Voos de Latam e Sky são desviados após ameaças de bombas

(Arquivo/Sindicato Nacional dos Aeronautas/Reprodução)

No Chile, em três voos da Latam Airlines Group Chile, Latam Airlines Perú e Sky Airlines houve ameaças de falsas bombas nas aeronaves. Dois deles foram desviados e um terceiro não chegou a decolar nas últimas 24 horas. 

As três companhias aéreas receberam comunicados de que havia artefatos nas aeronaves. Após a fiscalização das autoridades chilenas, nada foi encontrado.

O susto ocorreu ontem (16) à noite.

Os carabineiros e a polícia de investigações do Chile revelaram 11 falsas ameaças de bombas recebidas no último dia 15 em voos comerciais da Latam e Sky.

O general da Direção Geral da Aeronáutica Civil (DGAC) do Chile, Víctor Villalobos, classificou a situação como “extraordinária” e argumentou que foram usados todos os protocolos de segurança. Houve pousos de emergência e evacuação imediata das aeronaves, além de uma exaustiva revisão das condutas de bordo.

*Com informações da Telesur, emissora pública de televisão da Venezuela

Aeroporto de Congonhas volta a operar; 33 voos foram cancelados

Flávia Albuquerque/Agência Brasil

(Arquivo/Facebook/Reprodução)

Depois de passar a manhã fechado devido ao forte nevoeiro que atingiu a capital paulista hoje (15), o Aeroporto de Congonhas voltou a operar com auxílio de instrumentos. A neblina prejudicou a visibilidade, houve restrição para pousos, mas as decolagens foram feitas normalmente.

Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) dos voos programados, mais da metade atrasou, 93 no fim da tarde, e 33 foram cancelados.

O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) informou que a temperatura média na madrugada foi de 11,8º. A passagem de uma frente fria pelo litoral do estado deixou o tempo fechado, com muitas nuvens e curtos períodos de sol. A temperatura máxima deve ficar em 19°C e as taxas de umidade, mais elevadas, acima dos 58%. No fim da tarde e durante a noite, há probabilidade de garoa fina ocasional em alguns bairros da cidade.

Segundo as previsões, na quinta-feira (16) o tempo fica mais fechado, com curtos períodos de sol e chuviscos ao amanhecer e no fim da tarde. A quantidade de nuvens inibe a elevação das temperaturas, que devem variar entre mínima de 12°C e máxima de 18°C. A sensação será de frio no decorrer do dia, em função dos ventos úmidos que sopram do mar em direção ao leste paulista. A qualidade do ar melhora um pouco e os índices de umidade variam entre 62% e 95%.

*atualizado às 18:00

Funcionário furta avião, decola, sobrevoa a cidade e cai

Um mecânico da empresa aérea Horizon Air morreu depois de cair com o avião que ele havia furtado. O caso aconteceu ontem (10), no Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma, em Washington, nos Estados Unidos.

(Reprodução)

Imagens divulgadas por canais de TV americanos mostram o avião sobrevoando uma área residencial antes da queda. Segundo agências internacionais de notícias, o aeroporto informou o furto da aeronave pelo Twitter e disse que “a aeronave caiu ao sul do estreito de Puget Sound”.

O voo durou cerca de quinze minutos e o Governo Americano, segundo a mídia local, teria decolado caças F15 para interceptá-lo. Porém, autoridades do Estado de Pierce informaram que o furto da aeronave, ao que tudo indica, foi um ato isolado e sem ligação com interesses terroristas.

O avião tinha capacidade para 76 passageiros, mas na hora em que foi furtado estava vazio.

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra o caça seguindo a aeronave furtada (Reprodução)

*com informações da Agência Brasil


Sem apontar causa do acidente aéreo, investigação é arquivada

Entre os motivos que inviabilizaram a identificação da causa do acidente aéreo que vitimou o então candidato à Presidência da República Eduardo Campos está o mau funcionamento do gravador VCR. Esse equipamento, que grava vozes e sons da cabine, poderia ter apresentado pistas sobre o que ocorreu com o avião no momento do acidente. A conclusão é do delegado federal Rubens Maleiner, responsável pelo caso. Ele também descartou qualquer possibilidade de sabotagem.

O delegado da Polícia Federal, Rubens Maleiner, apresenta relatório sobre o acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Maleiner pediu o arquivamento do inquérito ante a impossibilidade em se apontar a causa do acidente. Esse resultado, no entanto, poderia ser outro, caso o gravador da cabine estivesse funcionando normalmente. Segundo os investigadores, a última gravação feita pelo equipamento foi feita 1 ano e 9 meses antes do acidente, ocorrido em agosto de 2014 na cidade de Santos (SP).

“A ausência das gravações foi um dos problemas mais relevantes para que o inquérito não apresentasse [o real motivo do acidente]”, disse o delegado, após participar de coletiva de imprensa destinada a apresentar detalhes técnicos do inquérito.

“Esses gravadores são um dos elementos mais importantes desse tipo de investigação. Seria um auxílio significativo porque eles não gravam apenas vozes. Gravam também outros sons que ocorrem na cabine, como chuva no para-brisa, ruído. Nessas situações de acidente, as pessoas verbalizam alguma coisa. Se tivéssemos essas gravações, o entendimento do fato seria maior”, acrescentou.

Sem sabotagem

A hipótese de sabotagem foi “totalmente descartada” pela Polícia Federal. “Ouvimos todos que cuidaram da aeronave nos dias precedentes ao voo, além de termos feito investigações no Aeroporto Santos Dumont e com relação às oficinas de manutenção que lidaram com a aeronave. Todo entendimento que tivemos da mecânica do voo é absolutamente incompatível com qualquer possibilidade de sabotagem imaginada”, argumentou.

Perguntado sobre se seria possível algum tipo de “sabotagem perfeita que não deixasse vestígios”, o delegado foi enfático: “A pergunta já se responde. Se não pode ser identificada pela polícia, nós não a conhecemos. Portanto eu desconheço a possibilidade de uma sabotagem absolutamente indetectável”.

(José Cruz/Arquivo/Agência Brasil)

Quatro hipóteses

Ante o problema com o gravador e outras dificuldades – como o impacto de alta intensidade, que resultou em uma fragmentação acentuada das peças da aeronave; as características geográficas da região; e as condições climáticas no momento do acidente, com nuvens que inviabilizaram um maior número de testemunhas – o inquérito produzido pela Polícia Federal acabou limitado a apresentar quatro hipóteses possíveis para a ocorrência acidente.

A primeira delas é a de colisão com pássaros, uma vez que foi relatado por uma testemunha a presença de muitos urubus nas proximidades no momento do acidente. Também foram mencionadas como hipóteses a possibilidade de disparo de compensador de profundador; e a de pane com travamento de profundador em posições extremas. Esses equipamentos são peças localizadas nas asas ou na traseira, responsáveis por estabilizar e dar a direção à aeronave.

A quarta hipótese apresentada é a de os pilotos terem passado por alguma desorientação espacial. Esta última hipótese foi a apontada em 2016 pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea.

Análise da Aeronáutica

De acordo com o delegado, a análise do gravador ficou exclusivamente a cargo da Aeronáutica. “Tivemos acesso apenas ao produto do gravador, ou seja: às transcrições das gravações, porque quem dispõe da tecnologia para degravar, ler e traduzir para arquivo de texto ou de áudio o conteúdo da memória do gravador é o Cenipa”, disse o delegado.

Segundo Maleiner, esse tipo de falha não é comum no gravador. De acordo com ele, foram trabalhadas duas hipóteses para seu mau funcionamento. “Ou o aparelho sofreu algum tipo de pane de energização, ou seja, a alimentação do aparelho falhou em algum momento e não foi corrigida; ou o aparelho apresentou algum tipo de problema que não foi sequer previsto pelo fabricante. Coisas da eletrônica, sabe”.

“Mas isso não levanta qualquer suspeita porque não tinha como, há um ano e 9 meses antes, alguém suspeitar que esse avião iria transportar essas pessoas”, acrescentou.

(Pedro Peduzzi/Agência Brasil)

Piloto que morreu no Campo de Marte tinha mais de cinco mil horas de vôo

(Facebook/Reprodução)

O piloto Antonio Traversi, que comandava o avião que se acidentou neste domingo (29), no Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, tinha mais de cinco mil horas de vôo, segundo o G1, dado que o credenciava como um comandante experiente.

Ainda não se sabe o que causou o acidente aéreo que matou o piloto e feriu outras seis pessoas que estavam a bordo do avião modelo King Air C90, com capacidade para sete pessoas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira, enviou técnicos ao local do acidente e vai investigar o que motivou a queda.

Foto tirada logo depois do acidente mostra o rastro de fogo na pista e o avião ainda incendiado. (Twitter/Reprodução)

Testemunhas contaram que o avião fez duas tentativas de aproximação pra pouso na pista de Campo de Marte. “Ele fez uma passagem na torre para ver se estava com o trem de pouso baixado. Depois ele fez um toque de ‘levinho’, tocou. Aí ele falou: ‘vou arremeter e vou vir de novo e pousar completo. Eu acho que ele estava tão nervoso que eu acho que ele ‘estolou’ [estol é um termo da aviação para indicar que a aeronave perdeu sustentação] avião antes do chão, aí o avião explodiu”, disse, sem se identificar, um piloto, em áudio divulgado pelo Whatsapp.

Traversi trabalhava havia dezoito anos para a Videplast, empresa dona do avião, e estava com a documentação em dia. A aeronave havia decolado em Videira, Santa Catarina, cidade onde fica a sede da empresa.

Um dos cinco sócios da empresa, Eliandro Pazin, confirmou à Agência Brasil que o avião* é da Videplast. Segundo ele, estavam a bordo os dois fundadores da companhia, Nereu Denardi e Geraldo Denardi, que são irmãos; o gerente da Videplast, Agnaldo Crippa; o coordenador da empresa, Aguinaldo Nunes; Benê Souza e o filho de Nereu, Enzo, de 17 anos.

Segundo o corpo de bombeiros, as vítimas apresentam traumas no peito e no crânio. Os sobreviventes foram levados para vários hospitais da capital paulista. Um homem que estava na posição do co-piloto foi socorrido e levado pelo helicóptero Águia para o Hospital das Clínicas.

*com informações da Agência Brasil

Após falha em radar, veja a situação dos aeroportos

Os aeroportos que servem a capital paulista funcionam normalmente hoje (22) após enfrentarem uma série de problemas com uma falha nos radares. As instabilidades no sistema operado pela Aeronáutica chegaram a levar ao fechamento do Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, por mais de quarenta minutos na manhã de sexta-feira (20). Com isso, o terminal chegou a ter 21 partidas atrasadas, das 110 realizadas para aquela manhã, além de dois cancelamentos.

O Aeroporto de Guarulhos também enfrentou problemas. Apesar de não ter havido interrupção na operação, o terminal informou que foram registradas seis falhas nos radares em um período de cerca de 12 horas. O aeroporto recebeu 84 voos atrasados naquela manhã e teve oito chegadas canceladas, de um total de 201 pousos. Até ontem (21), os aeroportos ainda enfrentavam reflexos das falhas.

Hoje, no entanto, apenas 13 dos 169 pousos realizados em Guarulhos até o início da tarde excederam o horário previsto em mais de 30 minutos. Entre as 157 decolagens, 13 registraram atrasos. Em Congonhas, apenas dois dos 72 voos previstos até às 13h tinham registrado atraso.

Fornecimento de energia

Segundo a Aeronáutica, a instabilidade no sinal de radares foi causado por problemas no fornecimento de energia elétrica. Entre o final da noite de quinta-feira (19) a e manhã de sexta (20) o radar da Área de Controle Terminal de São Paulo sofreu uma transição do fornecimento de energia do sistema de abastecimento comercial para o gerador próprio da Força Aérea. O abastecimento de energia elétrica só foi normalizado ao meio dia.

“O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) adotou ao longo de sexta-feira medidas para regularizar o fluxo de tráfego aéreo”, disse, em nota, a Aeronáutica. Uma das medidas adotadas foi a ampliação, nesta sexta-feira, do horário das operações dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo, acrescentou o texto. Segundo a Aeronáutica, em nenhum momento a segurança de voo foi comprometida.

(Daniel Mello/Agência Brasil)

Falha em radar interrompe funcionamento de Congonhas

O Aeroporto de Congonhas ficou fechado na manhã de hoje (20) para pousos e decolagens, entre as 10h46 e as 11h32, segundo informações da Infraero, administradora do terminal. Houve uma falha no sistema de radar de São Paulo, sob responsabilidade da Aeronáutica, a qual orientou o fechamento do aeroporto durante o período, informou a Infraero.

A Aeronáutica informou que houve instabilidades no sinal do radar da Área de Controle Terminal de São Paulo (APP-SP) e que as causas estão sendo apuradas. O problema exigiu que ações de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo fossem tomadas.

(Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil)

“O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) adota, desde a madrugada desta sexta-feira (20/07), ações de contingenciamento de fluxo entre as aeronaves para pousos e decolagens na área de São Paulo (SP). As medidas também envolvem todos os voos que tenham a área de São Paulo como destino”, informou, em nota, a Aeronáutica.

Em Congonhas, entre 6h e 12h, havia 110 partidas programadas, das quais 21 atrasaram e duas foram canceladas. Apenas entre 11h e 12h, das 17 partidas programadas, 12 atrasaram, mas nenhuma foi cancelada.

O Aeroporto Internacional de São Paulo Governador André Franco Montoro, localizado na cidade de Guarulhos, apresentou também reflexos da falha no sistema de radar nesta manhã, mas não chegou a fechar para pousos e decolagens.

Segundo informações da concessionária GRU Airport, interrupções no sistema de radar ocorreram entre 23h15 e 0h24, 4h03 e 5h20 e 10h50 e 11h40. Neste momento, o aeroporto opera sem restrições.

Foram registrados hoje um total de 201 pousos e 177 decolagens. Até as 13h, o aeroporto recebeu 84 voos atrasados de outros aeroportos e oito chegadas foram canceladas.

No intervalo entre 0h e 13h, 86 partidas tiveram atrasos acima de 30 minutos e três foram canceladas. Apenas entre 12h e 13h, seis decolagens atrasaram.

(Camila Boehm/Agência Brasil)

Polícia Investiga Dois Assassinatos em Pleno Voo

A Polícia Civil do Pará e a Polícia Federal estão investigando as circunstâncias que forçaram o piloto de um avião executivo a fazer pouso forçado em um rio do sudoeste do Pará, em região de garimpos. Segundo os investigadores, o piloto da aeronave contou, em depoimento, que houve dois homicídios em pleno ar, durante o voo.

(Foto: Whatsapp/ Reprodução)

O caso aconteceu na última quarta-feira (27), mas só chegou ao conhecimento das autoridades na sexta-feira (29), quando pescadores perguntaram a policiais militares de uma unidade da região se o piloto tinha procurado ajuda. Os policiais passaram a buscar informações sobre o suposto acidente e sobre o paradeiro do piloto, que estava hospedado em um hotel próximo.

Sérgio Vanderlei Becker foi identificado quando chegava ao distrito de Moraes de Almeida, em um mototáxi. Conduzido à seccional de Polícia Civil de Itaituba, o piloto confirmou ter pousado no Rio Jamanxim e abandonado a aeronave em seguida. Ele contou que, durante a viagem entre Guarantã do Norte (MT) e Apuí (AM), os dois passageiros a bordo se desentenderam e um deles, identificado como Polaquinho, atirou no outro, conhecido como Turco, que morreu na hora.

Ainda segundo o piloto, Polaquinho teria aberto a porta lateral da aeronave para arremessar o corpo de Turco para fora do avião, em pleno voo. Becker afirma que, neste momento, apanhou a arma que estava sobre o assento e decidiu matar Polaquinho. O piloto justificou sua decisão alegando temer ser morto por ter testemunhado o primeiro homicídio.

Becker contou ter acertado dois tiros em Polaquinho. Em seguida, teria se levantando para também jogar o corpo de sua vítima para fora da aeronave, mas perdeu o controle do avião, só recuperando-o a tempo de pousar no rio. Posteriormente, o piloto informou o ponto exato em que se encontrava a aeronave, prefixo PT IIU.

Policiais militares já fizeram uma vistoria preliminar no avião. Embora tenham encontrado vestígios de sangue, nem os corpos das supostas vítimas, nem a arma usada no crime foram localizados. Quando foi detido, o piloto carregava munições ilegais. Mesmo assim, Becker foi liberado na sexta-feira a noite, após prestar depoimento.

(Texto: Alex Rodrigues/ Agência Brasil)