Bancos fecham no feriado de Corpus Christi

Os bancos não abrirão amanhã (3), feriado de Corpus Christi. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por se tratar de um feriado nacional, não haverá expediente nas agências mesmo nas localidades em que o dia da celebração foi antecipado para outra data. Na sexta-feira (4) o expediente será normal.

De acordo com a Febraban, nos dias em que não houver expediente nas agências, as áreas de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, como de costume, bem como os canais digitais e remotos de atendimento, como internet mobile banking.

“Os bancos reforçam a necessidade de que os clientes e o público em geral evitem ao máximo o comparecimento presencial nas agências bancárias, utilizando os canais digitais como principal meio de acesso aos serviços”, disse a Febraban.

A federação explicou que o atendimento pelo celular, pelo computador e telefônico (call centers) estão disponíveis e oferecem praticamente a totalidade das transações financeiras do sistema bancário, além de apresentarem mais comodidade e conveniência aos seus clientes.

As contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 3 de junho poderão ser pagas, sem acréscimo, na sexta-feira (4).

A Febraban lembra que normalmente os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos.

Os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via Débito Direto Autorizado (DDA).

Por Agência Brasil

Após pausa de Carnaval, bancos reabrem hoje

Após o  fechamento nos dias 15 e 16, as agências bancárias reabrem hoje (17) a partir das 12h, com encerramento em horário normal de fechamento das agências. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do atendimento ao público será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de funcionamento.

Mesmo com o cancelamento dos pontos facultativos e das festas de carnaval em muitos estados e municípios, os bancos ficaram de portas fechadas para o atendimento ao público, em razão da pandemia causada pela covid-19.

A orientação da Febraban é que os clientes utilizem, preferencialmente, mesmo com o retorno do atendimento, os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas.

Segundo a instituição, as contas de consumo (água, energia, telefone etc.) e carnês com vencimento em 15 ou 16 de fevereiro poderão ser pagos nesta quarta-feira, sem acréscimo.

A Febraban informou ainda que os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via débito direto autorizado.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil 

Bancos não abrem hoje e amanhã

Apesar do cancelamento dos pontos facultativos e das festas de Carnaval em muitos estados e municípios, os bancos não abrirão para atendimento ao público hoje (15) e amanhã (16). O calendário bancário está mantido e o expediente será retomado na quarta-feira (17), às 12, com encerramento em horário normal do fechamento das agências.

Entretanto, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do atendimento ao público será antecipado para garantir o mínimo de três horas de funcionamento.

As contas de consumo e carnês com vencimento em 15 ou 16 de fevereiro poderão ser pagas, sem acréscimo de juros, na quarta-feira (17). Segundo, a Febraban, normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais, mas caso isso não tenha ocorrido, a sugestão é agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos.

Por Agência Brasil

Bancos abrem na véspera do Natal; confira horários

As agências bancárias de todo o país funcionarão em horário especial no dia 24 de dezembro e ficarão abertas apenas por duas horas na parte da manhã. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a abertura das agências das unidades da Federação que funcionam no mesmo horário de Brasília será das 9h às 11h. Nos demais estados, das 8h às 10h (horário local).

Nos dias 25 e 31 de dezembro, além de 1º de janeiro, as agências bancárias permanecerão fechadas para atendimento. Apenas os caixas eletrônicos continuarão funcionando nesses dias.

De acordo com a Febraban, hoje (23) e nos dias 28, 29 e 30 de dezembro, a abertura dos bancos ocorrerá no horário normal (que vem sendo seguido durante a pandemia de covid-19). A partir de 4 de janeiro, o atendimento será retomado normalmente.

Carnês e contas de consumo (como água, energia e telefone) vencidos nos feriados poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte. De acordo com a Febraban, normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil 

Veja os bancos com maior número de reclamações

Banco Central, em Brasília (Antonio Cruz/Agência Brasil)

O Banco Pan ficou em primeiro lugar no ranking de reclamações contra instituições financeiras no terceiro trimestre de 2020, de acordo com dados divulgados (15) pelo Banco Central (BC). Para a elaboração do documento, foram consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes. O BMG ficou em segundo lugar e o Banco Inter, em terceiro.

No período, o BC recebeu 1.464 queixas consideradas procedentes contra o Banco Pan, a maioria por “oferta ou prestação de informação sobre crédito consignado de forma inadequada”.

O BMG recebeu 1.325 reclamações, a maioria delas também sobre problemas com o crédito consignado. Já o Inter recebeu 869, sendo a maior parte das reclamações sobre a não realização de débitos automáticos autorizados pelo cliente, divergências em saques e depósitos em caixa convencional, problemas em transações por falhas humanas e problemas no resgate de aplicações.

Para elaborar o ranking, as reclamações procedentes são divididas pelo número de clientes da instituição financeira e multiplicadas por 1 milhão. O índice gerado representa o número de reclamações do banco para cada grupo de 1 milhão de clientes.

O resultado é, portanto, avaliado proporcionalmente à quantidade de clientes de cada instituição. Com esse cálculo, o Pan ficou com o índice de 255,33. As queixas contra o BMG resultaram no índice 236,73. E o Banco Inter ficou com índice 126,38. O Banco Pan tem 5.733.561 clientes, o BMG tem 5.597.083, e o Inter, 6.875.798.

Entre os bancos com mais de 4 milhões de clientes, a Caixa Econômica Federal apareceu em quarto lugar no ranking com índice 49,1. Em seguida, na quinta colocação, vem o Santander, com índice 34,33. Na sexta posição vem o Itaú, com índice 32,3.

O Banco do Brasil ficou na sétima posição, com índice 27,66. O Banrisul vem na sequência, em oitavo lugar, com índice 27,15.

Reclamações

A maioria das reclamações registradas pelo BC e consideradas procedentes é por irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, ao sigilo ou à legitimidade das operações e serviços relacionados a operações de crédito (3.062) e em internet banking (2.654). No total, o BC considerou procedentes 23.926 queixas de clientes contra os bancos no país.

A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no BC, e as reclamações ajudam na fiscalização e na regulação do Sistema Financeiro Nacional. Quando chega ao Banco Central, a reclamação é encaminhada para o banco, que tem prazo de dez dias úteis (descontados sábados, domingos e feriados) para dar uma resposta, com cópia para o BC.

Os canais de atendimentos do BC estão disponíveis na internet, pelo aplicativo BC+Perto, por correspondência, presencialmente ou pelo telefone 145.

O Banco Central recomenda que a reclamação seja registrada, primeiramente, nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do banco, nas ouvidorias das instituições e nos órgãos de defesa do consumidor.

Bancos

Em nota, o Banco Pan informou que trabalha consistentemente em medidas para melhorar e modernizar produtos, processos e a qualidade do atendimento ao consumidor. “Nesse sentido, [o Banco Pan] tem investido de forma relevante na digitalização dos negócios e em ciência de dados para oferecer uma melhor experiência na utilização dos seus serviços. O Pan reforça sua posição de respeito aos clientes e está à disposição em todos os seus canais de atendimento.”

O BMG respondeu que a posição atual da instituição no ranking do Banco Central se deve à classificação do banco que, ao ultrapassar a marca de 4 milhões de clientes, passou a ser equiparado às maiores instituições financeiras do país. “Os critérios adotados pelo BC acabam desfavorecendo a posição do BMG, pois a comparação é realizada com companhias detentoras de centenas de milhares de clientes”, informou o banco. O BMG reiterou o compromisso de obediência às normas em suas operações e pôs-se inteiramente à disposição dos clientes em seus canais de atendimento.

A reportagem também entrou em contato com o Banco Inter e aguarda retorno.

*Colaboraram Kelly Oliveira e Andréia Verdélio

Documentos secretos expõem grandes bancos e transações suspeitas

(Arquivo/Agência Brasil)

Milhares de documentos secretos do governo dos Estados Unidos vazados e analisados por um consórcio internacional de jornalistas indicam que grandes bancos multinacionais de todo mundo teriam permitido que dinheiro sujo fosse movimentado.

Ao analisar mais de 2 mil documentos, os jornalistas descobriram cerca de 2 trilhões de dólares em transações assinaladas como suspeitas. A maioria das atividades estava concentrada em seis bancos: Deutsche Bank, Bank of New York Mellon, Standard Chartered Bank, JPMorgan Chase, Barclays e HSBC. Os dados começaram a ser divulgados no domingo (20/09) por jornais de todo mundo.

Os chamados arquivos FinCEN são baseados em relatórios de atividades suspeitas (os SARs, na sigla em inglês). São registros de movimentos de dinheiro que os próprios bancos compilam e submetem ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (USDT), quando suspeitam de uma atividade possivelmente suspeita.

Uma análise nesses arquivos revela uma complexa trilha deixada por fundos suspeitos sendo manobrados em todo o mundo e o papel dos bancos nessas transações. Segundo os arquivos vazados, o maior banco alemão, o Deutsche Bank, estaria ciente de facilitar transações suspeitas no valor de mais de 1 trilhão de dólares. O banco é responsável por 62% de todos os SARs nos documentos vazados.

Análise dos dados

Em 2019, o BuzzFeed News nos Estados Unidos obteve um grande arquivo de registros financeiros secretos do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos  e os compartilhou com o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ). São arquivos do órgão regulador do USDT para a salvaguarda do sistema financeiro, o Financial Crimes Enforcement Network.

Nos últimos 16 meses, 400 jornalistas de 88 países analisaram a fundo os registros vazados, conduziram entrevistas com investigadores e vítimas, vasculharam registros judiciais e de arquivos e revisaram dados sobre milhões de transações ocorridas entre 1999 e 2017. O que torna esse vazamento diferente de outros anteriores, como o Panama Papers, em 2016, é que o FinCEN Files, como foi batizado, não reúne apenas documentos de uma ou duas empresas, mas de vários bancos.

A lavagem de dinheiro possibilita que narcotraficantes, contrabandistas e golpistas de esquemas Ponzi transfiram lucros ilícitos para longe do alcance das autoridades. Além disso, déspotas e donos corruptos de indústrias aumentam suas próprias fortunas ilícitas e consolidam o poder.

“Não são os próprios criminosos que lavam o dinheiro. Portanto, os bancos têm um papel realmente importante, porque são o sistema pelo qual o dinheiro está sendo transferido de seu país para um lugar seguro”, explica Graham Barrow, especialista em lavagem de dinheiro. “Todos nós, no final, pagamos o preço por isso. Porque esse dinheiro vem de nossos impostos e de nossas contribuições para a sociedade”, completa Barrow.

SARs não são necessariamente evidências de irregularidades. Os bancos são obrigados a relatar transações que possam estar relacionadas a crimes financeiros, como lavagem de dinheiro ou evasão fiscal, ou atividades que envolvam clientes com perfis de alto risco ou que tenham tido problemas com a lei.

O USDT exige que as instituições financeiras que operam nos Estados Unidos registrem SARs na Financial Crimes Enforcement Network, quando tiverem motivos para suspeitar que uma transação possa estar violando os regulamentos. O FinCEN tem a tarefa de proteger o sistema financeiro do uso ilícito e lavagem de dinheiro. A não apresentação de SARs pode render aos bancos multas ou penalidades.

A investigação do ICIJ descobriu que os grandes bancos deram sinal verde a mais de 2 trilhões dólares em transações que posteriormente sinalizaram como suspeitas. Em outras palavras, os bancos protocolaram seu relatório de atividade suspeita após a realização da transação.

A maioria dos SARs nos arquivos FinCEN veio de poucos bancos: Deutsche Bank (982), Bank of New York Mellon (325), Standard Chartered Bank (232), JPMorgan Chase (107), Barclays (104) e HSBC (73). Juntos, esses bancos registraram mais de 85% dos SARs contidos no vazamento.

De acordo com o BuzzFeed News e o ICIJ, o FinCEN recebeu mais de 2 milhões de SARs somente em 2019. Entre 2011 e 2017, a unidade de crimes financeiros coletou mais de 12 milhões de SARs. Portanto, os dados vazados representam apenas uma pequena parcela do total dos documentos.

Entre as dezenas de figuras proeminentes que aparecem nos documentos está Paul Manafort, o ex-chefe de campanha de Donald Trump, que foi condenado por fraude e evasão fiscal. O JP Morgan informou que movimentou dinheiro entre Manafort e suas empresas de fachada em setembro de 2017, muito depois de terem sido divulgados seus laços com autoridades ucranianas conectadas à Rússia e a suspeita de lavagem de dinheiro terem sido amplamente divulgados.

Governo dos EUA condena vazamentos

Ao ser questionado sobre o conteúdo dos relatórios de atividades suspeitas, o FinCEN se recusou a comentar o caso e condenou o vazamento de documentos.

O Conselheiro Chefe do FinCEN, Jimmy Kirby, respondeu ao BuzzFeed News que “a divulgação não autorizada de SARs pode interromper investigações de aplicação da lei em andamento ou futuras que envolvam informações contidas em SARs.”

Segundo ele, o vazamento de documentos “permite que os atores criminosos descubram evidências relevantes ao saber da existência de uma investigação ou investigação potencial e colocam testemunhas e vítimas em risco de danos físicos”.

Na resposta por escrito, Kirby também apontou que “tais divulgações não autorizadas têm um efeito inibidor nas instituições de depósito que podem estar menos dispostas a relatar informações acionáveis ​​ao FinCEN por medo de que sejam tornadas públicas ilegalmente.”

O porta-voz da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, Matt Lloyd, disse ao ICIJ que “o Departamento de Justiça mantém seu trabalho e continua comprometido em investigar e processar crimes financeiros – incluindo lavagem de dinheiro – onde quer que eles sejam encontrados”.

Por Pelin Ünker, Deutsche Welle

Ladrão de banco foragido é preso na Grande SP

A Polícia Civil de Diadema, na Grande São Paulo, prendeu um homem que era procurado por participar de roubos a agências bancárias na Bahia. Diogo dos Anjos Santos, de 33 anos, foi capturado no início da noite desta quarta-feira(16) pela equipe de investigadores do 1º Distrito Policial da cidade após uma denúncia anônima.

Segundo o informante, um homem, de pré-nome Diogo, foragido do sistema prisional baiano, estava morando na região havia pelo menos cinco meses e mantinha explosivos guardados. Os agentes decidiram averiguar as informações e foram até endereço fornecido, uma residência coletiva, localizada na Rua da Harmonia, número 26, no Jardim Campanário.

No local, eles foram recebidos pelo morador, que admitiu ser quem estavam procurando, mas negou que mantivesse artefatos explosivos no local. Diogo franqueou a entrada aos policiais civis, que, em revista na casa, encontraram quatro bananas de dinamite escondidas em uma bolsa.

O suspeito tinha dois mandados de prisão em aberto pelos ataques a duas agências bancárias baianas, um deles ocorrido em outubro de 2014, no município Maiquinique, a aproximadamente 600 quilômetros de Salvador.
O criminoso, que é paulista, foi para o Nordeste para praticar os assaltos e acabou preso após um deles, mas conseguiu fugir da cadeia e retornou para São Paulo.

Além da dinamite, no imóvel foi encontrado um carregador de metralhadora e um projétil de calibre 9 milímetros. Também foi apreendido um veículo que, segundo o criminoso, era dele, mas estava em nome de um desconhecido.

Santos foi encaminhado ao 1º Distrito Policial de Diadema, onde foi registrada a captura de procurado. O criminoso também foi autuado em flagrante por posse de material explosivo.

Equipes do GATE, o Grupo de Ações Táticas Especiais, da Polícia Militar, foram acionadas para fazer a remoção dos artefatos.

*Com informações do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.

Essa e outras notícias você encontra no canal do Youtube do repórter Paulo Édson Fiore, da rádio Jovem Pan.

Quadrilha aterroriza e furta banco em Ourinhos, SP

Criminosos usaram fuzis, metralhadoras e granadas no roubo, finalizado com refém feito de escudo humano

Grupo fez refém de escudo humano (à esq.) para fugir da cidade | Foto: Arquivo/Ponte

Ao menos 40 ladrões armados de fuzis e metralhadoras explodiram a única agência do Banco do Brasil em Ourinhos, cidade no interior de São Paulo, a 370 km da capital, na madrugada deste sábado (2/5). O bando fugiu levando dinheiro dos caixas eletrônicos. A quantia roubada não foi divulgada.

população acordou assustada com a saraivada de balas. Eram 2h. Os criminosos, encapuzados, chegaram em dez veículos. Eles atiravam para o alto para intimidar moradores e policiais militares. Bases da PM acabaram cercadas e foram alvos de disparos. Vizinhos da agência filmaram a ação.

Os assaltantes fizeram seis reféns. Uma pessoa foi baleada na perna, mas, segundo a Polícia Civil, ela foi socorrida num hospital da cidade e não corre riscos.

A quadrilha era bem organizada. Além das armas de grosso calibre – uma delas metralhadora ponto 50, capaz de derrubar até helicóptero –, os criminosos também utilizaram granadas, coletes à prova de bala e um drone para monitorar a chegada de policiais militares.

Mesmo assim, segundo a Polícia Civil, houve confronto entre ladrões e PMs. Os criminosos fugiram em direção ao Paraná. Um dos reféns foi colocado em cima de um veículo da quadrilha. A vítima foi usada como escudo para por fim ao tiroteio. Minutos depois ela foi liberada.

Os ladrões deixaram para trás três granadas: uma ficou dentro da agência bancária, outra na rua da instituição financeira e a terceira foi colocada em frente ao batalhão da Polícia Militar.

Homens do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais), unidade de elite da Polícia Militar, especializada em explosivos, foram acionados para desarmar os artefatos.

Até às 13h deste sábado, nenhum criminoso havia sido preso. O roubo em Ourinhos foi semelhante a outro realizado em Botucatu, também no interior do estado, em dezembro do ano passado, quando um bando atacou a agência da Caixa Econômica Federal.

Na ocasião, os ladrões encapuzados também usaram armas de grosso calibre, explosivos e diversos veículos. As ruas nas proximidades do banco foram bloqueadas pela quadrilha. 

Na fuga, eles usaram “miguelitos”, espécie de pregos de ferro entrelaçados utilizados para furar pneus, evitando assim uma possível perseguição policial.

A Polícia Civil investiga se esses dois assaltos foram feitos pela mesma quadrilha e se os criminosos têm alguma ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Por Josmar Jozino – Repórter da Ponte

Bancos se unem e vão fazer doação contra Coronavírus

Os três maiores bancos privados do Brasil – Bradesco, Itaú e Santander – vão importar e doar 5 milhões de testes rápidos de detecção da covid-19, além de equipamentos médicos, como tomógrafos e respiradores, observando as orientações do Ministério da Saúde e a disponibilidade no mercado.

Segundo nota enviada pelo Santander, a “doação tem como objetivo apoiar os esforços de profissionais de saúde neste momento desafiador na luta contra a disseminação do novo coronavírus, quando, de acordo com especialistas, a testagem em massa da parcela da população com suspeita de contágio será decisiva para a superação da crise. Da mesma forma, os tomógrafos permitem identificar a gravidade dos casos e os respiradores salvam as vidas dos doentes com complicações pulmonares”.

De acordo com a nota, a decisão de iniciar a ação conjunta foi tomada nesta quarta-feira (25) pelos presidentes dos três bancos – Octavio de Lazari Junior, do Bradesco, Candido Bracher, do Itaú, e Sérgio Rial, do Santander Brasil –, que conversaram sobre a melhor maneira de contribuir para mitigar os efeitos da pandemia.

“A primeira medida prática foi a formação de uma força-tarefa, composta por profissionais de cada uma das instituições, que definiu, sob orientação do Ministério da Saúde, a logística mais eficiente para a importação dos kits de testagem e dos equipamentos”, diz a nota.

Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil 

'Não Perturbe' dos bancos começa a funcionar hoje

Por Felipe Pontes



Os aposentados e pensionistas que não quiserem mais receber ligações com ofertas de crédito consignado podem se cadastrar no serviço “Não Perturbe” dos bancos, que passa a funcionar a partir de hoje (2).

Para isso, é preciso cadastrar no site do serviço os telefones fixos ou móveis vinculados ao número do CPF. O bloqueio passa a valer 30 dias após o procedimento, quando os bancos que aderiram ao sistema param de fazer chamadas telefônicas com as ofertas de empréstimos.

Ao todo, 23 bancos aderiram ao serviço, que integra uma iniciativa de autorregulação do setor bancário promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor.

Segundo a Febraban, as instituições financeiras que aderiram à iniciativa correspondem a cerca de 98% da carteira de crédito do país. Uma vez feito o cadastro, o bloqueio de chamadas abrange também os correspondentes bancários, ampliando o alcance da medida.

Além do Não Perturbe outras medidas de autorregulação do crédito consignado incluem a criação de uma base de dados para o monitoramento de reclamações causadas pela oferta inadequada de empréstimos, que contabilizará as queixas feitas nos canais internos dos bancos, no Banco Central ou através da plataforma consumidor.gov.

Também serão contabilizadas as ações judiciais e feito um mapeamento da governança e da gestão de dados de correspondentes bancários, com o objetivo de produção de um índice de qualidade a ser divulgado pela Febraban e a ABBC a partir de fevereiro.

“Teremos um termômetro de qualidade da atuação do correspondente, e com base no indicador de reclamações, os bancos irão adotar medidas administrativas, que vão desde advertência, suspensão, até o fim do relacionamento com o correspondente”, disse Amaury Oliveira, diretor de autorregulação da Febraban.

No caso de alguma infração por parte de algum correspondente, os bancos são obrigados a aplicar sanções, caso contrário ficam sujeitos a multas que variam de R$ 45 mil a R$ 1 milhão, segundo a Febraban.    

Fraudes

O aposentado ou pensionista deve também ficar atento a fraudes. No momento do cadastro, a plataforma do serviço “Não Perturbe” ressalta que não possui aplicativos para smartphones, não envia email com arquivos executáveis ou solicita dados pessoais ou bancários diretamente aos usuários.

As instituições financeiras que aderiram ao “Não Perturbe” dos bancos são: Agibank, Alfa, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banrisul, Barigui, Bradesco, BMG, BRB, Caixa, Cetelem, CCB, Daycoval, Estrela Mineira, Inter, Itaú, Mercantil, Pan, Paraná Banco, Safra, Santander, Sicredi e Votorantim.