Corpo de Bruno Covas é enterrado em Santos

O corpo de Bruno Covas foi enterrado no começo da noite de hoje (16), no cemitério do Paquetá, em Santos, cidade natal do político. A cerimônia foi reservada à família, mas, do lado de fora, centenas de pessoas foram para perto do cemitério aguardar a chegada do cortejo que trazia o corpo de Covas.

Ricardo Nunes, que agora assume a prefeitura da Capital, e João Doria, governador de São Paulo, acompanharam o sepultamento.

“O Brasil não perde só um grande homem público, a capital de São Paulo não perde apenas o seu grande prefeito, nós perdemos um grande jovem brasileiro”, disse Doria ao deixar o cemitério, que mais cedo emitiu uma nota lamentando a morte de Bruno Covas (leia no fim do texto).

O traslado do corpo começou pouco depois das 14h, após uma cerimônia no prédio da Prefeitura de São Paulo. Em carro aberto, o corpo de Bruno Covas passou por ruas e avenidas importantes da Capital.

Eleitores e correligionários do PSDB, partido do prefeito, acompanharam o deslocamento do cortejo. Na Avenida Paulista, centenas de pessoas se despediram de Covas.

Homenagens também foram vistas ao longo do trajeto pela Rodovia dos Imigrantes e na chegada à Santos, onde torcedores do Santos Futebol Clube, time do coração de Covas, também prestaram homenagens.

Em função da morte de Bruno Covas, a prefeitura de Santos decretou luto oficial de três dias.

Nota do Governador de São Paulo

Obrigado, Bruno Covas, por ter compartilhado, com todos nós, tanto carinho e dedicação. À Renata e ao Pedro, seus pais, ao Gustavo, seu irmão, e especialmente ao Tomás, seu filho, meu afeto nesse momento doloroso em que a natureza subverte o curso da vida. São Paulo terá sempre muito orgulho desse filho querido.

A força de Bruno Covas vem do seu exemplo e do seu caráter. Foi leal à família, aos amigos, ao povo de São Paulo e aos filiados do seu partido, o PSDB. Sua garra nos inspira e seu trabalho nos motiva.

Tive o privilégio de acompanhá-lo desde o início da vida pública, ao lado do seu avô Mario Covas. Tive a honra de tê-lo como vice, na Prefeitura de São Paulo. E a alegria de ver seus ideais e realizações aprovados nas eleições de 2020.

Bruno Covas era sensível, sereno, correto, racional, pragmático e ponderado. Voz sensata, sorriso largo e bom coração. Bruno Covas era esperança. E a esperança não morre: ela segue, com fé, nas lições que ele nos ofereceu em sua vida.

Muito obrigado, Bruno. Você foi e continuará sendo para todos nós, um eterno exemplo.
João Doria
Governador do Estado de São Paulo

Cidade natal de Bruno Covas, Santos decreta luto oficial

A cidade de Santos está de luto oficial por três dias pela morte do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, falecido em decorrência de um câncer no sistema digestivo com metástase. O sepultamento será realizado na tarde deste domingo (16) no jazigo da família Covas, no cemitério do Paquetá, em Santos. A cerimônia será restrita à família.  

“Bruno Covas nos deixa um legado de liderança, competência e coragem. Um talentoso jovem santista, de berço e coração alvinegro, que enfrentou a doença de cabeça erguida, com transparência e determinação. Um gestor público que, espelhado no exemplo de seu avô, Mário Covas, jamais abandonou a função pública por entender que a busca do bem comum é contínua. Bruno nos deixa o exemplo de superação, de admirável espírito público e de amor à vida e às pessoas. Expresso meu pesar à família, a seu filho e grande companheiro Tomás e aos amigos e admiradores”, declarou o prefeito Rogério Santos.

Trajetória

Bruno Covas, neto do ex-governador de São Paulo, Mário Covas, nasceu em Santos no dia 7 de abril de 1980. Antes de assumir a função e ser reeleito como prefeito de São Paulo, Covas foi eleito deputado estadual e federal, além de ter sido nomeado secretário de Estado. Na sua primeira eleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo, em 2006, foi eleito com a ajuda de 11.056 votos de santistas.

Na mais recente eleição que disputou para cargos proporcionais, em 2014, foi eleito deputado federal com 13.423 votos em Santos, números que reforçam a ligação de Covas com a sua cidade natal. Em 2004, também foi candidato a vice-prefeito de Santos na chapa com Raul Christiano (PSDB). 

Torcedor do Santos, Bruno Covas, deixa seu filho, Tomás Covas, de 15 anos, também fanático torcedor do Peixe.

Por pref. de Santos

Veja fotos da despedida a Bruno Covas

O corpo de prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, foi velado na sede da Prefeitura da Capital, no começo da tarde de hoje (16). Em homenagem ao prefeito, paulistanos foram pra região da Prefeitura e, em seguida, acompanharam o cortejo, muitos à pé.

O corpo de Covas será enterrado em Santos, cidade natal do político. O cortejo seguiu em carro aberto por ruas e avenidas, incluindo a Avenida Paulista.

Já na rodovia, a Ecovias também homenageou Bruno Covas.

Fotos

Cerimônia religiosa na Prefeitura de SP

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morre de câncer aos 41 anos

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morre de câncer aos 41 anos
Reeleito em 2020 para a prefeitura de São Paulo, Bruno Covas enfrentava câncer desde 2019; deixa um filho(Divulgação)

Morreu na manhã deste domingo (16), às 8h20, Bruno Covas, prefeito de São Paulo, aos 41 anos. Ele enfrentava um tumor no trato digestivo e teve novo nódulo diagnosticado no fígado neste ano, além de pontos de câncer nos ossos.

Covas pediu licença do cargo de prefeito no último dia 2 para prosseguir com tratamento do câncer. O comando da cidade foi assumido pelo vice, Ricardo Nunes (MDB). Já no dia 3, foi intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, onde realiza tratamento desde a descoberta da doença. Ele apresentou um sangramento no estômago, causado por uma úlcera em cima do tumor original na cárdia, passagem do esôfago para o estômago. Chegou a ser extubado no mesmo dia. Contudo, um novo sangramento também foi evidenciado no dia 6.

O prefeito teve uma piora considerável em seu quadro clínico nesta sexta-feira (14) e entrou em estado grave.

Histórico da doença

Em outubro de 2019, o prefeito Bruno Covas descobriu um tumor no trato digestivo. Com quimioterapia, ele conseguiu retirar a metástase do fígado, mas ainda tratava as células cancerígenas que apareceram na cárdia, que fica entre o esôfago e o estômago.

Com o tratamento, essa parte do tumor também foi eliminada. Entretanto, exames médicos realizados em fevereiro de 2021 indicaram que o fígado voltou a apresentar nódulos.

Em abril de 2021, novos pontos de câncer no fígado e nos ossos foram diagnosticados durante exames de controle. As lesões ocasionaram acúmulo de líquido nos pulmões e na região abdominal. Com a piora, o prefeito passou a receber suplementação alimentar por uma sonda.

Trajetória política

Neto do ex-governador de São Paulo Mário Covas, Bruno Covas se formou em Direito pela Universidade de São Paulo e em Economia pela Pontifícia Universidade Católica. Filiado ao PSDB desde 1998, foi Deputado Estadual, Secretário Estadual do Meio Ambiente e Deputado Federal até chegar à prefeitura da capital paulista como vice-prefeito de João Doria. Após Doria deixar a ocupação para concorrer ao governo do estado em 2018, Bruno Covas assumiu o cargo de prefeito de São Paulo e foi reeleito em 2020.

Mesmo passando pelo tratamento de quimioterapia, Bruno Covas continuou trabalhando na prefeitura da capital.

*Com informações da Tv Cultura

Autoridades lamentam morte de Bruno Covas

Com sangramento, Covas é transferido para UTI

De clubes de futebol a autoridades do poder Judiciário e celebridades. A morte do prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, comoveu o país. Bruno lutava contra o câncer e teve o quadro agravado na última semana, o que levou os médicos a declararem que não havia mais o que fazer.

A morte foi confirmada na manhã de hoje (16).

Veja abaixo como as personalidades reagiram a morte de Covas.

Presidente da República

Judiciário

Ex-Presidentes da República

Futebol

Senadores

https://twitter.com/renancalheiros/status/1393952002019930114

Deputados

https://twitter.com/RodrigoMaia/status/1393927944301592578

Governadores

https://twitter.com/costa_rui/status/1393917922171658240
https://twitter.com/FlavioDino/status/1393934870171340803

Ministro de Estado

https://twitter.com/fabiofaria/status/1393918930914353152

Políticos

https://twitter.com/Haddad_Fernando/status/1393917750414913539
https://twitter.com/joaoamoedonovo/status/1393929604860104708

Celebridades

*Atualizada às 16h55 para incluir novas manifestações

Personalidades lamentam quadro clínico de Bruno Covas

Bruno Covas, prefeito de São Paulo, morre de câncer aos 41 anos

O prefeito licenciado de São Paulo, que enfrenta um câncer no trato digestivo desde 2019, apresentou piora em seu estado de saúde e se encontra sedado. A situação é considerada irreversível pela equipe médica, informou boletim na noite desta sexta-feira (14).

A notícia mobilizou as redes sociais e o quadro de saúde do prefeito licenciado foi lamentado por políticos de diferentes linhas ideológicas.

“Transmito a todos a minha tristeza, oração a Deus, vontade que possa ainda ocorrer um milagre para que ele se recupere plenamente”, escreveu o vereador Eduardo Suplicy (PT) em rede social.

A jornalista Manuela d’Ávila, ex-candidata à vice-presidência da República, prestou solidariedade à família de Covas.

O padre Julio Lancelotti rezou pelos doentes e por Bruno Covas.

O vereador pelo Rio de Janeiro Chico Alencar (PSOL) citou convivência com Covas na Câmara dos Deputados de São Paulo: “Divergimos em várias questões, mas sempre com respeito e simpatia”.

https://twitter.com/chico_psol/status/1393358638627045376

“Toda minha oração e carinho ao prefeito da nossa cidade”, publicou a deputada federal Tabata Amaral (PDT). Outros deputados também se manifestaram.

https://twitter.com/tabataamaralsp/status/1393353827131305985

*Com TV Cultura

Bruno Covas tem quadro irreversível, dizem médicos

Bruno Covas, prefeito licenciado de São Paulo (Divulgação)

Bruno Covas, prefeito licenciado de São Paulo, apresentou piora e o quadro já é considerado irreversível pela equipe médica que trata o político. A informação foi confirmada em boletim médico emitido às 19h30 de hoje (14).

Mais cedo, a Band havia noticiado que a situação de Covas era grave. Segundo o boletim, assinado pelos médicos Luiz Francisco Cardoso e Ângelo Fernandes, ele permanece em um quarto do hospital, acompanhado por familiares, sedado e recebendo medicamentos analgésicos.

Covas pediu licença do cargo de prefeito no último dia 2 para prosseguir com tratamento contra o câncer. No dia 3, o político foi intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Sírio-Libanês, onde realiza tratamento desde a descoberta da doença.

Covas apresentou um sangramento no estômago, causado por uma úlcera em cima do tumor original na cárdia, passagem do esôfago para o estômago. Um novo sangramento também foi evidenciado no dia 6. 

A doença

Em outubro de 2019, o prefeito licenciado descobriu um tumor no trato digestivo. Com quimioterapia, ele conseguiu retirar a metástase do fígado, mas ainda tratava as células cancerígenas que apareceram na cárdia, que fica entre o esôfago e o estômago.

Com o tratamento, essa parte do tumor também foi eliminada. Em fevereiro deste ano, entretanto, os exames médicos do prefeito indicaram que o fígado voltou a apresentar nódulos.

*Com TV Cultura

Bruno Covas passa por radioterapia para controlar sangramento

Bruno Covas com o filho após receber alta da UTI, em 4 de maio (Rede Social/Reprodução)

O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, passou hoje (6) por uma radioterapia para controlar um sangramento residual no estômago, que foi detectado por um novo exame de endoscopia digestiva alta. A informação foi divulgada no final da tarde de hoje pelo Hospital Sírio-Libanês, onde Covas está internado desde o último domingo (2).

Segundo o boletim médico, o quadro clínico de Covas é estável, e não há previsão de alta hospitalar.

Em suas redes sociais, Covas escreveu que está bem e em companhia da família, “seguindo com disciplina o tratamento determinado” pela equipe médica. “Um passo de cada vez. Com fé e dedicação, tenho certeza de que vou vencer. Obrigado pelo carinho e apoio de todos vocês”, diz a mensagem.

O prefeito licenciado de São Paulo foi internado domingo após exames médicos terem demonstrado sangramento em uma úlcera no estômago, mesmo local onde foi descoberto o seu tumor inicial. Ele foi transferido para uma unidade de terapia intensiva (UTI) e intubado, sendo extubado no dia seguinte, à tarde.

Por causa do sangramento, os médicos tiveram que interromper o tratamento de Covas contra o câncer, que estava anteriormente previsto para ser realizado na última segunda-feira (3). Não há previsão de quando será retomado o tratamento de quimioterapia e de imunoterapia.

Bruno Covas foi diagnosticado com adenocarcinoma em outubro de 2019, um câncer na região da cárdia, entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e uma lesão linfonodos. Em fevereiro deste ano, os médicos descobriram um novo nódulo no fígado. E, no mês passado, exames de controle identificaram novos pontos da doença no fígado e nos ossos.

Para prosseguir com o tratamento contra o câncer, nesta semana, Covas pediu afastamento do cargo de prefeito de São Paulo por um período de 30 dias.

Por Elaine Patrícia Cruz, da Agência Brasil

Médicos retiram intubação e Covas deixa UTI

Em tratamento contra um câncer desde 2019, o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, foi extubado na noite de ontem (3) após o sangramento em uma úlcera no estômago ter sido estancado. Ele continua internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, mas deixou a unidade de terapia intensiva (UTI). Agora, Covas aguarda liberação de um leito de unidade semi-intensiva, sem previsão de alta.

“Entendemos o sangramento como evento pontual. Faz parte do acompanhamento de doentes crônicos que tenham eventos pontuais. No caso, foi um sangramento gástrico, mas poderia ter sido uma infecção ou qualquer outra contingência. Como tal, este procedimento foi enfrentado. Foi enfrentado o sangramento, foi estancado o sangramento, o paciente foi para uma unidade de terapia intensiva e acaba de ter alta”, explicou o médico David Uip, que compõe a equipe médica que trata o prefeito e que já foi médico particular do avô do prefeito, o ex-governador Mário Covas, que também lutou contra um câncer.

Em entrevista coletiva no início da tarde de hoje (4), os médicos que o atendem disseram que Covas está bem, fazendo piadas e querendo assistir ao jogo do time pelo qual torce, o Santos, contra o The Strongest, que se enfrentam hoje pela Copa Libertadores da América.

“Essa foi a grande angústia que ele teve e ele ficou muito feliz em sair da UTI [para ver o jogo]”, disse o médico Artur Katz.

“Hoje ele está animado, revigorado, fazendo piadas e descontraído. Essa é uma característica da personalidade dele. Mesmo diante das dificuldades e desafios que ele tem, ele sempre procura fazer piadas e descontrair. Ele está motivado para seguir adiante nessa batalha, nessa jornada, com nossa ajuda”, disse o médico oncologista Tulio Eduardo Flesch Pfiffer.

Por enquanto, os médicos não têm previsão de quando Covas poderá retomar o seu tratamento fazendo as sessões de quimioterapia e de imunoterapia, que deveriam ter ocorrido ontem (3) e foram suspensas após Covas apresentar o sangramento.

“Aquilo que estava previsto que era a segunda sessão de quimioimunoterapia foi obviamente adiada e vai depender de outros fatores, inclusive a recuperação do sangramento. Além do estancamento do sangue, ele teve que receber unidades de sangue. Foi um sangramento agudo. O prefeito neste momento está normal, sentado em uma cadeira, conversando habitualmente”, acrescentou Uip.

Sangramento

Bruno Covas foi internado no último domingo (2) para fazer exames de rotina de sangue, de imagem e endoscópios, que acabaram demonstrando um sangramento no local do tumor inicial. Os médicos decidiram então intubá-lo.

“A intubação foi uma estratégia basicamente para evitar que os coágulos fossem aspirados e fossem contaminar a via aérea. Foi basicamente uma intubação para proteger a via aérea durante a realização de um evento. Uma vez superada a hemorragia e o estômago todo limpo, se pode proceder a extubação”, explicou Katz.

“O objetivo atual é recolocar o prefeito em suas condições ideais de saúde, seja pela reposição do sangue perdido, seja pelo controle hemodinâmico, seja por nutrição, para que a gente possa futuramente avaliar quando tomar alguma decisão do ponto de vista oncológico, do ponto de vista de continuidade do tratamento, já que essa intercorrência (o sangramento) nos forçou a uma espécie de desvio dos planos originais”, explicou Arthur. “Uma vez superada a intercorrência, vamos planejar o que fazer daqui para a frente”, acrescentou.

Ainda no domingo, Covas comunicou que encaminhou à Câmara Municipal o seu pedido de afastamento da prefeitura pelo período de 30 dias para dar prosseguimento ao seu tratamento contra a doença. O pedido encaminhado à Câmara Municipal não precisou ser votado e foi publicado hoje no Diário Oficial do município. Nesse período, o cargo será assumido pelo vice-prefeito, Ricardo Nunes.

Histórico

Covas foi diagnosticado com um adenocarcinoma em outubro de 2019, um câncer na região da cárdia, entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos. Após o diagnóstico, ele iniciou um tratamento de quatro meses de quimioterapia.

Em fevereiro do ano passado, exames demonstraram regressão da lesão esôfago-gástrica e da lesão hepática, mas uma biópsia detectou que o câncer nos linfonodos ainda persistia e os médicos decidiram então iniciar uma nova fase de tratamento, baseado em imunoterapia, uma estratégia que permite ao próprio sistema imune do paciente combater a doença. Exames feitos pelo prefeito em abril de 2020 demonstraram controle da lesão em linfonodos.

Já neste ano, em fevereiro, Covas passou por um novo tratamento quimioterápico após os médicos descobrirem um novo nódulo no fígado. E em meados de abril, exames de controle demonstraram novos pontos da doença no fígado e nos ossos. Com isso, os médicos decidiram dar continuidade ao tratamento com quimioterapia, além de imunoterapia. Na semana passada, no dia 27 de abril, ele recebeu alta do hospital, mas voltou a ser internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) no último domingo (2), após se sentir indisposto, com náuseas e abatido. Os médicos então decidiram intubá-lo por um dia para que o sangramento pudesse ser contido.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil 

Com sangramento, Covas é transferido para UTI

Com sangramento, Covas é transferido para UTI
Bruno Covas teve de ser transferido para a unidade de tratamento intensivo nesta segunda-feira.(Arquivo)

Em tratamento contra um câncer desde 2019, o prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas, está internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio Libanês, na capital paulista. De acordo com boletim médico enviado à imprensa no início da tarde de hoje (3), Bruno Covas foi submetido a uma intubação orotraqueal e está recebendo as medidas de suporte clínico.

O prefeito foi internado ontem (2) no hospital para fazer exames de rotina de sangue, de imagem e endoscópios. A endoscopia mostrou um sangramento no local do tumor inicial e os médicos decidiram interná-lo em uma UTI.

Ainda de acordo com o boletim, o sangramento está sendo controlado com medidas de hemostasia local.

Licença

Ontem (2), o prefeito decidiu solicitar um licenciamento da prefeitura pelo período de 30 dias para poder se dedicar exclusivamente ao tratamento médico contra o câncer. O pedido de licenciamento foi encaminhado hoje à Câmara Municipal. Nesse período, o cargo será exercido pelo vice-prefeito, Ricardo Nunes.

Em um comunicado assinado ontem pelo prefeito, também publicado em suas redes sociais, ele diz: “nesses últimos meses, a vida tem me apresentado enormes desafios”.

“Tenho procurado enfrentá-los com fé, de cabeça erguida e com muita determinação. Assumi um compromisso com a cidade e sua população e tenho sido o mais transparente possível com a situação da minha saúde e com as etapas do meu tratamento”, escreveu.

“Tenho seguido à risca as orientações da equipe médica e venho trabalhando em regime de teletrabalho, ao longo desses últimos dias, contando com a dedicação e empenho de nossa equipe. Mas agora, diante dos novos focos da doença, meu corpo está exigindo que eu dedique mais tempo ao tratamento, que entra em uma fase muito rigorosa”, escreveu o prefeito, ao justificar o seu pedido de licenciamento do cargo.

Histórico

Bruno Covas faz tratamento contra um câncer desde outubro de 2019, quando ele foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região de transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos. Após o diagnóstico, ele iniciou um tratamento de quatro meses de quimioterapia.

Em fevereiro do ano passado, exames demonstraram regressão da lesão esôfago-gástrica e da lesão hepática, mas uma biópsia detectou que o câncer nos linfonodos ainda persistia e os médicos decidiram então iniciar uma nova fase de tratamento, baseado em imunoterapia, uma estratégia que permite ao próprio sistema imune do paciente combater a doença. Exames feitos pelo prefeito em abril de 2020 demonstraram controle da lesão em linfonodos.

Já neste ano, em fevereiro, Covas passou por um novo tratamento quimioterápico após os médicos descobrirem um novo nódulo no fígado. E em meados de abril, exames de controle demonstraram novos pontos da doença no fígado e nos ossos. Com isso, os médicos decidiram dar continuidade ao tratamento com quimioterapia, além de imunoterapia. No dia 27 de abril, ele recebeu alta do hospital. Mas ontem ele voltou a ser internado.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil