem, em quantidade suficiente, de produtos de higiene e equipamentos de proteção individual necessários ao cumprimento dos protocolos sanitários.

A resolução ainda determina que a escolas devem adotar as diretrizes sanitárias do Protocolo Intersetorial do Plano São Paulo, aplicável a todos os setores, empresas e estabelecimentos, complementadas pelas medidas constantes nos Protocolos Específicos para o Setor da Educação. Além dessas medidas a publicação também acrescenta o Protocolo Adicional da Rede Estadual.
Veja os destaques:

  • Servidores, pais, responsáveis e alunos devem aferir a temperatura corporal antes da ida para a escola e ao retornar. Caso a temperatura esteja acima de 37,5°C, a recomendação é ficar em casa;
  • Os estudantes e servidores devem usar máscaras de tecido no transporte escolar e público e em todo o percurso de casa até a escola;
  • Nos veículos do transporte escolar devem ser disponibilizados álcool em gel 70% para que os estudantes possam higienizar as mãos; Deve-se realizar limpeza periódica dos veículos do transporte escolar entre uma viagem e outra, especialmente das superfícies comumente tocadas pelas pessoas; Deve-se manter janelas de transporte escolar semi-abertas, favorecendo a circulação de ar;
  • Higienizar os prédios, as salas de aula e, particularmente, as superfícies que são tocadas por muitas pessoas antes do início das aulas em cada turno e sempre que necessário; Higienizar os banheiros, lavatórios e vestiários antes da abertura, após o fechamento e, no mínimo a cada três horas; Utilizar marcação no piso para sinalizar o distanciamento de 1,5 metro; Organizar as salas de aulas e as carteiras, respeitando o distanciamento de 1,5 metro; Separar uma sala ou uma área arejada e ventilada para isolar pessoas que apresentem sintomas até que possam voltar para casa;
  • Evitar que pais, responsáveis ou qualquer outra pessoa de fora entre na escola; Organizar a entrada e a saída para evitar aglomerações, preferencialmente fora dos horários de pico do transporte público; Separar as crianças em grupos ou turmas fixos e não misturá-las; Aferir a temperatura dos estudantes e servidores a cada entrada na escola; Durante a formação de filas cumprir o distanciamento de 1,5 metro;
  • Estudantes e servidores devem lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70% ao entrar na escola; É obrigatório o uso de máscara de tecido dentro da escola; Os servidores devem utilizar além da máscara de tecido e o face shield (protetor de face) durante sua jornada laboral presencial;
  • É proibido beber água nos bebedouros colocando a boca no bico de pressão ou na torneira. Cada estudantes deve ter seu próprio copo ou garrafa ou utilizar copos descartáveis; Não utilizar objetos compartilhados que não sejam higienizados antes do uso;
  • Orientar os estudantes e servidores que ao retirar a máscara para se alimentar, ela deve ser guardada adequadamente em um saco plástico ou de papel.

Ainda para garantir a segurança na retomada, o Estado distribuiu insumos destinados a estudantes e servidores, como 12 milhões de máscaras de tecido, mais de 440 mil protetores faciais de acrílico), 10.740 termômetros a laser, 10 mil totens de álcool em gel, 221 mil litros de sabonete líquido, 78 milhões de copos descartáveis, 112 mil litros de álcool em gel, 100 milhões de rolos de papel toalha e 1,8 milhão de rolos de papel higiênico.

*Com Gov. do Estado de São Paulo

ABC adia volta às aulas e Capital avalia retorno dia 4

(Gov. do Estado de SP)

Prefeitos de sete cidades do Grande ABC Paulista, que fazem parte do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, decidiram adiar a volta às aulas em 2021. Pelo planejamento do governo de São Paulo, as aulas presenciais do novo ano letivo, tanto para escolas particulares quanto públicas, seriam retomadas em 1º de fevereiro. Entretanto, em reunião realizada ontem (12), os sete prefeitos resolveram marcar o retorno para 18 de fevereiro na rede privada e para 1º de março na rede pública.

Os gestores municipais condicionaram o início das aulas presenciais ao cronograma de vacinação contra o novo coronavírus. Caso haja atraso no início da vacinação, previsto inicialmente pelo governo paulista para 25 de janeiro, ou de reclassificação dessas regiões no Plano São Paulo, os prefeitos deverão se reunir novamente, em assembleia extraordinária, para deliberar sobre a manutenção das datas.

Participaram da reunião de ontem os prefeitos de Santo André, Paulo Serra, que preside o Consórcio ABC; de São Bernardo do Campo, Orlando Morando; de São Caetano do Sul, Tite Campanella; de Diadema, José de Filippi Júnior; de Mauá, Marcelo Oliveira; de Ribeirão Pires, Clovis Volpi; e de Rio Grande da Serra, Claudio Melo.

“A principal deliberação dos prefeitos da região sobre a volta às aulas considera o início da vacinação contra a covid-19. O Grande ABC está totalmente preparado para receber as doses e iniciar a aplicação da vacina. As cidades estão somente aguardando definição por parte dos governos estadual e federal para começar o processo”, disse Paulo Serra. 

Apesar de concordar com a decisão do Consórcio ABC, a prefeitura de São Caetano informou que ainda não decidiu se o retorno se dará em todas as etapas de ensino (infantil, fundamental e médio) de forma simultânea. Isso será estudado ao longo desta semana.

Hoje (13), em entrevista coletiva, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, questionou a decisão dos prefeitos de voltar reiniciar as aulas nas escolas particulares antes das públicas. Ele também questionou a condicionalidade da vacinação. Segundo o secretário, a decisão dos prefeitos do consórcio poderá ser judicializada.

Rossieli disse que a educação precisa ser prioridade. “Quando se estabelece que a escola municipal vai fecha,r é preciso ter uma justificativa epidemiológica. Apenas dizer que vai esperar a vacinação,não é justificativa epidemiológica porque teríamos também que fechar outros setores que estão funcionando”, afirmou o secretário.

“Estamos abertos para manter o diálogo, mas, se for necessário, vamos judicializar o caso. Não há motivo para começarem primeiro as escolas particulares e depois as públicas depois. O que me parece é que não há preparação para o retorno”, acrescentou.

Capital

Na capital, a intenção é promover a volta às aulas presenciais no dia 4 de fevereiro. À Agência Brasil, a prefeitura informou, porém, que isso vai depender das recomendações das autoridades de saúde.

Em Guarulhos, segunda maior cidade do estado, o ano letivo de 2021 terá início no dia 3 de fevereiro. De acordo com a prefeitura, a volta será gradual e facultativa, respeitando o limite de 30% da capacidade.

Os alunos de Guarulhos matriculados na rede municipal terão propostas de atividades presenciais e remotas. A prefeitura informou ainda que solicitou aos governos estadual e federal a inclusão dos professores nos grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19 para que a volta presencial possa ocorrer de forma segura.

Em Osasco, um dos maiores municípios paulistas, a prefeitura ainda não tem uma data prevista para a volta às aulas. A data está sendo discutida entre as secretarias da Educação e de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica. A prefeitura informou que o retorno será gradual e vai respeitar os protocolos do Plano São Paulo. 

Datas mantidas

Na entrevista de hoje, o secretário Rossieli Soares disse que o governo vai manter a data para o retorno presencial e gradual das aulas no ano letivo de 2021, estabelecida em 1º de fevereiro. 

Por meio de decreto publicado em dezembro, as escolas de educação básica (do ensino infantil ao médio) poderão receber até 35% dos alunos matriculados, mesmo que estejam localizadas em regiões da Fase 1-Vermelha do Plano São Paulo, onde só os serviços considerados essenciais podem funcionar. Se as escolas estiverem em regiões da Fase 3-Amarela, poderão atender até 70% dos estudantes matriculados. Já na Fase 4-Verde, poderão receber a totalidade dos alunos.

Em quaisquer situações, os protocolos sanitários deverão ser seguidos. No caso do ensino zuperior, as instituições de ensino só poderão receber alunos quando a região onde estiverem localizadas estiverem, no mínimo, na Fase 3-Amarela.

Rossieli Soares disse ainda que o retorno às aulas será feito por meio de rodízio. “O retorno é de até 35% no dia, mas 100% dos alunos vão retornar em forma de rodízio. É para voltarem todos os estudantes. O aluno vai uma ou duas vezes [por semana à escola], faz o acompanhamento, entrega e recebe materiais para continuar no centro de mídias (com aulas pela internet) ou na TV”, explicou o secretário.

“Nas duas primeiras semanas, mesmo naquelas que estiverem nas fases Amarela ou qualquer outra cor  [do Plano São Paulo], vamos voltar com no máximo um terço [dos alunos], porque vamos focar no acolhimento e na formação dos estudantes para que aprendam comportamento. Nas últimas duas semanas de fevereiro, aí, sim, vai para os percentuais indicados de acordo com a classificação das cores”, acrescentou.

Histórico

As aulas presenciais estão suspensas em todo o estado de São Paulo desde o fim de março do ano passado por causa da pandemia do novo coronavírus. 

Desde o dia 8 de setembro, no entanto, escolas estaduais estavam autorizadas a reabrir para atividades de reforço e acolhimento emocional. O governo autorizou também a retomada de aulas para o ensino médio em 7 de outubro e em 3 de novembro para o ensino fundamental. Mas coube a cada um dos 645 prefeitos do estado decidir se as escolas de seus municípios seriam reabertas, seguindo o planejamento estadual.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil