Queda de balão mata cinco pessoas nos Estados Unidos

(KTLA5 TV/Reprodução)

Cinco pessoas morreram na queda de um balão de ar quente nos Estados Unidos. Foi na cidade de Albuquerque, no estado do Novo México.

O balão caiu de uma altura de cerca de 30 metros, depois de ter colidido com um dos maiores inimigos, as linhas de eletricidade.

As vítimas têm entre 40 e 60 anos de idade e eram todas ocupantes do balão.

O acidente deixou cerca de 13 mil casas sem energia elétrica.

Por RTP

PM apreende balão perto de dutos da Petrobras

(Polícia Militar/Reprodução)

A Polícia Militar Ambiental apreendeu ontem (25) um balão perto dos dutos de combustível da Petrobras, em Salesópolis, na Grande São Paulo. Os PMs perceberam a aproximação do balão e monitoraram a queda da estrutra.

Segundos os policiais, ele era alimentado por uma chama, o que despertou a preocupação dos PMs. A estrutura caiu perto dos dutos, mas não provocou incêndio.

Outro caso

No mês passado, a PM de Jundiaí flagrou um grupo de baloeiros em um sítio, após uma denúncia anônima. Na ocasião, 11 pessoas foram detidas e oito veículos apreendidos.

Um estudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), indica que o Brasil solta cerca 100 mil balões por ano. A prática é considerada crime ambiental e proibida.

PM flagra baloeiros em sítio e 11 são detidos

(Polícia Militar/Reprodução)

A Polícia Militar de Jundiaí, no interior de São Paulo, flagrou um grupo de baloeiros em um sítio, no Bairro Chapirra, na manhã de hoje (27). Segundo a PM, 11 pessoas foram detidas, além de oito veículos apreendidos.

Os policiais disseram que o grupo estava prestes a soltar o balão quando foi abordado. Uma denúncia anônima ajudou os policiais a chegar ao local.

As 11 pessoas detidas foram levadas para a delegacia de Jundiaí, que vai registrar o caso.

Cenipa

Um relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB), estima que o Brasil tenha 100 mil balões soltos, por ano. Proibida por lei, a prática representa uma ameaça ao meio ambiente e também à aviação.

Entre 2010 e 2019, o Cenipa contabilizou pelo menos um incidente grave envolvendo balões e aeronaves, além de outros 22 eventos de risco próximos aos aeroportos. O órgão também destaca o crescimento no número de balões que carregam explosivos: pelo menos dois em cada dez (23,02%) levam fogos de artifício em sua engrenagem.

São Paulo e Rio de Janeiro são os estados que mais registram avistamentos de balões no Brasil.

Balão de 18 metros cai em aeroporto e 2 homens são presos

Dois homens foram presos no início da madrugada de hoje (21) ao invadirem a área de segurança do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, zona norte do Rio, atrás de um balão de 18 metros de comprimento que carregava fogos de artifício.

(Polícia Federal/Divulgação)

Vários homens em carros e motos invadiram o aeroporto, alguns deles armados, na tentativa de resgatar o balão, que caiu na pista do aeroporto.  

Agentes federais lotados na Delegacia do Aeroporto Internacional do Galeão (Deain), em ação conjunta com policiais civis de plantão no aeroporto, prenderam dois homens por invasão.

Os dois homens  chegaram a trocar tiros com os policiais e ao se renderem informaram que estavam em busca do balão. O artefato foi apreendido pelos policiais e tinha potencial de causar um acidente aéreo de grandes proporções.

Os presos, que não tiveram os nomes divulgados, informaram que o balão “estava sendo disputado por outras turmas de baloeiros que estariam pagando uma recompensa em espécie de R$ 5 mil, além de um troféu para quem conseguisse o resgate”.

Além de invadirem o aeroporto, homens conseguiram escapar, pela Baía de Guanabara, utilizando uma embarcação marítima, após troca de tiros com os policiais civis e federais.

Após autuados pela Polícia Civil, os dois presos foram encaminhados a um presídio do estado, onde ficarão à disposição da Justiça e responderão pelos crimes previstos nos Artigos 261 e 288 do Código Penal, além de organização criminosa.

Crime ambiental

Balão apreendido no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro
Balão apreendido no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Polícia Federal/Divulgação)

A incidência de ocorrências envolvendo balões tem diminuído desde 1998, quando a legislação elevou a soltura de balões à categoria de crime ambiental. O que antes era apenas uma contravenção penal, agora pode também agregar multa, além da reclusão de um a três anos.

O artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) diz que fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano, pode levar a pessoa a ser condenada à pena de detenção, de um a três anos, ou multa, ou ambas, cumulativamente. Além da pena, vale ressaltar que os crimes ambientais são inafiançáveis.

Perigo

Além do risco de incêndio, os balões são perigosos porque têm cangalhas de fogos de artifício em sua base, que podem estourar perto das pessoas ou das casas. Quando o balão sobe, ele entra em correntes de ar e é levado para locais imprevisíveis, impossíveis de monitorar, podendo atingir residências, florestas, empresas ou veículos.

Por Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil 

Balões colocam em risco a transmissão de energia

Preocupada com os riscos de ter seus serviços interrompidos em tempos do novo coronavírus (covid-19), a hidrelétrica Furnas está mobilizando seus técnicos para minimizar os efeitos que eventuais incêndios causados por balões possam causar nas linhas de transmissão de energia.

(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Procurada pela Agência Brasil, Furnas informou que, só em 2020, já foram registradas “pelo menos 15 ocorrências de balões caindo sobre os cabos condutores de linhas de transmissão. Além disso, outro risco inerente aos balões refere-se às queimadas, especialmente nesse período que se aproxima, que é de estiagens em boa parte do Brasil”.

A empresa reitera o alerta de que a prática de soltar balões é criminosa e pode provocar o desligamento da linha de transmissão, ocasionando a interrupção do fornecimento da energia elétrica, “com prejuízos incalculáveis, já que podem afetar hospitais e outros serviços essenciais”, explicou, por meio de nota, o gerente de linhas de transmissão de Furnas, Ricardo Abdo.

Balões podem causar incêndios

“Em tempo de pandemia do covid-19, isso é ainda mais preocupante”, acrescentou o gerente, ao alertar que, além de riscos de incêndios, os balões podem resultar em queimaduras, colocando em risco a segurança de muitas pessoas.

Segundo Abdo, a empresa também sofre com prejuízos para realizações de reparos e manutenções, recursos que “poderiam ser destinados a novos investimentos”.

“Os técnicos de Furnas são prontamente mobilizados para realizar as devidas manutenções quando um balão atinge os ativos da empresa. O tempo para recompor o sistema elétrico depende de uma série de fatores. Um deles é o acesso ao local da ocorrência, muitas vezes em regiões remotas e de difícil acesso; outro pode ser o horário (à noite), o que dificulta ainda mais o pronto atendimento”, complementa.

Por Pedro Peduzzi