“Paulo Gustavo é a expressão da alegria brasileira”, diz Caetano Veloso

Após semanas internado com covid-19, o ator e humorista Paulo Gustavo morreu nesta terça-feira (04/05), vítima da covid-19 e suas complicações. Ele tinha apenas 42 anos e estreou o longa-metragem de maior bilheteria do cinema nacional.

Com uma trajetória de sucesso no teatro, na televisão e no cinema, o ator nascido em Niterói começou a ganhar visibilidade aos 26 anos, em 2004, ao participar da peça “Surto”, na qual interpretou, pela primeira vez, a famosa personagem “Dona Hermínia”, que se tornou um marco em sua carreira e foi inspirada na mãe do ator.

A personagem ganhou peça de teatro e, posteriormente, uma trilogia no cinema, que vendeu cerca de 22 milhões de ingressos. O terceiro filme da sequência, Minha mãe é uma peça 3, de 2019, se tornou o maior êxito de bilheteira da história do cinema brasileiro.

O ator estava na UTI devido à covid-19 desde 13 de março. Ele foi intubado e chegou a necessitar da ajuda de uma espécie de pulmão artificial. Por fim, teve uma embolia. Ele deixa dois filhos pequenos e o marido, o médico Thales Bretas.

A morte de Paulo Gustavo foi lamentada no meio artístico, com uma série de homenagens nas redes sociais e alertas sobre a gravidade da pandemia:

“O mundo perde um gênio do humor. Hoje a vida perdeu um pouco da graça. O Brasil perde um pedaço precioso seu. Que triste é ter que viver num mundo sem Paulo Gustavo”, escreveu o ator e humorista Fabio Prochat no Twitter.

O youtuber Felipe Neto, também descreveu Paulo Gustavo como um gênio: “Que magnitude tinha o seu passo, sua voz, seu humor. Que absurdo era o seu talento e que dor deixa em nós, por termos visto tão pouco. Porém, mesmo em pouco, vimos tudo. O tudo de um gênio, o tudo de um transformador, de um ídolo, de um mestre”, escreveu no Instagram.

“Aplaudam o grande Paulo Gustavo! O maior comediante que eu já vi!”, escreveu a humorista e
apresentadora Tatá Werneck no Instagram, alertando para a gravidade da pandemia: “Prestem atenção: não deixem essa dor ser em vão. Entendam a gravidade dessa pandemia. Usem máscara. Álcool gel. Distanciamento social. Por favor. Não deixem essa dor ser em vão. Não deixem 400 mil vidas em vão.”

Para Caetano Veloso, Paulo Gustavo é “a expressão da alegria brasileira”. “O povo brasileiro, que encheu os cinemas para rir com Paulo Gustavo, está de luto. E deve revoltar-se contra os responsáveis por nossa vulnerabilidade frente à pandemia que nos tirou essa pessoa amada por representar nossa vocação para o SIM”, escreveu no Twitter.

“A Alegria está triste”, escreveu o apresentador Serginho Gorisman.

“Descanse em Paz meu irmão, você iluminou nossas vidas aqui na terra e agora vai iluminar aí de cima!!!”, lamentou a cantora Preta Gil.

“Assassinos de Paulo Gustavo : quem dizia ‘é só uma gripezinha’; ‘não passa de 200 mortes’; ‘cloroquina resolve’; ‘gente morre todo dia’; ‘Lockdown destrói o país’; ‘máscara nos faz respirar ar viciado’; ‘eu obedeço o comandante’. E por aí vai. Canalhas da pior espécie”, escreveu o escritor Paulo Coelho.

A atriz Mônica Martelli, grande amiga do ator, postou a seguinte mensagem no Instagram: “Meu irmão, eu te amo e pra sempre vou te amar.  Você foi muito bravo e agora pode descansar. Vamos lembrar de você sempre assim. Sorrindo, criando, fazendo o Brasil gargalhar.”

“Um país que gargalha é um país melhor. Muito obrigado. Vá em paz”, escreveu o ator Humberto Carrão.

A ex-presidente Dilma Rousseff disse que “O Brasil perde um ator extraordinário”.

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, também usou as redes sociais para lamentar a morte do ator.

* Com Deutsche Welle

lf (ots)

Caetano Veloso: “Temos um governo inimigo das liberdades”

(VideoFilmes/Divulgação)

Aos 78 anos, Caetano Veloso convida espectadores a mergulharem em algumas de suas  mais profundas e dolorosas memórias. Ao assistir ao documentário Narciso em Férias, que estreou na última segunda-feira (07/09) na 77ª edição do Festival de Veneza, experimenta-se a força da narrativa, mas também da linguagem corporal e simbólica do cantor e compositor baiano.

Tudo começou quando Paulinha, como Caetano se refere carinhosamente à companheira Paula Lavigne, teve a ideia de recontar o capítulo Narciso em Férias, do livro de memórias Verdade Tropical, com imagens em movimento. Nesse capítulo, o baiano descreve a temporada que passou no cárcere durante a ditadura militar.

A produtora e empresária Lavigne idealizou o documentário e, para dirigi-lo, convidou Renato Terra, que repetiu a parceria com Ricardo Calil, iniciada no longa Uma Noite em 67. “Nesse momento do país, sinto que o filme entra como um sopro de afeto, de esperança, de força e de clareza”, diz Terra à DW Brasil.

Os dois diretores optaram por um formato minimalista, no qual cada detalhe ganha relevância: os silêncios, as pausas, as inflexões de Caetano. “Tiramos imagens de arquivo, tiramos entrevistas, tiramos trilha sonora, tiramos qualquer efeito de câmera”, explica Terra.

No longa, com 83 minutos de duração e também disponibilizado no Globoplay, Caetano aparece numa sala cinza vazia da Cidade das Artes, espaço cultural inacabado no Rio de Janeiro. Ele está sentado em uma cadeira e algumas vezes, poucas, pega o violão e canta. 

“O Antônio Prata me disse que, ao ver o filme, a experiência dele foi muito melhor assim, porque foi completando o que Caetano estava dizendo com as imagens da cabeça dele. É como um filme de terror, por exemplo, que fica muito mais interessante quando você não mostra o monstro. Você só sugere o monstro”, diz Terra.

Os 54 dias de encarceramento de Caetano tiveram início em dezembro de 1968, apenas 14 dias depois da emissão do AI-5. Ele e Gilberto Gil fora retirados de suas casas em São Paulo e levados para o Rio de Janeiro por policiais à paisana. Em entrevista à DW Brasil, Caetano relembra os horrores do cárcere: “Eu tinha uma alucinação de que a minha vida era só aquilo. Eu me lembrava das coisas como se elas fossem apenas sonhos.”

Sobre o atual momento vivido pelo Brasil, sob o governo do presidente Jair Bolsonaro, Caetano diz que a perspectiva para o país é “sombria”. “Temos um governo inimigo das liberdades […] No médio prazo, a gente olha para frente e não vê uma coisa muito boa.”

DW Brasil: Como era sua rotina durante os 54 dias em que ficou encarcerado?

Caetano Veloso: Gil e eu fomos levados para o 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca. Na primeira semana, eu fiquei numa solitária. Foi terrível. Dormia no chão, tinha uma privada perto da minha cabeça, um chuveiro por cima da privada e nada mais. Depois de alguns dias, eu estava muito mal da cabeça. Achava que nunca tinha vivido outra coisa, senão aquilo. No fim dessa primeira semana, fomos transferidos, Gil e eu, para um outro quartel (da Polícia do Exército da Vila Militar, no subúrbio de Deodoro), onde eu dividi o xadrez com outros rapazes. Eu num xadrez, e Gil no outro. Só por não estar mais na solitária já era melhor, mas continuava ruim. Não tinha onde dormir, tinha mais gente do que a cela podia comportar, tínhamos que dividir um chuveiro para todos. Por fim, me transferiram para o quartel dos paraquedistas do Exército. Desta vez, eu tinha cama, travesseiro, lençol. Tinha até um banheiro separado.

Você dividia a cela com outros artistas e intelectuais?

Eu não. No xadrez de Gil estavam alguns nomes da cultura brasileira, como o poeta Ferreira Gular, o escritor Antônio Calado, o jornalista e romancista Paulo Francis. Geraldo Vandré era procurado. Os militares tinham um ódio violento dele por causa daquela canção Pra não dizer que não falei das flores, que falava de “soldados armados, amados ou não”. Eu estava com líderes estudantis, rapazes vinculados à Igreja Católica, mas de esquerda. O Gil estava numa cela melhor porque tinha diploma, ele podia até ter violão. O sofrimento era grande. A minha mulher [Dedé Gadelha] não sabia onde eu estava. Ninguém da minha família sabia. Eu fui sequestrado, estava desaparecido. E já fazia um mês.

(VideoFilmes/Divulgação)

Foi nesse momento que você achou que poderia ser assassinado?

Eu vivi muitos momentos terríveis. No período final da primeira semana nessa solitária que eu descrevi, fiquei muito mal da cabeça. Achei que a vida tinha sido sempre aquilo. Porque eu dormia e acordava, e estava sempre ali. Não via ninguém, não via nem a mim mesmo. O carcereiro colocava café e um pedaço de pão através de uma portinhola. Eu tinha uma alucinação de que a minha vida era só aquilo. Eu me lembrava das coisas como se elas fossem apenas sonhos.

Um dia, quando eu estava no segundo quartel, o tenente chegou com um soldado. Eu me lembro que o soldado me olhava chorando. Ele balançava a cabeça, como se reprovasse aquela situação. Eu pensei: “O que será que vai acontecer?” Lembro-me de meus companheiros de cela assustados. Eles me olhavam com uma cara como se também estivessem se perguntando: “O que será que vai acontecer?” Esse tenente e outros dois outros militares me tiraram da cela. Eles me mandaram andar na frente deles. Eu saí da minha cela bastante tenso. Estávamos em uma vila militar. Quando eu estava andando na frente, eles armados atrás de mim disseram para eu não olhar para trás, e eu pensei: “Vão atirar, vão atirar.”

Então um deles me disse: “Vire à direita.” Eu fui por um corredor, era o barbeiro. Eles cortaram o meu cabelo, e embora eles estivessem simbolicamente tirando mais um pedaço da minha liberdade, fiquei feliz. Eles tosaram meu cabelo num estilo militar, bem batidinho dos lados [A foto do corte foi parar no cartaz do filme].

Você só compôs uma música na prisão. Em qual momento isso aconteceu?

Foi no terceiro quartel, o dos paraquedistas do Exército. A minha mulher [Dedé], enfim, me encontrou. Ela ficava do lado de fora da grade e, assim, podíamos nos ver. Aí minha cabeça melhorou e fiz uma canção meio de vontade de estar fora, de ser solto para eu ver minha irmã mais nova de novo, que era adolescente e tinha uma risada linda, a Irene. Eu fiz essa música sem violão, sem nada.

(VideoFilmes/Divulgação)

Este é o momento em que você chora no filme, quando a Dedé vai te visitar?

Eu me emocionei por não lembrar o nome do sargento baiano que facilitou meu encontro com Dedé. Depois, ele acabou sendo preso. Não gosto de falar disso. A gente teve que parar a gravação. Mas é preciso ter coragem de enfrentar o tema.

E como foi quando a Dedé te mostrou a foto do planeta Terra pela primeira vez na cadeia?

Foi estimulante. Dedé foi me visitar e levou a revista Manchete. E tinha as primeiras fotos da Terra tiradas do espaço sideral. Era a primeira vez que a gente via a Terra. Claro, estudávamos na escola que “a Terra é redonda”, tinha o globo para olharmos, mas ver uma fotografia da Terra tirada do espaço sideral foi a primeira vez. Aquilo me entusiasmou, fiquei pensando… Isso não está em lugar nenhum, estou contando a você. Eu pensei assim: “Mas a Terra aqui aparece toda redondinha, a gente estudou que ela é achatada nos polos, mas nas fotografias nunca aparece achatada. Mais ou menos dez anos depois fiz uma canção chamada Terra, que começa justamente por causa do fato de eu ter visto as primeiras fotos da Terra, tiradas de fora, de dentro de uma cela: “Quando eu me encontrava preso, na cela de uma cadeia, foi que vi pela primeira vez, as tais fotografias…”

O governo Bolsonaro pode ser comparado ao período da ditadura militar?

Nós temos agora um governo de extrema direita, mas que foi eleito democraticamente. Oficialmente, não temos um governo autoritário. Temos um governo inimigo das liberdades. Eles aparelharam as áreas de cultura, de educação. Eles estão fazendo uma corrosão da situação democrática. Isso é perigoso. Sem falar no total desrespeito pelos cuidados ambientais. É duro, porque estão fazendo uma onda populista para se reelegerem em 2022. A perspectiva é sombria. No médio prazo, a gente olha para frente e não vê uma coisa muito boa, não. Eles ficam lutando contra os princípios da democracia, mas dentro das formalidades da democracia. É tenso.

No golpe militar, não houve opção. Foi um golpe. Agora, os brasileiros escolheram este governo…

Olha, não podemos esquecer que o golpe militar de 1964 foi apoiado por grande parte da população e por toda a imprensa. Por toda a imprensa. Ele foi pedido, rogado, pelo Globo, pela Folha de S.Paulo, pelo Estadão, todo mundo. E teve uma passeata que era “Família com Deus pela liberdade”, algo assim, que defendia que estávamos sendo ameaçados pelo comunismo, por causa do governo de João Goulart, que, na prática, era de centro-esquerda. Até alguns intelectuais respeitáveis e adoráveis, como Carlos Drummond de Andrade, chegaram a achar razoável que houvesse um golpe.

Por Meyre Brito, da Deutsche Welle

Protestos em defesa da Amazônia reúne ativistas e artistas

Por Vinícius Lisboa

Artistas durante ato no Rio (Twitter/Reprodução)

Manifestantes se reuniram na tarde de hoje (25) na Praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, para pedir o combate ao desmatamento e às queimadas na Floresta Amazônica.

O ato contou com a presença de organizações não-governamentais, ativistas, políticos e artistas como os cantores Caetano Veloso, Criolo e Tereza Cristina. O protesto percorreu a pista da Avenida Vieira Souto junto à orla, em direção ao Jardim de Alah.

Os manifestantes cantaram clássicos da música popular brasileira e ergueram cartazes com dizeres como “Não queimem o nosso futuro” e “A Amazônia não aguenta mais”.

Entre os manifestantes havia crianças, idosos, jovens e adultos, e o ato transcorreu com tranquilidade. Não houve impacto no trânsito, já que a pista da Avenida Vieira Souto é fechada como espaço de lazer todos os domingos.

Na última sexta-feira, mais protestos contra o desmatamento levaram manifestantes a diversas cidades brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília .

Os incêndios na Amazônia chamaram a atenção da comunidade internacional nesta semana e foram discutidos na Cúpula do G7, que reuniu os chefes de Estado de Estados Unidos, Alemanha, Japão, França, Reino Unido, Itália e Canadá. Anfitrião do encontro, o francês Emmanuel Macron, declarou neste domingo que é necessário ajudar os países da Amazônia a combater os incêndios o mais rápido possível.

Na última sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) autorizando o emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios. O envio dos militares dependerá da solicitação de cada governador da região, que inclui os estados de Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, Tocantins e Maranhão. Entre esses estados, apenas Maranhão e Amapá ainda não requisitaram o apoio federal.

*Com informações da Agência Brasil

Também teve ato em defesa da Amazônia convocado pela Companhia de Teatro Vitória Régia, no centro de Manaus (Alberto César Araújo/Fotos Públicas)

Virada terá Caetano, Criolo, Anavitória, Lucas Lucco e Anitta no Anhangabaú

Começa neste sábado (18) e vai até domingo (19) a 15ª edição da Virada Cultural que traz mais de 1,2 mil atrações gratuitas em 24 horas de programação para a capital paulista. O festival promovido pela Prefeitura de São Paulo começa às 18h com Nação Zumbi abrindo o palco destinado ao rock na Avenida Rio Branco. Ao mesmo tempo, Teresa Cristina canta na Avenida São João um repertório de samba de compositores negros.



A cantora Denise Assunção faz a abertura do palco Copan, em frente ao icônico edifício projetado por Oscar Niemeyer, que homenageia o músico Itamar Assumpção, que completaria 70 anos. Também prestam esse tributo Zélia Duncan, B Negão, André Abujamra, As Bahias e a Cozinha Mineira, Anelis Assumpção e Tulipa Ruiz.

Grandes nomes

Caetano e Criolo, atrações da Virada Cultural no mesmo palco do Vale do Anhangabaú (Facebook/Reprodução)

Algumas das atrações de maior público se apresentarão no Vale do Anhagabau. Às 22h30 de sábado, Caetano Velloso se apresesnta junto com os filhos Moreno, Zeca e Tom. A meia noite, é a vez de Criolo, seguido pelo filho do lendário Fela Kuti, Sean Kuti. Ao meio dia de domingo, o agito é por conta de Anitta.

Ao todo, serão 250 pontos com atividades envolvendo as mais diversas linguagens artísticas, como teatro, circo, cinema e gastronomia. A expectativa é de que o evento atraia 5 milhões de pessoas em toda a cidade. As atrações musicais estão distribuídas por 35 palcos, sendo 27 no centro e oito em bairros fora da região central.

Palco Anhangabaú

SÁB    18h – 19h       Palavra Cantada

SÁB   21h – 22h30  Ofertório – Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso

DOM 00h – 01h30  Criolo

DOM 03h – 04h30  Seun Kuti & Egypt 80 part. IZA

DOM 09h – 10h       Aline Barros

DOM 12h – 13h30  Anitta [com tradução em Libras]

DOM 14h30 – 15h30         Anavitória [com tradução em Libras]

DOM 17h – 18h       Lucas Lucco [com tradução em Libras]

Anitta

De norte a sul

O Centro Cultural Grajaú, na zona sul, receberá no encerramento do evento, a partir das 17h de domingo, o cantor baiano Baco Exu do Blues. Também passarão pelo espaço o reggae carioca do Ponto de Equilíbrio e o rap de Negra Li.

Na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte, o Centro da Juventude Ruth Cardoso recebe o rapper Rashid na abertura do evento, às 18h de sábado, seguido por Karol Conka. No domingo, tem mais rap com Thaíde às 14h. No fechamento, o palco muda de estilo com Elba Ramalho, às 17h.

Todas as unidades do Sesc da cidade também estarão dentro da programação. Na zona leste, o Sesc Belenzinho vai receber diversas atividades de artes manuais visuais. No Sesc Itaquera, também à leste, haverá literatura e teatro, com o encerramento a cargo do músico Pepeu Gomes.

Teatro e dança

A atriz Andrea Beltrão vai estrelar Antígona, um espetáculo tragédia grega de Sófocles, no Theatro Municipal às 19h de sábado. Às 21h, a cia Dr. Palhaço e o Fluxo apresenta, no Teatro Cacilda Becker, um espetáculo baseado na experiência do psiquiatra Flávio Falcone na cracolândia, região do centro paulistano conhecida pelo uso de drogas.

Durante os dois dias, a Galeria Olido terá apresentações de dança contemporânea. Na Casa de Cultura de Parelheiros, no extremo sul, haverá uam programação de forró no sábado e no domingo. Enquanto o grupo Corpos Suspensos fará duas intervenções no Viaduto do Chá, no centro, uma na noite de sábado, às 22h30, e outra na manhã de domingo, às 10h.

No Pateo do Collegio, a bailarina Morena Nascimento vai se apresentar ao meio dia de domingo com o músico Benjamin Taubkin. Esse palco será destinado a música instrumental com a Orquestra Jazz Sinfônica tocando às 15h.

Para comer

Ainda no centro, serão organizadas oito praças gastronômicas. O Fuegos Festival ficará na Avenida São Luís, o Festival Smorgasburg na lateral do Theatro Municipal e a Sabores do Brasil, no Vale do Anhagabau. A Praça das Artes recebe a Tenda Sabores da Coreia. As bancas funcionam das 18h as 2h, no sábado, e reabrem das 10h as 18h, no domingo.

Infantil

A programação para as crianças começa com o show do Palavra Cantada no Anhangabau, logo no início do evento. Ao todo são 180 atrações voltadas ao público infantil. A Biblioteca Monteiro Lobato, na Vila Buarque, no centro, vai oferecer brincadeiras de roda, contação de histórias, brinquedos infláveis, pintura de rosto e oficina de fantasias.

*com informações da Agência Brasil