Chuvas matam seis e deixam 229 pessoas desalojadas

Região alagada no município de Iconha (Prefeitura de Iconha/Reprodução)


Após as fortes chuvas que atingiram a região Sul do estado desde sexta-feira (17), o Espírito Santo registra 229 pessoas desalojadas, 182 desabrigadas, uma pessoa ferida e seis mortos. As informações constam de boletim divulgado pela Defesa Civil do estado às 11h deste domingo (19).

O município com o maior número de desalojados é Vargem Alta: 212. Rio Novo do Sul tem nove pessoas desalojadas e Anchieta, oito. Anchieta concentra o maior número de desabrigados: 80. Todos estão agora no Centro de Convivência de Limeira.

Vargem Alta tem 63 pessoas desabrigadas, que estão em duas escolas estaduais. Iconha registra 35 desalojados, que se encontram na Igreja Católica da cidade e Rio Novo do Sul tem quatro pessoas desalojadas. De acordo com a Defesa Civil, elas foram encaminhadas para o aluguel social.

Três pessoas morreram no município de Iconha. A cidade também registrou uma pessoa ferida em razão das chuvas. Em Alfredo Chaves, onde houve o maior volume de chuvas (249,4 milímetros nas últimas 24 horas), também morreram três pessoas: duas soterradas no distrito de Cachoeirinhas; a outra morreu no distrito de Recreio.

Segundo a Defesa Civil, nas últimas 24 horas, as maiores chuvas ocorreram nos municípios de Castelo (11.05 milímetros – mm), Itapemirim (9.60 mm), Rio Novo do Sul (8.20 mm) e Aracruz (5.60 mm). Os demais municípios têm registro de acumulado de chuva inferior a 05 mm.

Para este domingo, a previsão do tempo, divulgada pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), é de muitas nuvens e alguma abertura de sol em todo o estado. Há também a previsão de pancadas de chuva em alguns momentos do dia em todas as regiões do Espírito Santo.

Para amanhã (20), o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos emitiu um aviso meteorológico alertando para riscos de que ocorram tempestades de raios, chuvas intensas e vendaval nos municípios de Afonso Cláudio, Água Doce do Norte, Alegre, Alto Rio Novo, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Brejetuba, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Guaçuí, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Iúna, Laranja da Terra, Mantenópolis, Muniz Freire, Pancas e Venda Nova do Imigrante.

Por Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

Malária: doença já atinge 112 casos no Espírito Santo; 1 morte

A doença é transmitida pela fêmea infectada do mosquito Anopheles (Portal Biologia/Agência Brasil/Divulgação)

A Secretaria de Saúde do Espírito Santo já confirmou 112 casos de malária desde julho deste ano – a maioria (92) no município de Vila Pavão. Os outros 20 casos foram identificados na cidade de Barra de São Francisco. A pasta confirmou ainda um óbito provocado pela doença.

Segundo a assessoria da secretaria, os casos envolvem um parasita que, até então, não existia no estado e que provoca a forma mais grave de malária. As autoridades do setor suspeitam que a doença tenha sido importada de estados no Norte do país, onde a malária é considerada endêmica.

A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura é possível se a doença for tratada em tempo oportuno e de forma adequada. Contudo, a malária pode evoluir para forma grave e para óbito. 

No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Nas demais regiões, apesar das poucas notificações, a doença não pode ser negligenciada, pois se observa letalidade mais elevada que na região amazônica.

Sintomas

Os sintomas incluem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça e podem ocorrer de forma cíclica. Muitas pessoas, antes de apresentar essas manifestações mais características, sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite.

A malária grave caracteriza-se pelo aparecimento de um ou mais destes sintomas: prostração, alteração da consciência, dispneia ou hiperventilação, convulsões, hipotensão arterial ou choque e hemorragias, entre outros sinais.

Transmissão

A doença é transmitida por meio da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium, um tipo de protozoário. Esses mosquitos aparecem em maior volume ao entardecer e ao amanhecer, mas podem ser encontrados picando durante todo o período noturno, em menor quantidade.

A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir a doença diretamente para outra pessoa. É necessário o vetor para realizar a transmissão.

Prevenção

Entre as medidas de prevenção individual, estão o uso de repelentes e de mosquiteiros,  roupas que protejam pernas e braços e detelas em portas e janelas.

Tratamento

No geral, após a confirmação da doença, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos disponíveis em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente nos casos graves, os pacientes devem ser hospitalizados de imediato.

O tratamento depende de fatores como a espécie do protozoário infectante; a idade do paciente; condições associadas, incluindo gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença.

Quando realizado de maneira correta, o tratamento da malária garante a cura da doença.

(Paula Laboissière/Agência Brasil)