Donos de bares e casas noturnas fazem vaquinha para sobreviver à pandemia

Os donos de bares e casas noturnas tradicionais de São Paulo estão sofrendo com os impactos causado pelo isolamento social por causa da pandemia da covid-19. Muitos restaurantes se dedicaram à entrega de comida, mas no caso de bares e casas noturnas, que tinham os drinks e a pista de dança – que gera aglomeração de pessoas – como atrações principais, entregar comida e bebida não paga as contas. Alguns estabelecimentos criaram vaquinhas virtuais [modo online de arrecadar fundos] em troca de vouchers ou prêmios, e contam com a fidelidade dos clientes que frequentavam os locais para tentar sobreviver, e talvez abrir as portas quando a pandemia amenizar.

Um dos bares paulistanos que aderiu à vaquinha virtual é o Alberta #3, onde funciona, há mais de uma década, uma das pistas subterrâneas mais conhecidas do centro de São Paulo. No início de abril, o local lançou uma campanha para arrecadar R$ 93 mil. Quem ajudar com a vaquinha tem, como recompensa, vouchers em sorteios de itens que decoram o mezanino e outros presentes, que serão entregues na casa dos doadores.

Após anunciar o fechamento das portas, o bar de samba e de choro da Vila Madalena Ó do Borogodó, na zona oeste de São Paulo, lançou uma vaquinha online para manter o espaço aberto.

Em funcionamento há cerca de 52 anos no município de São Paulo, o Bar do Alemão encara a pandemia entregando comida. Mas também lançou seu pedido de ajuda financeira na internet.

A Casa de Francisca é um espaço sócio-cultural que desde 2006 cultiva curadoria voltada ao comprometimento artístico e a diversidade musical. Funciona no Palacete Teresa, patrimônio histórico no centro de São Paulo. O estabelecimento anunciou seu fechamento em março, mas por meio do financiamento coletivo no site Apoia.se vai tentar se reerguer após a fase emergencial em São Paulo.

Não é somente as casas noturnas paulistas que clamam por ajuda dos clientes e amigos. A reportagem da Agência Brasil verificou que só no site vakinha.com.br centenas de bares por todo o Brasil criaram vaquinhas para poder ajudar a amenizar as contas dos locais. O site de financiamento coletivo Abaca$hi também tem espaço para os bares lançarem seus pedidos de contribuição aos clientes. Com a hastag #AjudeoSeuBarLocal, os estabelecimentos oferecem brindes aos clientes quando os bares abrirem as portas novamente.

*Com informações da Agência Brasil

Fiscalização encerra festa e interdita spa e bar em São Paulo

O Comitê de Blitze do governo do estado e da prefeitura de São Paulo encerrou na madrugada de hoje (3) uma festa clandestina na capital. Além disso, foram multados e interditados um spa no bairro da Aclimação, que funcionava irregularmente, e um bar em Pinheiros, com clientes consumindo em seu interior. O spa e o bar são considerados serviços não essenciais e, portanto, não estão autorizados a atender o público nesta fase emergencial do Plano SP.

A fiscalização faz parte das ações de enfrentamento à pandemia no estado e tem o objetivo de garantir cumprimento das medidas restritivas. Desde o dia 26 de fevereiro, na fase emergencial, o estado determinou combate mais rígido a aglomerações e eventos clandestinos para conter o contágio acelerado pelo coronavírus.

Entre sexta-feira e a madrugada deste sábado, o governo estadual informou que a Polícia Militar atuou de forma preventiva na capital, litoral e interior em 40 ações de apoio à Vigilância Sanitária. Foram feitas 3.544 dispersões. Houve 972 pontos de aglomeração flagrados pela PM.

Qualquer pessoa pode denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais pelo telefone 0800-771-3541, no site www.procon.sp.gov.br ou pelo e-mail do Centro de Vigilância Sanitária: [email protected]

Balanço

O trabalho da força-tarefa do governo de São Paulo para conter o avanço da epidemia de coronavírus durante a fase emergencial do Plano SP resultou em 943 festas e eventos clandestinos encerrados em março em todo o estado. A força-tarefa – incluindo Vigilância Sanitária estadual e Procon-SP – autuou 1,8 mil estabelecimentos no estado durante o mês e também foram realizadas mais de 837.514 abordagens.

O mês de março teve número recorde de denúncias à Vigilância Sanitária por descumprimento de regras do Plano SP de prevenção contra a covid-19. Foram 55.416 queixas e registros referentes a estabelecimentos que funcionavam fora dos protocolos do plano, permitiam aglomerações ou presença de consumidores sem máscaras, que são obrigatórias em espaços coletivos. O número foi 12 vezes maior que o observado em fevereiro deste ano, quando houve 4.332 denúncias, e é o triplo do total registrado nos oito meses anteriores (julho de 2020 a fevereiro de 2021, que tiveram um total de 16.668 denúncias).

Desde 1º de julho do ano passado, a Vigilância Sanitária estadual realizou 238.826 inspeções e 5.315 autuações, além de 274 interdições. Somente no mês de março deste ano, as equipes inspecionaram 33.271 locais e 1.439 foram autuados.

Já as equipes do Procon-SP, em março, fiscalizaram 5.659 estabelecimentos que prestam serviços não essenciais, como bares restaurantes, tabacarias e festas clandestinas. Deste total, 361 locais foram autuados por descumprirem as medidas restritivas. Os estabelecimentos desrespeitavam as regras de restrição de circulação, uso obrigatório de máscaras e distanciamento social. Apenas na capital, foram autuados 206 locais de 1.425 vistoriados.

*Com informações da Agência Brasil

Vigilância autua 90 bares e festas irregulares

Fiscais receberam apoio da Polícia Militar (Gov. do Estado de SP/Reprodução)

Entre os dias 25 e 27 de dezembro, a Vigilância Sanitária autuou 90 bares e festas clandestinas em todo o estado paulista por desrespeito às regras do Plano São Paulo. Segundo o governo paulista, foram autuados estabelecimentos cujo funcionamento estava proibido no estado.

Durante os três dias vigorou a volta de todo o estado à Fase 1-vermelha do Plano São Paulo, que prevê o fechamento de todo o comércio e dos serviços, mantendo aberto apenas os que são considerados essenciais nas áreas de abastecimento, segurança, logística e saúde.

A partir de hoje (28) até o dia 31 de dezembro, o estado volta à fase 3-amarela. Nesta fase, bares, restaurantes, shoppings centers, comércio de rua, salões de beleza e barbearias podem reabrir, mas com limitação de 40% do público. Já entre os dias 1º e 3 de janeiro, o governo paulista determinou novo retorno à fase vermelha.

O Plano São Paulo, elaborado para este momento de convivência com a pandemia do novo coronavírus, é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). 

O descumprimento das regras estabelecidas no Plano São Paulo prevê multa de até R$ 276 mil ao estabelecimento. Se ocorre aglomeração e falta de uso de máscara, a multa é de pouco mais de R$ 5 mil por estabelecimento. Pessoas que estejam descumprindo as regras podem ser multadas também em mais de R$ 524.

Pessoas que queiram denunciar estabelecimentos de São Paulo por descumprimento das regras sanitárias podem ligar para o telefone 0800-771-3541, disque-denúncia da Vigilância Sanitária. A ligação é gratuita.

Por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil

STF derruba liminar e venda de bebida alcoólica volta a ser proibida após 20h

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, derrubou hoje (17) uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo que suspendia a proibição de venda de bebidas alcoólicas nos bares e restaurantes de São Paulo após as 20h. Com isso, volta a valer o decreto anunciado na última sexta-feira (11) e que proíbe a venda de bebidas alcoólicas à noite, em todo o estado, após esse horário.  

“Defiro o pedido liminar para suspender os efeitos da decisão proferida nos autos do Mandado de Segurança Coletivo nº 2294495-23.2020.8.26.0000, em trâmite no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, de modo a restabelecer a plena eficácia do Decreto Estadual nº 65.357/2020, expedido pelo Governador do Estado de São Paulo”, determinou Fux.

No início desta semana, o desembargador Renato Sartorelli, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu uma liminar que suspendia a proibição, permitindo que os bares e restaurantes pudessem comercializar bebidas alcoólicas à noite. A decisão foi decorrente de um mandado de segurança impetrado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP). Agora, com a decisão de Fux, a venda será novamente proibida após as 20h.

O decreto

Para tentar conter o aumento dos casos do novo coronavírus no estado e evitar aglomerações, o governo de São Paulo determinou que os bares serão fechados após as 20h e que os restaurantes, apesar de poderem ficar abertos até as 22h, não poderão comercializar bebidas alcoólicas após as 20h. O decreto estadual também define que os restaurantes e bares terão que manter a capacidade de atendimento a somente 40% do público e os clientes só poderão ser atendidos se estiverem sentados. As mesas terão, no máximo, seis pessoas.

Por meio de nota, a Abrasel lamentou a suspensão da liminar. “O setor recebe a notícia com pesar, pois os restaurantes estavam esperançosos, planejando pacotes especiais, incluindo vinhos, entre outras bebidas, para oferecer  como opção de comemoração para o fim do ano, com a possibilidade de aumentar um pouco o faturamento. Muitos fizeram pedidos de bebidas para esse fim”, diz a nota.

Segundo a Abrasel, com essa proibição, os restaurantes terão uma queda no faturamento em torno de 50% no mês de dezembro. A Abrasel também informa que seguirá com o processo, tentando reverter a decisão.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Justiça suspende proibição de venda de bebida alcoólica após 20h

Jean Gorinchteyn, secretário Estadual de Saúde participa de blitz em bares da Capital
(Arquivo/Gov. do Estado de SP/via Fotos Públicas)

A Justiça paulista concedeu liminar nesta segunda-feira (14) suspendendo temporariamente a proibição de venda de bebidas alcoólicas por restaurantes após as 20 h, conforme havia definido o Decreto Estadual 65.357/2020. A decisão é decorrente de mandado de segurança impetrado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP).

O decreto estadual define que os restaurantes vão poder funcionar até as 22h, mantendo a capacidade de 40% do público, clientes sentados e mesa com até seis pessoas, mas a venda de bebida alcoólica poderia ocorrer somente até as 20h. Essa é uma entre a série de medidas anunciadas na sexta-feira (11) para tentar conter a formação de aglomerações no estado de São Paulo.

A Abrasel argumenta que a limitação imposta pelo decreto foi perpetrada “sem amparo em qualquer tipo de estudo ou dados científicos” e que “inexiste qualquer pesquisa que tenha concluído que a venda de bebidas alcoólicas possua alguma relação de causa e efeito para com a contaminação da covid-19”.

Na decisão, o desembargador Renato Sartorelli acrescenta que a associação “orientar aos seus associados seguir rigorosamente todas as recomendações dos órgãos de saúde e de vigilância sanitária para evitar a propagação da covid-19, fornecendo equipamentos de segurança, disponibilizando álcool gel, mantendo ocupação reduzida e garantindo distanciamento seguro entre as pessoas”.

Nota do Governo de São Paulo

“A recomendação de suspender a venda de bebidas alcoólicas após às 20h foi adotada após médicos do Centro de Contingência do coronavírus identificarem que os adultos jovens, com idade entre 30 e 50 anos, são atualmente a maior demanda por leitos hospitalares por COVID-19.

Os jovens com idade entre 20 e 39 anos representam 40% dos novos casos confirmados. Desta forma, é possível evitar aglomerações durante o lazer noturno e reduzir a contaminação desta população.

O Estado de São Paulo segue recomendações de médicos e cientistas do Centro de Contingência do coronavírus e toma todas as medidas estabelecidas pelo Plano SP para cumprir este compromisso, atuando com responsabilidade e transparência no combate e controle da pandemia, sempre amparado pela ciência.”

*com informações da Agência Brasil

Proibida venda de bebida alcoólica após 20h em Bares e Conveniências

(Arquivo/Band/Reprodução)

Por causa do aumento do número de casos, óbitos e de internações por covid-19 [a doença provocada pelo novo coronavírus], o governo de São Paulo anunciou hoje (11) uma série de medidas para tentar conter a formação de aglomerações no estado, principalmente com as compras e festas de Natal. As medidas vão valer a partir de amanhã (12).

Entre as medidas anunciadas hoje (11), em entrevista coletiva, está o aumento da restrição no lazer noturno, onde ocorrem muitas aglomerações.

Por isso, bares vão funcionar até as 20h, com mesas de até seis pessoas, podendo servir apenas clientes sentados e com capacidade de 40%. Antes, eles poderiam funcionar até as 22h, permitindo a permanência de seus clientes no local até as 23h.

Já os restaurantes vão poder funcionar até as 22h, mantendo a capacidade de 40% do público, clientes sentados e mesa até seis pessoas, com a diferença de que a venda de bebida alcoólica será restrita no local, podendo ocorrer somente até as 20h.  Após esse horário, não será mais permitida a comercialização de bebida alcóolica.

(Arquivo/TV Brasil)

As lojas de conveniência de postos de combustíveis terão que fechar até as 22h e não poderão mais comercializar bebida alcóolica após as 20h.

Já o comércio e shoppings centers vão poder funcionar por 12 horas por dia, mas terão que manter a capacidade de ocupação em 40% para garantir maior espaçamento entre as pessoas. O comércio e os shoppings poderão funcionar até as 22h, mas o limite é de 12 horas de funcionamento por dia.

Segundo o governo paulista, mil agentes da Vigilância Sanitária vão fiscalizar o cumprimento das novas regras, principalmente nas cidades com mais de 100 mil habitantes. Essas equipes vão fiscalizar também as festas clandestinas.

O número de casos, internações e de óbitos por covid-19 vem crescendo desde a primeira semana de novembro em todo o estado. Na média diária de casos, o aumento foi de 23,6%  entre as 47ª Semana Epidemiológica (de 15 e 21 de novembro) e a 49ª Semana Epidemiológica (de 29 de novembro e 2 de dezembro).

O número de novas internações cresceu de 15,5% no mesmo período, passando de 1.180 para 1.364 por dia, e o de óbitos, 30,3%, passando de 101 novas mortes por dia para 132.

Perfil

Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, o perfil das pessoas que estão se contaminando com o novo coronavírus é diferente agora. Entre março e novembro, a maior demanda por leitos destinados para a covid-19 era de pessoas entre 55 e 75 anos de idade.

Nas últimas três semanas, o perfil mudou. A maior parte dosinternados tem entre 30 e 50 anos de idade. “O grupo etário que mais nos preocupava era o de idosos, que representam 77% dos que evoluem de forma grave. Mas temos que entender que os jovens não são imunes ao vírus. Eles também podem adoecer e morrer pelo vírus. Jovens também podem morrer em decorrência da covid-19”, disse, durante a coletiva.

Hoje, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI), destinados ao tratamento da covid-19, está em 58,4% no estado e em 64,4% na Grande São Paulo, o que representa 4.573 pessoas internadas em estado grave em todo o estado. Em junho, a ocupação de leitos de UTI no estado estava em 69%. Já na Grande São Paulo, o auge ocorreu em maio, com 92% de ocupação.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Rede de bares inaugura oitava unidade na Capital

(Divulgação)

A cidade de São Paulo está prestes a ganhar uma nova unidade do Quintal do Espeto. A oitava unidade da rede de bares será aberta dia 30 de outubro no bairro Santana, zona norte da Capital.

O local será ideal para celebração de aniversários, confraternizações de empresas, happy hour e sempre contará com programação musical ao vivo, diferenciada todos os dias.

Os sócios Pedro de Barros Mott, Pedro Mott Filho e Marcelo Tobias estão otimistas com a nova unidade.

“Essa unidade tem valor muito grande para mim, fica bem próximo do local onde eu nasci e fui criado no Jardim São Paulo. É uma honra abrir uma unidade em uns dos melhores lugares de São Paulo, Santana é um bairro que moram muitas famílias tradicionais, um dos maiores polos de eventos do Brasil, nossa expectativa é enorme para receber esse novo público”, afirma Pedro de Barros Mott.

A nova unidade em Santana terá a mesma identidade que caracteriza o Quintal do Espeto. Espaço amplo com 1800 m², teto retrátil, ambiente arborizado e climatizado, palco com estrutura para receber grandes artistas, espaço kids, boutique com itens exclusivos para churrasco, vallet e um espaço com muito entretenimento para a família toda, junto com a grande variedade de opções no cardápio e o já tradicional atendimento.

Serviço

Quintal do Espeto Unidade Santana
Inauguração: Dia 30 de outubro de 2020
Endereço: Avenida Ataliba Leonel, 1239
Telefone: (11) 5095-6565
https://www.quintaldoespeto.com.br/

Sebrae: 7% dos bares e restaurantes fecharam devido à pandemia

Levantamento elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que 6,7% dos donos de bares e restaurantes decidiram encerrar o negócio permanentemente por causa da crise causada pela pandemia da covid-19. A pesquisa, divulgada hoje (28), foi feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e pelo Sebrae.

Foram entrevistados 1.191 empresários de bares, restaurantes, cafeterias, lanchonetes, padarias, pizzarias e sorveterias dos 26 estados e do Distrito Federal. Entre as pessoas ouvidas, 39% são microempreendedores Individuais (MEI); 58%, micro e pequenos empresários; e 3%, donos de médias ou grandes empresas.

De acordo com o levantamento, 92% das empresas do setor tiveram queda no faturamento. Apenas 4,5% dos donos de bares e restaurantes afirmaram ter aumentado seus rendimentos no período da pandemia.

“Os dados são importantes norteadores que apontam as dificuldades enfrentadas pelos negócios de alimentação fora do lar. Sem dúvida é um dos setores mais impactados pela pandemia e com grandes obstáculos para a retomada”, destacou o superintendente do Sebrae, Afonso Maria Rocha.

Segundo a pesquisa, 18,5% dos donos de bares e restaurantes entrevistados tiveram que demitir funcionários de carteira assinada na pandemia. O levantamento mostra que 50,8% dos empresários ouvidos têm dívidas em atraso; 25,5% têm dívidas, mas estão em dia; e 23,7%, não têm dívidas.

Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

Shoppings da capital poderão funcionar das 12h às 20h

Com a publicação de portaria em Diário Oficial hoje (21), a prefeitura de São Paulo vai autorizar que os shoppings da capital possam funcionar das 12h às 20h, todos os dias. Isso será possível após autorização do governo estadual, que ampliou o horário de funcionamento de seis para oito horas diárias de estabelecimentos comerciais localizados em regiões que estejam na Fase 3-Amarela do Plano São Paulo, que direciona a retomada da atividade econômica depois de quarentena adotada para evitar disseminação do novo coronavírus.

Avenida Paulista, em São Paulo (Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

Pela portaria municipal, ficará também estabelecido que o comércio de rua e as galerias comerciais vão funcionar das 10h às 18h, enquanto os shoppings populares terão funcionamento liberado das 5h às 13h. Já os bares e restaurantes podem fracionar as oito horas diárias, mas terão que fechar as portas às 22h.  

A portaria também faculta ao comércio de rua, às galerias comerciais e aos shoppings que queiram funcionar em horário diferenciado ao que foi estabelecido pela prefeitura para que coloquem uma placa na porta dizendo em quais horários eles vão funcionar.

Escritórios, concessionárias, imobiliárias, academias, salões de beleza e barbearias poderão também funcionar por oito horas por dia, de forma corrida ou fracionada, de forma livre, no horário que quiserem.

A capital paulista está na Fase 3 – Amarela do Plano São Paulo desde o dia 26 de junho. Nesta fase, bares, restaurantes, shoppings centers, comércio de rua, salões de beleza e barbearias podem reabrir, mas com limitação de 40% do público.

O Plano São Paulo, elaborado pelo governo paulista em virtude da pandemia do novo coronavírus, é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo também é regionalizado, ou seja, o estado foi dividido em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase.

Parques

Segundo o prefeito da capital, Bruno Covas, os 70 parques municipais da cidade vão passar a funcionar, a partir da próxima semana, em horário normal. Eles vão continuar fechados aos finais de semana, mas poderão funcionar em seus horários normais, os que eram habituais antes da pandemia. O Ibirapuera, por exemplo, funcionará de segunda a sexta-feira, das 6h à meia-noite.

Reabertura à noite: 75 bares são interditados na Capital

A prefeitura de São Paulo interditou 75 bares desde a última sexta-feira (7) por descumprimento do horário estabelecido de funcionamento. Só no domingo (9) foram autuados 17 estabelecimentos. Além do horário de abertura, a fiscalização também tem observado se estão sendo colocadas mesas na calçada.

Desde o início da quarentena na cidade, 559 bares, restaurantes e cafeterias já foram interditados por descumprirem as normas para o combate ao coronavírus. Os estabelecimentos estão ainda sujeitos a uma multa de R$ 9,2 mil a cada 250 metros quadrados de área. A desinterdição deve ser solicitada na subprefeitura da região.

Abertura à noite

Desde a última quinta-feira (6), os bares da capital paulista podem abrir até as 22h, segundo o plano de flexibilização gradual da quarentena estabelecido pelo governo estadual. Antes, os estabelecimentos só estavam autorizados a funcionar até as 17h. Estão mantidas a limitação de 40% do público e o horário reduzido de funcionamento, por apenas seis horas diárias.

Assim, bares e restaurantes podem abrir em horários fracionados, com funcionamento previsto até as 22h, mas somente por seis horas por dia. Com isso, eles poderão alternar seu horário, por exemplo, funcionando durante três horas no almoço e três horas no jantar.

O atendimento nesses bares e restaurantes continuará restrito para pessoas sentadas, mantendo o distanciamento das mesas. Os estabelecimentos não poderão servir alimentos e bebidas para clientes em pé.

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil